Momentos-chave
- Zelensky anuncia retorno de prisioneiros ucranianos da Rússia
- Putin e Xi encontram-se em agosto e setembro
- 100 dias depois, Rússia continua a escolher a guerra, diz a Ucrânia
- Putin admite encontro com Zelensky só no final das negociações
- Putin diz que rearmamento da NATO não é uma ameaça para a Rússia
Histórico de atualizações
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Ataque russo “massivo” com drones a Odessa faz 13 feridos, incluindo três bombeiros
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Parlamento finlandês aprova saída de tratado que proíbe minas antipessoais
Outros quatro países da região também prevêem sair do tratado, invocando a ameaça à segurança representada pela Rússia. Decisão foi aprovada por uma ampla maioria, com 157 votos a favor e 18 contra.
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Zelensky anuncia retorno de prisioneiros ucranianos da Rússia
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje o regresso de um novo grupo de prisioneiros de guerra ucranianos que estavam mantidos em cativeiro na Rússia, noticia a agência EFE.
A libertação deste novo grupo de soldados ucranianos surge depois de a Rússia e a Ucrânia terem acordado trocar todos os prisioneiros de guerra feridos, bem como os que têm menos de 25 anos, em negociações diretas em Istambul, na Turquia.
As trocas acordadas estão a decorrer em diferentes fases, sem que nenhuma das partes tenha informado quantos prisioneiros regressaram em cada uma delas.
“O nosso povo está a regressar a casa do cativeiro russo”, escreveu Volodymyr Zelensky nas suas redes sociais, explicando que os combatentes libertados pertencem ao exército ucraniano, à Guarda Nacional e à Guarda de Fronteiras.
O chefe de Estado ucraniano referiu ainda que a maioria dos prisioneiros estava em cativeiro desde 2022 e assegurou que o Governo está a fazer todos os esforços para que todos os soldados ucranianos que permanecem prisioneiros na Rússia possam voltar a casa.
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Putin e Xi encontram-se em agosto e setembro
O Presidente da Rússia, Putin, e o homólogo da China, Xi Jinping, vão ter encontros em agosto e setembro, indicou o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov.
Numa conversa telefónica, os dois líderes, noticia o Kyiv Independent, acertaram um encontro à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, em Tianjin, na China, entre 31 de agosto e 1 de setembro. Terão ainda uma conversa bilateral no dia 2 de setembro, segundo a agência de notícias Tass.
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Violência sexual ligada à guerra na Ucrânia subestimada, indica um relatório
A violência sexual ligada à guerra na Ucrânia está subestimada, nomeadamente a sofrida por homens, nuitos dos quais guardam silêncio com medo de serem estigmatizados, indica um relatório hoje divulgado.
O documento será apresentado em Paris, no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflitos, que hoje se assinala.
É o resultado de um simpósio organizado em novembro, em Kiev, por três Organizações Não Governamentais, com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.
O evento reuniu vítimas, representantes da sociedade civil, juristas e decisores políticos, para identificar as lacunas na gestão dos problemas e propor soluções.
O número de casos registados desde a invasão russa da Ucrânia está abaixo da realidade, segundo o relatório, em que se apontam várias causas: estigmatização, medo de represálias, culpabilização e acesso limitado a justiça, especialmente nas zonas ocupadas.
Entre fevereiro de 2022 e agosto de 2024, a missão de observação dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia documentou 376 casos de violência sexual relacionada com o conflito, entre os quais 262 envolvendo homens.
Frequentemente expostos a violência (violação, nudez forçada e descargas elétricas nos órgãos genitais) durante a detenção, os homens são nornalmente relutantes em falar, mesmo com pessoas próximas.
“Reconhecer uma violação pode levar a uma forma de ostracismo ou de piedade tão extrema que se torna insuportável”, relatou no documento Oleksy Syvak, que fundou uma rede de apoio às vítimas masculinas, como ele.
“A crença generalizada de que os homens devem parecer sempre fortes e nunca mostrar fragilidade intensifica o sofrimento, quando são incapazes de corresponder a esta imagem”, acrescentou.
No Livro Branco, com cerca de 40 páginas, refere-se que a legislação ucraniana evoluiu no bom sentido nos últimos anos, mas que muito há a fazer a vários níveis.
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Kiev e Moscovo dizem ter destruído mais de 80 drones de cada lado esta noite
As autoridades da Ucrânia e da Rússia asseguraram hoje ter destruído, respetivamente, mais de 80 drones lançados contra os seus territórios durante as últimas horas, no ámbito da guerra iniciada com a invasão russa em 2022.
O Estado Maior do Exército ucraniano indicou, em comunicado publicado na rede social Facebook, que os sistemas de defesa derrubaram 88 dos 104 drones kamikaze e engenhos lançados pela Rússia esta noite, sem se pronunciar sobre vítimas ou danos.
Por seu lado, o Ministério da Defesa russo indicou na conta de Telegram que durante a noite foram intercetados 81 aparelhos ucranianos, incluindo 19 na região de Briansk, 18 na de Kursk e 13 na de Smolensk.
Sublinhou ainda que a estas interceções se somam outras sete em Volgogrado, seis em Oriol, cinco em Rostov, três em Belgorod e Astracan, respetivamente, duas em Riazan e uma em Moscovo, além de cinco na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, um passo não reconhecido pela comunidade internacional.
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100 dias depois, Rússia continua a escolher a guerra, diz a Ucrânia
Passaram 100 dias desde que a Ucrânia diz ter aceitado a proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo, mas a Rússia optou por rejeitar este passo, começa por escrever na rede X o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha que conclui:
“A Ucrânia continua comprometida com a paz. Infelizmente, a Rússia continua a escolher a guerra, apesar dos esforços dos Estados Unidos para terminar com as mortes”.
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Putin admite encontro com Zelensky só no final das negociações
Vladimir Putin afirmou, nesta quinta-feira, estar disponível para se encontrar com Volodymyr Zelensky mas só numa “fase final” de negociações. Não está, no entanto, disponível para “nos sentarmos de forma interminável, mas para pôr fim a isto”.
Putin voltou a por em causa a legitimidade de Zelensky, cujo mandato, segundo Moscovo, terminou em maio de 2024. Devido à imposição da lei marcial e à continuação do conflito, a Ucrânia não realizou eleições presidenciais.
“Estou disposto a reunir-me com qualquer pessoa, mesmo com Zelensky. Se o Estado ucraniano confia nele para negociar, que assim seja”, afirmou Putin, relativizando a importância de quem representa Kiev nas conversações.
Para o Presidente russo, é essencial “encontrar uma solução que não só ponha fim ao conflito atual, mas que também crie as condições para evitar que situações semelhantes se repitam a longo prazo”.
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Putin diz que rearmamento da NATO não é uma ameaça para a Rússia
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que o rearmamento da NATO não representa uma ameaça para o país, assegurando que Moscovo dispõe das “capacidades de defesa” necessárias para fazer frente à aliança transatlântica.
“Não consideramos qualquer rearmamento da NATO como uma ameaça à Federação da Rússia, porque somos autossuficientes em matéria de segurança”, declarou Putin, durante uma mesa-redonda com representantes de agências de notícias internacionais, à margem do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.
O chefe de Estado russo acrescentou que o país está “constantemente a melhorar as suas Forças Armadas e capacidades de defesa”.
Num momento em que a NATO prepara uma nova cimeira, na próxima semana, em Haia (Países Baixos), e incentiva os membros a aumentarem o investimento em defesa, Putin considerou que um eventual reforço orçamental até 5% do PIB, por parte dos aliados, representaria “desafios específicos” para Moscovo, mas disse que esse esforço financeiro “não faz sentido” para os próprios países da aliança.
“Responderemos a todas as ameaças que surjam. Disso não há dúvidas”, assegurou.
Putin referiu-se à ofensiva lançada contra a Ucrânia em 2022 como parte de um confronto mais amplo com a NATO, que considera representar uma ameaça “existencial” junto às fronteiras russas.
No quadro de futuras negociações de paz, o líder russo manifestou interesse em discutir a arquitetura de segurança europeia, nomeadamente com o Presidente norte-americano, Donald Trump.
Kiev procura, no entanto, garantias de segurança por parte da NATO como condição para um eventual acordo para pôr fim à guerra.
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Putin admite encontro com Zelensky só no final das negociações
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Abrimos aqui este liveblog para acompanhar a Guerra na Ucrânia. Pode ver o que aconteceu ontem no liveblog que agora arquivamos.
Putin diz que está “pronto” para se “encontrar com todos, incluindo Zelensky”
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