Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Von der Leyen e Costa saúdam compromisso de enviar tropas para manter a paz na Ucrânia
- Donald Tusk diz que vai assegurar espaço aéreo ucraniano mas pede garantias de segurança para a Polónia
- Alemanha está pronta para financiar e treinar forças ucranianas, mas não se compromete ainda com envio de tropas
- Meloni diz que Itália não vai mandar tropas para a Ucrânia
- Trump pede a líderes europeus pressão económica sobre a China "por financiar esforços de guerra russos"
- Presidente finlandês diz que Trump sugeriu sanções conjuntas ao petróleo e o gás russos
- Zelensky: fortalecer o exército ucraniano é "elemento central das garantias de segurança"
- Macron diz que 26 países estão prontos para garantir a segurança da Ucrânia "por terra, pelo mar e pelo ar"
- Zelensky e Witkoff já se encontraram
- Sánchez garante que não "haverá concessões à agressão russa"
- Starmer relata que membros da Coligação das Vontades demonstraram "compromisso inquebrável" à Ucrânia — que deve receber mais mísseis
- Rutte volta a avisar que Rússia "não querer parar" na Ucrânia e reitera apelo: "Não sejamos ingénuos sobre a Rússia"
- Primeiro-ministro checo garante que houve "consenso total" durante o encontro
- Primeiro-ministro do Luxemburgo diz que Coligação das Vontades continua "forte e unida"
- Enviado de Trump já discursou e saiu como "planeado" da reunião. Witkoff terá encontro com Zelensky mais tarde
- Zelensky garante que da reunião sairá "garantias de segurança substancias a longo termo" para a Ucrânia
- Von der Leyen diz que reunião é "crucial" e define as três "principais tarefas" do encontro
- Putin está de visita à ilha Russky, no extremo oriente da Rússia, onde vai participar no Fórum Económico Oriental
- Costa, Von der Leyen, Tusk, Witkoff e Stubb ao lado de Macron e Zelensky
- Reunião serve para "finalizar garantias de segurança robustas"
- Macron começa a receber líderes europeus no Palácio do Eliseu
- Rutte diz que "não cabe" à Rússia decidir se Ucrânia recebe tropas estrangeiras
- Pedro Sánchez cancela viagem e participa na conferência de Paris à distância. Avião oficial ter-se-á avariado
- A agenda para a reunião da Coligação das Vontades em Paris:
- Garantias de Segurança à Ucrânia são "garantias de perigo" para a Europa.
- Trump diz que Putin e Zelensky não estão prontos para encontro, mas "algo vai acontecer"
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- Emmanuel Macron anunciou que 26 países estão prontos para garantir a segurança da Ucrânia por terra, mar e ar, como parte de um compromisso internacional para apoiar um cessar-fogo ou acordo de paz. A Coligação dos Dispostos, que reúne mais de 30 países, incluindo Portugal, está a coordenar esforços para garantir uma paz duradoura e dissuadir futuras agressões da Rússia.
- Numa reunião em Paris, os líderes europeus discutiram as garantias de segurança para a Ucrânia, com a participação de figuras de destaque como Ursula von der Leyen e António Costa. O Presidente francês sublinhou que a Ucrânia é “o lado da paz” e que a Rússia é o agressor, destacando a unidade dos países europeus para assegurar a paz e a regeneração das forças armadas ucranianas.
- Donald Trump falou com líderes europeus, encorajando-os a parar de comprar petróleo russo para evitar financiar a guerra contra a Ucrânia. Trump também sugeriu a aplicação de sanções conjuntas ao petróleo e gás russos como uma forma de pressionar a economia russa e travar a máquina de guerra de Moscovo.
- A Alemanha sinalizou a disponibilidade para financiar e treinar as forças militares ucranianas, mas adiou a decisão sobre o envio de tropas até que os detalhes de um acordo de paz sejam mais claros, particularmente no que diz respeito ao envolvimento dos Estados Unidos e aos resultados das negociações.
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Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.
Putin diz que tropas ocidentais na Ucrânia serão um “alvo legítimo”
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Putin elimina exigência de visto para cidadãos chineses
Vladimir Putin anunciou que vai eliminar a exigência de visto de entrada para cidadãos chineses, cita a agência TASS. A declaração foi feita num encontro com Li Hongzhong, membro do Partido Comunista da China, e é uma medida recíproca.
A partir de 15 de setembro as autoridades chinesas passam a aceitar a entrada e permanência por até 30 dias de cidadãos russos com passaportes regulares sem a necessidade de visto, para negócios ou lazer. “É claro que a Rússia vai ser recíproca diante deste gesto amigável. Vamos fazer o mesmo”, afirmou Putin.
Um acordo de dispensa de visto para grupos turísticos, com entre 5 e 50 pessoas, já estava em vigor pelos dois países.
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Von der Leyen e Costa saúdam compromisso de enviar tropas para manter a paz na Ucrânia
Os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu saudaram hoje o compromisso de 26 países da chamada Coligação dos Dispostos para enviar militares que assegurem um eventual cessar-fogo ou acordo de paz na Ucrânia.
Em comunicado, Ursula von der Leyen escreveu que “26 países estão disponíveis para mobilizar contingentes [militares] em terra, no ar e mar”.
“Isto contribuirá para assegurar uma paz duradoura [na Ucrânia] e dissuadir futuras agressões” por parte da Rússia, acrescentou a líder do executivo comunitário, depois de uma reunião da coligação, composta por mais 30 países (incluindo Portugal), que se realizou hoje em Paris.
Ursula von der Leyen, que marcou presença no encontro na capital francesa, referiu ainda que durante a reunião se sentiu “determinação” e também houve “resultados concretos”.
E a principal garantia de segurança foi a inclusão “do apoio dos Estados Unidos da América”, acrescentou a presidente da Comissão Europeia.
Já António Costa escreveu nas redes sociais que a decisão de hoje foi uma “união de forças para reforçar as garantias de segurança” da Ucrânia e que vai ajudar na “regeneração das Forças Armadas” do país invadido pela Rússia há mais de três anos.
“A coligação não só está disponível, também pode cumprir”, acrescentou o presidente do Conselho Europeu, também presente em Paris, exigindo a Moscovo “que acabe já com a matança”.
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Donald Tusk diz que vai assegurar espaço aéreo ucraniano mas pede garantias de segurança para a Polónia
O primeiro-ministro polaco Donald Tusk afirmou esta quinta-feira, depois da reunião da Coligação das Vontades, em Paris, que a Polónia vai estar envolvida em discussões para assegurar o espaço aéreo da Ucrânia, contudo precisa de garantias de segurança também para o próprio país, avança a Reuters. “Disse aos nossos parceiros que a Polónia está muito interessada em ter um espaço aéreo seguro, mas isto deve estar relacionado com as garantias de segurança para a Polónia”, disse Tusk.
A Polónia, membro da NATO, tem estado alerta para objetos a entrarem no seu espaço aéreo desde o início do conflito na Ucrânia, país com o qual faz fronteira. Recentemente um drone caiu e explodiu em território polaco, e em 2022 um míssil caiu e matou duas pessoas.
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Alemanha está pronta para financiar e treinar forças ucranianas, mas não se compromete ainda com envio de tropas
Depois da reunião esta quinta-feira em Paris com os países membros da Coligação das Vontades, a Alemanha sinalizou que está pronta para financiar e treinar as forças militares ucranianas, mas vai decidir depois sobre o envio de tropas, avança a Reuters.
“A Alemanha vai decidir sobre um envolvimento militar quando os moldes do acordo ficarem claros”, disse um porta-voz do Governo alemão. “Isto quer dizer perceber o grau e a extensão do envolvimento norte-americano, assim como o resultado do processo de negociação, entre outros fatores”.
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Meloni diz que Itália não vai mandar tropas para a Ucrânia
A Itália não vai mandar tropas para a Ucrânia, disse Giorgia Meloni durante a reunião da Coligação das Vontades esta quinta-feira em Paris, da qual participou por videoconferência. De acordo com o Le Monde, a primeira-ministra italiana enfatizou “a relutância da Itália em enviar tropas para a Ucrânia”, destacando, entretanto, que o país poderia “apoiar um possível cessar-fogo por meio de iniciativas de monitoramento e treinamento fora das fronteiras da Ucrânia”.
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Trump pede a líderes europeus pressão económica sobre a China "por financiar esforços de guerra russos"
Donald Trump pediu aos lideres europeus esta quinta-feira que a Europa pare de comprar petróleo da Rússia, apontando que desta forma está a ajudar a financiar a guerra contra a Ucrânia, disse uma fonte oficial da Casa Branca, citada pela Reuters.
“O Presidente Macron e os líderes europeus ligaram para o Presidente Trump durante a reunião da Coligação das Vontades. O Presidente Trump enfatizou que a Europa deve parar de comprar petróleo russo que está a financiar a guerra — a Rússia recebeu 1,1 mil milhões de euros em vendas de combustíveis da UE em um ano”, afirmou a fonte oficial.
“O Presidente também enfatizou que os líderes europeus devem colocar pressão económica sobre a China por financiar os esforços de guerra russos”, afirmou ainda.
“A reunião da Coligação das Vontades era sobre garantias de segurança para a Ucrânia. O Presidente Trump questionou a seriedade dos países enquanto continuam a alimentar a economia russa e a guerra. O Presidente deixou claro que esta não é uma guerra dele, e os europeus devem comprometer-se também”.
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Presidente finlandês diz que Trump sugeriu sanções conjuntas ao petróleo e o gás russos
O Presidente finlandês, Alexander Stubb, disse esta quinta-feira que Donald Trump sugeriu que os EUA e a Europa apliquem sanções conjuntas contra o petróleo e o gás russos, cita o The Guardian. “A abordagem de Trump foi a de que devemos agir juntos numa política de sanções e procurar formas de travar a máquina de guerra russa através de meios económicos”, disse aos jornalistas. “Neste caso, há dois alvos: petróleo e gás. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e os conselheiros próximos do Presidente Trump vão discutir este tema nas próximas 24 horas”, concluiu Stubb.
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Zelensky: fortalecer o exército ucraniano é "elemento central das garantias de segurança"
A falar aos jornalistas lado de Emmanuel Macron depois das reuniões em Paris esta quinta-feira, Volodymyr Zelensky afirmou que fortalecer o exército ucraniano é “o elemento central das garantias de segurança”, com destaque para treinamento, produção e aquisição de armas. “As linhas de produção de armas europeias não estão a ser suficientes”, disse Zelensky, que pediu mais investimento no setor.
O Presidente ucraniano diz ainda que o plano para as garantias de segurança inclui “passos concretos” e que os líderes estão agora a definir quais países vão ajudar em quais áreas, incluindo temas como cybersegurança e defesa aérea.
Para o Presidente ucraniano, o elemento chave para acabar com a guerra é “privar a máquina de guerra russa de recursos”, e pediu mais sanções económicas a Moscovo.
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Macron diz que 26 países estão prontos para garantir a segurança da Ucrânia "por terra, pelo mar e pelo ar"
Numa conferência de imprensa em Paris ao lado de Volodymyr Zelensky, Emmanuel Macron afirmou que 26 países estão alinhados em relação às garantias de segurança para um acordo de paz e que a Coligação das Vontades está pronta para coordenar com os EUA sanções à Rússia caso o país não aceite o cessar-fogo.
De acordo com o Presidente francês, 26 países estão prontos para enviarem tropas ou envolverem-se “por terra, por mar e pelo ar”, para “assegurar o povo ucraniano e manter o cessar-fogo assim que este for implementado, garantindo a paz”. Para tal, os líderes europeus querem uma série de reuniões, a primeira delas entre Zelensky e Putin, para levar a guerra a um fim. “Se Moscovo não respeitar estas condições, teremos que tomar ações conjuntas com os EUA”.
Durante a conferência de imprensa, Macron começou por dizer que a Ucrânia é “o lado da paz”, e que a Rússia é o agressor, afirmando que o país “tem agido com o consentimento de muitos parceiros por todo o mundo” ao tentar atrasar o processo de paz e manter os ataques contra a Ucrânia.
O Presidente francês disse ainda que os responsáveis pelas defesas dos países que se reuniram esta quinta-feira planearam a base para as garantias de segurança para a Ucrânia, afirmando que tais “estão prontas” e confirmando o comprometimento dos 35 membros com o envolvimento político e militar. “O argumento chave é de que não há limitações para a defesa da Ucrânia”, afirmou Macron, destacando a necessidade de regenerar o exército ucraniano para ser possível resistir aos ataques russos e prevenir novos ataques.
Sobre os contactos com Donald Trump, Macron confirmou que os líderes falaram com o Presidente norte-americano, que “a conclusão é muito simples” e que os planos do apoio norte-americano devem ser traçados nos próximos dias. “Também estamos prontos para coordenar os nossos esforços para travar a ofensiva russa”. Macron disse também que Trump confirmou que vai se juntar à Coligação das Vontades ao tomar medidas se a Rússia não aceitar o fim da guerra. “Não podemos permitir que a lei internacional seja violada. Não é só sobre a Ucrânia, mas sobre a segurança de todos nós”.
Macron, entretanto, não detalhou o que cada país está disposto a fazer pelo acordo de paz na Ucrânia.
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Ataque a operação de desminagem mata duas pessoas em Chernihiv
As forças russas atacaram uma missão de desminagem da organização não-governamental Conselho Dinamarquês para os Refugiados na região ucraniana de Chernihiv, matando duas pessoas, segundo o governador da região, Vyacheslav Chaus, no Telegram.
Há ainda três feridos que estão a receber assistência médica, sublinhou.
Primeiro, os russos espalharam explosivos e minas pela região. Agora, estão a matar pessoas, civis que arriscam a vida para limpar a nossa terra das consequências da invasão russa.
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Zelensky e Witkoff já se encontraram
Segundo avança a Ukrinform, uma agência de notícias da Ucrânia, que cita o assessor presidencial Serhiy Nikiforov, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já se encontrou com o enviado especial da presidência norte-americana, Steve Witkoff.
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Sánchez garante que não "haverá concessões à agressão russa"
Vários líderes estrangeiros estão a dar detalhes sobre a reunião da Coligação das Vontades.
O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, garantiu no X que não haverá “concessões à agressão russa”: “A unidade transatlântica é mais necessária do que nunca”.
A coligação, disse Pedro Sánchez, “reafirmou o apoio à Ucrânia”: “Estamos firmemente comprometidos com a sua defesa, com o seu futuro europeu e com uma paz justa e duradoura”.
En un momento decisivo, la Coalición de Voluntarios reafirma su apoyo a Ucrania.
Estamos firmemente comprometidos con su defensa, con su futuro europeo y con una paz justa y duradera.
La unidad transatlántica es más necesaria que nunca. Sin concesiones a la agresión rusa. pic.twitter.com/gNb1tvcoMz
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) September 4, 2025
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Starmer relata que membros da Coligação das Vontades demonstraram "compromisso inquebrável" à Ucrânia — que deve receber mais mísseis
Ainda que não haja um anúncio oficial, a reunião da Coligação das Vontades deverá já ter terminado. Por esta altura, os líderes europeus estarão a falar ao telefone com o Presidente norte-americano, Donald Trump, segundo o cronograma avançado pela imprensa francesa.
Entretanto, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, já emitiu uma nota a resumir as principais conclusões do encontro. Todos os países fizeram todos um “compromisso inquebrável” à Ucrânia.
Keir Starmer acusou o Presidente russo, Vladimir Putin, de continuar a adiar as negociações de paz. “Isso ficou óbvio pelos ataques indiscriminados contra Kiev na semana passada, que causou danos significativas ao edifício do British Council e aos edifícios da delegação da União Europeia”, destacou.
Por sua parte, Keir Starmer enfatizou também ao grupo “o seu compromisso inquebrável à Ucrânia com o apoio do Presidente Trump”. O líder britânico defendeu que é necessário “pressionar” Vladimir Putin “para assegurar a cessação das hostilidades.
Na nota, Keir Starmer adiantou, sem dar grandes detalhes, que há certos países que prometeram doar à Ucrânia mísseis de longo alcance.
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Rutte volta a avisar que Rússia "não querer parar" na Ucrânia e reitera apelo: "Não sejamos ingénuos sobre a Rússia"
Numa conferência de imprensa ao lado de Petr Fiala em Praga, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, frisou que cabe aos europeus, canadianos e norte-americanos têm o direito de “desenhar as garantias de segurança” para a Ucrânia.
“Estamos todos a pressionar para o fim da guerra da Rússia contra a Rússia e apelar a uma paz justa e duradoura”, disse Mark Rutte, citado pelo Guardian. O secretário-geral indicou que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sabe que conta com o “apoio da NATO” para essa finalidade.
Mark Rutte voltou a deixar avisos sobre a Rússia e os gastos militares do país na área da Defesa. “Eles querem ter sucesso na Ucrânia e temos de os prevenir de ter sucesso”, destacou, avisando: “Além da Ucrânia, [a Rússia] não vai parar”.
“Vemos os anúncios mais recentes e de líderes das secretas da Europa a dizer que a Rússia pode estar pronta em 2027, 2029, 2031 para atacar território da NATO. Temos de garantir que a dissuasão é tão forte que eles nunca vão tentar, sabendo que a nossa reação será devastadora”, declarou Mark Rutte.
O secretário da Aliança deixou um apelo a todos os cidadãos europeus, canadianos e norte-americanos: “Não sejamos ingénuos sobre a Rússia”.
“Toda a gente sabe o que Putin está a tentar fazer. Temo que a ameaça seja a longo prazo”, lamentou Mark Rutte.
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Primeiro-ministro checo garante que houve "consenso total" durante o encontro
O primeiro-ministro da Chéquia, Petr Fiala, deu as primeiras novidades sobre o encontro.
O líder checo disse que foi um encontro “importante” e houve uma “consenso total” entre os membros da Coligação das Vontades.
Segundo Petr Fiala, citado pelo Guardian, é necessário “continuar o apoio intensivo à Ucrânia de forma a poder defender-se e continuar a pressionar a Rússia e criar condições para uma paz justa e duradoura”.
“De forma a garantir a paz, também há um forte consenso que deve haver garantias de segurança robustas, que deteriam a Rússia de outras invasões”, afirmou Petr Fiala.
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Primeiro-ministro do Luxemburgo diz que Coligação das Vontades continua "forte e unida"
O primeiro-ministro do Luxemburgo, Luc Frieden, foi o primeiro líder a publicar uma fotografia daqueles líderes que assistem à reunião da Coligação das Vontades em Paris à distância.
No X, o luxemburguês destacou que existe uma “coligação alargada internacional” que está “ao lado da Ucrânia e do Presidente Zelensky”.
“Continuamos o nosso trabalho para uma paz estável da Coligação das Vontade”, disse Luc Frieden.
The broad international coalition standing with Ukraine and President @ZelenskyyUa remains strong and united.
We have continued our work for a stable peace in the Coalition of the Willing today at the invitation of President @EmmanuelMacron and Prime Minister @Keir_Starmer. pic.twitter.com/qwf1Q45Bgc
— Luc Frieden (@LucFrieden) September 4, 2025
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Enviado de Trump já discursou e saiu como "planeado" da reunião. Witkoff terá encontro com Zelensky mais tarde
O enviado especial da presidência norte-americana, Steve Witkoff, já discursou perante os chefes de Estado e de governo presentes na reunião da Coligação das Vontades, avança a Sky News. A presença do responsável dos Estados Unidos foi algo que ainda não tinha sido avançado pela imprensa internacional.
Steve Witkoff já abandonou a reunião no Palácio do Eliseu como estava “planeado”, mas voltará a juntar-se aos líderes europeus quando for a altura da chamada do Presidente norte-americano, Donald Trump.
De acordo com a Reuters, o enviado especial terá mais tarde uma reunião a sós com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
No X, o conselheiro da presidência ucraniana, Andriy Yermak, já informou que se encontrou com Steve Witkoff. “A principal tarefa” consistiu na “implementação prática do acordos” para conceceder garantias de segurança à Ucrânia.
Andriy Yermak defendeu que as garantias devem ser “fortes e eficazes” — “ar, terra, mar e ciberespaço”. “Também discutimos o fortalecimento da pressão das sanções, o regresso de prisioneiros de guerra e das crianças raptadas pela Rússia.”
O conselheiro concordou também que a estratégia de ‘paz através da força’ do Presidente norte-americano, Donald Trump, é “exatamente o tipo de abordagem que pode influenciar o agressor”.
In Paris, together with Secretary of the National Security and Defense Council of Ukraine @rustem_umerov, we met with the Special Envoy of U.S. President @POTUS, @SteveWitkoff, as well as with the National Security Adviser to the Prime Minister of the United Kingdom Jonathan…
— Andriy Yermak (@AndriyYermak) September 4, 2025
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Zelensky garante que da reunião sairá "garantias de segurança substancias a longo termo" para a Ucrânia
Enquanto o encontro está a decorrer, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma publicação no X a garantir que serão dada “garantias de segurança substanciais de longo termo” à Ucrânia.
O líder ucraniano também frisou que será “assegurada o apoio às Forças de Defesa Ucranianas” e agradeceu o apoio aos aliados.
The Coalition of the Willing. Meeting is now underway.
We are giving real substance to long-term security guarantees for Ukraine and ensuring support for our Ukrainian Defense Forces already now.
I thank everyone for their engagement and support. pic.twitter.com/nVv5QMdCkT
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 4, 2025