Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Fico admite potencialidades "enormes" no setor energético mas avisa que ataques a energia russa afetam a Eslováquia
- Zelensky diz que Ucrânia "está pronta para fornecer gás natural e petróleo" à Eslováquia
- Um dos planos para a Ucrânia inclui zona tampão que pode ser monitorizada pelos EUA
- EUA informaram países europeus de corte de programa de ajuda militar, diz Lituânia
- "Parece que perdemos a Índia e a Rússia para a mais profunda e sombria China", diz Trump
- Zelensky afirma que Trump está "desapontado por alguns países ainda comprarem petróleo russo"
- Kremlin afirma que outra reunião entre Putin e Trump poderia ser organizada "muito rapidamente"
- Trabalho sobre as garantias de segurança da Ucrânia precisa de ser acelerado, defende Zelensky
- Putin rejeita presença de tropas estrangeiras na Ucrânia antes ou depois da paz
- Ucrânia ataca refinarias russas durante a noite. Uma delas na região ocupada de Luhansk
- Peskov defende que garantias de segurança devem ser fornecidas tanto à Ucrânia como à Rússia
- Dmitry Peskov acusa países europeus de “atrapalharem” resolução do conflito na Ucrânia
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente russo Vladimir Putin afirmou que, caso tropas estrangeiras ocidentais sejam enviadas para a Ucrânia durante a guerra, serão consideradas “um alvo legítimo” por Moscovo. Putin também se mostrou aberto a conversações de paz com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, convidando-o para negociações em Moscovo, apesar de Zelensky ter rejeitado anteriormente tais convites.
- Durante uma conferência económica, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky destacou que os EUA, sob a liderança de Donald Trump, manifestaram apoio a uma Europa mais forte e autonomia energética face à Rússia. Zelensky afirmou que os EUA estão prontos para participar nas garantias de segurança para a Ucrânia, enfatizando a necessidade de sistemas de defesa aérea adicionais contra mísseis e drones russos.
- Uma reunião entre os Presidentes dos EUA e da Rússia poderá ser organizada rapidamente, segundo afirmou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin. Esta declaração segue-se a um encontro anterior entre Trump e Putin no Alasca, sugerindo que permanece aberta a linha de comunicação direta entre as duas potências sobre o conflito na Ucrânia.
- A Eslováquia manifestou as enormes potencialidades para cooperação energética com a Ucrânia, desde que não envolva recursos russos, segundo afirmado pelo primeiro-ministro eslovaco Robert Fico. No entanto, expressou preocupação sobre como os ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas podem afetar outros países europeus interligados à rede energética, como a própria Eslováquia.
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Bom dia.
Obrigado por ter estado connosco ao longo desta sexta-feira. Continuamos a seguir a guerra na Ucrânia neste novo liveblog.
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Fico admite potencialidades "enormes" no setor energético mas avisa que ataques a energia russa afetam a Eslováquia
Na conferência com Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, disse que as potencialidades para a cooperação com a Ucrânia no setor energético era enorme.
Porém, disse, os ataques ucranianos a alvos “legítimos” na energia russa afetam “os interesses de outros países que são parte da rede internacional energética”, nomeadamente a Eslováquia.
Fico, na conferência citada pela Reuters e pelo The Guardian, negou como “falso” ter discutido com Putin um bloqueio energético à Ucrânia e disse que desejava quatro coisas para Kiev.
Estas são, nomeadamente, “boas e amigáveis relações de vizinhança”, “uma paz justa” com um cessar-fogo o mais rápido possível, e uma “perspetiva” para acederem à União Europeia.
Isto tudo, apesar de, ainda assim, terem “opiniões divergentes sobre alguns assuntos”.
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Zelensky diz que Ucrânia "está pronta para fornecer gás natural e petróleo" à Eslováquia
Numa conferência de imprensa depois do encontro com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que o seu país estava pronto para fornecer gás natural e petróleo à Eslováquia, desde que não venha da Rússia.
“Porque estamos em guerra. Essa é a questão principal”, acrescentou Zelensky, citado pelo Ukrinform, acrescentando que, “se não fossem as dificuldades energéticas causadas pelos ataques russos” poderiam “ter cooperado com a Eslováquia neste setor”.
“Tínhamos um excedente em qualquer altura do ano antes dos ataques da Rússia ao nosso sistema energético. Se não fossem esses ataques, teríamos continuado a trabalhar juntos”, disse.
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Zelensky diz ter tido conversa "substantiva" com primeiro-ministro eslovaco
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, encontrou-se esta tarde com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, tendo discutido questões de segurança para a Ucrânia e a situação energética, nomeadamente a questão do fornecimento do petróleo russo.
“Informei-o sobre a nossa conversa de ontem com o Presidente Trump, o nosso trabalho com os líderes da Coligação das Vontades a promover a paz e garantir a segurança da Ucrânia, e a arquitetura de segurança para a Europa”, escreveu Zelensky, garantindo que “a Eslováquia não ficará de fora” e que Fico lhe tinha falado “dos seus contactos na China” com Vladimir Putin e Xi Jinping
“Um tema separado e importante foi a independência energética da Europa: o petróleo russo, tal como o gás russo, não tem futuro”, acrescentou o líder ucraniano., falando de um tema sensível que tem afastado Bratislava de aprovar novas sanções à Rússia.
“A Eslováquia apoia a Ucrânia no seu caminho rumo à União Europeia”, sublinhou ainda Zelensky como sendo “algo extremamente significativo”.
“Igualmente importante é o facto de a cooperação bilateral em matéria económica, energética e de infraestruturas aqui, na nossa região, fortalecer os nossos povos e os nossos países”, concluiu.
I had a substantive discussion with the Prime Minister of Slovakia @RobertFicoSVK. We covered key topics — matters of principle for Ukraine and matters of principle for Slovakia.
I informed about our conversation yesterday with President Trump, our work with leaders of the… pic.twitter.com/gOAgPdeEyi
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 5, 2025
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Um dos planos para a Ucrânia inclui zona tampão que pode ser monitorizada pelos EUA
Uma grande zona tampão dentro da Ucrânia pode vir a ser criada em caso de um acordo de paz, segundo um plano noticiado pela NBC News, citando quatro fontes próximas dos aliados da Ucrânia.
Esta zona, lê-se, seria “uma grande área desmilitarizada […] dentro do que é hoje a Ucrânia, dividindo o território russo e ucraniano dentro do país”, sendo que “as fronteiras ainda não foram decididas”.
O papel norte-americano seria3 mesmo de vigilância, “em parte devido às suas capacidades tecnológicas”, com o uso de drones, satélites e “outros recursos de espionagem”. Este papel seria também “coordenado” com outros países.
“A zona poderia então ser protegida por tropas de um ou mais países não pertencentes à NATO, como a Arábia Saudita ou mesmo o Bangladesh”, lê-se ainda na notícia.
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Trump estará a ficar "pessimista" sobre se conseguirá mediar um acordo para a guerra na Ucrânia
O Presidente dos EUA, Donald Trump, estará a ficar “pessimista” sobre se conseguirá mediar um acordo entre Ucrânia e Rússia para acabar com a guerra ou mesmo de um encontro entre Zelensky e Putin, segundo duas fontes sénior da Casa Branca citadas pela televisão norte-americana NBC News.
Apesar de não ter perdido completamente a esperança, a televisão diz que Trump tem tido uma “visão mais negativa” do conflito, contrastando com as alegações de que acabaria a guerra “em 24 horas”.
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Zelensky admite que "milhares" de tropas estrangeiras podem ser enviadas para a Ucrânia como garantias de segurança
Na conferência de imprensa com António Costa, Volodymyr Zelensky frisou que “milhares” de tropas estrangeiras podem ser enviadas para a Ucrânia como uma forma de garantia de segurança para um acordo de paz.
“Definitivamente não será um número de um dígito, mas sim na casa dos milhares”, sublinhou, acrescentando que “isso é um facto” mas que “ainda é um pouco cedo para falar sobre isso”.
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Costa diz que delegação da UE vai até Washington para negociar sanções à Rússia com representantes dos EUA
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que uma delegação de representantes da União Europeia iria viajar para Washington D.C. para trabalhar com os EUA sobre futuras sanções à Rússia.
Falando numa conferência de imprensa com Volodymyr Zelensky numa visita à Ucrânia, Costa disse que estavam “a trabalhar com os Estados Unidos e outros parceiros com ideias semelhantes para aumentar” a pressão sobre a Rússia “através de novas sanções – sanções diretas e secundárias, mais medidas económicas”.
Costa, citado pelo The Guardian, considerou que só mais pressão pode “empurrar a Rússia para a mesa de negociações”.
“O trabalho sobre o novo pacote de sanções está a começar em Bruxelas, e uma equipa europeia está a viajar para Washington DC para trabalhar com os nossos amigos americanos”, acrescentou
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EUA informaram países europeus de corte de programa de ajuda militar, diz Lituânia
Os EUA informaram vários países europeus que a ajuda militar norte-americana vai sofrer um corte, segundo o diretor de política do Ministério da Defesa lituano, Vaidotas Urbelis, citado pela Reuters.
“Não há nada oficial por escrito, no papel. Há conversas, há certa informação e certas declarações que nos permitem ver o quadro geral”, disse, citado pela televisão pública do país LRT.
Esta redução dar-se-á com o fim do programa militar conhecido como Section 333, explicou ainda a Reuters.
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"Parece que perdemos a Índia e a Rússia para a mais profunda e sombria China", diz Trump
O Presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu na rede social Truth Social, que parecia que tinham perdido “a Índia e a Rússia para a mais profunda e sombria China”, partilhando uma foto de Narendra Modi, Vladimir Putin e Xi Jinping juntos em Pequim.
“Que tenham um futuro longo e próspero juntos”, acrescentou.
Donald Trump/Truth Social
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Zelensky afirma que Trump está "desapontado por alguns países ainda comprarem petróleo russo"
Durante um discurso numa conferência económica italiana, o Presidente ucraniano afirmou que Donald Trump espera uma Europa mais forte e que o Presidente dos EUA está “desapontado com o facto de alguns países ainda comprarem petróleo russo”.
“O presidente Trump espera uma Europa mais forte, com uma coordenação mais estreita com os EUA. Mas está desapontado com o facto de alguns países ainda comprarem petróleo russo, financiando a máquina de guerra de Putin. A independência energética da Rússia é vital para a segurança da Europa e é fundamental para relações fortes com os EUA”, afirmou.
Zelensky também insistiu que a Ucrânia precisa de “mais sistemas para abater mísseis e drones, e caças modernos”, ao alertar que “a principal ferramenta de guerra da Rússia é matar civis”. “Limitar a sua capacidade de ataque significa aproximar-se da paz”, acrescentou.
Também afirmou que Trump confirmou que “os Estados Unidos estão prontos para participar” nas novas garantias de segurança para a Ucrânia.
Addressing the Ambrosetti Forum I stressed: Europe needs a new network of modern defense production – countries supporting each other, producing protection not just for themselves but for all of Europe. This will make Europe stronger and more resilient. pic.twitter.com/RwqHZC2Ldr
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 5, 2025
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Kremlin afirma que outra reunião entre Putin e Trump poderia ser organizada "muito rapidamente"
Depois do encontro no Alasca no mês passado, Dmitry Peskov afirma que outra reunião entre os Presidentes russo e norte-americano pode ser organizada rapidamente.
“Não tenho dúvidas de que, se os Presidentes considerarem necessário, a reunião entre eles poderá ser organizada muito rapidamente. Assim como a reunião no Alasca foi organizada rapidamente», disse, citado no The Guardian.
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Pelo menos 11 mortos e 32 feridos em ataques russos contra a Ucrânia no último dia
Nas últimas 24 horas, pelo menos 11 pessoas morreram e 32 ficaram feridas na sequência de ataques russos contra o território ucraniano.
Segundo o Kyiv Independent, a Força Aérea da Ucrânia informou que as forças russas lançaram 157 drones do tipo Shahed durante a noite, juntamente com seis mísseis guiados S-300 e um míssil lançado do ar X-59.
As defesas aéreas intercetaram 121 drones, mas 35 drones e sete mísseis ainda atingiram 10 locais.
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Trabalho sobre as garantias de segurança da Ucrânia precisa de ser acelerado, defende Zelensky
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu ser importante “trabalhar mais rapidamente para garantir a segurança na Ucrânia” depois de uma conversa com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
“É importante sermos o mais produtivos possível junto com os Estados Unidos. É importante fortalecer a nossa defesa aérea”, escreveu, numa publicação no Telegram.
“Continuamos a coordenar-nos em prol de uma diplomacia real – Putin finge que não precisa da paz, que não precisa de chegar a um acordo, mas, na verdade, a pressão da comunidade internacional pode fazer com que a Rússia tenha interesse em acabar com a guerra”, acrescentou.
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Putin rejeita presença de tropas estrangeiras na Ucrânia antes ou depois da paz
O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou hoje a presença de tropas estrangeiras na Ucrânia, tanto antes como depois da assinatura de um acordo de paz que ponha fim ao conflito.
Se estas tropas forem enviadas agora, durante a guerra, Moscovo irá considerá-las “um alvo legítimo”, disse Putin, durante o seu discurso no Fórum Económico do Leste, realizado na cidade portuária de Vladivostok.
“E se forem tomadas decisões que conduzam à paz, a uma paz duradoura, simplesmente não vejo sentido na sua presença” em território ucraniano, acrescentou Putin, pedindo que “ninguém duvide que a Rússia respeitará integralmente” as futuras garantias de segurança para a Ucrânia.
Durante o seu discurso, Vladimir Putin convidou o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para conversações de paz em Moscovo, algo que este já rejeitou.
“Já disse: ‘Estou disposto, por favor, venha, nós garantimos condições de trabalho e segurança completas e seguras. A garantia é de 100%’”, disse.
A Rússia acusou hoje os estados europeus de “atrapalharem” a resolução do conflito na Ucrânia, um dia depois de 26 países se terem comprometido com uma “força de segurança” em caso de acordo de paz.
“Os europeus estão a obstruir a resolução na Ucrânia. Não estão a contribuir”, disse o porta-voz da Presidência da Rússia.
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Ucrânia ataca refinarias russas durante a noite. Uma delas na região ocupada de Luhansk
Drones ucranianos atacaram durante a noite várias instalação petrolíferas russas, incluindo a maior refinaria da Rosneft, na cidade russa de Ryazan, e um depósito de petróleo na região ocupada de Luhansk, na Ucrânia.
“A gasolina [na Rússia] está a escassear, enquanto o gás e o petróleo estão a acabar rapidamente”, afirmou o comandante da força aérea ucraniana, citado no Kyiv Independent.
Nas redes sociais foram partilhadas imagens do incêndio que deflagrou depois do ataque a Rosneft.
A instalação, que tem uma capacidade de 13,8 milhões de toneladas por ano, já havia sido atingida por drones ucranianos no passado dia 2 de agosto, forçando duas das três principais unidades a interromper as operações.???? A fuel crisis is coming! Ukrainian drones have once again set fire to the Ryazan oil refinery
The plant, with a declared capacity of 17–18 million tons of oil, has been repeatedly attacked — on March 13 and May 1, 2024, as well as January 23 and 26, 2025, and so on.
In a… pic.twitter.com/Bs89GxmTQU
— NEXTA (@nexta_tv) September 5, 2025
Já em Luhansk, a extensão dos danos ainda não é conhecida.
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Peskov defende que garantias de segurança devem ser fornecidas tanto à Ucrânia como à Rússia
Ainda em entrevista ao jornal russo Izvestia, o porta-voz da Presidência da Rússia defendeu que devem ser fornecidas garantias de segurança tanto à Ucrânia como à Rússia num eventual acordo de paz.
DmitryPeskov avançou também que “ainda não há desenvolvimentos” para uma conversa entre Vladimir Putin e Donald Trump mas que “essa conversa pode ser organizada muito rapidamente”, citou o Pravda.
“Essas reuniões devem ser organizadas para registar o resultado”, acrescentou.
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Dmitry Peskov acusa países europeus de “atrapalharem” resolução do conflito na Ucrânia
A Rússia acusou hoje os estados europeus de “atrapalharem” a resolução do conflito na Ucrânia, um dia depois de 26 países se terem comprometido com uma “força de segurança” em caso de acordo de paz.
“Os europeus estão a obstruir a resolução na Ucrânia. Não estão a contribuir”, disse o porta-voz da Presidência da Rússia.
Em entrevista ao jornal russo Izvestia, Dmitry Peskov acusou a Europa de “continuar as tentativas” de tornar a Ucrânia “o centro de tudo o que é antirrusso”.
Na quinta-feira, 26 países, na maioria europeus, comprometeram-se com a criação de uma “força de segurança” em caso de um acordo de paz no conflito da Ucrânia, anunciou o Presidente francês.
De acordo com Emmanuel Macron, o grupo de países, reunidos em Paris e por videoconferência no âmbito da Coligação dos Dispostos, prontificou-se para prestar garantias de segurança às autoridades da Ucrânia, com presença “em terra, no mar ou no ar”.
Dmitry Peskov disse que a Rússia se opõe, “de forma absoluta”, às garantias militares norte-americanas e europeias para a segurança da Ucrânia.
“Os estrangeiros, especialmente os contingentes militares europeus e norte-americanos, podem fornecer e garantir a segurança da Ucrânia? Absolutamente não, não podem”, disse o porta-voz do Kremlin.
“Isto não pode ser uma garantia de segurança para a Ucrânia que seja adequada ao nosso país”, acrescentou Peskov, à agência de notícias estatal russa Ria Novosti.
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Bom dia,
Iniciamos aqui um novo dia de cobertura jornalística da guerra na Ucrânia. Pode ver o que se passou ontem neste artigo em direto.