Momentos-chave
- Um soldado israelita ferido em incursão na Cisjordânia
- Confrontos entre druzes e sírios faz 70 mortos. Síria critica "intervenção externa"
- Itália, Roménia e Croácia enviam aeronaves para combater chamas em Israel. Espanha, França e Ucrânia vão enviar ajuda
- Número de mortos em ataques israelitas hoje em Gaza sobe para 29
- Ataque israelita nos arredores de Damasco mata um membro das forças de segurança sírias
- EUA levantam dúvidas sobre imparcialidade de agência da ONU
- Número de mortos em Gaza subiu para 52.400
- Ataque israelita mata uma pessoa no sul de Gaza
- Hamas condena os “crimes sistemáticos” contra os trabalhadores palestinianos
- Pelo menos 11 mortos em novos confrontos perto de Damasco
- Pelo menos 16 pessoas morreram em ataques israelitas em Gaza desde a madrugada
- Reino Unido diz ter atingido unidade de produção de drones dos Huthis no Iémen
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora:
- No curso de incursões militares na Cisjordânia, um soldado israelita ficou ferido após ser atingido por um explosivo em Beita, nas proximidades de Nablus. As forças israelitas continuam a operação com o objetivo de “localizar suspeitos de terrorismo”.
- Confrontos sectários entre a população síria e a comunidade druze nos arredores de Damasco resultaram na morte de 70 pessoas, e a Síria condena a intervenção externa após ataques israelitas que mataram um membro das forças de segurança do regime de Damasco.
- Os ataques israelitas na Faixa de Gaza elevaram o número de mortes a 29 apenas no dia atual, contribuindo para um total de 52.400 mortos e 118.000 feridos desde o início do conflito em outubro de 2023. A intensa ofensiva está a afetar a região, com alvos civis atingidos frequentemente, agravando a crise humanitária no enclave palestiniano.
- O Reino Unido, em colaboração com os Estados Unidos, participou num ataque aéreo contra instalações de produção de drones dos rebeldes Huthis no Iémen. A operação sublinhou a aliança internacional contra elementos rebeldes que têm direcionado ataques contra interesses marítimos na região em solidariedade com os palestinianos na Faixa de Gaza.
- Respondendo à crise dos incêndios florestais em Israel, vários países europeus, incluindo Itália, Croácia e Roménia, enviaram aeronaves para combater as chamas em Jerusalém. Os incêndios forçaram Telavive a cancelar as celebrações do Dia da Independência.
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Um soldado israelita ferido em incursão na Cisjordânia
O Exército israelita começou esta manhã uma incursão militar no norte da Cisjordânia, em que foram relatados confrontos com os residentes de Beita, perto da cidade de Nablus. As forças israelitas afirmam que um soldado ficou ferido nesta incursão depois de ter sido atingido por um explosivo.
No mesmo comunicado, citado pelo Haaretz, as forças israelitas adiantam que a operação continua com o objetivo de “localizar terroristas”.
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Confrontos entre druzes e sírios faz 70 mortos. Síria critica "intervenção externa"
O número de mortos nos confrontos sectários entre a população síria e a comunidade minoritária druze nos arredores da capital síria subiu para 70, avançou o canal árabe Al-Mayadeen. Na sequência destes confrontos e de um ataque israelita que matou uma pessoa síria, as forças israelitas relataram que três cidadãos sírios, da comunidade druze, tinham recebido cuidados médicos em Israel.
Sem responder diretamente a Telavive, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria emitiu um comunicado, citado pela Reuters, em que condena “a intervenção externa” no país.
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Netanyahu alerta que incêndios florestais podem atingir Jerusalém
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alertou esta quarta-feira que os incêndios florestais que se propagam rapidamente perto de Jerusalém podem atingir a cidade.
“O vento oeste pode facilmente empurrar o fogo para os bairros nos arredores [de Jerusalém], ou mesmo para dentro da própria cidade”, disse Netanyahu num vídeo divulgado pelo seu gabinete.
Os serviços de resgate israelitas estão em alerta máximo após o início de vários incêndios devastadores, principalmente em Jerusalém Oeste, os maiores em muitos anos, que deixaram várias pessoas feridas.
“Atualmente, a prioridade é defender Jerusalém”, acrescentou Netanyahu, descrevendo a situação como uma “emergência nacional”.
“Estamos a enfrentar provavelmente o maior incêndio em Israel numa década”, disse Eyal Caspi, o comandante dos bombeiros, em conferência de imprensa.
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Itália, Roménia e Croácia enviam aeronaves para combater chamas em Israel. Espanha, França e Ucrânia vão enviar ajuda
Vários países europeus enviaram ajuda ou disponibilizaram aeronaves para combater os incêndios que deflagram às portas de uma das principais cidades israelitas, Jerusalém.
Segundo noticia o Haaretz, a Itália e a Croácia enviaram três aviões entre si para ajudar nos combates às chamas. Já a Roménia comprometeu-se a enviar duas aeronaves.
Já Espanha, França e a Ucrânia afirmaram que iriam ajudar o país, os bombeiros, acrescenta o jornal, sem especificar que tipo de ajuda seria enviada.
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Número de mortos em ataques israelitas hoje em Gaza sobe para 29
O número de mortos por ataques israelitas feitos em Gaza esta quarta-feira subiu para 29, informou a Al Jazeera, citando fontes médicas no terreno.
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Tribunal dos EUA liberta estudante palestiniano detido por serviços de imigração
Um juiz dos EUA libertou nesta quarta-feira um palestiniano que liderou protestos contra a guerra em Gaza quando era estudante na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, e foi detido pelas autoridades de imigração norte-americanas.
À saída do tribunal no estado de Vermont, Mohsen Mahdawi defendeu que as pessoas devem unir-se em defesa da democracia e juntamente com apoiantes, cantou: “O povo unido jamais será vencido”, “Sem medo” e “Palestina livre”.
“Nunca desistam da ideia de que a justiça prevalecerá”, disse o palestiniano.
A notificação para comparecer no tribunal de imigração alegava que Mahdawi podia ser deportado ao abrigo da Lei de Imigração e Nacionalidade, depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter determinado que a presença e atividades de Mahdawi “teriam consequências adversas graves para a política externa e comprometeriam os interesses da política externa dos EUA”.
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Telavive cancela celebrações do Dia da Independência devido a fogos. Protestos pelo regresso dos reféns mantêm-se
Israel celebra amanhã o dia da Independência e o início das celebrações estava marcado para esta noite. Contudo, Telavive cancelou as comemorações de hoje, devido aos incêndios florestais que lavram no país e que levaram à declaração de uma emergência nacional. Várias autoridades internacionais disponibilizaram meios para combater os fogos, incluindo a Autoridade Palestiniana, que governa na Cisjordânia, relata o Times of Israel.
A manifestação na Praça dos Reféns, pelo regresso dos 59 reféns israelitas que ainda estão em Gaza, também foi cancelada pela organização, a pensar na “segurança de todos os participantes”. Ainda assim, cerca de uma centena de pessoas saíram à rua e bloquearam uma avenida no centro de Telavive sob o lema “Não há independência sem os reféns”, segundo imagens publicadas pela repórter do Haaretz no local.
Despite severe weather and the cancellation of other events, about a hundred people, including Hamas captivity survivors and family members of hostages, rallied and marched for a ceasefire and the return of all hostages. pic.twitter.com/MtyqlNTmc7
— Linda Dayan (@LindaDayan9) April 30, 2025
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Ataques israelitas mataram 25 pessoas na Faixa de Gaza hoje
Desde esta manhã, os ataques israelitas já mataram 25 pessoas na Faixa de Gaza, segundo números adiantados por fontes médicas à Al Jazeera. No centro do enclave palestiniano, no campo de refugiados de Nuseirat, oito pessoas foram mortas por um ataque israelita contra um prédio residencial. Ao mesmo canal, os residentes descreveram o ataque como “um terramoto”.
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Ataque israelita nos arredores de Damasco mata um membro das forças de segurança sírias
Israel lançou um ataque aéreo nos arredores de Damasco, a capital da Síria, que matou uma pessoa. As forças israelitas justificaram o ataque com uma ordem para o Exército “atacar alvos que pertençam ao regime sírio” quer perpetuem “violência contra as comunidades druze”, uma minoria étnica que habita na fronteira entre Israel e a Síria, segundo um comunicado citado pelo Haaretz.
Contudo, o Ministério da Administração Interna da Síria adiantou à Reuters que as forças sírias no local têm como objetivo pôr fim aos confrontos entre grupos armados que continuam a fazer vítimas mortais (ver entrada das 9h37). Além disso, o Ministério relatou que um membro das forças de segurança do novo regime sírio foi morto pelo ataque israelita.
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EUA levantam dúvidas sobre imparcialidade de agência da ONU
Os Estados Unidos questionaram hoje a imparcialidade da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), durante uma audiência no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ).
“A imparcialidade da UNRWA está sob séria ameaça devido às informações sobre o [grupo islamita palestiniano] Hamas ter utilizado as instalações da UNRWA e que o pessoal [da agência da ONU ] participou no ataque terrorista de 07 de outubro contra Israel”, disse Josh Simmons, da equipa jurídica do Departamento de Estado norte-americano.
Simmons disse aos juízes do tribunal internacional que Israel tem “inúmeros motivos” para questionar a imparcialidade da UNRWA.
“É evidente que Israel não tem qualquer obrigação de permitir que a UNRWA preste assistência humanitária”, afirmou, acrescentando que a agência da ONU não era a única opção para a ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
Israel promulgou uma lei que proibia a UNRWA de operar em solo israelita, depois de acusar alguns membros da equipa de participarem nos ataques do Hamas, em 07 de outubro de 2023, que deu início a guerra na Faixa de Gaza.
Investigações independentes indicam que Israel não forneceu provas sobre estas alegações sobre a UNRWA.
Na segunda-feira, o representante do Estado da Palestina disse ao tribunal que Israel estava a usar o bloqueio da ajuda humanitária como “arma de guerra” em Gaza.
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Número de mortos em Gaza subiu para 52.400
Pelo menos 35 palestinianos foram mortos em ataques israelitas em Gaza nas últimas 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde do enclave, que é controlado pelo Hamas, escreve a Aljazeera.
Pelo menos 109 pessoas ficaram feridas durante esse período, acrescentou o ministério.
O número de mortos em Gaza subiu para 52.400 mortos, com 118.014 feridos, desde 7 de outubro de 2023, acrescentou a mesma fonte. Israel matou pelo menos 2.308 palestinianos e feriu 5.973 desde que quebrou o cessar-fogo em 18 de março, segundo o ministério.
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Ataque israelita mata uma pessoa no sul de Gaza
A Al Jazeera reporta que uma pessoa foi morta e outras ficaram feridas num ataque israelita na zona de Qizan Abu Rashwan, a sul de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
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Hamas condena os “crimes sistemáticos” contra os trabalhadores palestinianos
O grupo armado sediado em Gaza divulgou uma declaração sobre a situação em Gaza antes do Dia Internacional dos Trabalhadores.
Eis o comentário do Hamas, citado pela Aljazeera:
“O sofrimento dos trabalhadores palestinianos faz parte da tragédia que o nosso povo está a viver em resultado da ocupação, que continua há mais de sete décadas e que tem vindo a aumentar há mais de 18 meses. Os crimes da ocupação [israelita] contra os trabalhadores palestinianos são crimes sistemáticos destinados a perturbar todos os aspetos da vida humana, em flagrante violação de todas as leis e convenções internacionais.
Reiteramos a nossa rejeição de todas as formas de ataque à agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos por parte da ocupação e dos seus apoiantes. Apelamos especificamente aos sindicatos dos setores dos transportes e dos portos para que intensifiquem o boicote às companhias de navegação sionistas e internacionais envolvidas no apoio à ocupação e no fornecimento de armas utilizadas para matar civis e cometer crimes de genocídio e limpeza étnica contra o nosso povo.”
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Pelo menos 11 mortos em novos confrontos perto de Damasco
Pelo menos 11 pessoas morreram em novos confrontos sectários perto de Damasco na noite passada, anunciou a agência fical síria Sana.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) tinha dito anteriormente que duas pessoas tinham morrido entre a noite de terça-feira e hoje, quando forças ligadas às autoridades sírias entraram em confronto contra combatentes drusos em Sahnaya, a cerca de 15 quilómetros a sudoeste de Damasco.
“Não dormimos a noite toda (…) estão a cair morteiros sobre as nossas casas”, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) por telefone Samer Rafaa, residente e ativista em Sahnaya, onde parte da população é drusa.
De acordo com o OSDH, sediado no Reino Unido e que tem uma forte rede de fontes na Síria, um dos dois mortos em Sahnaya era um combatente druso.
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Pelo menos 16 pessoas morreram em ataques israelitas em Gaza desde a madrugada
A Al Jazeera reporta que pelo menos 16 palestinianos foram mortos em ataques israelitas em Gaza desde as primeiras horas desta manhã. Cerca de 12 deles morreram no centro de Gaza, especificam.
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Reino Unido diz ter atingido unidade de produção de drones dos Huthis no Iémen
O Reino Unido anunciou que realizou um ataque aéreo conjunto com os militares dos Estados Unidos contra uma instalação de produção de drones dos rebeldes Huthis no Iémen.
“As forças britânicas participaram numa operação conjunta com as forças norte-americanas contra um alvo militar dos Huthis no Iémen”, disse o Ministério da Defesa, em comunicado.
O ministério disse que o ataque ocorreu a cerca de 25 quilómetros a sul da capital Sanaa, “à noite, quando a probabilidade de civis estarem na área é baixa”.
Segundo o comunicado, a operação, levada a cabo por caças britânicos Typhoon, teve como alvo “um grupo de edifícios utilizados pelos Huthis para fabricar drones do tipo utilizado para atacar navios no mar Vermelho e no golfo de Áden”.
Os rebeldes, que controlam grandes áreas do Iémen, têm atacado o transporte marítimo desde o final de 2023 em solidariedade com os palestinianos na Faixa de Gaza, devastada pela guerra entre o Hamas e Israel.
É a primeira vez que o Governo de Londres anuncia publicamente que realizou tais operações desde que Washington lançou uma nova campanha contra os rebeldes, em meados de março.
Os Huthis também reivindicam regularmente a responsabilidade por ataques diretamente contra Israel.
O exército israelita anunciou ter intercetado na noite passada um drone lançado do Iémen. O drone não terá entrado no espaço aéreo israelita e, “de acordo com o protocolo”, as sirenes de alerta não foram acionadas, referiram as Forças de Defesa de Israel. Os Huthis não reivindicaram até ao momento a responsabilidade pelo ataque com drone desta madrugada.
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Guterres exige que Israel responda por ataques a médicos e à ONU