Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até ao momento?

    • O Conselho de Segurança da ONU marcou uma reunião de urgência para domingo devido aos planos israelitas de ocupação da principal cidade da Faixa de Gaza. Este plano tem gerado condenações internacionais, incluindo de vários países árabes e muçulmanos, que consideram a movimentação uma “escalada perigosa” e uma violação flagrante do direito internacional. A Rússia e o embaixador iraniano em Lisboa criticaram igualmente o plano de Israel.
    • Em Israel, milhares de cidadãos protestaram contra o governo de Benjamin Netanyahu, exigindo o regresso seguro dos reféns e apelando aos soldados que se recusem a participar no plano de ocupação de Gaza. Famílias de reféns israelitas, detidos pelo Hamas, apelaram ao bloqueio da economia para pressionar o governo a reconsiderar as suas ações.
    • A situação humanitária na Faixa de Gaza é crítica, com relatos de mortes e feridos associados a ataques israelitas e acidentes com caixas de ajuda humanitária lançadas do ar. A Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos considera os lançamentos dispendiosos e ineficazes, enquanto se registaram já várias fatalidades devido a este método.
    • O enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, encontrou-se com o primeiro-ministro do Qatar em Ibiza para discutir uma proposta de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. No entanto, as negociações enfrentam desafios significativos, com diferenças substanciais entre as partes, tornando improvável um acordo abrangente nesta fase.

  • Encerramos aqui este artigo liveblog de acompanhamento do conflito entre Israel e o Hamas, bem como da situação do Médio Oriente. Pode seguir os mais recentes desenvolvimentos ao longo de domingo nesta nova ligação.

    Obrigado pela sua companhia.

  • Milhares protestam em Israel contra governo de Netanyahu

    Milhares de israelitas reuniram-se hoje na Praça dos Reféns, em Telavive, em protesto contra o governo de Benjamin Netanyahu, exigindo o regresso de todos os reféns a casa.

    “Presidente Trump, obrigado por me trazer para casa, mas, por favor, ajude-nos a conseguir um acordo que traga todos para casa agora”, disse o ex-refém Eliya Cohen, citado na Al Jazeera.

    Os manifestantes exortaram ainda os soldados a recusarem-se a servir no plano de tomar a cidade de Gaza, tendo como preocupação que o plano militar vai matar os reféns que ainda estão em Gaza.

  • Pelo menos 23 palestinianos já foram mortos por ajuda humanitária lançada do ar desde o início da guerra

    Pelo menos 23 palestinianos morreram e 124 ficaram feridos em acidentes com caixas de ajuda humanitária lançada do ar para a Faixa de Gaza desde o início da guerra.

    O Gabinete de Imprensa do governo de Gaza, citado na Al Jazeera, avançou em comunicado que muitos dos lançamentos aéreos caem em áreas sob controlo militar de Israel ou onde as forças israelitas esvaziaram ou destruíram à bairros, pelo que as pessoas que se aproximam deles também ficam expostas a ataques israelitas. Alguns dos pacotes também caíram no mar e 13 palestinianos morreram afogados ao tentar recuperá-los.

    “Avisámos repetidamente sobre o perigo destes métodos desumanos e apelámos repetidamente à entrada de ajuda através de passagens terrestres de forma segura e suficiente, especialmente alimentos, leite infantil, medicamentos e suprimentos médicos.”

  • Jovem de 14 anos morre após ser atingido por caixa de ajuda humanitária lançada do ar

    Um jovem palestiniano de 14 anos morreu este sábado depois de ser atingido por uma caixa de ajuda humanitária lançada desde o ar para o campo de Nuseirat, no oeste do centro de Gaza., avançou o Haaretz. Outras pessoas ficaram feridas.

  • Sobe para 365 o número de pessoas detidas em Londres num protesto de apoio à Palestine Action

    São já 365 as pessoas que este sábado foram detidas em Londres na sequência de um protesto contra a proibição da organização não governamental (ONG) pró-palestiniana Palestine Action.

    A atualização da Polícia Metropolitana de Londres dá conta que, durante a manifestação, houve sete detenções por outros crimes, incluindo cinco por agressão a agentes.

  • Ativistas leem em Barcelona 18 mil nomes de crianças mortas em Gaza

    Ativistas pró-palestinianos leram hoje os 18 mil nomes de crianças mortas na Faixa de Gaza vítimas dos ataques de Israel, durante um protesto em Barcelona para exigir que os governos ajam “contra o genocídio”.

    “Gaza: a infância enterrada. 18 000 nomes, uma memória viva” é o lema da iniciativa organizada pela associação Juristas pela Palestina e pela Associação de Profissionais de Interpretação e Direção da Catalunha que pretende expressar “luto, memória e raiva coletiva”, explica a agência e notícias espanhola EFE.

    Os manifestantes carregam bandeiras e mensagens a favor a Palestina, mas também cartazes em que se podem ler críticas como “Nações Unidas: fracasso de uma organização falsa e suja”.

    Hoje, ao início da tarde, ouviu-se na Praça da Catalunha, onde se concentraram os manifestantes, os nomes das crianças mortas na sequência dos ataques israelitas, algumas delas com menos de um ano de vida.

  • Reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU sobre Gaza remarcada para domingo

    A reunião de urgência do Conselho de Segurança, no seguimento dos planos israelitas de ocupação da principal cidade da Faixa de Gaza, foi reagendada para domingo, anunciou a missão do Panamá, que preside este mês ao órgão da ONU.

    A missão do Panamá afirmou na noite de sexta-feira que a mudança do dia e hora da reunião, inicialmente marcada para hoje, foi feita após “consultas adicionais e considerações cuidadosas”, sem dar mais detalhes.

    A agência AP nota que sábado é o dia santo (Shabat) judaico e que Israel certamente pretenderá discursar na reunião.

    O pedido da reunião foi apresentado por vários dos 15 países que compõem o Conselho de Segurança, em seu nome e da Palestina, segundo o representante da Autoridade Palestiniana nas Nações Unidas, Riyad Mansour, quando questionado pelos jornalistas.

  • Mais de 150 detidos em Londres num novo protesto de apoio à Palestine Action

    A pertença ou o apoio à organização recentemente considerada terrorista pode representar uma pena punível até 14 anos de prisão, segundo a legislação britânica.

    Mais de 150 detidos em Londres num novo protesto de apoio à Palestine Action

  • Rússia condena o plano israelita de expansão da operação militar na Faixa de Gaza

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo expressou hoje o seu repúdio pelo plano israelita de expansão da operação militar na Faixa de Gaza, com vista à tomada do controlo do território.

    “A implementação de tais decisões e planos, que provocam condenação e rejeição, arrisca exacerbar a situação já extremamente dramática no enclave palestiniano, que tem todas as características de uma catástrofe humanitária”, referiu o ministério em comunicado.

  • Explosão de munições israelitas no Líbano provoca a morte de seis soldados libaneses

    Vários militares libaneses morreram e outros ficaram feridos na sequência da explosão de munições israelitas na zona entre Majdal Zoun e Zibqin, no distrito de Tyre, no sul do Líbano, referiu este sábado a agência libanesa de notícias, citada pela Al-Jazeera. A explosão teve lugar quando os militares libaneses procuravam desmantelar os equipamentos israelitas.

    Uma fonte militar contou à AFP que a explosão ocorreu “dentro de uma instalação militar do Hezbollah”, quando os operacionais estavam a “remover munições e engenhos explosivos não detonados, remanescentes da recente guerra” entre Israel e o Hezbollah.

  • O que se passou até agora:

    • Cerca de 20 países árabes e muçulmanos condenaram firmemente o plano de Israel de assumir o controlo da cidade de Gaza, considerando-o uma “escalada perigosa” e uma violação flagrante do direito internacional. Esta posição foi reforçada pela Autoridade Palestiniana, que solicitou uma reunião urgente da Liga dos Estados Árabes em resposta à decisão de Israel de expandir a sua ofensiva em Gaza.
    • O enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, vai reunir-se com o primeiro-ministro do Qatar em Ibiza para explorar uma proposta de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. No entanto, uma fonte vinculada às negociações expressou que as diferenças entre Israel e o Hamas sobre o fim do conflito são significativas, tornando improvável um acordo abrangente nesta fase.
    • A situação humanitária em Gaza continua a deteriorar-se com múltiplos relatos de vítimas resultantes de ataques israelitas. O último ataque perto de um centro de distribuição de ajuda em Rafah, que resultou na morte de cinco palestinianos, soma-se ao elevado número de mortos e feridos reportados recentemente, exacerbando a crise humanitária na região.
    • O governo italiano iniciou uma operação humanitária destinada à Faixa de Gaza, enviando um avião por dia durante uma semana para entregar aproximadamente 100 toneladas de mercadorias, incluindo alimentos e bens essenciais. Esta ajuda, concentrada em Amã, na Jordânia, será transportada para Gaza através de entregas aéreas diárias, apesar das críticas sobre a eficiência e os custos associados a esta abordagem.

  • Itália envia primeiro avião de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza

    Itália enviou hoje o primeiro avião para entrega de ajuda humanitária à população na Faixa de Gaza, indicou o Ministério da Defesa italiano, referindo que, por enquanto, se prevê a realização de um voo por dia durante uma semana.

    Itália fornecerá aproximadamente 100 toneladas de mercadorias, incluindo alimentos e artigos de primeira necessidade, transportadas para Amã, capital da Jordânia, num voo civil e armazenadas em paletes, que serão carregadas em aviões para entrega aérea.

    A missão de Itália consiste num lançamento aéreo diário durante aproximadamente uma semana, com a participação de tripulações da Força Aérea e de militares do Exército especializados na preparação de carga.

    Anteriormente, o Ministério da Defesa italiano já tinha contribuído para a ajuda humanitária em Gaza com o navio-hospital “Vulcano”, voos médicos para crianças feridas e a distribuição de medicamentos através de helicópteros do Exército.

  • Witkoff deve reunir-se hoje com o primeiro-ministro do Qatar para procurar solução de cessar-fogo em Gaza

    O enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, deverá encontrar-se hoje com o primeiro-ministro do Qatar, Sheikh Mohammed bin Abdul Rahman al-Thani, em Ibiza, para discutir uma proposta de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, além da libertação dos reféns israelitas, avançou este sábado a Axios.

    Segundo uma fonte, Witkoff planeia apresentar uma proposta às partes num prazo de duas semanas. Contudo, uma fonte israelita ligada às negociações declarou, citado pelo jornal Times of Israel, que “a diferença entre Israel e o Hamas em relação ao fim da guerra é enorme, pelo que falar de um acordo abrangente é provavelmente inútil nesta fase”.

    As informações sobre os esforços de Witkoff não foram ainda comentados por Washington. As negociações surgem na sequência do anúncio de Israel para assumir o controlo de Gaza, uma medida que foi recebida por fortes críticas na comunidade internacional.

  • Cinco palestinianos mortos pelas forças israelitas perto de centro de ajuda em Rafah

    Cinco palestinianos foram mortos este sábado pelas forças israelitas perto de um centro de distribuição de ajuda humanitária a norte de Rafah, segundo a estação Al-Jazeera, numa informação suportada por fontes do Hospital Nasser.

    Até este ataque, o Ministério da Saúde palestiniano — controlado pelo Hamas — tinha reportado a morte de 39 pessoas, das quais 21 quando esperavam pela entrega de ajuda alimentar, e ferimentos noutras 491 nas últimas 24 horas, na sequência de ataques das tropas de Israel.

    Ainda segundo as autoridades palestinianas, já morreram 212 pessoas devido à fome e desnutrição em Gaza, incluindo 98 crianças. Pelo menos 61.369 pessoas foram mortas por ataques israelitas desde o início da guerra, em outubro de 2023.

  • Cerca de 20 países arábes e muçulmanos condenam plano israelita de tomar o controlo de Gaza

    Cerca de vinte países árabes e muçulmanos condenaram hoje o plano israelita de tomar o controlo da cidade de Gaza, considerando-o uma “escalada perigosa”.

    Numa declaração conjunta, esses países, entre os quais o Egito, a Arábia Saudita e a Turquia, acusam o plano israelita, aprovado na noite de quinta para sexta-feira pelo governo de Israel, de constituir “uma violação flagrante do direito internacional e uma tentativa de consolidar a ocupação ilegal e impor um facto consumado”.

    A Autoridade Palestiniana pediu na sexta-feira uma reunião extraordinária e urgente da Liga dos Estados Árabes, na sequência da decisão de Israel de expandir a ofensiva e assumir o controlo da cidade de Gaza.

  • Famílias de reféns israelitas pedem bloqueio da economia contra os planos para a tomada de Gaza

    Familiares dos reféns detidos há quase dois anos pelo Hamas apelaram ao bloqueio da economia israelita após a decisão do gabinete de segurança de assumir o controlo de Gaza, avançou este sábado o jornal Haaretz.

    “A luta não é só nossa, das famílias dos reféns. Estarão comigo quando eu pedir para parar tudo? Parar tudo? Foi decidido expandir a guerra e ocupar, mesmo à custa da vida de Matan. O silêncio é mortal”, escreveu, no X, Anat Angrest, cujo filho Matan está cativo na Faixa de Gaza.

    Já a mãe de Nimrod Cohen, Vicky Cohen, lançou o mesmo apelo naquela rede social: “Só há uma maneira de parar isto: parar tudo. Por que é que a economia não está paralisada? O silêncio está a matá-los! Vão juntar-se a mim no meu apelo?”

  • Defesa Civil de Gaza aponta para pelo menos 10 mortos este sábado em Gaza

    Pelo menos 10 pessoas morreram este sábado em Gaza, oito por tiros das forças israelitas perto de centros de ajuda, informou o porta-voz da Defesa Civil da Faixa de Gaza, Mahmoud Bassal. Este responsável adiantou à AFP que pelo menos seis corpos, incluindo o de uma criança, foram levados para o hospital Al-Awda no campo de refugiados de Nuseirat (centro), juntamente com trinta feridos.

    As vítimas foram atingidas por tiros israelitas durante reuniões de civis perto do ponto de distribuição de ajuda, da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), na estrada principal Salah al-Din, no centro de Gaza, afirmou o porta-voz.

    Outras duas pessoas, incluindo uma mulher, também foram mortas pelas forças israelitas perto de outro centro de ajuda ao norte de Rafah, no sul de Gaza, segundo a mesma fonte.

    Além disso, uma mulher foi morta por um ataque aéreo que “atingiu um apartamento em frente ao hospital Al-Khair”, em Khan Yunès, segundo Bassal. Um jovem também foi morto por um míssil disparado por um drone israelita, que atingiu um grupo de civis perto da escola Abu Helou, que abriga deslocados no campo de refugiados de Bureij, no centro de Gaza.

  • Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos alega que lançamentos aéreos de ajuda são ineficientes

    A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA, na sigla em inglês) alega que os lançamentos aéreos de ajuda humanitária continuam sobre Gaza, mas que os mesmos são dispendiosos e ineficientes para apoiar a população.

    “Em Gaza, os lançamentos aéreos de vários Estados-Membros continuaram, apesar dos avisos de vários organismos internacionais de que são muito caros e ineficazes”, referiu a instituição na rede social X, adiantando também que não foi autorizada nos últimos cinco meses a levar qualquer ajuda humanitária para aquele território palestiniano.

  • Embaixador iraniano reivindica direito do país ao enriquecimento do urânio e critica AIEA

    Em entrevista à Lusa, o embaixador do Irão em Lisboa, Majed Tafreshi assegurou que o Irão manteve sempre uma “cooperação muito boa” com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), mas acusou o diretor-geral da instituição, Rafael Grossi, de se ter deixado influenciar pelo Ocidente.

    “Grande parte do orçamento da AIEA é dedicado ao Irão, tendo havido uma cooperação muito boa. Mas, infelizmente, o diretor-geral dessa entidade, eu não sei, ou mentiu ou, de alguma forma, foi subornado, eu não sei por quê, ou influenciado por alguns países ocidentais, como os Estados Unidos, Reino Unido, a França, a Alemanha”, entre outros, argumentou.

    Segundo o embaixador iraniano em Lisboa, a AIEA lançou “um relatório muito errado” sobre o Irão, que é utilizado pelos Estados Unidos e Israel para atacar o Irão. “Como pode o Irão ignorar o direito de enriquecimento [de urânio]? Se aceitamos que não temos direito de enriquecer o urânio, isso significa que aceitamos que acreditam que somos um perigo”, considerou.

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