Momentos-chave
- Greta Thunberg anuncia nova frota humanitária com destino à Faixa de Gaza
- Jornalista da Al Jazeera Anas al-Sharif morto em ataque em Gaza
- Chanceler alemão não apoia planos israelitas para Gaza
- Netanyahu e Trump falaram ao telefone sobre os planos de Israel para ocupar Gaza
- Netanyahu: "O Hamas enganou-nos, a única maneira de trazer de volta os reféns é derrotando o Hamas"
- Hamas acusa Netanyahu de contar “uma série de mentiras” sobre Gaza
- Embaixador da Palestina na ONU desafia Netanyahu a provar que não há fome em Gaza
- Sobe para 532 o número de detidos em Londres num protesto de apoio à Palestina
- Direita israelita exige que Netanyahu suspenda operação nas Faixa de Gaza
- Mais de 500 trabalhadores humanitários mortos em Gaza desde o início da guerra
- EUA afirma que reunião do Conselho de Segurança da ONU prejudica esforços de paz e culpa Hamas
- França insta Israel a reverter plano de tomada militar de Gaza
- ONU diz que a única forma de acabar com o sofrimento humano é um cessar-fogo imediato em Gaza
- ONU: Hamas e Israel devem abandonar "o caminho da destruição"
- Conselho de Segurança da ONU teme "outro capítulo horrível" se plano militar de Israel avançar
- Israel não adianta informações sobre calendário de ação militar sobre Gaza
- Os cinco princípios de Benjamin Netanyahu para acabar com a guerra
- Netanyahu garante que deu ordens às IDF para deixarem "mais jornalistas estrangeiros entrar em Gaza"
- Israel nega estar a deixar os palestinianos morrerem à fome em Gaza
- Netanyahu afirma que Israel vai atacar os "redutos" restantes do Hamas na cidade de Gaza
- "O nosso objetivo não é ocupar Gaza, o nosso objetivo é libertar Gaza", afirma Netanyahu em conferência de imprensa
- "A invasão de Gaza corre o risco de se tornar um Vietname para os soldados israelitas", diz ministro dos Negócios Estrangeiros italiano
- São necessários cerca de 600 camiões de ajuda humanitária em Gaza por dia
- Manifestantes planeiam novo protesto em Londres para hoje
- Netanyahu dá conferência de imprensa às 14h30
- Já morreram 100 crianças palestinianas por desnutrição ou fome desde o início da guerra
- Mohamed Salah critica UEFA por omitir circunstâncias da morte do "Pelé palestiniano"
- Famílias dos reféns e dos soldados apelam a greve nacional contra plano de assumir controlo de Gaza
- Brasil "deplora" plano de Israel para assumir o controlo de Gaza
- Governo israelita prepara mobilização de dezenas de milhares de reservistas para tomar controlo de Gaza
Histórico de atualizações
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muito obrigado por nos ter acompanhado durante o dia de ontem. Pode seguir todos os desenvolvimentos relativamente aos conflitos no Médio Oriente aqui.
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Greta Thunberg anuncia nova frota humanitária com destino à Faixa de Gaza
A ativista sueca Greta Thunberg anunciou nas redes sociais que no próximo dia 31 de agosto partirá de Espanha uma nova frota com o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
“No dia 31 de agosto, lançaremos a maior tentativa de quebrar o cerco ilegal de Israel sobre Gaza com dezenas de barcos que partirão de Espanha”, anunciou a ativista este domingo no Instagram.
“Vamos reunir-nos com dezenas de outras [organizações ativistas] no dia 4 de setembro, partindo da Tunísia e outros portos”, diz o anúncio, no qual, além de Thunberg, participam vários ativistas pró-palestinos.
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Jornalista da Al Jazeera Anas al-Sharif morto em ataque em Gaza
O jornalista da Al Jazeera Anas al-Sharif foi morto na Faixa de Gaza, no que parece ser um ataque israelita direcionado, disse o diretor do hospital al-Shifa, citado pela Al Jazeera.
Al-Sharif, de 28 anos, foi morto depois de uma tenda para jornalistas instalada junto àquele hospital ter sido atingida por um ataque israelita.
The beloved Anas Al-Sharif has been murdered by the brutal occupation. We are out of words. We are beyond heartbroken. The longer we fail to stop this, the more humans will be murdered. pic.twitter.com/6TkV7AyIVq
— WearThePeace (@WearThePeaceCo) August 10, 2025
A Al Jazeera denunciou recentemente os militares israelitas pelo que considerou ser uma “campanha de incitamento” contra os seus jornalistas na Faixa de Gaza.
Em julho, o porta-voz do exército israelita Avichai Adraee partilhou um vídeo nas redes sociais acusando al-Sharif de ser membro da ala militar do Hamas.
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Chanceler alemão não apoia planos israelitas para Gaza
O chanceler alemão Friedrich Merz garantiu este domingo que a Alemanha não pode apoiar os planos israelitas para expandir as operações militares em Gaza, apesar de se manter como aliada de Israel.
“Para onde é suposto que estas pessoas vão?”, questionou Friedrich Merz, em entrevista ao canal ARD, numa referência aos palestinianos que seriam deslocados. “Não o podemos fazer, não o vamos fazer, e eu não vou fazer isso.” Recorde-se que a Alemanha, o segundo maior fornecedor de armas a Israel a seguir aos EUA, anunciou que deixaria de enviar armamento usado contra Gaza.
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Netanyahu e Trump falaram ao telefone sobre os planos de Israel para ocupar Gaza
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, falaram ao telefone este domingo, sobre o plano de Israel para ocupar a Faixa de Gaza, escreve o Jerusalem Post, citando o gabinete de Netanyahu.
Netanyahu agradeceu ainda a Trump pelo apoio a Israel desde o início da guerra.
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Palestina pede à ONU para travar o genocídio em Gaza
O embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, apelou este domingo para se “travar o genocídio” na reunião de emergência do Conselho de Segurança para discutir o plano do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para a ocupação militar de Gaza.
“Dada a insistência de Netanyahu em prosseguir este genocídio, destruindo o nosso povo através da morte e da deslocação, anexando o nosso território, destruindo a Palestina e qualquer hipótese de paz, este Conselho deve agir”, declarou Riyad Mansour, no seu discurso.
A reunião extraordinária, convocada pelos membros europeus do Conselho, terminou depois de quatro dos seus membros permanentes — Rússia, China, França e Reino Unido — terem questionado o plano de Israel, enquanto o outro membro, os Estados Unidos, defendeu o “direito” do Governo israelita de decidir “o que é necessário” para a sua segurança.
Riyad Mansour assegurou que “Israel está a matar a Palestina em Gaza”, onde, afirmou, mais de dois milhões de pessoas sofrem “dor e agonia” que nenhum ser humano ou nação deveria ter de suportar.
“Devemos a essas pessoas agir agora para impedir este genocídio”, comentou.
O diplomata palestiniano acusou Israel de prolongar a guerra “não para desarmar o Hamas”, mas para “impedir um Estado palestiniano independente”.
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Netanyahu: "O Hamas enganou-nos, a única maneira de trazer de volta os reféns é derrotando o Hamas"
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse no domingo à noite que uma das razões pelas quais os combates na Faixa de Gaza continuam é por causa das negociações em torno da libertação dos reféns. Segundo Netanyahu, o Hamas não está interessado num acordo e não agiu de boa fé.
“O Hamas enganou-nos, então a única maneira de trazer de volta os reféns é derrotando o Hamas”, defendeu o primeiro-ministro de Israel, citado pelo Haaretz.
Netanyahu garante que o objetivo é libertar os reféns e derrotar o Hamas. “Queremos libertar a maioria dos reféns e derrotar o Hamas para acabar com isto”, disse, numa conferência de imprensa, na qual qualificou as exigências do Hamas como irrealistas.
“Após meses de negociações fúteis, o Hamas levantou exigências impossíveis: uma retirada completa da Faixa de Gaza, incluindo do corredor da Filadélfia que permitiria o contrabando de armas e a libertação dos terroristas”, disse o chefe de governo, considerando que “nenhum governo responsável” aceitaria essas condições.
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Hamas acusa Netanyahu de contar “uma série de mentiras” sobre Gaza
O grupo islamita palestiniano Hamas acusou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de contar “uma série de mentiras”, após declarações em que defendeu a ocupação da Cidade de Gaza como a “melhor forma” de acabar com a guerra.
“Tudo o que disse é uma série de mentiras. É incapaz de encarar a verdade e, em vez disso, trabalha para a distorcer e ocultar”, comentou o assessor de imprensa do chefe do gabinete político do Hamas em declarações à agência France Presse (AFP).
Taher al-Nounou reagia a uma conferência de imprensa de Netanyahu, hoje em Jerusalém, sobre o plano israelita para a nova fase da ofensiva na Faixa de Gaza, que prevê a ocupação da principal cidade do enclave, a deslocação de centenas de milhares dos seus habitantes e o alargamento das operações militares aos campos de refugiados na costa central do território.
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Embaixador da Palestina na ONU desafia Netanyahu a provar que não há fome em Gaza
Depois de, durante a conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu ter falado sobre uma “campanha global de mentiras” contra Israel sobre as pessoas que passam fome em Gaza, o enviado palestino à ONU, Riyad Mansour, desafiou agora o primeiro-ministro israelita a provar que a fome no enclave é uma mentira.
“Se ele está tão certo dessa conspiração global sobre a mentira, que prove”, disse, citado na Sky News, acrescentando: “Convido-o. Permita que vá à Faixa de Gaza e veja exatamente o que está a acontecer lá”.
“Leve jornalistas consigo para que possa verificar exatamente o que está a acontecer em Gaza.”
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Palestinianos estão a "suportar uma agonia insuportável que a mente humana mal consegue compreender"
Ainda durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour, afirmou que o povo palestiniano em Gaza está a “suportar uma agonia insuportável que a mente humana mal consegue compreender”, citou a Al Jazeera.
No seu discurso, Riyad Mansour afirmou que há muito que Israel se comprometeu com “a destruição do povo palestiniano através da transferência forçada e de massacres para facilitar a anexação da nossa terra”. “O que forçará Israel a mudar de rumo é a nossa capacidade de transformar a condenação justificada em ações justas… A história julgará todos nós”, continuou.
Quanto aos prisioneiros que continuam em Gaza, o embaixador da Palestina na ONU acusou o governo israelita de há muito não se preocupar com o destino dessas pessoas.
Riyad Mansour disse ainda que Netanyahu “espalhou mentiras” sobre não haver fome em Gaza e instou o primeiro-ministro israelita a permitir que jornalistas de países do Conselho de Segurança da ONU entrassem em Gaza “para verificar exatamente o que está a acontecer”.
“Estamos dispostos a trabalhar com o governo dos EUA, a Arábia Saudita e a França, e os membros deste conselho, e outros parceiros regionais e internacionais para pôr fim a esta guerra contra o nosso povo”, concluiu.
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Sobe para 532 o número de detidos em Londres num protesto de apoio à Palestina
No total, foram detidas 532 pessoas em Londres, numa manifestação de apoio à rede Palestine Action, proibida no Reino Unido desde o início de julho e classificada como “organização terrorista”, disse hoje a polícia.
“Confirma-se que o número total de pessoas detidas durante a operação policial no centro de Londres é de 532”, indicaram hoje as autoridades londrinas em comunicado de imprensa.
A operação policial em causa aconteceu no sábado, durante uma manifestação de apoio à rede Palestine Action.
Na nota de imprensa, a polícia metropolitana indicou ainda que a grande maioria das detenções (522) foram por exibir um cartaz de apoio à referida organização.
As outras 10 detenções foram por agressões a polícias – sem que haja feridos a registar – obstrução da polícia ou delitos contra a Lei de Ordem Pública, referiu ainda a autoridade.
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"Gaza pertence aos palestinianos", diz embaixador da China na ONU
O embaixador da China na ONU, Fu Cong, opôs-se à tentativa de Israel de ocupar Gaza e defendeu que “pertence ao povo palestiniano”. “É parte integrante do território palestiniano. Qualquer ação que procure alterar a sua estrutura demográfica e territorial deve ser recebida com a mais veemente rejeição e resistência”, afirmou, citado na Al Jazeera.
“A ilusão da supremacia militar deve ser abandonada… Um cessar-fogo imediato é a única forma correta de salvar vidas e garantir a libertação dos reféns. A escalada contínua das ofensivas militares em Gaza só levará a mais mortes e assassinatos”, acrescentou.
“O governo israelita precisa de ouvir os argumentos tanto da comunidade internacional como do seu povo, parar imediatamente de aumentar as tensões e pôr fim às suas operações militares em Gaza”.
Fu Cong criticou ainda a “inaceitável” “militarização” da ajuda humanitária e a “punição coletiva” dos palestinianos em Gaza: “Atacar civis e trabalhadores humanitários enquanto procuram suprimentos é igualmente inaceitável”.
“É crucial revigorar a perspetiva da solução de dois Estados… o único caminho viável para resolver a questão palestiniana e alcançar a coexistência pacífica”, concluiu.
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MNE da UE em conselho extraordinário na segunda-feira sobre Ucrânia e Gaza
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) vão reunir-se na segunda-feira em conselho extraordinário para abordar a situação na Ucrânia e em Gaza, segundo um porta-voz da UE citado pela agência EFE.
“O Presidente (Donald) Trump tem razão ao dizer que a Rússia deve terminar a sua guerra contra a Ucrânia. Os Estados Unidos têm o poder de forçar a Rússia a negociações sérias. Qualquer acordo entre os Estados Unidos e a Rússia deve incluir a Ucrânia e a União Europeia, pois esta é uma questão que afeta a segurança da Ucrânia e de toda a Europa”, afirmou a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, em declarações enviadas à EFE.
E acrescentou: “Convocarei uma reunião extraordinária dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE na segunda-feira para discutir os nossos próximos passos. Os interesses fundamentais da Europa estão em jogo. Também discutiremos a situação em Gaza com os ministros”.
A chefe da diplomacia europeia insistiu ainda que “o direito internacional é claro: todos os territórios temporariamente ocupados pertencem à Ucrânia”, acrescentando que “um acordo não deve servir de trampolim para novas agressões russas contra a Ucrânia, a aliança transatlântica e a Europa”.
Kaja Kallas reconheceu que “a postura do Presidente Trump em relação à Rússia endureceu” e que “o historial de promessas e tratados quebrados pela Rússia criou uma profunda desconfiança em ambos os lados do Atlântico”.
“A pressão dos EUA sobre Moscovo pode inverter esta guerra. Moscovo não vai parar a menos que sinta que não pode continuar”, disse.
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Direita israelita exige que Netanyahu suspenda operação nas Faixa de Gaza
Várias organizações de direita lançaram um apelo ao primeiro-ministro israelita exigindo que suspendesse a operação das IDF na Faixa de Gaza na sua forma atual. Numa carta enviada ao Gabinete de Benjamin Netanyahu, argumentam que a decisão de tomar a cidade de Gaza é “perigosa e mantém a situação atual – será um grave erro”.
Defendem que as Forças de Defesa de Israel devem combater o Hamas até sua rendição completa, que um acordo seja assinado para libertar todos os reféns, que a população de Gaza seja evacuada da área e que um bloqueio total seja imposto antes da entrada das forças israelitas.
“Sem mudar a abordagem, não há resolução”, afirmaram as organizações. “Interrompa a operação em sua forma atual antes que seja tarde demais.”
“Primeiro-ministro, apelamos a si para que implemente imediatamente o plano decisivo”, afirmam, acrescentando: “Não fomos feridos em vão. Pare de negociar com o sangue dos nossos soldados. As terras conquistadas com sangue não devem ser devolvidas até que o Hamas seja derrotado”.
“Apesar do preço terrível que pagámos, demos-lhe todo o crédito para continuar a lutar”. “Não é assim que se ganha – há uma única maneira: um bloqueio total, evacuar a população, esmagar até à rendição e trazer de volta os últimos reféns. O tempo está a esgotar-se”, avisam.
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Mais de 500 trabalhadores humanitários mortos em Gaza desde o início da guerra
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) avançou que mais de 500 trabalhadores humanitários foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da guerra. Entre as vítimas, 167 são mulheres. “Um marco sombrio”, citou o Haaretz..
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EUA afirma que reunião do Conselho de Segurança da ONU prejudica esforços de paz e culpa Hamas
Dorothy Shea, embaixadora interina dos EUA na ONU, disse ao Conselho de Segurança que a reunião é “emblemática do papel contraproducente que muitos governos neste conselho e em todo o sistema da ONU têm desempenhado nesta questão”.
Citada na Al Jazeera, afirmou que os EUA têm trabalhado incansavelmente para libertar os detidos em Gaza, acabar com a guerra e dar aos civis em Gaza um futuro livre do Hamas.
Para isso, “precisamos de responsabilizar o Hamas” e responsabilizar totalmente essa organização e outras organizações terroristas de Gaza. A reunião do Conselho de Segurança da ONU prejudica esses esforços, acrescentou.
“A verdade é que esta guerra poderia terminar hoje se o Hamas libertasse os reféns e toda a população de Gaza”, disse Shea, acrescentando que o Hamas e outros países estão a prolongar ativamente a guerra “espalhando mentiras” sobre Israel e a notória Fundação Humanitária de Gaza.
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"Na prática Israel diz: Hamas tem uma semana para se render"
Major-general João Vieira Borges diz que “entre ocupar e libertar Gaza não há grande diferença”. Plano de Netanyahu para expandir ação militar pode pressionar plano de paz desenvolvido em conjunto.
Ouça aqui a análise do major-general João Vieira Borges
“Na prática Israel diz: Hamas tem uma semana para se render”
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França insta Israel a reverter plano de tomada militar de Gaza
O embaixador francês Jay Dharmadhikari condenou o plano militar de Israel, alertando que isso equivaleria a “novas violações do direito internacional de extrema gravidade”, citou a Al Jazeera.
Na reunião da ONU, disse que Paris “condena veementemente” o plano, que, segundo ele, teria “consequências humanitárias dramáticas” para os civis que já “vivem em condições horríveis”.
“As imagens de crianças a morrer de fome ou de civis a serem alvejados enquanto tentavam encontrar comida são insuportáveis”, disse Dharmadhikari, instando Israel a cumprir o direito internacional humanitário, proteger os civis e as infraestruturas e “abrir urgentemente todos os pontos de passagem” para a entrega segura e sem obstáculos de ajuda humanitária.
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ONU diz que a única forma de acabar com o sofrimento humano é um cessar-fogo imediato em Gaza
Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral adjunto das Nações Unidas para a Europa, Ásia Central e Américas, Miroslav Jenca afirmou que a única forma de acabar com o sofrimento humanitário em Gaza é um cessar-fogo total, imediato e permanente.
“Todos os reféns devem ser libertados imediatamente e incondicionalmente. Israel deve cumprir as suas obrigações ao abrigo do direito internacional humanitário, permitindo a entrega rápida, segura, sem obstáculos e em grande escala de ajuda humanitária à população”, afirmou, citado na Al Jazeera.
Jenca defendeu também que os civis, incluindo os trabalhadores humanitários e aqueles que procuram ajuda, devem ser protegidos, e os palestinianos devem poder regressar às suas casas.
Observou ainda que o Tribunal Internacional de Justiça declarou que Israel, como potência ocupante, tem a obrigação de não impedir o povo palestiniano de exercer o seu direito à autodeterminação, incluindo o direito a um Estado independente e soberano sobre a totalidade dos territórios palestinianos.
“Não há solução militar para o conflito armado em Gaza, nem para o conflito israelo-palestiniano mais amplo. Não haverá solução sustentável sem o fim da ocupação ilegal de Israel e a concretização de uma solução viável de dois Estados”, afirmou.
Por fim, instou a Autoridade Palestina a prosseguir com a realização de eleições para determinar a sua futura governação, afirmando que o povo palestino tem o direito de decidir por si mesmo.
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ONU: Hamas e Israel devem abandonar "o caminho da destruição"
James Kariuki , um embaixador do Reino Unido na ONU advertiu durante a reunião que Israel e o Hamas devem “abandonar o caminho da destruição”.
“Todas as rotas terrestres devem ser abertas para o transporte de suprimentos essenciais, incluindo alimentos, leite em pó, medicamentos, abrigos, combustível e água potável», afirmou também, citado na Sky News.
“Uma solução diplomática é possível, mas ambas as partes devem abandonar o caminho da destruição”, acrescenta.
James Kariuki incitou também ambas as partes a envolverem-se em “negociações de boa-fé e a demonstrarem vontade política”. “A recente conferência sobre a solução de dois Estados foi uma demonstração poderosa da determinação internacional em alcançar um futuro melhor para a região.”
“O Reino Unido continuará a trabalhar com os nossos parceiros no plano de longo prazo para garantir a paz na região como parte de uma solução de dois Estados.”
“Esta é a única maneira de garantir que israelitas e palestinianos possam viver lado a lado em paz, segurança e dignidade.”