Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora

    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pretende propor a Donald Trump que o plano de paz entre Ucrânia e Rússia seja submetido a um referendo, caso o Presidente russo, Vladimir Putin, concorde com um cessar-fogo de 60 dias. Zelensky salienta que, devido aos riscos envolvidos, é preciso um mínimo de dois meses de cessar-fogo para preparar adequadamente a votação. Este movimento visa alcançar um acordo duradouro, ainda que o líder ucraniano considere os 15 anos propostos pelos EUA como insuficientes para um acordo eficaz.
    • Donald Trump destacou que Volodymyr Zelensky “não tem nada” até que o seu plano de paz seja aprovado. O presidente dos EUA afirmou que pretende discutir em breve com Vladimir Putin e deixou clara a sua intenção de supervisionar e aprovar qualquer proposta de paz relacionada com o conflito.
    • A Rússia já cometeu 870 crimes contra jornalistas e meios de comunicação na Ucrânia desde o início da invasão, segundo informa o Instituto de Informação em Massa. Estes crimes incluem a morte de 121 profissionais de comunicação, dos quais 15 foram mortos enquanto exerciam suas funções.
    • A Rússia continua a recrutar cidadãos estrangeiros para as suas forças armadas, principalmente de estados pós-soviéticos e do Sul Global, oferecendo incentivos financeiros, cidadania russa e anistia para criminosos condenados. Este esforço de recrutamento é visto como parte de uma estratégia mais ampla para representar o conflito como algo além de uma guerra bilateral com a Ucrânia.

  • Este liveblog vai ficar por aqui. Pode ver os acontecimentos da Guerra na Ucrânia no liveblog que agora publicamos.

    Obrigada por ter estado connosco.

    Zelensky espera uma reunião “muito construtiva” com Trump

  • Autarca de Kiev pede à população para que se abrigue

    O autarca de Kiev, Vitaliy Klitschko, confirmou no seu canal de Telegram que estão a ser ouvidas explosões na capital ucraniana, adiantando que as forças de defesa aérea “estão já em ação”.

    Na mesma publicação, Vitaliy Klitschko pede à população para que siga as indicações e recolha aos abrigos.

  • Kiev alvo de ataque russo de larga escala

    A capital ucraniana foi alvo de um ataque de larga escala da Rússia na madrugada deste sábado, tendo sido ouvidas explosões em vários pontos de Kiev, avança a Reuters.

    Este ataque acontece a dois dias de Volodymyr Zelensky ser recebido por Donald Trump nos EUA para definirem pormenores do acordo de paz.

  • Rússia já cometeu 870 crimes contra jornalistas na Ucrânia

    Desde o início da invasão, a Rússia já cometeu 870 crimes contra jornalistas e meios de comunicação na Ucrânia, avançou o Instituto de Informação em Massa.

    De acordo com a Ukrinform, um total de 121 profissionais da comunicação social morreram na Ucrânia devido à invasão da Rússia, incluindo 15 que foram mortos enquanto desempenhavam as suas funções profissionais.

  • Rússia continua a recrutar soldados estrangeiros para a guerra na Ucrânia

    O chefe do Serviço de Informações Externas ucraniano, Oleh Ivashchenko, revelou que a Rússia continua a recrutar sistematicamente cidadãos estrangeiros para lutar na guerra contra a Ucrânia. Só em dezembro, mais de 150 cidadãos estrangeiros de 25 países foram identificados como tendo sido recrutados para o exército russo, com cerca de 200 outros a prepararem-se para se alistarem.

    Ivashchenko acrescentou que os esforços de recrutamento estão concentrados principalmente nos Estados pós-soviéticos e nos países do Sul Global, incluindo Bielorrússia, Tajiquistão, Uzbequistão, Cuba, Quénia e China e que entre as principais motivações para os cidadãos estrangeiros se alistarem nas forças armadas da Rússia estão incentivos financeiros, acesso simplificado à cidadania russa e anistia para criminosos condenados.

    “Moscovo está a aproveitar-se propositadamente da instabilidade económica dos países pobres e das rotas de migração legal limitadas, transformando esses fatores em meios de controlo e pressão”, afirmou.

    Este recrutamento também serve a um objetivo político mais amplo, permitindo ao Kremlin retratar a guerra como algo que vai além de um confronto bilateral entre a Rússia e a Ucrânia.

  • Trump sobre Zelensky: "Ele não tem nada até que eu o aprove"

    Ao contrário do que Zelensky avançou hoje aos jornalistas, que o plano de paz de 20 pontos “está 90% pronto”, Donald Trump disse ao Politico que o Presidente ucraniano “não tem nada” até que ele o aprove. “Então, vamos ver o que ele tem”, afirmou.

    Questionado sobre quando espera falar com Putin, o Presidente dos EUA respondeu: “Em breve e durante o tempo que eu queira”.

  • Zelensky vai propor referendo sobre o plano de paz em reunião com Trump

    Volodymyr Zelensky vai propor a Donald Trump que todo o plano de paz seja submetido a um referendo, caso Vladimir Putin concorde com um cessar-fogo de 60 dias, avançou o Presidente ucraniano à Axios.

    O líder ucraniano enfatizou que a realização de um referendo acarretaria sérios riscos políticos, logísticos e de segurança. É por isso que, na sua opinião, um cessar-fogo de 60 dias é o período mínimo necessário para preparar e realizar tal votação.

    A notícia refere ainda que os EUA propõem uma duração de 15 anos para o acordo, o que Zelensky considera insuficiente: “Acho que precisamos de mais de 15 anos”, disse, acrescentando que consideraria um “grande sucesso” se Trump concordasse com isso durante a reunião marcada para este fim de semana em Mar-a-Lago.

    Zelensky disse ainda que espera chegar a um acordo com o presidente dos EUA sobre um quadro para o fim da guerra. Ao mesmo tempo, observou que, se as partes não conseguirem chegar a uma posição firme sobre as questões territoriais, precisaria do consentimento do povo ucraniano.

  • "Ucrânia não será obstáculo à paz", garante Zelensky a Mark Rutte

    O Presidente ucraniano avançou numa publicação no X que conversou com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, antes da reunião em Mar-a-Lago.

    “Tivemos uma conversa muito substantiva e positiva. Coordenámos as nossas posições antes das reuniões na Flórida e devemos trabalhar com a máxima produtividade nos próximos dias, como sempre. A Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo à paz, e continuaremos a trabalhar de forma eficiente para garantir que todos os documentos necessários sejam preparados o mais rapidamente possível”, assegurou Volodymyr Zelensky.

    Os dois discutiram ainda esforços conjuntos para garantir a segurança e desenvolver posições europeias coordenadas “que apoiarão não só a Ucrânia, mas todos nós na Europa”.

    “Também partilhei detalhes das recentes conversas com os enviados do Presidente Trump e aspetos-chave do processo. Obrigado pelo vosso apoio”, acrescentou.

  • Dois mortos e oito feridos em ataque russo a Kharkiv

    O chefe da Administração Militar Regional de Kharkiv, Oleh Syniehubov, atualizou o número de feridos no ataque russo contra Kharkiv para oito. Entre os feridos está uma bebé de nove meses. Há ainda dois mortos a registar.

  • Rússia acusa Kiev de sabotar plano de paz com texto "radicalmente diferente"

    A Rússia acusou hoje a Ucrânia de tentar sabotar as negociações para o fim do conflito entre os dois países, referindo que o novo texto apresentado por Kiev é “radicalmente diferente” do que Moscovo tinha negociado com Washington.

    “A nossa capacidade de dar o impulso final e chegar a um acordo depende do nosso trabalho e da vontade política da outra parte. Sobretudo num contexto em que Kiev e os seus apoiantes, particularmente dentro da União Europeia, que não são favoráveis a um acordo, redobraram os seus esforços para o sabotar”, criticou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov.

    Em declarações à televisão russa, o governante apontou o argumento habitual de Moscovo sobre “uma resolução adequada dos problemas que estão na origem desta crise”, iniciada com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, sem a qual, defendeu, “será simplesmente impossível chegar a um acordo final”.

    Ryabkov apelou para a adesão à estrutura negocial estabelecida pelos presidentes russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Donald Trump, em agosto passado no Alasca, insistindo que, caso contrário, “nenhum acordo poderá ser alcançado”.

  • Zelensky falou com Friedrich Merz sobre os preparativos para a reunião com Trump

    O Presidente ucraniano falou hoje com o chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre os preparativos para a reunião com Donald Trump, com quem irá encontrar-se durante o fim de semana em Mar-a-Lago, e sobre a paz na Europa.

    “Informei-o sobre o nosso trabalho com os enviados dos EUA”, começou por escrever Volodymyr Zelensky numa publicação no X, acrescentando: “Todos nos lembramos do formato da reunião de Berlim e da produtividade que ali foi alcançada. É exatamente assim que continuamos a trabalhar. Concordámos em continuar a agir em conjunto com os europeus.”

    Antes de agradecer o apoio da Alemanha à Ucrânia, Zelensky avançou ainda que os dois países estão a coordenar as suas posições, “e todos na Europa devem estar em sintonia na defesa do nosso modo de vida europeu, da independência dos nossos Estados e da paz na Europa.”

  • Será possível criar zona verdadeiramente desmilitarizada na Ucrânia?

    Bruno Cardoso Reis afirma que EUA não fazem pressão contra a Rússia, tornando pouco provável cedências de Moscovo. No Médio Oriente, plano de paz com foco em Gaza não tem Cisjordânia em consideração.

    Será possível criar zona verdadeiramente desmilitarizada na Ucrânia?

  • Pelo menos cinco mortos e 23 feridos em ataques russos contra a Ucrânia

    Os ataques russos contra a Ucrânia fizeram pelo menos cinco mortos e 23 feridos ao longo das últimas 24 horas.

    Os números são citados pelo Kyiv Independent, a partir de dados das autoridades locais.

    As mortes foram reportadas nas regiões de Chernihiv, Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Kharkiv.

  • Aliados europeus deverão reunir-se em janeiro para finalizar garantias de segurança para a Ucrânia

    Os aliados europeus da Ucrânia deverão encontrar-se em janeiro para finalizar os planos para as garantias de segurança à Ucrânia. A informação foi avançada por um oficial do Palácio do Eliseu à Euractiv.

    O encontro deverá servir para finalizar os detalhes que permitirão apoiar a Ucrânia após um um cessar-fogo.

  • Zelensky confirma encontro com Trump em Mar-a-Lago

    O Presidente da Ucrânia confirmou aos jornalistas que irá a Mar-a-Lago durante o fim-de-semana para um encontro com Donald Trump, escreve a AP News.

    Zelensky avançou que o encontro será centrado no tema das garantias de segurança. À imprensa, o Presidente ucraniano referiu que o plano de paz de 20 pontos “está 90% pronto”.

    Também será discutido um “acordo económico” durante o encontro.

    Zelensky declarou que a Ucrânia “gostaria de ter os europeus envolvidos” na discussão, mas admitiu dúvidas sobre se tal será possível tão em cima da hora. “Temos, sem dúvida, de encontrar algum formato num futuro próximo em que não só a Ucrânia e os EUA estão presentes, mas que a Europa também seja representada.”

    Durante a manhã, foi avançado pelo site Axios que Zelensky seria recebido em Mar-a-Lago no domingo.

  • Embarcações com bandeiras estrangeiras atingidas pela Rússia

    Os ataques aéreos da Rússia às regiões portuárias de Mykolaiv e Odessa da última noite danificaram embarcações com bandeiras de Eslováquia, Palau e Libéria, de acordo com a Reuters.

    Segundo o governador local, não houve baixas resultantes destes ataques, mas houve cortes de energia na região de Odessa. “Apesar do terror deliberado da Rússia, o sistema de logística da Ucrânia continua a funcionar”, disse Oleksiy Kuleba.

  • Putin disposto a ceder território conquistado para controlar toda a região do Donbass

    Vladimir Putin terá dito a alguns dos maiores empresários da Rússia que o Kremlin está disposto a ceder território conquistado na Ucrânia em troca do controlo de toda a região do Donbass, noticia a Reuters com base na imprensa russa.

    “Vladimir Putin afirmou que o lado russo ainda está disposto a fazer as concessões que fez em Anchorage. Em outras palavras, que ‘Donbas é nosso’”, informou o jornal Kommersant, sobre a principal conclusão de uma reunião que ocorreu na véspera de Natal.

    Ou seja, o Presidente da Rússia quer a soberania de toda a região de Donbas. Por outro lado, “não descarta uma troca parcial de territórios por parte da Rússia”, lê-se no jornal russo.

  • Cinco regiões da Ucrânia sem energia após ataques russos

    A vice-ministra da Energia da Ucrânia, Olga Yukhimchuk, fez um ponto de situação sobre o sistema energético da Ucrânia, revelando que há cinco regiões do país sem energia.

    “O inimigo bombardeou as instalações de geração e redes de transmissão e distribuição de energia elétrica em várias regiões. Como resultado, há consumidores sem energia elétrica nas regiões de Donetsk, Odessa, Mykolaiv, Kherson e Kharkiv”, explicou no Telegram. “Os técnicos de energia estão a trabalhar para realizar os trabalhos de reparação o mais rápido possível.”

    Foi ainda explicado que, “devido aos constantes ataques” da Rússia contra a Ucrânia, foram adotadas “medidas de restrição do consumo”, com o intuito de “equilibrar o sistema energético”.

  • Depois da Axios, também fontes europeias falam sobre encontro entre Trump e Zelensky em Mar-a-Lago

    Há mais fontes a falar sobre o encontro entre Donald Trump e Zelensky, que deverá acontecer dentro de poucos dias.

    A Axios avançou que o encontro deverá ser domingo. Ainda que não avance um dia, também o Financial Times (FT) escreve que o encontro será em Mar-a-Lago, citando fontes europeias — uma delas um oficial francês próximo do Eliseu.

1 de 2