Momentos-chave
- A Rússia quer “enganar os EUA” e “arrastar a guerra”, diz Zelensky
- Ministro da Defesa alemão diz que Ucrânia ceder território é o mesmo que "capitular"
- Próxima semana será decisiva para EUA decidirem se continuam envolvidos nos esforços de paz
- Trump pode tornar-se "o maior presidente da história dos EUA", diz alto responsável do Parlamento ucraniano
- Drone russo mata 500 vacas numa exploração ucraniana
- Ataque russo mata casal e uma idosa em cidade da região de Donetsk
- Rússia lançou drones contra prédio em Odessa. Há um ferido
- Um morto em ataque russo a Kupiansk
- Resistência ucraniana sabotou linha de caminhos de ferro na região de Lugansk
- Rússia lança cerca de 150 drones contra a Ucrânia. Há pelo menos uma vítima mortal
Histórico de atualizações
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Bom dia.
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“Outra tentativa de manipulação”, diz Zelensky sobre cessar-fogo russo de três dias
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A Rússia quer “enganar os EUA” e “arrastar a guerra”, diz Zelensky
No seu discurso diário, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia procura “enganar” os EUA e outros países com vista a prolongar a guerra na Ucrânia.
“Os russos falam muito sobre a sua alegada disponibilidade para aceitar as propostas americanas”, afirmou, ao mesmo tempo que referia que Moscovo não mostrou qualquer indicação de estar a preparar um cessar-fogo e retomou os ataques na linha da frente.
“E todos os dias de tais batalhas na frente provam de forma absolutamente clara que a Rússia está realmente a tentar enganar o mundo — enganar os EUA e outros — e arrastar ainda mais esta guerra”, disse.
“Desde 11 de março, quando a América propôs um cessar-fogo completo e incondicional nas conversações na Arábia Saudita, os russos utilizaram quase 8.500 bombas aéreas, quase 200 mísseis de vários tipos e quase 3.000 Shaheds. A grande maioria destes ataques foi contra cidades comuns, contra alvos civis”, acrescentou.
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Ministro da Defesa alemão diz que Ucrânia ceder território é o mesmo que "capitular"
O ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a Ucrânia não deve concordar com a proposta de paz norte-americana que obriga Kiev a reconhecer o território ocupado como russo. Fazê-lo seria uma “capitulação”.
“Mas não irão certamente tão longe — ou não deveriam ir tão longe — como a última proposta do Presidente americano”, disse Pistorius, citado no Telepragh.
“A Ucrânia, por si só, poderia ter obtido há um ano o que foi incluído nessa proposta, o que é semelhante a uma capitulação. Não consigo discernir qualquer valor acrescentado”.
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Governo dos EUA vê acordo de paz “mais próximo do que em qualquer outro momento”
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse hoje que um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia está mais próximo do que em qualquer outro momento.
Marco Rubio disse, durante um programa de domingo da televisão NBC, que um acordo de paz está “mais próximo do que em qualquer outro momento nos últimos três anos, mas ainda não foi alcançado”.
Em relação ao estado das negociações, Rubio disse que “tem motivos para ser otimista e também para se preocupar”.
“Se esta fosse uma guerra fácil de terminar, outra pessoa já a teria terminado há muito tempo”, enfatizou.
Zelensky e Trump marcaram presença no funeral do Papa Francisco na Praça de S. Pedro, no sábado, tendo, antes do funeral, conversado num encontro privado no interior da basílica que, segundo a Casa Branca, foi “muito produtivo”.
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Rússia diz que central nuclear de Zaporíjia está "em boas mãos" e recusa entregar gestão aos EUA e à Ucrânia
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia disse que a central nuclear de Zaporíjia, controlada por Moscovo, está “em boas mãos” e descartou a possibilidade de serem feitas quaisquer “mudanças” na sua gestão.
Questionado, em entrevista à CBS News, sobre uma proposta feita por Trump para que a central nuclear passasse a ser gerida pelos Estados Unidos e pela Ucrânia, Sergey Lavrov disse que a Rússia não recebeu “tal oferta”. “E se recebermos explicaremos que a central é gerida por uma empresa estatal chamada Rosatom; está a ser monitorizada pela AIEA [Agência Internacional de Energia Atómica], que se encontra permanentemente no local”, indicou.
“Sem ser pelas tentativas regulares dos ucranianos de atacar a central e criar uma catástrofe nuclear para a Europa e também para a Ucrânia, os requisitos de segurança estão a ser totalmente implementados e a central está em muito boas mãos”, defendeu Lavrov, que é citado pelo jornal Pravda.
De seguida, ao ser questionado especificamente sobre se isso queria dizer que a Rússia rejeitava uma possível proposta dos EUA, o governante russo respondeu que não é “concebível” qualquer “alteração” à gestão da central de Zaporíjia.
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Putin saúda forças russas por "vitória" (negada pela Ucrânia) em Kursk
Vladimir Putin telefonou aos altos comandantes militares da região de Kursk para os saudar pela alegada “vitória” contra as forças ucranianas. A chamada aconteceu depois de a Ucrânia ter negado que a Rússia já controle toda a região e ter garantido que os combates no terreno continuavam.
“Putin parabenizou-os pela vitória e agradeceu-lhes pelo trabalho heróico”, informou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, que é citado pela agência estatal russa TASS.
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Lavrov diz que Rússia está "pronta" para acordo de paz, mas há detalhes a "ajustar"
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia garante que o paz está “pronto” para assinar um acordo de paz com a Ucrânia.
“O Presidente dos Estados Unidos acredita, e penso que com razão, que estamos a avançar na direção certa”, começou por dizer Sergey Lavrov, segundo o jornal The Telegraph.
De seguida, o governante russo sinalizou que Moscovo está “pronto para chegar a um acordo”, mas avisou que “ainda há alguns elementos específicos” que “precisam de ser ajustados”.
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Próxima semana será decisiva para EUA decidirem se continuam envolvidos nos esforços de paz
O secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, disse este domingo que esta semana será decisiva para os EUA decidirem se vão ou não continuar envolvidos nos esforços para um cessar-fogo na Ucrânia.
“Acho que esta será uma semana muito crítica. Esta semana será uma semana muito importante na qual temos que tomar uma decisão sobre se este é um esforço no qual queremos continuar envolvidos, ou se é hora de nos concentrar noutras questões que são igualmente — se não mais — importantes”, disse Marco Rubio, em entrevista à NBC.
No entanto, Rubio recusou-se a revelar por quanto mais tempo os EUA estão dispostos a manter-se nas negociações.
“Eu sempre acho que é palerma definir uma data específica… O Presidente dedicou uma enorme quantidade de tempo e energia a isso, e achamos que aproximámos os lados”, acrescentou.
O secretário de Estado disse que as perspetivas de chegar a alguma forma de acordo para acabar com a guerra Rússia-Ucrânia estão “mais próximas do que em qualquer momento nos últimos três anos”. “Mas ainda não estamos lá”, admitiu o chefe da diplomacia norte-americana.
“Há razões para estarmos otimistas mas há também razões para sermos realistas”, reconheceu Marco Rubio.
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Trump pode tornar-se "o maior presidente da história dos EUA", diz alto responsável do Parlamento ucraniano
O presidente do Comité de Relações Exteriores do Parlamento ucraniano disse que Trump tem a oportunidade se tornar no “maior presidente da história dos EUA” se se deslocar a Kiev e mostrar solidariedade com o povo ucraniano.
“Se ele vier a Kiev e disser algo como ‘Eu sou ucraniano’ ou ‘Nós expressamos solidariedade para convosco, estamos do vosso lado, estão a lutar pela causa certa’, ficará na história como uma pessoa que pode até mesmo eclipsar Kennedy e Reagan”, disse Oleksandr Merezhko, citado pelo Kyiv Independent.
“Eu acredito que Trump realmente pode tornar-se o maior presidente da história dos Estados Unidos”, afirmou, citando os exemples de outros dois presidentes norte-americanos: John F. Kennedy e Ronald Reagan.
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Drone russo mata 500 vacas numa exploração ucraniana
Para além das três vítimas mortais, o ataque massivo de drones levado a cabo pela Rússia na última noite atingiu também uma exploração pecuária, provocando a morte a 500 vacas, escreve o The Telegraph.
Segundo informação do governador regional da região de Dnipro, Serhiy Lysak, a exploração situa-se em Pavlohrad.
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Ataque russo mata casal e uma idosa em cidade da região de Donetsk
Um ataque levado a cabo pelas forças russas com bombas guiadas provocou a morte a um casal de meia idade e uma idosa, avança a agência de notícias estatal Ukrinform, que cita a Procuradoria Geral de Donetsk.
Os militares russos lançaram várias bombas FAB-250 sobre áreas residenciais da cidade de Kostiantynivka (na parte de Donetsk ainda sob controlo da Ucrânia). Um casal, de 48 e 47 anos, morreu, bem como uma idosa de 78 anos.
Outros quatro idoso ficaram feridos.
Ficaram danificados pelo menos 21 casas e veículos.
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Rússia lançou drones contra prédio em Odessa. Há um ferido
Dos cerca de 150 drones lançados pela Rússia contra a Ucrânia na última noite, alguns atingiram um prédio na região de Odessa, ferindo uma mulher de 35 anos, escreve o Ukrainska Pravda.
Segundo a Procuradoria Geral daquela região, um bloco de apartamentos de três andares e vários carros ficaram danificados naquela região.
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Um morto em ataque russo a Kupiansk
Um homem morreu num ataque russo a uma zona residencial de Kupiansk, na região de Kharkiv, avança a agência de notícias ucraniana Ukrinform.
O ataque ocorreu na noite deste sábado, mas só este domingo de manhã o corpo foi retirado dos escombros. As forças russas atingiram a zona com várias bombas guiadas.
“Uma das bombas destruiu completamente uma casa e danificou outras sete casas. Esta manhã, os socorristas recuperaram o corpo de um homem morto nascido em 1936 dos escombros. Duas mulheres, de 65 e 60 anos, também ficaram feridas”, segundo o comunicado dos serviços de emergência.
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Resistência ucraniana sabotou linha de caminhos de ferro na região de Lugansk
A região de Lugansk está ocupada pela Rússia praticamente desde o início da guerra. Ainda assim, a resistência ucraniana mostra sinais de atividade. Na última noite, o grupo Atesh sabotou uma linha de caminhos de ferro na zona de Stanytsia Luhanska, já muito perto da fronteira russa, escreve o Kyiv Indepedent.
A operação de sabotagem interrompeu as linhas de abastecimento russas e levou a atrasos na entrega de equipamentos e peças, disse o grupo partidário na rede social Telegram.
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Rússia lança cerca de 150 drones contra a Ucrânia. Há pelo menos uma vítima mortal
Um homem morreu na região de Dnipropetrovsk, na sequência de mais um ataque massivo de drones contra várias regiões da Ucrânia, escreve a Sky News.
Segundo a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou esta noite 149 drones contra pelo menos seis regiões do país: Zhytomyr, Dnipropetrovsk, Odesa, Donetsk, Sumy, e Cherkasy.
Um homem, cuja idade não foi especificada, morreu na cidade de Pavlohrad, na região de Dnipropetrovsk. Uma rapariga de 14 anos ficou ferida.
Dos quase 150 drones lançados contra a Ucrânia, cerca de 60 foram abatidos 70 foram desviados por meios de guerra eletrónica.
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Bom dia.
Abrimos este liveblog para acompanhar os mais recentes acontecimentos em torno da guerra na Ucrânia.
Pode recordar o que se passou ontem neste outro liveblog, que agora arquivamos.
Encontro entre Zelensky e Trump “muito produtivo” e com “potencial histórico”