Momentos-chave
- Porta-voz do Governo ucraniano diz que se irão realizar "mais encontros" com aliados. Anúncio pode ser feito esta semana
- "Outra tentativa de manipulação", diz Zelensky sobre cessar-fogo russo de três dias
- ONU sobre cessar-fogo de três dias: "Queremos o fim da guerra"
- Novo chanceler alemão prometeu continuar a apoiar a Ucrânia
- Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia questiona proposta de cessar-fogo russo: "Porquê esperar até 8 de maio"?
- Trump recusa cessar-fogo temporário e insiste em trégua permanente na Ucrânia
- Putin anuncia cessar-fogo entre 8 e 11 de maio
- Lavrov diz que Crimeia e as quatro regiões anexadas em 2022 são imperativas para a Rússia
- Rússia destrói 115 drones ucranianos em quatro regiões
- Kremlin espera sinal da Ucrânia sobre negociações
- Kremlin admite prestar apoio militar à Coreia do Norte se for "necessário"
- Ex-Presidente ucraniano Yanukovych condenado à revelia a mais 15 anos de prisão
- Coreia do Sul: envio de tropas de Kim Jong-un para Rússia é "ato criminoso"
- Putin agradece à Coreia do Norte o envio de tropas para Kursk
- Trump acredita que a Ucrânia está pronta para desistir da Crimeia
- Ucrânia diz que apoio prestado pelos EUA até agora não será incluído no acordo de minerais
- Coreia do Norte confirma pela primeira vez envio de tropas para lutar pela Rússia
Histórico de atualizações
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Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.
Trump acredita que a Ucrânia poderá ser “esmagada em breve” e que serão os EUA a salvar o país
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Porta-voz do Governo ucraniano diz que se irão realizar "mais encontros" com aliados. Anúncio pode ser feito esta semana
O porta-voz do Governo ucraniano, Heorhii Tykhyi, prometeu que está na calha a realização de mais encontros como os realizados em Londres e em Paris com os aliados europeus e dos Estados Unidos.
“Viram algumas das reuniões em Londres e Paris, onde se trabalhou com os americanos e os europeus. Estamos confiantes de que este formato irá continuar. Haverá mais reuniões como estas. Alguns estão já em fase de planeamento”, disse o porta-voz numa transmissão em direto na rede social X, citada pelo Ukrinform.
Tykhyi respondia a perguntas dos utilizadores da rede, mostrando ainda que um anúncio sobre novos encontros pode ser feito ainda “esta semana”.
Live from @MFA_Ukraine: ask your questions in the comments section and I’ll try to answer as many as I can. https://t.co/3eN1E38ge0
— Heorhii Tykhyi (@SpoxUkraineMFA) April 28, 2025
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"Outra tentativa de manipulação", diz Zelensky sobre cessar-fogo russo de três dias
Volodymyr Zelensky denunciou o cessar-fogo anunciado por Vladimir Putin como “outra tentativa de manipulação” do Presidente russo, que quer “silêncio para o seu desfile”, referindo-se às celebrações da vitória na Segunda Guerra Mundial que terão lugar em Moscovo no dia 9 de maio — dia que calha no intervalo de três dias da trégua.
“Valorizamos vidas humanas, não desfiles. É por isso que acreditamos e o mundo acredita que não há razão para esperar até 8 de maio”, acusou o Presidente ucraniano na rede social X.
“O cessar-fogo não deve ser apenas por alguns dias, para depois voltar a matar. Tem de ser imediato, total e incondicional – durante pelo menos 30 dias para assegurar que é seguro e garantido. Esta é a base que pode conduzir a uma verdadeira diplomacia”, acrescentou.
We in Ukraine never wanted a single second of this war. Back on March 11, we responded positively to the American proposal for a full ceasefire. We made our own proposal to Russia – bilaterally – to halt strikes at least on civilian targets. We also proposed making the Easter… pic.twitter.com/Tp9EiF0yFp
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 28, 2025
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ONU sobre cessar-fogo de três dias: "Queremos o fim da guerra"
O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, afirmaram que queriam “um fim à guerra”, respondendo a uma pergunta do Ukrinform sobre o cessar-fogo de três dias proposto pela Rússia.
“A nossa posição mantém-se inalterada”, sublinhou Dujarric, que disse ainda que este fim da guerra “deve ser baseada em princípios, coerente e firmemente fundamentada na Carta das Nações Unidas, no direito internacional e em todas as resoluções pertinentes”.
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Novo chanceler alemão prometeu continuar a apoiar a Ucrânia
Friedrich Merz apelou ainda aos seus concidadãos para continuarem a apoiar a Ucrânia face à guerra russa, dizendo que a paz e a liberdade na própria Alemanha também estão em causa.
“A luta da Ucrânia contra a agressão russa é também uma luta para manter a paz e a liberdade no nosso país”, disse o conservador na sua intervenção, acrescentando que a ofensiva de Moscovo “ataca a ordem política do continente europeu como um todo”.
Merz prometeu continuar a apoiar a Ucrânia para preservar a paz na Alemanha e revelou parte do seu Governo, incluindo um ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, que é altamente crítico do Kremlin.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia questiona proposta de cessar-fogo russo: "Porquê esperar até 8 de maio"?
Da Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, reagiu ao cessar-fogo anunciado pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que entrará em vigor a 8 de maio.
If Russia truly wants peace, it must cease fire immediately.
Why wait until May 8th? If the fire can be ceased now and since any date for 30 days—so it is real, not just for a parade.
Ukraine is ready to support a lasting, durable, and full ceasefire. And this is what we are…
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) April 28, 2025
“Se a Rússia quer verdadeiramente a paz, deve aceitar um cessar-fogo imediatamente”, notou o chefe da diplomacia da Ucrânia no X.
O diplomata insistiu que a Ucrânia “continua a apoiar um cessar-fogo duradoura, durável e total”. “E é que estamos a constantemente a propor, pelo menos por 30 dias.”
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Trump recusa cessar-fogo temporário e insiste em trégua permanente na Ucrânia
A Casa Branca insistiu esta segunda-feira que o Presidente dos EUA, Donald Trump, quer um cessar-fogo permanente na Ucrânia e não apenas uma trégua temporária como a que foi anunciada pela Rússia.
“O Presidente deixou claro que quer um cessar-fogo permanente”, assegurou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
“Embora continue otimista de que pode chegar a um acordo, ele também é realista. Ambos os líderes devem sentar-se à mesa das negociações para sair deste impasse”, acrescentou a porta-voz, referindo-se ao Presidente norte-americano e ao seu homólogo russo, Vladimir Putin.
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Putin anuncia cessar-fogo entre 8 e 11 de maio
O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou um cessar-fogo entre o dia 8 e a meia noite do dia 11 de maio, a propósito do 80.º aniversário do Dia da Vitória, que assinala o dia em que a Alemanha nazi se rendeu às tropas soviéticas na Segunda Guerra Mundial. O Kremlin garantiu que todas as operações militares vão cessar, segundo noticiou a Ria Novosti.
A Ria escreve que o Kremlin aconselha a Ucrânia a seguir o “exemplo” russo. Caso Kiev viole o cessar-fogo, as tropas russas vão responder de forma “adequada”, avisam.
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Lavrov diz que Crimeia e as quatro regiões anexadas em 2022 são imperativas para a Rússia
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia sublinhou que o reconhecimento internacional da Crimeia — anexada em 2014 — e das regiões de Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia — anexadas em 2022 — é imperativo para um eventual acordo para pôr fim à guerra.
Em entrevista ao jornal Globo, Sergei Lavrov disse que todos os compromissos que forem assumidos por Kiev “devem ser legalmente vinculativos.” Segundo o ministro, também estão na agenda tópicos como a desmilitarização e desnazificação da Ucrânia, o levantamento das sanções, ações judiciais e mandados de prisão, bem como a devolução de ativos russos congelados no Ocidente.
Lavrov disse ainda que a Rússia continua aberta às negociações. “Mas a bola não está do nosso lado. Até agora, Kiev não demonstrou sua capacidade de negociação”, afirmou.
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Rússia destrói 115 drones ucranianos em quatro regiões
O Ministério da Defesa russo disse hoje que foram eliminados 115 drones ucranianos em quatro regiões: Bryansk, Kursk, Crimeia e Belgorod.
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Kremlin espera sinal da Ucrânia sobre negociações
O porta-voz do Kremlin disse ainda que espera da Ucrânia uma sinal de que o país está pronto para negociações. “Deve vir de Kiev. Deveriam pelo menos tomar alguma iniciativa quanto a isto”, afirmou.
Citado pela agência Tass, Dmitry Peskov sublinhou que até agora a Rússia não viu nenhuma ação da Ucrânia que apontasse para a disponibilidade de negociar.
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Kremlin admite prestar apoio militar à Coreia do Norte se for "necessário"
O porta-voz do Kremlin garantiu que, “se for necessário”, a Rússia está disponível para prestar apoio militar à Coreia do Norte.
“Temos um acordo em vigor e, sob este acordo, as partes comprometem-se de facto a fornecer assistência imediata uma à outra, se necessário”, lembrou, segundo a agência Ria Novosti.
Dmitry Peskov falava na conferência de imprensa habitual, num dia em que o líder da Coreia do Norte admitiu pela primeira vez que foram enviados soldados para combater ao lado da Rússia na região de Kursk. Peskov sublinhou que esse apoio mostrou a eficácia do acordo firmado com Pyongyang.
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Ex-Presidente ucraniano Yanukovych condenado à revelia a mais 15 anos de prisão
Viktor Yanukovych, ex-Presidente ucraniano que fugiu para a Rússia após os protestos Maidan, foi condenado num julgamento realizado à revelia a mais 15 anos de prisão por incentivar a deserção e organizar cruzamentos ilegais da fronteira. A e a organização notícia é avançada pelo Kyiv Independent.
É a segunda condenação de Yanukovych por um tribunal ucraniano. Em 2019, o ex-Presidente já tinha sido sentenciado a 13 anos de prisão.
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Coreia do Sul: envio de tropas de Kim Jong-un para Rússia é "ato criminoso"
A Coreia do Sul já reagiu à confirmação do líder norte-coreano sobre o envio de soldados para auxiliar na defesa da região russa de Kursk. “É a admissão de um ato criminoso”, sublinhou o ministro da Unificação Nacional.
Hong Min defendeu que apoiar a Rússia com soldados sul-coreanos é “desumano e imoral.”
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Putin agradece à Coreia do Norte o envio de tropas para Kursk
O Presidente russo deixou um agradecimento à Coreia do Norte e ao “camarada” Kim Jong-un pelo apoio para combater as operações ucranianas na região de Kursk. “Os nossos amigos norte-coreanos agiram com base no sentido de solidariedade, justiça e camaradagem genuína”, sublinhou Vladimir Putin num comunicado citado pela agência estatal Tass.
“Louvamos o heroísmo dos soldados norte-coreanos, o seu excelente treino e a dedicação demonstrada durante os combates lado a lado com os soldados russos para defender a nossa pátria como se fosse sua”, acrescentou. O líder russo disse ainda que cumpriram o seu dever com “honra”, garantindo assim “glória eterna.”
O Kremlin diz que as ações militares para recuperar o território russo em Kursk terminaram a 26 de abril, declarações que a Ucrânia rejeita. Uma brigada das Forças Especiais ucraniana disse ainda ontem que foram conduzidas operações na região no dia 27 e que foram capturados dois soldados russos.
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Guerra na Ucrânia é um dos temas discutidos na reunião dos BRICS esta segunda-feira
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do BRICS reúnem-se a partir desta segunda-feira no Rio de Janeiro e o primeiro dia será marcado por conversas sobre a reforma das instituições internacionais e guerras regionais.
Neste primeiro dia de reuniões, os onze ministros vão abordar o papel do grupo de países emergentes perante os desafios globais e as crises geopolíticas que se vivem atualmente, como as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, explicou em conferência de imprensa o secretário de Assuntos Económicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, o embaixador Mauricio Carvalho Lyro.
Sem mencionar o nome da Rússia, país que pertence aos BRICS, Mauricio Carvalho Lyro sublinhou existirem países dentro do grupo “direta ou indiretamente” envolvidos em conflitos.
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Trump acredita que a Ucrânia está pronta para desistir da Crimeia
O Presidente dos Estados, Donald Trump, disse acreditar que a Ucrânia está pronta para desistir de recuperar a península da Crimeia, ocupada pela Rússia desde 2014, com as negociações a entrarem numa “semana crucial”.
Embora Kiev tenha até agora afastado a ideia de abandonar a península, que a Rússia anexou em 2014, o líder norte-americano disse no domingo que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, poderia mudar de posição.
“Acho que sim. A Crimeia foi há 12 anos”, disse Trump aos jornalistas durante uma viagem a Nova Jérsia, quando questionado se achava que Zelensky estava disposto a ceder o território para pôr um fim à invasão russa.
Horas antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia está “mais próximo do que em qualquer outro momento nos últimos três anos, mas ainda não foi alcançado”.
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Ucrânia diz que apoio prestado pelos EUA até agora não será incluído no acordo de minerais
O primeiro-ministro ucraniano revelou que acordou com os EUA que a ajuda passada prestada por Washington não fará parte do acordo de minerais a assinar entre os dois países.
“Chegámos a acordo para que o documento não conte a assistência providenciada antes da assinatura”, escreveu Denys Shmyhal na rede social Telegram no domingo, explicando que tiveram “bons progressos” nas discussões.
Shmyhal acrescentou que a Ucrânia definiu claramente as suas linhas vermelhas: “O acordo deve obedecer às obrigações europeias e não contradizer a Constituição e legislação da Ucrânia.”
Entrega de territórios e fim de sanções. Plano de Trump para a Ucrânia cede a pretensões russas
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Coreia do Norte confirma pela primeira vez envio de tropas para lutar pela Rússia
A Coreia do Norte declarou, pela primeira vez, que enviou tropas para a Rússia, para apoiar a ofensiva russa contra a Ucrânia, ao abrigo do tratado de parceria estratégica assinado com Moscovo em junho de 2024.
A agência de notícias estatal norte-coreana KCNA disse que “subunidades das forças armadas” do país “participaram nas operações para libertar as áreas ocupadas de Kursk”, na sequência de uma ordem direta do líder Kim Jong-un.
De acordo com a KCNA, o esforço de guerra dos soldados “foi concluído vitoriosamente”. “Aqueles que lutaram pela justiça são todos heróis e representantes da honra da pátria”, disse o líder norte-coreano, Kim Jong-un, citado pela agência.
Kim justificou a participação militar como uma “missão sagrada” para fortalecer a amizade com a Rússia e defender a honra da Coreia do Norte
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Bom dia,
Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar as últimas notícias sobre a guerra na Ucrânia.
Pode recordar nesta ligação o que aconteceu durante o domingo.
Próxima semana será decisiva para EUA decidirem se continuam envolvidos nos esforços de paz