Momentos-chave
- Irão avisa que países que aderirem a novas sanções dos EUA serão considerados "inimigos"
- Governo alemão quer investir 12 mil milhões em programa de mísseis para travar Rússia
- Putin diz que ataques russos são "eficazes" na resposta à Ucrânia, que quer "destruir economia"
- Isrel diz que matou comandante do Hamas em Gaza porque era "ameaça imediata"
- Putin afirma que ataques ucranianos aumentaram porque Kiev está a perder a guerra
- Israel afirma que críticas dos EUA a ataques na Síria estão “cheias de imprecisões”
- Macron confirma "reforço do apoio" francês à Ucrânia
- Macron concordou em acelerar entrega de equipamento e mísseis à Ucrânia, diz Zelensky
- EUA prepara-se para anunciar novas sanções ao Irão
- Ataques russos matam 3 pessoas em Zaporijia
- Rússia continua a atacar Kiev: pelo menos 2 pessoas morreram esta tarde
- Irão promete enfrentar “DIA D económico” dos EUA apesar da situação difícil
- O Irão autorizou que “vários” petroleiros iraquianos atravessem o estreito de Ormuz, após visita ao país vizinho do presidente do Parlamento
- Lula desafia Trump: "Convida o Xi Jinping e convida o Putin na tua casa"
- Rússia lança ataque noturno com 217 drones. Pelo menos uma pessoa morreu, em Kiev
Histórico de atualizações
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura dos conflitos mundiais.
Pode acompanhar todos os desenvolvimentos deste domingo no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.
Zelensky diz que Putin planeia mobilizar mais 300 mil combatentes após eleições na Rússia
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Irão avisa que países que aderirem a novas sanções dos EUA serão considerados "inimigos"
Depois de os Estados Unidos terem anunciado um novo pacote de sanções contra o Irão, o país vem agora avisar que quem se juntar e aderir às sanções será “considerado um inimigo”.
“Dizemos a todos os países… não se juntem à guerra económica lançada pelos Estados Unidos. Qualquer país que participe na imposição se restrições económicas contra nós é considerado um inimigo” ameaçou o líder do conselho de segurança nacional iraniano, Mohsen Rezai, na televisão estatal, aqui citado pelo Times of Israel.
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Governo alemão quer investir 12 mil milhões em programa de mísseis para travar Rússia
O governo alemão está a planear investir cerca de 12 mil milhões de euros num programa de mísseis de longo alcance para travar a Rússia, num esforço de dissuasão.
Segundo o jornal Politico, que teve acesso a documentos do ministério da Defesa alemão, a ideia é ganhar capacidade para atingir alvos a centenas ou milhares de quilómetros além da linha da frente, para poder atingir centros de comando ou de munições.
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Putin diz que ataques russos são "eficazes" na resposta à Ucrânia, que quer "destruir economia"
Vladimir Putin diz que os ataques russos, cada vez mais mortíferos, a Kiev e outras cidades ucranianas estão a ser “eficazes”
Numa entrevista ao jornalista russo Pavel Zarubin, citada pela Sky News, o Presidente russo diz que os ataques estão a funcionar e a impedir os ucranianos de se reabastecerem de equipamentos e munições na linha da frente.
Segundo Putin, a intensificação dos ataques russos é uma resposta aos ataques ucranianos com mísseis e drones, incluindo a refinarias de petróleo e armazéns.
“Assumiram publicamente o objetivo de destruir setores inteiros da nossa economia, reduzir a união do nosso povo e enfraquecer a coesão da sociedade russa”. Putin assumiu que isto provoca danos económicos ao país, mas insistiu que os ataques ucranianos são contraproducentes.
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Isrel diz que matou comandante do Hamas em Gaza porque era "ameaça imediata"
O exército israelita diz que matou um comandante do Hamas, Sharif al-Hasanat, no centro de Gaza, e que este representava uma “ameaça imediata”.
Segundo o exército, citado pelo Haaretz, o comandante estava a ajudar a recuperar as infraestruturas subterrâneas do Hamas e tinha recentemente atacado as tropas israelitas e civis. Israel garante que tomou medidas para tentar reduzir o risco para os civis durante o ataque, incluindo munições de precisão e vigilância aérea.
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Putin afirma que ataques ucranianos aumentaram porque Kiev está a perder a guerra
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou-se convencido de que o aumento dos ataques ucranianos contra o seu país se deve ao desespero do Governo de Kiev e de Volodymyr Zelenski face à situação na frente de batalha.
“Quanto mais difícil se torna a situação, mais brutais e bárbaros são os seus ataques”, afirmou o líder russo no congresso do seu partido, Rússia Unida, por ocasião dos preparativos para as eleições gerais de outubro.
E prosseguiu: “agora tudo depende daqueles que trabalham com empenho para contribuir para uma vitória que será nossa. Estou confiante de que os nossos soldados não nos irão desiludir”.
Um ataque ucraniano causou hoje a morte de duas crianças e feriu dois adultos, todos da mesma família, devido ao impacto de um drone carregado com explosivos em Yeisk, na região russa de Krasnodar, segundo denunciou o governador regional, Veniamin Kondratiev.
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Israel afirma que críticas dos EUA a ataques na Síria estão “cheias de imprecisões”
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, apontou hoje imprecisões nas criticas do enviado especial norte-americano para a Síria, Tom Barrack, a um ataque israelita realizado na terça-feira contra uma base militar síria.
Numa publicação na rede social X, o ministro israelita escreve que as críticas do enviado especial norte-americano para a Síria, que é também embaixador na Turquia, estão “cheias de imprecisões e de posições que contradizem a linha do Presidente norte-americano, Donald Trump”.
Katz acrescenta que Israel tinha transmitido “informações dos serviços de informações às entidades componentes nos Estados Unidos” antes do ataque que, segundo Telavive, visava impedir uma presença militar turca.
Na terça-feira, Tom Barrack acusou Israel de ser responsável pelos ataques contra um aeroporto militar sírio e denunciou um agravamento das tensões desnecessário.
O enviado especial do Presidente Donald Trump considerou tratar-se de “uma escalada desnecessária que não favorece de modo algum a estabilidade regional”.
O ataque ao aeroporto militar fora de serviço na província de Idleb (noroeste), que não causou vítimas, foi denunciado na terça-feira de manhã, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio a considerar tratar-se de um “ato de agressão injustificada” por parte de Israel.
Uma fonte militar síria disse na televisão estatal que foram efetuados oito ataques contra a pista do aeroporto, que danificaram a infraestrutura.
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Macron confirma "reforço do apoio" francês à Ucrânia
Depois da publicação de Zelensky, Macron também escreveu na sua página na rede social X que, “é crucial, neste contexto, fornecer à Ucrânia todos os meios necessários para defender o seu céu”.
Esta conversa entre os dois líderes surge depois de ataques consecutivos de Moscovo contra a Kiev, que já mataram vários civis.
“Com estes ataques, a Rússia provavelmente tem como objetivo projetar força, mas mostra, sobretudo, a sua fraqueza”, lê-se na publicação.
Macron adianta ainda que anunciou a Zelensky “o reforço do apoio” francês, através “do envio de [sistemas] intercetores e da continuação da cooperação” entre os dois países.
“É essencial que todos os países com meios se juntem a este esforço. Devemos continuar a aumentar a pressão sobre a Rússia”, escreveu ainda o presidente francês, em jeito de recomendação para os restantes aliados.
Je me suis entretenu avec le Président @ZelenskyyUa au lendemain de la double frappe russe en plein jour contre un centre commercial à Kryvyi Rih, qui a fait de très nombreuses victimes civiles. Je lui ai dit notre horreur et notre émotion.
Avec ces frappes…
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) August 22, 2026
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Macron concordou em acelerar entrega de equipamento e mísseis à Ucrânia, diz Zelensky
Emmanuel Macron falou este sábado com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e concordou “em acelerar a entrega do mais recente equipamento e mísseis franceses” para ajudar na guerra, anunciou o líder da Ucrânia.
Numa publicação na rede social X Zelensky escreveu que teve “uma conversa muito boa” com Macron. “Falámos quase duas horas sobre todos os temas mais importantes. E isso diz respeito, em primeiro lugar, à necessidade de defesa aérea.”
Agaadecendo que França esteja disposta “a ajudar na comunicação com os outros parceiros que têm os mísseis necessários” para combater as tropas russas, Zelensky partilhou que também deu todas as informações sobre os recentes ataques russos.
E, dirigindo-se ao Presidente francês, Zelensky agradeceu por este ter “confirmado a sua disponibilidade em fornecer licenças para a produção de mísseis”.
Em cima da mesa, nesta conversa, esteve também “o estado em que se encontram os trabalhos diplomáticos com os nossos parceiros e a comunicação com a equipa do Presidente dos Estados Unidos”.
Por último, Ucrânia e França também discutiram “a necessidade de financiar a defesa” de Kiev ainda este ano e no próximo.
I had a very good call with @EmmanuelMacron, the President of France. We spoke for almost two hours today about all the most important issues. And this concerns, first and foremost, the need for air defense. We highly appreciate that the President of France is ready to help… pic.twitter.com/1gF00hzCwY
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 22, 2026
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EUA prepara-se para anunciar novas sanções ao Irão
Os EUA estão a preparar-se para anunciar um novo pacote de sanções ao Irão, avançou a agência Reuters.
Em conferência de imprensa na próxima segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, deverá anunciar novas sanções a Teerão, com o objetivo de aumentar a pressão económica a este país. O momento está marcado para as 19h de Lisboa.
É esperado este anúncio porque a conferência de imprensa acontece depois de o governante norte-americano ter prometido aplicar “as sanções mais severas da história” ao Irão, escreve a agência noticiosa.
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Ataques russos matam 3 pessoas em Zaporijia
Os ataques russos desta madrugada na região de Zaporijia já fizeram pelo menos três mortos, lê-se no Le Monde, que cita o canal de Telegram do responsável por esta região ucraniana.
Pelo menos 17 pessoas terão ficado feridas.
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Rússia continua a atacar Kiev: pelo menos 2 pessoas morreram esta tarde
A Rússia continua a atacar a Ucrânia, sendo o alvo principal a capital. Só nesta tarde, escreve a SkyNews, morreram pelo menos duas pessoas.
Pelo menos 9 ficaram feridas após um ataque numa área onde estavam estacionados vários camiões. Há uma criança entre os feridos.
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Irão promete enfrentar “DIA D económico” dos EUA apesar da situação difícil
O Irão assegura ser capaz de enfrentar o “DIA D económico” anunciado pelos Estados Unidos e que não alterará a sua posição face à guerra nem reabrirá o estreito de Ormuz, apesar da situação financeira precária do país.
A República Islâmica do Irão está há décadas sujeita a sanções económicas dos EUA que limitam o seu comércio com outros países e que, acima de tudo, dificultam a venda do petróleo, seu principal ativo.
A isto acrescenta-se o bloqueio que os Estados Unidos impuseram aos navios e portos iranianos no estreito de Ormuz no contexto da guerra.
Agora, depois de não ter conseguido subjugar Teerão pela força, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou “a operação económica mais devastadora jamais empreendida contra qualquer país”, naquilo a que chamou “um Dia D económico” contra o Irão, para pôr fim a uma guerra que se aproxima dos seis meses e reabrir o estreito de Ormuz.
Em Teerão, a nova ameaça foi recebida com desafio pelas autoridades.
“Já vimos este filme antes. A mesma história. Outros agressores”, afirmou na rede social X o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abás Araqchí, que recordou que, nos últimos anos, Washington tem aplicado várias campanhas de sanções contra o seu país, sem aparentemente alcançar os seus objetivos.
Por seu lado, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, garantiu que “estas medidas não terão qualquer efeito na posição do Irão” na guerra.
Apesar do tom desafiador oficial, a situação financeira do país é grave e agrava-se mês após mês. A inflação homóloga em julho situou-se nos 87,9% e, no setor dos alimentos e bebidas, nos 128%.
O desemprego passou de 7,3% para 9,1% no último ano, com a perda de cerca de 450.000 postos de trabalho, de acordo com dados oficiais que não incluem os cerca de dois milhões de postos de trabalho perdidos durante a guerra.
Tudo isto alimenta o descontentamento entre uma população que vê a sua qualidade de vida deteriorar-se.
“A cada dia que passa ficamos mais pobres e até temos dificuldade em comprar os produtos básicos. Não sei até que ponto vamos conseguir aguentar esta situação desastrosa. As famílias estão a sofrer muito”, afirma à EFE Nahid, uma moradora de Teerão de 64 anos.
A mulher explica que, em casa, comem cada vez menos carne e que agora se limitam ao frango, mais barato do que a carne de vaca.
Fatima, outra moradora de Teerão, de 39 anos, afirma ser impossível “alimentar os filhos como devia”.
“No fim de contas, são sempre as pessoas comuns e os mais necessitados que pagam o preço da guerra e dos conflitos”, diz à EFE.
A situação poderá agravar-se com as novas sanções, cujo conteúdo os EUA ainda não anunciaram, embora o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tenha advertido os países que prestem “qualquer tipo de ajuda vital ao Irão” de que sofrerão consequências económicas.
Entre os países que ajudam o Irão encontra-se a China, que adquire cerca de 90% do petróleo iraniano a preço reduzido, e resta saber se esta vai apoiar as sanções norte-americanas.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) são outro parceiro económico fundamental para o Irão e anunciaram esta semana a suspensão de todas as suas relações comerciais e transações financeiras com o país persa.
Antes da guerra, Abu Dhabi figurava entre os principais parceiros económicos de Teerão, com cerca de 30% das importações iranianas, avaliadas em 21 mil milhões de dólares (cerca de 18,6 mil milhões de euros) em 2024, de acordo com a Organização Mundial do Comércio.
Os analistas concordam que é pouco provável que o Irão ceda à pressão económica, apesar da situação difícil do país e do descontentamento popular.
“Se o objetivo é provocar o colapso do Irão ou obrigar os seus líderes a renderem-se e a fazerem concessões estratégicas, é improvável que esta campanha alcance o seu objetivo”, afirmou Danny Citrinowicz, investigador do programa iraniano do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel (INSS), na X.
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O Irão autorizou que “vários” petroleiros iraquianos atravessem o estreito de Ormuz, após visita ao país vizinho do presidente do Parlamento
O Irão autorizou que “vários” petroleiros iraquianos atravessem o estreito de Ormuz, após a visita ao país vizinho do presidente do Parlamento e principal negociador iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, informou a agência estatal IRNA.
“A República Islâmica do Irão, apesar de estar sujeita às mais severas ações militares e à intensa insegurança gerada no estreito de Ormuz pelas ações hostis dos Estados Unidos da América, concedeu autorização para que vários petroleiros iraquianos atravessem o estreito de Ormuz”, indicou a IRNA, citada pela agência EFE.
A agência oficial iraniana não forneceu mais detalhes sobre a concessão da autorização aos navios iraquianos para atravessarem o estreito de Ormuz, bloqueado por Teerão devido à guerra com os Estados Unidos.
O presidente do Iraque, Nizar Amedi, afirmou hoje, no âmbito da oitava Conferência de Diálogo de Bagdade, que o país tem “dificuldades em transportar petróleo devido à falta de uma companhia marítima nacional”, razão pela qual o Governo iraquiano solicitou ao presidente do Parlamento iraniano uma revisão das relações entre o Iraque e o Irão para resolver essa questão.
Este anúncio surge depois de esta semana o presidente do Parlamento iraquiano, Haibat al Halbousi, ter solicitado a Qalibaf, durante a sua visita a Bagdade, que o Iraque beneficiasse de um “estatuto especial no que diz respeito à exportação de petróleo através do estreito de Ormuz, salvaguardando os seus interesses económicos”.
Al Halbousi argumentou que o Iraque é “um dos países mais afetados pelas circunstâncias e pelos acontecimentos na região”.
Na sequência desse pedido, “é facilitada a passagem de alguns navios-tanque que transportam petróleo iraquiano pelo estreito de Ormuz”, informou hoje a agência nacional de notícias iraquiana INA.
Para contornar o estreito de Ormuz, o Governo iraquiano aprovou mecanismos para exportar petróleo bruto através de empresas internacionais e locais especializadas e por meio de múltiplos canais de exportação, segundo informou o Governo na passada terça-feira.
O Iraque é o segundo maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e depende em grande medida das exportações de petróleo bruto para as receitas do Governo.
O estreito de Ormuz, entre o Irão e Omã, é uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás e tornou-se um dos principais pontos de tensão no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.
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Lula desafia Trump: "Convida o Xi Jinping e convida o Putin na tua casa"
O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou esta sexta-feira ter sugerido ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que organize um encontro com os líderes da Rússia e da China na Flórida, para discutir uma resolução para a guerra na Ucrânia.
“Eu falei: Trump, em setembro tem a reunião da ONU. Porra, convida o Xi Jinping e convida o Putin na tua casa. Ele tem uma casa de golfe”, declarou Lula na noite de sexta-feira, durante ato de campanha eleitoral na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e referindo-se a Mar-a-Lago, a residência de Trump no estado norte-americano da Flórida.
“Falei: convida os caras para a tua casa, toma um trago, toma [uma bebida] e vamos tentar encontrar um jeito de fazer paz. O mundo está precisando de paz”, completou ao citar a conversa de uma hora e 30 minutos que teve pelo telefone na sexta-feira.
Segundo uma nota divulgada pelo Palácio do Planalto, os dois discutiram sobre as tarifas aplicadas pela Casa Branca aos produtos brasileiros, crime organizado e o Conselho de Segurança da ONU.
Na nota do Palácio do Planalto indica-se que Trump concordou sobre a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes entre Brasil e EUA e propôs que equipas dos dois países voltassem a reunir-se “o mais brevemente possível”.
A nota, no entanto, não fez menção à sugestão de Lula para que Trump reúna os líderes da China e da Rússia na casa do político norte-americano.
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Rússia lança ataque noturno com 217 drones. Pelo menos uma pessoa morreu, em Kiev
A Rússia lançou com forte ataque noturno contra a Ucrânia, com recurso a 217 drones, dos quais 191 terão sido abatidos pelas armas ucranianas, segundo as autoridades deste país, citadas pela SkyNews.
No seu canal de Telegram, Volodymyr Zelensky detalhou que a capital, Kiev, foi um dos alvos, tendo sido “danificada a infraestrutura ferroviária”. Registou-se pelo menos um morto e um ferido.
“Os ataques também visaram as regiões de Odessa, Dnipro, Kharkiv, Donetsk, Sumy, Kherson, Chernihiv e Mykolaiv”, escreveu o líder ucraniano.
Segundo Zelensky, ficaram danificados “edifícios residenciais, infraestruturas de energia, infraestruturas ferroviárias e edifícios civis”.
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Bom dia. Retomamos neste liveblog a cobertura dos conflitos internacionais, com especial foco na guerra na Ucrânia e no Médio Oriente.
Pode rever todos os acontecimentos da passada sexta-feira no artigo que agora encerramos. Obrigada por estar connosco.