Momentos-chave
- O que se passou até agora
- UE condena lançamento de concursos para novo colonato e pede a Israel que desista
- Hamas diz que papagaios que chegaram a Israel são "brinquedos de crianças refugiadas"
- Exército israelita mata rapaz palestiniano de 14 anos em campo de refugiados
- Zelensky diz que Putin planeia mobilizar mais 300 mil combatentes após eleições na Rússia
- Israel "intensifica" ataques contra quem lança papagaios de vento a partir de Gaza
- Putin diz que tem combustíveis sob controlo apesar de ataques ucranianos
- Dinamarca e Ucrânia vão "desenvolver novo sistema de mísseis"
- Noruega irá entregar 7,7 milhões de euros à Ucrânia
- Kiev vai receber 264 mísseis Patriot ainda este ano — menos 60% face a 2023
- Ucrânia testa alternativa ao Starlink: país "está a desenvolver projeto semelhante com país europeu"
- Sanções dos EUA? "Não é novidade" para o Irão, diz governante do país
- Rússia retira embaixador no Reino Unido para pressionar país a reconsiderar apoio a Kiev
- Presidente iraniano diz que fracassaram tentativas dos EUA de transformar o país “na Venezuela”
- Presidente da Ucrânia opõe-se a eleições sem um cessar-fogo
- Mais de 73 mil pessoas morreram na Palestina nos últimos três anos
- Líder do exército paquistanês visita Irão amanhã
- Líderes de 8 paises europeus juntam-se hoje em Kiev para discutir reforço da defesa
Histórico de atualizações
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Bom dia!
Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos das tensões internacionais neste novo artigo em direto que agora abrimos.
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O que se passou até agora
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia está a planear mobilizar 300 mil combatentes após as eleições parlamentares em setembro de 2026. Além disso, a Ucrânia espera receber 264 mísseis Patriot ainda este ano, uma redução de 60% em relação a 2023, enquanto a Rússia continua a intensificar a produção de mísseis balísticos.
- A União Europeia condenou o lançamento de concursos por parte de Israel para a construção de colonatos E1, perto de Jerusalém, e pediu a Israel que retire o concurso e adie os planos de expansão. De acordo com a UE, este plano prejudicaria a viabilidade de uma solução de dois Estados na região.
- O exército israelita matou um rapaz palestiniano de 14 anos durante uma rusga no campo de refugiados de al-Askar, na Cisjordânia.
- A Rússia retirou o seu embaixador no Reino Unido, Andrei Kelin, numa tentativa de pressionar Londres a reconsiderar o seu apoio à Ucrânia. A tensão aumentou após revelações de que a Ucrânia usou drones britânicos para atacar alvos em território russo.
Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.
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UE condena lançamento de concursos para novo colonato e pede a Israel que desista
A UE veio este domingo condenar o lançamento de concursos por parte de Israel para o projeto de construção de colonatos E1, perto de Jerusalém, escreve o Times of Israel.
O comunicado europeu frisa que o plano de construção viria dividir a Cisjordânia em duas partes e prejudicar a “viabilidade de uma solução de dois Estados”.
A UE pede assim a Israel que retire o concurso e adie esses planos, assim como quaisquer outros de expansão dos seus colonatos, e que se responsabilize pela violência dos colonos — registando que alguns têm sido levados à justiça por Israel.
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Hamas diz que papagaios que chegaram a Israel são "brinquedos de crianças refugiadas"
Depois de o exército israelita ter ameaçado intensificar ataques e evacuar algumas zonas da fronteira com Gaza, por causa de papagaios de vento que chegaram a terreno israelita e que se temia que transportassem materiais perigosos (até agora os soldados israelitas não encontraram nada de suspeito), o Hamas vem agora dizer que não passam de “brinquedos” usados por crianças palestinianas.
O porta-voz do Hamas Hazem Qassem diz num comunicado, citado pelo Times of Israel, que Israel está a fazer ameaças por causa de “brinquedos de crianças em campos de refugiados”.
Para o Hamas, as ameaças israelitas são “fabricadas” e “uma tentativa de justificar a continuação das agressões”, pedindo que os Estados Unidos e os países que têm servido de mediadores travem os ataques e “a destruição dos moldes do cessar-fogo”.
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Exército israelita mata rapaz palestiniano de 14 anos em campo de refugiados
O exército israelita matou a tiro um rapaz palestiniano de 14 anos, numa rusga no campo de refugiados de al-Askar, na Cisjordânia.
Segundo médicos e testemunhas citadas pelo Haaretz, cerca de dez veículos militares israelitas entraram esta manhã no campo e fizeram rusgas no seu interior. Depois, ouviram-se três tiros e o adolescente, Islam Ajouri, foi atingido no peito.
Acabou por morrer no hospital da cidade de Nablus.
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Zelensky diz que Putin planeia mobilizar mais 300 mil combatentes após eleições na Rússia
Após já terem surgido alguns rumores de que a Rússia estará a preparar nova mobilização de tropas — uma ideia politicamente impopular –, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, veio este sábado dizer que a Rússia está a planear mobilizar 300 mil combatentes para a guerra após as suas eleições parlamentares, em setembro.
Segundo Zelensky, a Rússia estará a planear convocar mais soldados em 2027 para chegar a um número total de 500 mil no terreno. De acordo com o Presidente ucraniano, aqui citado pela Sky News, Putin não deverá fazer a mobilização em grandes cidades, mas será “difícil esconder” a decisão.
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Israel "intensifica" ataques contra quem lança papagaios de vento a partir de Gaza
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, vieram avisar que vão “intensificar ataques” contra quem estiver a lançar papagaios de vento a partir de Gaza para Israel, como tem acontecido.
Como conta o Times of Israel, os dois elementos do governo israelita estiveram reunidos com responsáveis do exército para avaliarem o potencial perigo, sendo que durante o fim de semana pelo menos quatro papagaios voaram até ao lado israelita.
O exército verificou que os papagaios não serviram para transportar nenhum material suspeito, mas isso já aconteceu no passado, com papagaios e balões a levarem material incendiário para território israelita.
Num comunicado conjunto, Netanyahu e Katz avisaram que “se os lançamentos para Israel não pararem imediatamente”, o exército vai “intensificar os ataques contra os responsáveis e evacuar as zonas de onde são lançados”.
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Grécia transfere mísseis antiaéreos para Creta face ao risco de um ataque
A decisão surge depois de o jornal britânico Financial Times ter noticiado esta semana que o Irão está a avaliar a possibilidade de atacar bases com interesses norte-americanos na Europa.
Grécia transfere mísseis antiaéreos para Creta face ao risco de um ataque
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Putin diz que tem combustíveis sob controlo apesar de ataques ucranianos
O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que a escassez de combustíveis na Rússia está controlada e que os problemas estão a ser resolvidos, após sucessivas vagas de ataques ucranianos contra instalações petrolíferas.
“Embora nem todos os problemas tenham sido resolvidos, o trabalho está em curso. O primeiro-ministro [Mikhail Mishustin] está a acompanhar a situação. Foi criada uma comissão especial”, disse o líder do Kremlin numa entrevista transmitida hoje pela televisão estatal.
Putin reconheceu que “é claro que há certos incómodos para as pessoas” devido à falta de combustíveis, mas reforçou que “o Governo, obviamente, deve manter a situação sob controlo”.
Dias antes, as autoridades russas admitiram que o país está a viver a “segunda fase” da crise dos combustíveis devido à intensificação dos ataques ucranianos às infraestruturas petrolíferas.
Na quarta-feira, foi divulgado que pelo menos duas cadeias de postos de abastecimento voltaram a restringir a venda de combustíveis em Moscovo.
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Dinamarca e Ucrânia vão "desenvolver novo sistema de mísseis"
Além do primeiro-ministro norueguês, também a primeira-ministra da Dinamarca falou aos jornalistas em conferência de imprensa.
Mette Frederiksen apontou que desde sempre tem dado resposta às necessidades da Ucrânia e diz que agora não será diferente: “Agora que preciam urgentemente de uma defesa aérea forte, temos de o fazer.”
Nesse sentido, acrescentou, a Dinamarca comprometeu-se “a desenvolver um novo sistema de mísseis” com a Ucrânia. E isso deve acontecer “depressa”.
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Noruega irá entregar 7,7 milhões de euros à Ucrânia
A Noruega vai dar um apoio financeiro à Ucrânia no valor de 7,7 milhões de euros, informou o primeiro-ministro do país em conferência de imprensa após a reunião desta manhã, em Kiev.
Segundo o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, este financiamento servirá para despesas militares e despesas humanitárias.
“Ainda hoje a Noruega e a Ucrânia vão assinar uma declaração de parceria estratégica. Isto tornará a nossa parceria algo a longo prazo”, disse.
O governante salientou depois de a Ucrânia “tem muito a oferecer em Defesa, tecnologia e construção de uma sociedade resiliente”.
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Kiev vai receber 264 mísseis Patriot ainda este ano — menos 60% face a 2023
A Ucrânia espera receber ainda este ano 264 mísseis Patriot, o que se traduz numa redução de 60% face a 2023, escreve a SkyNews.
Ao mesmo tempo, Zelensky revelou num comunicado citado pelo canal que Moscovo deverá conseguir produzir até 1.300 mísseis balísticos por ano, uma evolução face ao 600 que conseguiu produzir atualmente.
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Ucrânia testa alternativa ao Starlink: país "está a desenvolver projeto semelhante com país europeu"
A Ucrânia está a trabalhar numa alternativa ao Starlink com um país europeu e já iniciou testes nesse sentido, prevendo continuar a usar a rede de satélites do grupo de Elon Musk, disse o Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky.
“Os russos estão a construir um equivalente ao Starlink com os chineses e acreditam que concluirão este projeto até dezembro de 2026”, afirmou Zelensky aos jornalistas em declarações tornadas públicas hoje.
O acesso à rede Starlink, serviço fornecido pela SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, foi cortado aos russos na Ucrânia em 2025 pelo presidente executivo da multinacional, numa decisão que, segundo os especialistas, contribuiu para o sucesso dos contra-ataques localizados de Kiev contra a Rússia.
“Não vamos simplesmente esperar que os chineses e os russos lancem o seu próprio equivalente ao Starlink”, disse Zelensky, confirmando que Kiev “está atualmente a desenvolver um projeto semelhante com um país europeu” e que já foram iniciados testes.
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Sanções dos EUA? "Não é novidade" para o Irão, diz governante do país
Três dias depois de os EUA anunciarem que vão “derrubar” o regime iraniano com uma campanha de sanções, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores desse país respondeu, afastando qualquer cenário de medo.
Guerra e sanções “não são novidade” para o Irão, afirmou Esmaeil Baghaei, citado pela Al Jazeera.
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Rússia retira embaixador no Reino Unido para pressionar país a reconsiderar apoio a Kiev
A Rússia retirou o seu embaixador no Reino Unido, Andrei Kelin, para pressionar Londres a reconsiderar o seu apoio à Ucrânia, revela hoje o jornal The Sunday Times.
Andrei Kelin, que exerceu funções como embaixador durante mais de sete anos, deixou o seu cargo diplomático a 21 de julho, mas Moscovo ainda não apresentou qualquer candidato para o substituir, segundo apurou o jornal.
Acresce o facto de, na embaixada, não haver indícios de quando poderá ser nomeado um sucessor.
Segundo o Sunday Times, existe a preocupação de que a ausência de um substituto tenha, de facto, deteriorado as relações diplomáticas entre os dois países, o que faz temer uma rotura total da comunicação entre Moscovo e Londres.
A relação bilateral deteriorou-se ainda mais na semana passada, quando se revelou que a Ucrânia utilizou drones britânicos para atacar alvos em território russo.
Reduzir o nível de uma relação diplomática através da retirada de um embaixador é uma forma oficial que um governo tem de expressar um profundo descontentamento ou protesto sem chegar ao ponto de romper os laços.
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Presidente iraniano diz que fracassaram tentativas dos EUA de transformar o país “na Venezuela”
O Presidente do Irão, Masud Pezeshkian, afirmou hoje que a tentativa dos Estados Unidos de destruir a atual estrutura governamental da República Islâmica para instalar autoridades mais favoráveis a Washington, tal como aconteceu na Venezuela, fracassou completamente.
“O Irão não só não se tornou na Venezuela, como o mundo ficou impressionado com o nosso poder”, afirmou Pezeshkian num discurso difundido pela televisão estatal, no qual acusou os Estados Unidos de combinarem os seus ataques militares com táticas de desestabilização interna.
Segundo Pezeshkian, os “inimigos” do Irão “esperam criar divisões e fissuras na sociedade através de problemas”, reconhecendo, no entanto, que essas dificuldades existem.
Perante as “sanções esmagadoras” prometidas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Pezeshkian garantiu que o governo iraniano se manterá firme e envidará “todos os esforços possíveis para servir o povo face a esta guerra desigual”.
“Esforçamo-nos ao máximo para superar a inflação, os problemas de subsistência, a falta de emprego e para garantir um futuro digno e de orgulho para o povo”, afirmou, antes de explicar que, para tal, é imprescindível que Teerão se mantenha firme nas negociações, porque se “decidirem algo e depois recuarem vão deparar-se com uma situação muito delicada”.
Estas declarações surgem após os Estados Unidos, na quinta-feira, terem prometido “derrubar” o regime iraniano com a campanha de sanções anunciada, quase seis meses após o início da guerra.
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Presidente da Ucrânia opõe-se a eleições sem um cessar-fogo
O Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, considera que a realização de eleições em tempo de guerra constituiria um perigo para o país, respondendo ao apelo do seu ex-ministro da Defesa para realizar um escrutínio.
“Penso que, numa guerra como esta, as eleições por si só representam um risco enorme”, afirmou Zelensky, considerando que seriam um “tsunami” que “dividiria a Ucrânia”.
O líder ucraniano respondeu hoje em conferência de imprensa às polémicas recentes, como a demissão, em meados de julho, do jovem e popular ministro da Defesa, Mikhaïlo Fedorov.
Este último causou grande agitação na terça-feira com um vídeo, no qual denuncia a corrupção e pede a “restauração de um processo democrático” através de eleições, apesar da invasão russa do país.
“Se quisermos destruir o país, então podemos avançar para a realização de eleições nestes tempos de guerra”, disse Zelensky.
Hoje “é impossível nas condições em que nos encontramos atualmente, quando Putin não está disposto a considerar opções para um cessar-fogo”, acrescentou ainda.
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Mais de 73 mil pessoas morreram na Palestina nos últimos três anos
Pelo menos 73.420 pessoas morreram na Palestina e 174.369 ficaram feridas desde outubro de 2023, detalharam fontes médicas à agência de notícias Wafa.
Segundo esta agência noticiosa, desde que o cessar-fogo de outubro entrou em vigor, pelo menos 1.286 pessoas morreram na Palestina.
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A Ucrânia tem capacidade para ir a eleições?
Liliana Reis defende que é impossível a Ucrânia ir a eleições e diz que seria a fragmentação do país. A especialista em RI avisa que a guerra de tarifas entre os EUA e o Canadá vai desgastar Trump.
Ouça aqui o episódio na integra.
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Líder do exército paquistanês visita Irão amanhã
O líder do exército do Paquistão, Asim Munir, vai visitar Teerãoo, capital do Irao, amanhã.
A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Irão, citado pela agência de notícias Fars. Esta pasta clarificou que a visita paquistanesa tem como objetivo fortalecer a cooperação bilateral entre estes dois países.
E ainda dar continuidade aos “esforços sinceros” do Paquistão para ajudar a promover a paz e a segurança na região.