Momentos-chave
- Alemanha revela ter 3,5 mil milhões de euros em ativos russos congelados
- Zelensky: "Putin usa mísseis em vez de procurar uma forma de acabar com a guerra"
- Kellogg acredita que Trump vai conseguir resolver o conflito "nos próximos meses"
- Kiev acusa Orbán de estar a fazer "trabalho para manchetes" com proposta de cessar-fogo no Natal
- Itália disponível para enviar soldados para monitorização de cessar-fogo na Ucrânia
- Parlamento da Moldávia aprova estado de emergência para antecipar corte de gás russo
- Ataque à rede de energia ucraniana atingiu infraestrutura "cruciais" em resposta a lançamento de ATACMS contra aeródromo militar russo
- Comissário europeu da Defesa reunido em Kiev com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano
- Comissão Europeia garante apoio ao setor energético da Ucrânia durante inverno
- Declarações de Trump sobre utilização de mísseis norte-americanos na guerra coincidem com a posição do Kremlin, diz Peskov
- Zelensky pede "reação maciça" ao ataque aéreo russo de larga escala
- Polónia coloca caças e defesa aérea no "mais alto estado de prontidão"
- Rússia lançou ataque aéreo de larga escala contra várias regiões ucranianas
Histórico de atualizações
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Pode acompanhar todos os novos desenvolvimentos deste sábado no liveblog que agora iniciamos.
Obrigada por estar connosco.
Ucrânia: Noruega vai transferir a base de treino de pilotos de F-16 ucranianos para Portugal
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Alemanha revela ter 3,5 mil milhões de euros em ativos russos congelados
O Ministério das Finanças da Alemanha revelou ter aproximadamente 3,5 mil milhões de euros em ativos russos congelados, fruto das sanções aplicadas pela União Europeia à Rússia.
Segundo o ministério, este valor inclui “fundos e recursos económicos congelados de pessoas ou organizações incluídas na lista [de sanções], bem como ativos estrangeiros do Banco Central da Rússia localizados em Estados onde se aplica a proibição de operações”.
Adicionalmente, recordam que este valor não é fixo, estando sujeito a flutuações na valorização destes ativos.
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Finlândia anuncia novo pacote de apoio militar à Ucrânia
No seguimento de uma reunião com Volodymyr Zelensky, Alexander Stubb anunciou o 26º pacote de apoio militar da Finlândia para a Ucrânia e confirma já estar a preparar o próximo.
Zelensky, na rede social X, agradeceu o apoio “inabalável” da Finlândia à defesa da independência da Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia. Neste diálogo, os dois Chefes de Estado discutiram a futura entrada da Ucrânia na União Europeia e na NATO.
I spoke with the President of Finland, @alexstubb.
We discussed the consequences of Russia’s large-scale morning attack on Ukraine’s energy infrastructure, which once again underscores the urgent need to strengthen Ukraine’s air defense capabilities.
I expressed my gratitude to… pic.twitter.com/2boT5AeH5g
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 13, 2024
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Zelensky: "Putin usa mísseis em vez de procurar uma forma de acabar com a guerra"
Na sua mensagem diária, Volodymyr Zelensky agradece o último pacote militar disponibilizado pelos Estados Unidos da América, reforçando que este apoio é necessário para “demonstrar a Putin que o seu terror não funciona”.
“Putin usa mísseis em vez de procurar uma forma de acabar com a guerra. É a guerra e a intimidação que mantêm o “trono” russo sob o comando desta pessoa”, afirma o Presidente da Ucrânia.
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Rússia afirma ter intercetado ataque ucraniano com mísseis de longo alcance
O governador da região de Donetsk ocupada pela Rússia, Denis Pushilin, informa que as forças russas conseguiram intercetar um ataque com mísseis de longo alcance da Ucrânia.
No Telegram, o governador informa que as forças armadas ucranianas utilizaram mísseis HIMARS e outro tipo de artilharia nos “seis ataques armados”.
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Chefe militar de Donetsk demitido devido à “situação crítica” das tropas
O chefe do Grupo Tático Operacional responsável pela região de Donetsk, Oleksandr Lutsenko, foi esta quinta-feira demitido devido à “situação crítica” das tropas ucranianas na cidade de Kurakhove, segundo a deputada ucraniana Mariana Bezugla e a plataforma DeepState.
“O General Lutsenko foi demitido do seu cargo de comandante do Grupo Tático Operacional de Donetsk. Este comando diz respeito à defesa de todas as direções de Pokrovsk e Kurakhove, incluindo a proteção de Pokrovsk e o combate às ofensivas russas em direção a Zaporijia e Dnipro”, afirmou a deputada ucraniana Mariana Bezugla na rede social X.
Bezugla adiantou ainda que o General Tarnavskyi será o substituto do antigo comandante do Grupo Tático Operacional.
“O novo comandante é o General Tarnavskyi. Embora não pertença à geração mais jovem, tem experiência nas operações ofensivas bem sucedidas de Kharkiv e Kherson, bem como na contraofensiva mal sucedida do sul em 2023”, disse.
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Kellogg acredita que Trump vai conseguir resolver o conflito "nos próximos meses"
“No que diz respeito à Rússia e à Ucrânia, acredito sinceramente que a guerra será resolvida nos próximos meses, porque ele é a única pessoa que o pode e vai fazer” — foram estas as declarações do enviado especial dos EUA para o conflito, Keith Kellogg, sobre as intenções de Donald Trump nos primeiros momentos do seu mandato.
Para a Fox News, Kellogg admite que Trump possa apresentar um convite a Vladimir Putin e a Volodymyr Zelensky para estarem presentes na sua tomada de posse, no dia 20 de janeiro, em Washington, abrindo a porta para negociações de paz entre os Chefes de Estado.
Menos de um mês depois de ter sido nomeado para o cargo criado pelo Presidente eleito norte-americano, Keith Kellogg revela estar a planear uma viagem à Rússia e à Ucrânia, não para negociar, uma vez que o seu mandato ainda não começou, mas “apenas para ouvir”.
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Kiev acusa Orbán de estar a fazer "trabalho para manchetes" com proposta de cessar-fogo no Natal
O governo da Hungria mantém a esperança de que a Ucrânia possa aceitar os termos para um cessar-fogo e uma troca de prisioneiros no Natal, propostos por Viktor Orbán a Vladimir Putin, apesar da troca acesa de palavras na rede social X entre Zelesnky e o primeiro-ministro húngaro.
Péter Szijjartó, o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros, sublinhou a posição do Chefe de Estado russo, que “demonstrou a sua disponibilidade para considerar e negociar” a proposta apresentada, ao contrário do Presidente da Ucrânia, que “rejeitou a oportunidade”.
Do outro lado da moeda, o assessor de comunicação de Zelensky refere que as declarações de Orbán serviram apenas para alimentar a sua imagem pessoal e, de certa forma, “com este trabalho para fazer manchetes, Orbán ajudou Moscovo com o ataque” à rede energética ucraniana, cita a BBC.
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Paz. Trump pode sacrificar território ucraniano?
Luís Tomé, professor catedrático, explica como o esforço crescente da Rússia tenciona destruir a infraestrutura energética da Ucrânia. Ainda, Israel está a violar a soberania da Síria.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.
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Itália disponível para enviar soldados para monitorização de cessar-fogo na Ucrânia
Depois de a ideia ter sido apresentada por Donald Trump em Paris, o ministro da Defesa de Itália admite a possibilidade de destacar soldados italianos para a Ucrânia, numa missão de monitorização de um acordo de cessar-fogo entre Kiev e Moscovo.
“Espero poder falar sobre paz, sobre missões de manutenção de paz, o mais rapidamente possível na Ucrânia”, afirma Guido Crosetto, citado pela agência Ansa. “Estamos dispostos a desempenhar esse papel, um papel em que sempre nos distinguimos enquanto nação”, sublinha o ministro, apresentando uma posição que não é partilhada pelo resto do executivo italiano.
O ministro dos Negócios Estrangeiros e vice primeiro-ministro de Itália, Antonio Tajani, considera que estas discussões são ainda prematuras, tendo em conta que o conflito ainda perdura em solo ucraniano.
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Parlamento da Moldávia aprova estado de emergência para antecipar corte de gás russo
O parlamento da Moldávia aprovou hoje um estado de emergência de 60 dias para abordar a questão do corte de fornecimento de gás russo ao país.
A Transnístria, região moldava com presença de tropas de Moscovo, é dependente do gás da empresa estatal russa Gazprom, que recebe através da Ucrânia. Após Kiev ter decidido não renovar o acordo de gás com a empresa, o fornecimento deverá parar a partir do início de 2025.
O governo moldavo, liderado por Dorin Recean, propôs o estado de emergência para responder mais rapidamente a uma potencial crise humanitária na Transnístria.
Recean disse que o problema criado é “artificial”, alegando que o gás russo poderia chegar à região por uma rota alternativa que passaria na Turquia, Bulgária e Roménia. A Gazprom rejeitou essa opção.
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Ataque à rede de energia ucraniana atingiu infraestrutura "cruciais" em resposta a lançamento de ATACMS contra aeródromo militar russo
A Rússia afirma que o ataque da última noite à Ucrânia atingiu “instalações de infraestruturas de energia e combustíveis cruciais que sustentam a atividade das suas empresas de Defesa”, segundo um relatório do ministério da Defesa, noticiado pela TASS.
De acordo com o relatório, o ataque de alta precisão, levado a cabo com mísseis de longo alcance e drones, foi um “sucesso”, atingindo todos os alvos planeados.
O ministério admitiu também que esta foi a resposta ao recente ataque ucraniano ao aeródromo militar de Tanganrog com recurso a mísseis norte-americanos de longo alcance ATACMS.
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Comissário europeu da Defesa reunido em Kiev com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano
O comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, está, pela primeira vez, em Kiev, onde se reúne com o governo da Ucrânia.
O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano na rede social X. Andrii Sybiha disse que os temas em discussão são o desenvolvimento da “base industrial de defesa da UE e o investimento na indústria de defesa da Ucrânia”.
Welcomed @KubiliusA on his first visit to Kyiv as EU Commissioner for Defence and Space. After the morning in shelters due to Russia's massive air attack, we got down to business, discussing steps to boost EU defense industrial base and investment in Ukraine’s defense industry. pic.twitter.com/oZsA5ezE1b
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) December 13, 2024
A visita acontece no dia em que a Rússia lançou um ataque aéreo em larga escala contra território ucraniano.
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Comissão Europeia garante apoio ao setor energético da Ucrânia durante inverno
A Comissão Europeia assegurou que vai continuar a apoiar Kiev durante o inverno, que se antevê difícil para a Ucrânia, segundo a diretora geral adjunta de Energia da Comissão.
Mechtild Woersdoerfer, citada pelo Ukrinform, prometeu apoio técnico, financeiro e político à Ucrânia, bem como à Moldávia, no período de inverno.
A responsável europeia perspetivou que este inverno seja o mais difícil da guerra para a Ucrânia, sublinhando que a infraestrutura energética ucraniana é um dos principais alvos dos ataques russos.
A dirigente da Direção Geral de Energia da Comissão Europeia falou em conferência de imprensa, depois de uma reunião em Viena com os ministros da Energia dos países europeus.
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Comandante ucraniano diz que 114 militares russos foram mortos em Toretsk
A Ucrânia provocou a explosão de um edifício que abrigava centenas de militares russos em Toretsk, região de Donetsk. 114 soldados russos morreram no ataque.
O comandante da Guarda Nacional da Ucrânia, Oleksandr Pivnenko, anunciou no Telegram que as forças ucranianas destruíram ainda dois tanques, nove veículos e dois sistemas de artilharia russos.
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Declarações de Trump sobre utilização de mísseis norte-americanos na guerra coincidem com a posição do Kremlin, diz Peskov
O porta-voz do Kremlin disse que a posição de Donald Trump, que discorda “muito veementemente” com a utilização de mísseis norte-americanos em ataques contra a Rússia, corresponde à visão de Moscovo.
Na conferência de imprensa diária, citada pela TASS, Dmitry Peskov afirmou ainda que é prematuro assumir que será mais fácil um acordo de paz na Ucrânia, com a chegada de Trump à Casa Branca.
Peskov referiu também que a Rússia quer negociar com Kiev, apesar de considerar que os “pré-requisitos” para as negociações ainda não estão reunidos.
Sobre o fim do conflito, o porta-voz reiterou que só será possível com a satisfação das exigências de Moscovo.
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Ucrânia vai importar energia de cinco países
A Ucrânia vai importar energia de cinco países vizinhos, na sequência do ataque russo à infraestrutura energética ucraniana.
A informação é avançada pela empresa pública de energia Ukrenergo, numa publicação no Telegram. A energia será importada da Polónia, Eslováquia, Roménia, Hungria e Moldávia.
A Ukrenergo informa ainda que, desde o início da manhã, 198 povoações das regiões de Kyiv, Chernihiv, Sumy, Cherkasy e Kirovohrad estão sem fornecimento de eletricidade. Registam-se condições meteorológicas severas.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano pede sistemas de defesa aérea
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pediu à comunidade internacional o envio de sistemas de defesa aérea para combater os ataques russos.
Andrii Sybiha, numa publicação na rede social X, pede aos parceiros de Kiev “a entrega urgente de 20 sistemas de defesa aérea NASAMS, HAWK ou IRIS-T”.
Massive Russian missile attack on Ukraine this morning, primarily targeting the energy system. Russia aims to deprive us of energy. Instead, we must deprive it of the means of terror. I reiterate my call for the urgent delivery of 20 NASAMS, HAWK, or IRIS-T air defense systems.
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) December 13, 2024
O chefe da diplomacia ucraniana sublinha que o ataque aéreo russo de hoje visou, sobretudo, a infraestrutura energética ucraniana e denuncia a tentativa russa de privar a Ucrânia de energia.
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Ataque russo provoca cortes de energia em Kiev
O ataque aéreo russo está a provocar cortes de energia de emergência esta manhã, em Kiev.
A informação é avançada pela agência TASS, no Telegram, que cita uma mensagem do serviço de alerta da capital ucraniana.
Também na região de Ternopil, no oeste da Ucrânia, registam-se cortes de energia.
Numa publicação no Telegram, a administração regional anuncia o alargamento das medidas de “restrição ao consumo” e avança que metade dos habitantes da região estão a ser afetados.
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Zelensky pede "reação maciça" ao ataque aéreo russo de larga escala
Volodymyr Zelensky já reagiu ao ataque russo de larga escala, desta sexta-feira, contra a Ucrânia, pedindo uma “reação maciça” e o reforço das sanções contra a Rússia.
Numa publicação no Telegram, o Presidente ucraniano adianta que no ataque foram utilizados 93 mísseis de cruzeiro e balísticos, dos quais 81 foram abatidos pela Força Aérea do país. O líder menciona ainda “pelo menos” um míssil norte-coreano e 200 drones.
Zelensky escreve que “este é o plano «pacífico» de Putin para destruir tudo. É assim que ele quer «negociações» – aterrorizando milhões de pessoas”.
O chefe de Estado ucraniano pediu aos parceiros internacionais “uma reação maciça” ao ataque e o reforço das sanções contra a Rússia, “para terem um impacto real na produção de mísseis”.