Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • As negociações entre a Rússia e a Ucrânia em Istambul terminaram sem avanços significativos, com a Ucrânia classificando as exigências russas, incluindo o controle de cinco regiões ucranianas, como “inaceitáveis”. Apesar disso, houve um acordo para uma troca de 1.000 prisioneiros de guerra de cada lado como um gesto de confiança.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, encontrou-se com líderes europeus como António Costa e Ursula von der Leyen, onde discutiram a possibilidade de novas sanções à Rússia, caso não haja acordo para um cessar-fogo total e incondicional. A União Europeia já está a preparar o 17.º pacote de sanções para pressionar a Rússia a buscar a paz.
    • O Presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a postura da Rússia nas negociações de paz, acusando Vladimir Putin de usar as conversas como estratégia para prolongar o conflito. Macron afirmou que a França está empenhada em coordenar com os seus parceiros uma resposta unificada contra a resistência russa ao cessar-fogo proposto.
    • O Kremlin declarou-se satisfeito com a reunião em Istambul e está disposto a considerar uma nova reunião no futuro, possivelmente ao nível de chefes de Estado, apesar de a Ucrânia considerar as condições impostas pela Rússia como sendo não realistas e inaceitáveis.

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    Obrigada por ter estado connosco. Continue a acompanhar a Guerra na Ucrânia no Observador.

    Trump fala ao telefone com Putin e com Zelensky esta segunda-feira. “Esperemos que seja um dia produtivo”

  • Antiga embaixadora dos EUA na Ucrânia diz que se demitiu por causa da visão de Trump sobre a guerra

    A antiga embaixadora dos Estados Unidos em Kiev, Bridget Brink, conta que se demitiu por causa da política de Donald Trump sobre a guerra da Ucrânia, nomeadamente a pressão colocada sobre o país invadido pela Rússia em 2022.

    Numa crónica publicada no órgão noticioso regional Detroit Free Press, Brink disse que, apesar de respeitar “o direito e a responsabilidade do Presidente de determinar a política externa dos EUA”, ela própria não concordava fundamentalmente com ela.

    “Infelizmente, a política adotada desde o início da administração Trump tem sido a de exercer pressão sobre a vítima, a Ucrânia, em vez de o fazer sobre o agressor, a Rússia”, escreveu ainda a antiga embaixadora.

    “Como tal, já não podia, de boa fé, levar a cabo a política da administração e senti que era meu dever demitir-me”, acrescentou, sublinhando que os EUA devem “defender as democracias e opor-se aos autocratas”, ficando do lado de Kiev.

    “Não posso ficar parada enquanto um país é invadido, uma democracia é bombardeada e crianças são mortas impunemente”, disse Brink, considerando que a Presidência de Trump está a levar a cabo uma política de “apaziguamento”.

    “E a história ensinou-nos vezes sem conta que o apaziguamento não conduz à segurança, à proteção ou à prosperidade. Conduz a mais guerra e sofrimento”, concluiu.

  • Ucrânia confirma que Rússia fez pedidos "inaceitáveis" durante as negociações em Istambul

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, confirmou que a Rússia fez “pedidos inaceitáveis” durante as negociações em Istambul, ainda que não tenha especificado quais.

    Citado pela Ukrinform, Heorhii Tykhyi sublinhou que a “delegação russa deu voz a uma série de coisas que são inaceitáveis” para a Ucrânia.

    “Temos uma experiência longa de negociações com os russos desde 2014 e a delegação ucraniana sabe como comportar-se nestas situações, como lidar com todas as coisas que ouve do lado russo”, disse Heorhii Tykhyi.

    O porta-voz assegurou que a posição ucraniana se mantém “inalterada”. E realçou que os ucranianos estavam “prontos para chegar a um acordo para um cessar-fogo” em Istambul, se bem que a delegação russa pudesse não ter autorização nem poderes para isso.

    Heorhii Tykhyi agradeceu ainda à Turquia pelos esforços de mediação. “Valorizamos o envolvimento turco e o seu papel como facilitador.”

  • Zelensky encontra-se com Costa e Von der Leyen. E discutiram novo pacote de sanções à Rússia

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, encontraram-se em Tirana com o chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

    “Informei-os das negociações em Istambul. A pressão deve aumentar à Rússia se não concordarem com um cessar-fogo total e incondicional. Estou grato com a preparação do 17.º pacote de sanções. Esperamos que atinja tudo o que financia a máquina de guerra russa: bancos, petróleo, energia, metalurgia e frota sombra”, indicou Volodymyr Zelensky no X.

    O Presidente da Ucrânia salientou que foi também dada “atenção especial” relativamente à adesão do país à União Europeia.

  • O que se passou até agora

    • O Presidente francês, Emmanuel Macron, expressou descontentamento com a resistência do homólogo russo, Vladimir Putin, em aceitar a proposta de um cessar-fogo incondicional, sugerida pelos Estados Unidos e apoiada pela Ucrânia e países europeus. Macron criticou a Rússia por usar as negociações para ganhar tempo e prolongar a guerra, reiterando que França continuará a colaborar com os parceiros para formular uma resposta unificada.
    • As delegações da Rússia e Ucrânia reuniram-se em Istambul, um evento mediado pela Turquia, que também contou com a presença de representantes dos EUA. Apesar dos esforços diplomáticos intensos, a reunião inicial não resultou em compromissos substanciais, mas houve acordo para uma troca de mil prisioneiros de guerra de cada lado, como gesto de confiança. Adicionalmente, foi deixada em aberto a possibilidade de novas reuniões.
    • Os ministros da Defesa do chamado Grupo dos Cinco, composto por Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Polónia, reuniram-se em Roma reafirmando o comprometimento em fortalecer a defesa europeia. Durante o encontro, expressaram também a necessidade de coordenação e evitar duplicações para prestar apoio eficaz à Ucrânia, criticando a ausência de Putin nas negociações em Istambul. O representante alemão salientou que a ausência de Putin e a representação enviada foram um sinal de desinteresse em terminar o conflito.
    • O Kremlin demonstrou satisfação com o resultado das negociações em Istambul e expressou disposição para continuar os diálogos. O responsável pelas negociações da parte russa, Vladimir Medinsky, mencionou que a proposta ucraniana para uma reunião de chefes de Estado será considerada, com a Rússia disposta a apresentar a sua visão para um cessar-fogo. Por outro lado, o Kremlin pretende continuar as discussões futuras, apesar das exigências iniciais da Rússia, que incluíam o controlo de cinco regiões ucranianas, terem sido consideradas inaceitáveis pela Ucrânia.

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  • Macron diz que Rússia "está simplesmente a comprar tempo" com as negociações

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, lamentou hoje que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, se recuse a “responder à proposta de cessar-fogo incondicional avançada pelos norte-americanos e apoiada pela Ucrânia e pelos europeus”.

    “Ao rejeitar o cessar-fogo e o diálogo com a Ucrânia, a Rússia mostra que não quer a paz e está simplesmente a tentar comprar tempo para continuar a guerra”, acusou Emmanuel Macron na sua conta do X.

    O líder de França realçou que, neste contexto, o país vai “continuar a coordenar-se com os parceiros europeus, os Estados Unidos e a Coligação da Boa Vontade para definir uma resposta unida”.

  • Delegação russa a caminho do aeroporto. Não deverá haver segunda ronda do encontro entre Ucrânia e Rússia em Istambul

    A delegação russa que esteve presente no encontro está a caminho do aeroporto de Istambul, noticia a agência RIA.

    Não deverá, assim, haver uma segunda ronda de negociações entre a Ucrânia e a Rússia, possibilidade que a AFP tinha inicialmente avançado.

  • Grupo dos Cinco garante que estão a ser dados passos concretos para "uma Europa da defesa" e critica ausência de Putin em Istambul

    Os ministros da Defesa do chamado Grupo dos Cinco (E5), que junta Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Polónia, reafirmaram nesta sexta-feira, em Roma, o empenho em construir “uma Europa da defesa”, garantindo que estão a ser dados passos concretos.

    “Cinco ministros diferentes, com cinco coligações diferentes, cinco histórias políticas diferentes, mas concordamos todos com a necessidade de construir uma Europa da defesa. Todos nós temos a mesma visão, queremos construir uma Europa da defesa de uma forma concreta e, perante o maior perigo para a Europa, estamos a dar uma resposta concreta”, declarou o anfitrião da reunião, o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto.

    Relativamente à guerra na Ucrânia, adiantou que foi discutido “o apoio à Ucrânia, salientando a necessidade de uma coordenação estreita, evitando duplicações para uma maior eficácia”.

    A seu lado, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, comentou que o Presidente russo, Vladimir Putin, “está a mostrar que não tem qualquer interesse em acabar com a guerra”, já que, depois de ter proposto, na semana passada, negociações diretas com a Ucrânia, não respondeu ao desafio do seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para se reunirem em Istambul, tendo antes enviado uma delegação considerada de “segunda linha”.

    “Não está minimamente interessado em acabar com esta guerra de ataque” e “não mostrou qualquer interesse em falar” com Zelensky, observou o ministro da Defesa alemão.

  • Von der Leyen abre a porta a 17.º pacote de sanções contra a Rússia: Putin "não quer a paz"

    A União Europeia (UE) adotou recentemente o 16.º pacote de sanções, mas a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, já fala no 17.º.

    A dirigente comunitária, citada pela Reuters, acusou o Presidente russo, Vladimir Putin, de “não querer a paz”. “Por isso, temos de aumentar a pressão e é por isso que estamos a trabalhar num novo pacote de sanções”, afirmou em Tirana.

    Na capital albanesa para a cimeira da Comunidade Política Europeia, Ursula von der Leyen assinalou que este pacote de sanções pode incluir os gasodutos Nord Stream 1 e 2.

  • Negociações. "Rússia não impôs condições sérias"

    Bruno Cardoso Reis considera que a delegação enviada pela Rússia é “um insulto aos ucranianos” e fala em “arrogância”. O historiador garante que Israel ignora os seus aliados e a população civil.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Negociações. “Rússia não impôs condições sérias”

  • Ministro da Defesa da Ucrânia confirma preparações para reunião de líderes entre a Rússia e a Ucrânia

    O ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, confirmou que poderá haver, no futuro, uma reunião entre líderes ucranianos e russos, ainda que não tenha especificado quais.

    Citado pela Ukrinform, o governante assinalou que o objetivo é “discutir um cessar-fogo, seguido de uma troca de prisioneiros”.

    “Estamos potencialmente a preparar uma reunião ao nível dos líderes dos países”, sublinhou.

  • MNE turco confirma que Rússia e a Ucrânia "concordaram, em princípio, encontrar-se outra vez"

    Oferecendo a sede para a reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, caracterizou o dia de hoje como “importante para a paz global”.

    “Como resultado de esforços diplomáticos intensos, as delegações russas e ucranianas tiveram uma reunião em Istambul, organizada pela Turquia. Como resultado do encontro, concordaram trocar mil pessoas de cada país como medida para aumentar a confiança”, indicou o ministro turco no X.

    Hakan Fidan referiu que as duas partes também “concordaram partilhar em escrito as condições que tornariam possível um cessar-fogo”, assim como “encontrarem-se, em princípio, outra vez”.

    “A Turquia vai continuar a fazer todos os esforços para tornar possível a paz duradoura entre a Rússia e a Ucrânia”, assegurou o governante.

  • Reunião entre chefes de Estado? Kremlin admite possibilidade: "Moscovo terá isso em consideração"

    Vladimir Medinsky, o principal dirigente russo nas negociações de paz em Istambul, reiterou que a Rússia está “satisfeita com os resultados da reunião com o lado ucraniano”.

    Numa conferência de imprensa, o responsável do Kremlin assinalou que a Ucrânia pediu uma reunião entre chefes de Estado. “Moscovo terá isso em consideração”, afirmou Vladimir Medinsky.

    Citado pela RIA, Vladimir Medinsky sublinhou que a Rússia está também “pronta para continuar as negociações com a Ucrânia”.

    “As duas partes concordaram em apresentar a sua visão de um cessar-fogo e detalhar as propostas sobre esta questão”, realçou Vladimir Medinsky.

  • Kremlin diz-se "satisfeito" com negociações e promete continuá-las

    O Kremlin diz-se “satisfeito” com as negociações levadas a cabo nesta sexta-feira e promete continuá-las.

    Está em cima da mesa a possibilidade de os dois lados voltarem a reunir-se ainda hoje, depois de o primeiro encontro ter durado menos de duas horas.

  • Zelensky, Macron, Starmer e Merz falaram ao telefone com Donald Trump

    Zelensky, Macron, Starmer e Merz falaram ao telefone com Donald Trump nesta sexta-feira, revelou o gabinete do Presidente ucraniano — que acrescenta que Zelensky se mostrou disponível para dar “passos rápidos no sentido de haver paz”.

    Já Emmanuel Macron, Presidente francês, terá dito durante o telefone que considera “inaceitável” que Vladimir Putin continue a “ignorar” as propostas de cessar-fogo.

    Zelensky defendeu que caso a Rússia continue a não aceitar o plano de cessar-fogo deve ser alvo de “sanções robustas” por parte dos outros países, sobretudo os EUA.

  • Rússia e Ucrânia vão trocar 1.000 prisioneiros de guerra de cada lado

    A Rússia e a Ucrânia concordaram em Istambul trocar 1.000 prisioneiros de guerra de cada lado, revelou o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov.

    O responsável, que liderou a delegação ucraniana nas curtas negociações desta sexta-feira, não revelou quando é que isso irá acontecer. “Sabemos a data, mas não vamos revelá-la para já”, indicou.

    GettyImages-1648104571 AFP via Getty Images

  • Papa Leão XIV oferece Vaticano para servir de palco a novas negociações de paz

    O Papa Leão XIV está aberto a receber no Vaticano eventuais negociações de paz na guerra da Ucrânia, um anúncio feito depois de as reuniões que decorrem por estes dias em Istambul não terem conseguido juntar os principais protagonistas.

    Foi “trágico” que o Presidente russo, Vladimir Putin, tenha faltado às negociações de paz na Turquia, que foram sugeridas por ele próprio. Por isso, o Papa Leão XIV fez saber que está disponível para que a Santa Sé seja o palco para receber os dois lados.

    “Tudo isto é trágico porque esperávamos que fosse um processo, talvez lento, mas com uma solução pacífica para o conflito, e, em vez disso, estamos de volta ao início”, disse o Cardeal Pietro Parolin, principal diplomata da Santa Sé, aos jornalistas, à margem de um evento do Vaticano em Roma, na sexta-feira. “Agora veremos o que fazer, mas a situação é difícil”, acrescentou, citado pelo jornal Politico.

  • Pode haver nova reunião Ucrânia-Rússia ainda hoje, mas ainda não foi confirmada

    É possível que haja uma segunda reunião entre as delegações da Ucrânia e da Rússia ainda hoje em Istambul, admitiu uma fonte do lado ucraniano à agência Reuters.

    Ainda assim, esta possível reunião ainda não foi confirmada nem agendada, acrescenta a mesma fonte.

    A notícia surge depois ter terminado uma primeira reunião que durou menos de duas horas e onde a Rússia fez exigências consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, incluindo passar a controlar cinco regiões do país.

  • Rússia terá exigido controlo sobre cinco regiões da Ucrânia

    A delegação da Rússia terá levado para a mesa de negociações em Istambul a exigência de passar a controlar cinco regiões da Ucrânia.

    Estas são as primeiras informações relativas ao que se passou na reunião na Turquia, a primeira entre a Rússia e a Ucrânia desde 2022.

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