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    Campanha da 2.ª volta das presidenciais arranca hoje após debate entre Seguro e Ventura

  • Notas do debate. Vitória fácil de Seguro frente a Ventura, que atirou "empadão" contra o velho Melhoral

    Só houve algumas picardias nos temas da Saúde e da Imigração, mas Ventura até “deixou” Seguro entrevistá-lo neste único debate da segunda volta onde não houve gritaria. Apenas uns decibéis mais altos.

    Notas do debate. Vitória fácil de Seguro frente a Ventura, que atirou “empadão” contra o velho Melhoral

  • Nuno Afonso também não vota em Ventura na segunda volta. "Mais cedo ou mais tarde as pessoas vão abrir os olhos"

    Fundador do Chega, que deixou o partido, não tem dúvidas: “Ventura não é a pessoa que queremos para a Presidência da República”. Mas isso é suficiente para votar em Seguro? Também não.

    Nuno Afonso também não vota em Ventura na segunda volta. “Mais cedo ou mais tarde as pessoas vão abrir os olhos”

  • Ventura usa minuto final para dizer que quer "ser a voz de quem não tem voz"

    É a vez do minuto final de Ventura. Dirige-se a quem “deixou de ter o país” que “passou a pertencer a elites”. “Estas eleições não são sobre se queremos manter tudo na mesma com um candidato que não fará absolutamente nada e se manterá absolutamente refém de todos os interesses do sistema ou se vamos conseguir dar o abanão que a nossa democracia merece.”

    Fala para os “jovens que têm de ir embora” e para os “empresários que têm de sufocar em impostos” e diz que acredita num “país melhor”. “Quero ser a voz de quem não tem voz.”

  • Seguro usa minuto final para dizer que será "ªPresidente de todos os portugueses"

    Minuto final para António José Seguro que diz ambiciona ser “presidente de todos os portugueses, diz que tem para oferecer “experiência e ambição de fazer Portugal um país moderno e justo”.

    Numa referência indirecta a Ventura diz que “valoriza todos os seres humanos e a dignidade humana”.

  • Ventura sugere que Seguro "não tem responsabilidade sobre nada"

    Ventura nota que “Seguro não foi interrompido” e pede “imparcialidade da parte de todos”. “Mais uma vez mostrou porque é que não tem uma ideia sobre nada e quer resolver os problemas da Defesa com Conselho de Estado.”

    “Não sei a que amigos se está a referir”, diz, com Seguro a lembrar que foi à tomada de posse de Trump. “Os seus amigos abstiveram no Parlamento Europeu votaram contra e abstiveram-se contra a condenação da violência do Irão”, realça, com Ventura a interromper a dizer que não tem responsabilidades.

    “Sei que Seguro não tem responsabilidade sobre nada, parece que chegou agora ao país. Não fui líder do PS, deputado, nada”, atira.

  • "Direito internacional vale muito pouco para amigos de Ventura, como Trump", atira Seguro

    A mesma questão, sobre Trump, para Seguro que diz que tem de ser feita “análise” sobre se este “movimento dos EUA” é de uma administração ou do país. Diz que se for Presidente o primeiro Conselho de Estado será em março e sobre segurança e defesa.

    Diz que Portugal e a Europa “têm de reforçar a autonomia estratégica em matéria de segurança e de defesa”. Mantém que investir 5% em defesa é demasiado, “carece de evidencia científica” que diga “porque é necessário”.

    Provoca Ventura dizendo que o mundo está “muito mais perigoso” já que o direito internacional vale muito pouco para os amigos de André Ventura, designadamente Trump”.

  • Ventura: "Portugal deve ser firme na defesa do país seja quem estiver na Casa Branca"

    Questionado sobre Trump, Ventura afirma que “Portugal tem de mostrar firmeza perante EUA, Espanha, perante todos” e nota que é preciso “superar partidarite e defender o nosso país” quando é necessário.

    “Portugal deve ser firme na defesa do país seja quem estiver na Casa Branca. Agora, nós temos aliados, não quero estar aliado. com Venezuela, Irão, ou países que têm terroristas no Governo. Temos clareza em aliar à democracia e não ditaduras”, diz, sugerindo que “estamos a tentar ter paz e que Portugal se deve posicionar ao lado da paz”.

    Ventura realça que Presidência não é sobre “Trump ou Putin” e nota que Portugal “não se pode deixar humilhar”, apontando a Marcelo Rebelo de Sousa.

  • Ventura acusa Seguro de querer "bandalheira" em que PS "deixou o país"

    André Ventura diz que não se pode “regularizar” pessoas que entrarem “em catadupa” de forma ilegal. “Não devemos, a pessoas que entraram ilegalmente em Portugal”, diz, reiterando que são “ilegais”.

    “Devemos fazer que as pessoas entram e cumpram regras, venham por um processo. Só mostra que quer a mesma bandalheira em que o seu partido deixou o país”, acusa Ventura.

    Seguro lembra que está a candidatar-se a Presidente da República, Ventura diz que “não tem ideias” e diz que é “socialista”. Diz que é “necessário manter clima de relacionamento” porque Ventura é líder do Chega. “Respeito os seus eleitores porque muitos estão angustiados e revoltados”, diz Seguro, Ventura diz que estão “angustiados” se for eleito.

  • Socialista acusa Ventura: "Fala para criar medo e divisão na sociedade, mas não tem soluções" para economia sem imigrantes

    Seguro queixa-se da “política do empadão” em que “se mistura tudo, sem facto e baseado nas perceções”. Depois diz que se estava a falar de regularização e que Ventura começou “a falar de vir mais gente”: “Estamos a falar dos que cá estão e de resolver com critérios”.

    Questiona Ventura sobre como resolveria o problema da economia. Acusa-o: “Fala para criar medo e divisão na sociedade, mas verdadeiramente quando lhe colocam problemas essenciais não tem resposta”.

    Diz que o números de imigrantes é superior ao número de desempregados e que a acusação de Ventura não faz sentido.

  • Ventura entende que Portugal precisa de mão de obra porque paga "miseravelmente" e acusa Seguro de não estar preparado

    André Ventura, questionado sobre setores que não podem viver sobre mão de obra estrangeira, diz que estão de “acordo sobre integração”, mas não vê condições para “fazer isso”.

    “A reação mostra como não está preparado para o cargo, não sabia o que devia acontecer”, reitera, realçando que Seguro “pode vetar”.

    Ventura diz que Portugal precisa de mão de obra estrangeira porque paga “miseravelmente” aos seus, reiterando que as pessoas de países com culturas diferentes vêm “criar coesão”. “Nos últimos anos extinguiu-se o SEF, o partido deste candidato. O debate está enviesado, a economia precisa porque paga mal e criou cultura de subsídios, mas a exigência de mão de obra não pode significar substituição civilizacional.”

    Ventura diz que Portugal tem “problema de acesso a creches e habitação que enchente de pessoas a entrar de forma descontrolada ia agravar”. Nota que “pela lógica do Chega” entrariam se “não tivessem cadastro”. “Não podemos dizer que precisamos de mão de obra e que entre toda a gente, se não mães portuguesas não vão conseguir pôr filhos nas creches”, alerta. “Por amor de Deus”, ouve-se de Seguro.

    “Não quero fechar Portugal, quero que quem vem tem de cumprir regras, saber-se quem é e se estivermos em situação de rutura de serviços públicos quem recebe apoio só pode receber ao fim de cinco anos a descontar e garantir que as pessoas não vêm para se beneficiar.”

  • Seguro fala em "controlar e regular" imigração, mas diz que sem imigrantes "país parava"

    Na imigração, Seguro defende que é preciso “controlar e regular a entrada de imigrantes. Temos de organizar. Mas temos de o fazer também ao nível do acolhimento e da integração”.

    Questiona se o país não precisa de alterar o perfil de desenvolvimento económico para que possa “produzir mais riqueza sem necessitar de tanta mão de obra”. “Devemos pugnar por uma economia de futuro”, diz defendendo que no atual modelo o país “precisa de imigração”. “Sem eles o país parava”, argumenta.

    Ao mesmo tempo defende também o rejuvenescimento da base demográfica e políticas de natalidade.

  • Nova picardia sobre "herança" na saúde. Ventura diz que Seguro ficou em "silêncio"

    Agora António José Seguro, ainda sobre saúde, novamente a dizer que o Presidente “deve criar as condições para que partidos se sentem à volta da mesa” em busca de “soluções concretas”.

    Diz que fica “satisfeito” com a disponibilidade do presidente do Chega para esse compromisso. Repete que esta é a sua “prioridade clara” no primeiro ano do mandato e que quer “criar as condições para que haja um plano”.

    Ventura interrompe para registar que Seguro concorda com ele nas metas que devem ser impostas ao Governo. Seguro diz que Ventura leu o seu “roteiro” para a saúde e o adversário diz que o partido de Seguro “anda a destruir a saúde há anos” e que o adversário esta “desconfortável” com essa “herança”: “Eu critiquei, o senhor ficou em silêncio.”

    Seguro diz que não era “pago para falar”, como Ventura como deputado, e que ele era “pago para trabalhar”: “Eu era um simples cidadão”, Ventura provoca: “Já percebi que só fala quando lhe pagam”.

  • Ventura acusa Seguro de "generalidades" e de fugir ao "legado do PS"

    André Ventura entende que “ficou claro como Seguro não tem plano nenhum para nada”. “A carreira dos médicos e enfermeiros está definida na lei e não é a transmissão de receitas, que já acontece… mostra bem como Seguro está a pensar nestas coisas pela primeira vez”, acusa.

    E prossegue, dizendo que diz “generalidades que podem soar bem”, mas não têm respaldo. E volta à colagem do rival ao PS para dizer que sempre que se fala do “legado do PS diz que não tem nada a ver com isso”, mas realça que “não se ouviu uma crítica do estado desastroso”.

    Além de dizer que é relevante que a saúde seja garantida, seja no público ou privado, Ventura vinca que “o regime de dedicação plena tem de ser resolvido” e nota que estão “de acordo”. Recorda que o Chega já sugeriu que “horas suplementares ficassem isentas”: “Quem se mata para nos dar um bocadinho de saúde a todos devem ter isenção fiscal.”

    “Quando era líder do PS disse que tínhamos de acabar com gorduras do estado”, realça, questionando se não se devia “acabar com direção executiva do SNS”. Seguro diz que nunca o sugeriu.

  • Seguro acusa Ventura de fazer desta campanha "umas primárias à direita"

    António José Seguro fala sobre saúde, mas antes diz que “não representa ninguém” e que percebe que Ventura faça desta campanha “umas primárias à direita”, acusando-o de “estar na eleição errada”.

    Quanto ao seu pacto na saúde, Seguro diz que vai “exigir solução de compromisso que seja duradoura”. E que o objetivo é “saúde a tempo e horas para os portugueses” e que pode ou não ser necessário intervir no atual modelo — não se compromete.

    Fala nos recurso mais alocados e no caso dos tarefeiros e na necessidade de “pagar melhor aos médicos”. Defende um “sistema único nacional” em que não seja necessário o utente voltar ao médico entre duas consultas, para uma prescrição.

  • Ventura cola Seguro aos problemas da Saúde e apela ao "poder da palavra" do Presidente

    André Ventura cola António José Seguro a resultados da Saúde nos últimos anos e contrapõe ao dizer que tem sido “exigente nessa matéria” com o resultado.

    Considera que o estado da Saúde é “o resultado de PSD e PSD, nomeadamente em terem permitido que imigração se tenha descontrolado”. E diz que “nunca aceitaria nenhuma promulgação de lei para criar direção executiva do SNS, querem mais boys nos jobs, é uma inutilidade”. Entende que poderia usar “o poder da palavra” enquanto Presidente da República.

  • Seguro e Ventura divididos sobre forma de nomear PGR

    Seguro diz que com ele em Belém “não haverá nomeações partidárias” e defende a “transparência” como um factor importante para a credibilidade da democracia. Ventura pede-lhe que concretize e defende mudança da Constituição para que o PGR deixe de ser nomeado pelo Governo que o pode ter de investigar.

    Seguro pergunta-lhe como deve ser feito, considerando correcto o que existe. Ventura diz que a alternativa “é ser escolhido dentro da corporação do Ministério Público” ou pelo Tribunal Constitucional e aponta o dedo aos socialistas por terem “distribuído malta pela administração pública”.

    Seguro não larga a questão e pergunta a Ventura a quem responde o PGR numa “nomeação corporativa”. Ventura diz que é melhor do que responder ao Governo e Seguro atira-lhe “impreparação para exercer o cargo”.

  • Socialista diz que prescindiu de subvenção vitalícia

    Agora sobre a subvenção vitalícia, Seguro diz que não é preciso alterar Constituição e revela que decidiu não a receber depois de ter saído do Parlamento. “Enquanto tiver cérebro e mãos para trabalhar eu continuarei a fazê-lo”.

    Diz que foi “à sua vida” e voltou porque sentiu “apelo e convicção para servir o país”.

  • Ventura desafia Seguro sobre mudança a Constituição para pensões vitalícias e nomeações do Estado

    André Ventura pede que “se entendam”. “Já apresentei [com o Chega] propostas chumbadas pelo seu partido, querem uma proposta que não resolva nada”, realça.

    “Acha bem que Armando Vara esteja a receber duas pensões vitalícias do Estado? Acha bem que José Sócrates esteja a receber? Se quisermos acabar com as subvenções vitalícias temos de mudar a Constituição para permitir a retroatividade, como sabe que para mudar nomeações para os altos cargos do Estado devemos despartidarizar. Não nos faça de parvos, dizer que quer fazer essas coisas e que não quer mudar a Constituição”, sublinha o candidato a Belém apoiado pelo Chega.

  • Seguro desafia Ventura a apresentar no Parlamento a sua proposta para criminalizar enriquecimento ilícito

    Seguro intervém para acusar Ventura de ter fugido sobre poderes presidenciais. O adversário diz que não vê necessidade de rever poderes e Seguro atira: “Mudou de opinião mais uma vez, por isso é que precisava de ter tantos debates. Um debate para cada opinião”.

    Diz não haver necessidade para rever a Constituição e aponta uma “teimosia do Parlamento” no enriquecimento ilícito. Diz que o proposto por Ventura “inverte o ónus da prova e será chumbado no Tribunal Constitucional”.

    Propõe a sua maneira (que vem de 2011) e pergunta a Ventura se está de acordo. “Considera que devemos criminalizar declarações falsas ou ausentes de políticos?” Ventura concorda. “Congelar a favor do Estado património e avançar com investigação”. Ventura diz que “há casos e casos”.

    Seguro diz que esta é a sua proposta apresentada em 2011, Ventura diz que não estava no Parlamento. “Está lá há seis anos e não o retomou”, atira Seguro a Ventura — que se irrita e diz-lhe que “não é a Miss de Portugal e que pode debater”.

    Seguro continua e diz que o enriquecimento ilícito a inverter o ónus da prova será sempre chumbado ” e bem” e desafia Ventura a apresentar no Parlamento a sua proposta de 2011. “Fala-se de problemas e de soluções, mas depois as soluções que existem não são aprovadas”, diz Seguro.

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