Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar a política nacional, com destaque para a campanha rumo às Presidenciais de 18 de janeiro, neste outro artigo em direto.

    Mais de 218 mil eleitores inscritos para votar hoje antecipadamente, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa

  • Gouveia e Melo conversa com eleitores na noite do Porto

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
    Henrique Gouveia e Melo passeia a esta hora pela Rua da Galeria de Paris, no Porto, numa ação para a qual não foram convocados jornalistas.

    Está uma chuva miudinha, mas como “chuva civil não molha militar”, como comenta um notívago no local, Gouveia e Melo segue em busca de votos.

    Gouveia e Melo faz-se acompanhar de Isaltino Morais. Antes da chegada do Observador, o candidato terá estado a dançar durante alguns minutos no bar Gin House.

  • Mendes: "A minha convicção é que vou passar à segunda volta em primeiro lugar"

    Foi no meio de muitos cumprimentos e muitos apertões, nas festas de São Gonçalinho, em Aveiro, que Marques Mendes — que tem garantido não acreditar nas sondagens que o colocam em quinto lugar — decidiu subir a parada e assegurar aos jornalistas: “A minha convicção segura é que vou passar à segunda volta em primeiro lugar”.

    Evitando o percurso planeado, dadas as preocupações de segurança que gerava o mar de gente que se encontrava a participar no tradicional lançamento das doces cavacas do topo da capela de São Gonçalinho, Mendes disse não estar “nada preocupado” com as sondagens.

    “É uma campanha altamente mobilizadora. Já estive em Aveiro muitas vezes, é uma receção extraordinária”, assegurou, garantindo que quer mostrar uma campanha “em crescendo” na segunda semana.

    “Normalmente, sondagens em alta influenciam negativamente. Estar sempre em alta não é grande ideia, porque alimenta triunfalismo”, avisou.

    [Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador]

    Marques Mendes eleva a fasquia: “Vou passar em 1º lugar”

  • Seguro não vai ao despique mas entrou diretamente sobre Ventura: "Em mim ele terá sempre oposição aos extremismos"

    No comício desta noite, em Paredes, António José Seguro pediu ao público que encheu o grande auditório do Centro Cultural de Paredes para lhe dizer o que esperavam de um Presidente. “Que dê um puxão de orelha ao André Ventura”. E o candidato que não entra em despiques, entrou diretamente sobre o adversário.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    “Em mim ele terá sempre uma oposição aos extremismo e a querer acabar com a nossa democracia”. Seguro gritou mesmo: “Chega de extremismos” e “chega de nos tentarem dividir e pôr portugueses contra portugueses. Basta!”

    Mas ao mesmo tempo vai repetindo o seu mantra contra um debate em que se “atira lama uns para os outros”. De resto, as perguntas da plateia pareciam ensaiadas porque iam caindo certeiramente sobre os temas que costumam estar no guião dos seus discursos, desde a Constituição à reforma laboral e à saúde — com o candidato a repetir o que tem dito sobre cada um.

    Mas também houve uma senhora que lhe pediu, da plateia, para “pôr o Governo de lá para fora” e aí o socialista pôde atirar a promessa de que não será “um Presidente de facção”. Mas também diz que “será o Presidente da mudança tranquila” e que não hesitará “em mudar o que é preciso mudar”.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

  • "O inverno vem aí". Gouveia e Melo, a partir do norte, pede o trono. E acusa Cotrim de ser lobo disfarçado de cordeiro

    A frase ficou célebre por ser a mais repetida na série Guerra dos Tronos: “The winter is coming”. Henrique Gouveia e Melo, numa jantar de apoiantes em Penafiel, repetiu-a em português: “O inverno vem aí”. E o objetivo é, mais ou menos o mesmo, provar que é o melhor preparado para ocupar o mais alto cargo da Nação, o trono da República: a Presidência.

    “A nossa economia está a crescer a mais de 2%, baseado no turismo. Qualquer acontecimento rápido na Europa pode tirar-nos 5 a 6% do PIB. Estamos com uma política da cigarra, quando tínhamos de começar a fazer a política da formiga. O inverno vem aí. E quando esse inverno vier, a pessoa que estiver a liderar o País não pode ser titubeante”.

    Ao longo do discurso, Gouveia e Melo voltou a atacar João Cotrim Figueiredo, fazendo um desafio: “Se acham que o mercado que resolve todos os problemas, que o digam e repitam 100 vezes. Mas não andem a disfarçar-se de cordeiros quando são lobos. Precisamos de economia com coesão social”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Rui Tavares confronta Seguro: "Diz-nos o que fazes se quiserem mudar a Constituição"

    O Livre juntou-se esta noite num jantar-comício em Almada, onde constou a presença de Rui Tavares. O co-líder do Livre aproveitou o momento para confrontar (e criticar) o candidato a Belém apoiado pelo PS.

    “António José Seguro começou por não dizer se era de esquerda ou não. Depois lembrou-se de vir dizer que era. E depois, a seguir ao debate com o Jorge Pinto, finalmente percebeu que havia uma revisão constitucional em risco”, começou por diz Rui Tavares.

    No entanto, continuou, Seguro “não diz o mais importante”. “Diz-nos o que é que fazes se quiserem mudar a Constituição. Diz-nos como lutas e como a fazes cumprir”, desafiou o também deputado.

    Paulo Muacho, também presente no comício da noite, acusou a maioria dos candidatos presidenciais de interpretarem estas eleições como um “prémio carreira”.

    O deputado do Livre defendeu que a “esmagadora maioria dos candidatos interpreta” estas presidenciais “como um prémio carreira” depois de ter desempenhado diferentes funções na política. “Para muitos candidatos é um bocadinho como uma reforma dourada. Mas não deve ser assim”.

    Com Lusa

  • Sondagem. Seguro volta à liderança e Cotrim sobe pela primeira vez ao segundo lugar

    António José Seguro voltou à liderança das sondagens diárias da Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF. Nos resultados publicados este sábado, o candidato presidencial apoiado pelo PS regressa ao primeiro lugar, passando de 19,7% das intenções de voto para 20,8%.

    A grande novidade é João Cotrim de Figueiredo (20,1%), que continua a subir nestas sondagens e passa pela primeira vez ao segundo lugar e a uma hipotética segunda volta das eleições presidenciais. André Ventura (19,8%) cai para terceiro, seguido por Henrique Gouveia (17,4%) e Melo e Luís Marques Mendes (15,7%).

    1. António José Seguro – 20,8%
    2. João Cotrim de Figueiredo – 20,1%
    3. André Ventura – 19,8%
    4. Henrique Gouveia e Melo – 17,4%
    5. Luís Marques Mendes – 15,7%
    6. Catarina Martins – 2,7%
    7. António Filipe – 1,8%
    8. Jorge Pinto – 0,8%
    9. Manuel João Vieira – 0,6%

    Para os resultados conhecidos esta sexta-feira, foi recolhida uma amostra de 608 entrevistas durante os dias 7, 8 e 9 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

  • Ventura admite não ganhar se portugueses quiserem manter "perfil" do Presidente Marcelo

    André Ventura não quer misturar as eleições legislativas e as presidenciais, não estabelece metas numéricas e admite que “há pessoas que votaram noutros partidos e agora vão votar André Ventura” e também “quem votou no Chega agora não vote André Ventura”.

    No dia em que uma eleitora assumiu que o via como primeiro-ministro e não como Presidente da República, Ventura admitiu que o eleitorado do Chega sabe que é “executivo”. “Ninguém vai votar em mim para Presidente da República para ser uma figura simbólica ou uma figura de enfeitar. As pessoas sabem que é este o perfil. O que significa mudar o perfil habitual da Presidência da República. Mas isso é assumido por mim, pelo partido e pelos eleitores do Chega”, explica.O candidato apoiado pelo Chega considera que um Presidente ao seu estilo seria “mais interventivo, mais fiscalizador, mais forte” — “Se as pessoas quiserem continuar com o mesmo perfil do Presidente da República não vou ganhar. Se quiserem um perfil mais de intervenção na condução do estado do país posso vencer e aí é que essa mudança pode acontecer.”

    Questionado sobre se, num cenário em que chegaria a Belém, o Chega teria alguém para ser o rosto de uma candidatura legislativa, Ventura atira: “Se eu não acreditasse nisso, não estava nestas eleições. O Chega vale certamente muito mais do que o André Ventura, vale certamente muito mais que qualquer um de nós, na verdade tem o seu futuro na democracia. Esse futuro não vou ser sempre eu, evidentemente.”

    “Era muita arrogância da minha parte ficar a pensar que se eu for eleito Presidente o partido não vai sobreviver. Isso era o que faltava. Não há ninguém insubstituível”, reitera.

    DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

  • Seguro vai à terra de Marcelo provocá-lo: "Presidente não tem de ser cata-vento"

    Esta tarde, António José Seguro passou por Celorico de Basto para uma visita à Biblioteca Municipal Marcelo Rebelo de Sousa e levava uma bicada para o atual Presidente a que quer suceder lembrando o velho episódio do “cata-vento”.


    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    Durante a visita, Seguro leu uma intervenção que fez no mesmo auditório há um ano para mostrar que tudo o que defendia se mantém. “Coerência”, disse o candidato que afirmou que “podia ter feito aqui esta intervenção” hoje. Isto para logo de seguida dizer que “o próximo Presidente tem de ser uma pessoa com coerência, não um cata-vento que diz o que quer em cada circunstância que é útil aos auditórios”.

    Em 2014, na moção que levou ao congresso do PSD (o último antes das presidenciais para onde Marcelo se alinhava há anos), o então líder Pedro Passos Coelho escreveu uma frase que foi sempre entendida como uma crítica ao estilo do então comentador televisivo. Defendia que o Presidente que o país elegeria em 2016 não podia ser um “protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político”.

    Nessa intervenção, na biblioteca na terra de onde é originária a família do atual Presidente, Seguro definiu o perfil que considera necessário em Belém. “Um líder capaz de apontar caminho” que “respeite diferenças de todos e exija a governos e partidos que façam o que devem para encontrar soluções para os graves problemas do país”.

    *Com João Gama


    VASCO COELHO/OBSERVADOR

  • Ventura apoiaria Mendes na segunda volta? "Tudo farei para evitar que um socialista ganhe as eleições"

    Depois de ter desafiado Luís Montenegro sobre o que faria num cenário em que António José Seguro e André Ventura se encontrassem numa segunda volta, o candidato a Belém garantiu que tudo fará para que um socialista não seja Presidente da República.

    Começou por dizer que esse “cenário não vai acontecer” e que “nenhuma sondagem o prevê”, mas não fugiu: “Há uma coisa que tenho de dizer: acho que temos de ser coerentes com aquilo em que acreditamos e nesta matéria é dizer isto: eu tudo farei para evitar que um socialista, um comunista, um extremista, alguém que queira destruir a nossa economia ou destruir a nossa liberdade ganhe as eleições. E com isto já lhe estou a responder a tudo. Acho que tudo temos que fazer para isso.”

    DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

    Depois disso, Ventura voltou a focar-se em dizer que pretende “vencer a primeira volta das eleições” e que na segunda volta ambiciona ser “o rosto da mudança que o país precisa”. “Isto significa que temos que ter um espaço de centro-direita e de direita fortes, capazes de derrotar o socialismo e não voltarmos para trás”, argumentando que “muitos dos problemas que estamos a falar agora na saúde, na imigração, na segurança, nas pensões foram obra que o Partido Socialista deixou”.

    E ainda acrescenta: “E por isso não podemos permitir que um candidato do PS volte a ter assento no Palácio do Belém. Por isso é que estou a dizer que tudo farei, e acho que assim devia ser, e gostava de ouvir os outros candidatos dizer isso, que se passar um candidato socialista tudo farão para o derrotar. Eu tudo farei para o derrotar.”

    DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

  • Avô Cotrim leva os netos a aparecer na campanha após discurso-surpresa da filha

    A candidatura de João Cotrim de Figueiredo tinha anunciado que esta tarde haveria um discurso-surpresa entre as intervenções do mandatário nacional, José Miguel Júdice, e a do próprio candidato.

    Assim que se anunciou a subida ao palco de Catarina Cotrim de Figueiredo, percebeu-se que a surpresa era a filha mais velha do candidato. “É difícil e arriscado falar sobre um pai público. Vou passar a ser a filha do Cotrim, mas o país merece esse esforço”, afirmou.

    Catarina Cotrim de Figueiredo, 36 anos, fez um discurso emotivo sobre o exemplo do pai, a exigência que incutiu nos filhos, o gosto que sempre o viu ter em falar com toda a gente, e “o avô ternurento”.

    “Portugal não precisa de gritos, precisa de uma liderança serena”, declarou. No fim da intervenção, chamou o candidato ao palco: “Pai, vamos à segunda volta. Agora entrego-vos o homem”.

    Os outros filhos do candidato também subiram ao palco. Cotrim emocionou-se, referiu “uma lágrima teimosa no canto do olho” e chamou aos filhos “os quatro maiores orgulhos” da sua vida: “São o melhor que eu fiz neste mundo (…) Esta luta também é por vocês”.

    No fim do discurso, voltaram a subir ao palco os quatro filhos acompanhados dos quatro netos. É a primeira vez que a família do candidato aparece na campanha.

  • Gouveia e Melo volta a atirar a Cotrim (o já diz que vai ser "amigo do Governo") e Seguro (que parece que concorre para "miss mundo")

    Gouveia e Melo entrou na confeitaria São Bento e — enquanto lanchava com Isaltino Morais e Rui Rio — e admitiu que se aconselha com aquelas “duas pessoas muito experientes, que já deram muito à política nacional”.

    Quanto a bons conselhos que conta seguir, confessa que passam “ouvir o que as população tem para dizer, que é ter mais ouvidos abertos do que dizer proclamações.”

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    Sobre o que vai fazer em Belém, na mesma pastelaria de Santo Tirso, disse que podia exercer “pressão constante, exigência” e que a função deve ser exercida com quem faz discursos tipo “miss mundo”, atirando a Seguro. E voltou a criticar Cotrim Figueiredo, ao dizer que “há candidatos que dizem que se chegarem a Belém são amigos do Governo.”

    Foi ainda questionado — antes de provar os jesuítas de Santo Tirso — sobre não ter o apoio de Santana Lopes e chutou a questão para canto: “Não sei a quem o Santana Lopes declarou apoio. Andam mais bem informados do que eu. A campanha é feita só com quem quer estar ao meu lado.”

    Depois de já ter visitado GNR e a PSP, disse que Portugal é um “país bastante seguro” e que o Presidente deve transmitir tranquilidade. Por isso, as suas palavras devem “ser baseadas em dados e não em perceções”.

    Questionado sobre se se tinha referido a Seguro quando falou em discursos tipo miss mundo, criticou os candidatos que não têm “capacidade de enfrentar o risco”, que optam por “não dizer nada, só dizer generalidades. Uma estratégia de miss mundo. E não ando no concurso de miss mundo, sou candidato à Presidência da República”.

  • Mendes não quer "resolver problemas no Tik Tok" e promete "falar menos e agir com mais consequência" se for eleito

    Sebastião Bugalho apresenta um encontro de Marques Mendes com jovens, em Guimarães, começando por dizer que a sua talvez seja a primeira geração em democracia que não tem a certeza de que vá viver melhor do que os seus pais. Mendes quer que vivam melhor, com mais oportunidades, assegura.

    Rejeita que os jovens só queiram ouvir ruído ou populismo, ou os mais “confiantes e que dizem que são os melhores do mundo”. Mas “juventude não é infantilidade”, avisa. “Nós, jovens, somos muito melhores do que aqueles que se comportam como se fossem donos da nossa geração só porque querem mais um ou outro voto”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    Mendes admite que há alguns candidatos melhores a falar no Tik Tok; “mas os problemas dos jovens não se vão resolver no Tik Tok, mas com experiência a partir da Presidência da República”. Diz não querer competir nas redes sociais, mas dar mais poder e influência aos jovens, tendo mais intervenção e passando a estar no centro da agenda.

    Aos jovens, Mendes garante que como Presidente será “implacável” com ameaças à democracia e ao Estado de Direito, lembrando que disse que pediria garantias constitucionais antes de dar posse a um Governo do Chega. “Muito boa gente, mesmo à esquerda, não quis saudar esta matéria e comete um erro enorme, porque isto é defender a democracia. O PR não é um notário”. Com uma farpa a Marcelo: quer ser “interventivo”, e isso “provavelmente” significará “falar menos do que atualmente mas atuar com maior consequência”.

  • Cotrim acusa de “falta de grandeza” quem o atacou por admirar Passos e Sá Carneiro

    “Falta de grandeza”. Foi a acusação dirigida este sábado por João Cotrim de Figueiredo a quem o criticou por ter manifestado admiração por Sá Carneiro e Passos Coelho. Não os nomeou diretamente, mas os maiores críticos terão sido o ex-presidente Cavaco Silva, o primeiro-ministro Luís Montenegro e o seu principal adversário, Luís Marques Mendes.

    “Já fui acusado de me apropriar de Sá Carneiro e Passos Coelho. Deviam ficar felizes de terem referências que os outros admiram. Mas não. Falta-lhes a grandeza para isso”, afirmou, num discurso escrito.

    Em resposta a quem o critica por ter falta de experiência, admitiu que apenas tem 6 anos e meio de experiência política. “Mas em ter resultados, tenho mais experiência do que vários dos candidatos juntos”, comparou, numa alusão à sua carreira profissional.

    “Vocês todos estão a uma semana de fazer história. São a alma da única candidatura que tem estado sempre a crescer”, disse às centenas de apoiantes, no Técnico Inovation Center, em Lisboa. Depois de enumerar todas as localidades por onde tem passado desde que foi para a estrada, começou já e pela primeira vez a falar na campanha para a segunda volta, onde promete visitar ainda mais locais.

    Além de voltar a falar de Saúde, Segurança Social e Economia, juntou hoje mais três sectores em que traçou um diagnóstico crítico, dizendo: “É hora de estes problemas terem solução”.

    Voltou a assumir-se como a candidato a ser “o presidente da esperança”, mas juntou-lhe outra palavra, dizendo que também ambiciona ser “o presidente do optimismo”.

  • António Filipe ataca lobbying e "promiscuidade entre poder económico e exercício de poderes públicos"

    O candidato presidencial apoiado pela CDU continuou depois o discurso em Vila Nova de Gaia lembrando a privatização da TAP, CTT, EDP e da REN, entre outros casos, para atacar aqueles a que vai chamando “candidatos do consenso neoliberal”.

    Foram, esses, “a quem entretanto se juntaram os da extrema direita, liberal e populista”, que “pactuaram com a corrupção que envolveu estas privatizações”. António Filipe atacou a “promiscuidade entre o poder económico e o exercício de poderes públicos” e apontou o dedo aos que “agora vêm a saudar a legalização do tráfico de influências por via da legalização do lobbying, que apresentam hipocritamente como se fosse uma fantástica medida de combate à corrupção”.

  • António Filipe pede "sobressalto democrático" e declara necessidade de "novo rumo para o país"

    No discurso de encerramento do comício de Vila Nova de Gaia, António Filipe pediu um “sobressalto democrático” para “enfrentar a última semana de campanha eleitoral com determinação, com a confiança de que vamos ter um grande resultado para os trabalhadores portugueses”.

    O comunista quer um novo rumo, que só se pode materializar com “a valorização dos salários de quem trabalha e o aumento das reformas e pensões de quem trabalhou uma vida inteira e merece viver dignamente os seus últimos anos de vida, com a valorização dos serviços públicos e das carreiras de funções públicas e sociais com o reforço do Serviço Nacional de Saúde”. Além disso, o “novo rumo” defendido pelo comunista também prevê um país com uma “política da habitação que não seja refém dos interesses imobiliários, em que não faltem professores nas escolas, em que os jovens tenham acesso aos graus mais elevados de ensino e não tenham de emigrar para ter salários decentes”. “Um novo rumo com o controlo público das empresas e setores estratégicos para a economia e a soberania nacional”, resume.

    Numa sala com mais de 800 pessoas, naquele que foi o maior sinal de vitalidade da candidatura nesta campanha, Filipe reforçou que “a defesa da democracia não admite desânimos nem admite desistências”.

    Perante “uma sala com esta dimensão, tão cheia, com tanto entusiasmo”, o candidato apoiado pela CDU garantiu nunca ter estado tão confiante no crescimento da candidatura e que é representante de algo maior. “Estas intervenções dão-me a confiança inabalável de que esta minha candidatura não é a minha candidatura. É a nossa candidatura, a vossa candidatura, a candidatura dos trabalhadores, a candidatura do povo português”.

  • Isaltino Morais: “Há muitos autarcas que estão ao lado do almirante e não se pronunciam. A disciplina partidária é uma chatice”

    Isaltino Morais apareceu na campanha numa arruada em Santo Tirso para dar força a Henrique Gouveia e Melo. O autarca de Oeiras diz que a mobilização para o almirante é mais difícil do que os “candidatos partidários, que têm máquinas de partidos”.

    Isaltino Morais disse ainda que “há muitos autarcas que estão ao lado de Gouveia e Melo e não se pronunciam. A disciplina partidária é uma chatice”.

    Antes do início da arruada, Isaltino Morais teve de esperar mais de 40 minutos flor Gouveia e Melo e foi aproveitando para fumar um charuto e cantar músicas de apoio ao almirante.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Paulo Raimundo apela ao voto no "candidato dos trabalhadores". "Ninguém falta à chamada para mobilizar e esclarecer"

    Paulo Raimundo discursa agora em Vila Nova de Gaia e começa por saudar o “grande comício” organizado pela candidatura de António Filipe. O secretário-geral comunista agradece ao candidato “por ser a voz e o rosto dos interesses dos trabalhadores e da juventude”, garantindo que Filipe está a ganhar “mais força todos os dias”: “Obrigado por trazeres à campanha a realidade da vida”.

    O líder do PCP descreve o antigo deputado como candidato presidencial representante de 2 artigos da constituição: 64º (direito à proteção da saúde), 65º (direito à habitação) e 7º (reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação e independência).

    “No dia 18 de janeiro, que cada um leve ao voto o tempo que não tem para acompanhar os seus filhos, o mês cada vez maior para o salário cada vez mais curto, o preço dos alimentos, a falta de vagas na creche”, elenca.

    “Nesta batalha, o melhor é mesmo António Filipe”, exclama Paulo Raimundo, garantindo que onde quer que o candidato vá, pode ir descansado, porque encontrará sempre “os construtores da tua candidatura”. Esses “construtores”, explica, são “gente série, humilde, mais e menos conhecida”. “Somos todos António Filipe!”, grita.

    Paulo Raimundo termina o discurso com um alerta à mobilização: “Ninguém falta à chamada para mobilizar, para esclarecer, para puxar pelo voto em António Filipe”.

  • Candidato suprapartidário num almoço cheio de PS: "Que abençoado sou"

    A máquina socialista em Braga levou a uma quinta em Santo Emilião mais de 600 pessoas para apoiarem António José Seguro. Mais parecia um almoço de uma campanha partidária, com dirigentes, autarcas e altos quadros do PS nas principais mesas. Mais exultantes quando o candidato se orgulhava do apoio do PS do que quando se declarava suprapartidário.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    Na mesa mesmo ao lado de Seguro estavam os “três moderados” do PS, como lhes chamou Seguro, Francisco Assis, Álvaro Beleza e Sérgio Sousa Pinto. Na principal estava o líder José Luís Carneiro e também a presidente das Mulheres Socialistas, Elza Pais. Também apareceu Laurentino Dias, Hernâni Loureiro (antigo chefe de gabinete de Pedro Nuno), os antigos deputados e dirigentes Ricardo Gonçalves e Hugo Pires. E vários dirigentes das estruturas locais do distrito, como presidente do PS-Guimarães, Ricardo Costa.

    A dada altura da sua intervenção, o candidato apoiado pelo PS lembrou que é “suprapartidário” e a sala reagiu com um aplauso tímido. Logo a seguir acrescentou: “Mas tenho orgulho no apoio do PS, claro que tenho orgulho no apoio do PS.” E a sala inteira rebentou num aplauso.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    Seguro aproveitou o embalo e ainda lembrou que “o PS só demonstrou em quatro ocasiões seu apoio aos candidatos presidenciais: a Mário Soares, Jorge Sampaio e Manuel Alegre. Que abençoado que eu sou”.

    Da intervenção de José Luís tirou sobretudo a concordância com a necessidade de “estender a cultura de compromisso a outras áreas da vida nacional como a Defesa”. “Os partidos têm as suas posições, mas entre eleições o compromisso tem de falar mais alto porque o que está em causa é o futuro do país”.

    Terminou a intervenção no Minho a mostrar alguma preocupação com “a euforia de algumas pessoas” com “as sondagens”: “Nada está ganho, só está ganho quando se contarem os votos”.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

  • Paulo Raimundo entra na campanha de António Filipe: "É difícil mas é sempre a subir"

    Pela primeira vez na campanha, o secretário-geral da CDU aparece ao lado de António Filipe. Os dois surgiram acompanhados por dezenas de jovens num curto desfile até ao Espaço Herança Magna, em Vila Nova de Gaia, onde decorre a partir desta hora o primeiro grande comício da campanha. Pelo caminho foram cantando: “Nem direita nem centrão, António é solução”.

    Para chegarem ao espaço, tiveram de subir uma rua íngreme, e Paulo Raimundo foi brincando com a situação, fazendo um paralelo com a corrida a Belém. “É difícil mas é sempre a subir. É preciso aproveitar as descidas todas para embalar para depois ganhar força para subir”.

    Na sala onde vão discursar, estão cerca de 800 pessoas. Na primeira fila, ao lado de António Filipe e Paulo Raimundo, está também o secretário-geral da CGTP Tiago Oliveira, o deputado comunista Alfredo Maia e Sofia Lisboa, mandatária nacional da candidatura.

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