Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • As seis decisões que sairam da reunião entre Governo, Sindicato e ANTRAM sobre os serviços mínimos

    Era já madrugada quando terminou a reunião entre a Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) para reavaliar os serviços mínimos decretados no âmbito da greve convocada pelo SNMMP. O Governo tentou assim responder a todos os setores maos afetados ao fim de três dias de greve.

    1. Alargamento do abastecimento de combustíveis aos postos de abastecimento do território nacional, granel e gás embalado. 40% dos motoristas ficam afetos a este tipo de serviço nas e devem assegurá-lo em dias úteis, de feriado e/ou descanso semanal
    2. Abastecimento de combustíveis e matérias perigosas aos hospitais, centros de saúde, clínicas de hemodiálise e outras estruturas de prestação de cuidados de saúde inadiáveis, estabelecimentos prisionais, bases aéreas, serviços de proteção civil, bombeiros, forças de segurança e unidades autónomas de gaseificação
    3. Abastecimento de combustíveis aos portos, aeroportos e postos de abastecimento das empresas que têm por objeto a prestação de serviço público de transporte de passageiros, rodoviários, ferroviários e fluviais. Neste caso devem estar 75% dos trabalhadores afetos a este tipo de serviço
    4. Abastecimento de gasóleo colorido e marcado e abastecimento de combustíveis a postos privativos e cooperativos de empresas de transportes públicos rodoviários
      de mercadorias. Neste caso devem estar 50% dos trabalhadores afetos a este serviço.
    5. Quantos ao abastecimento de combustíveis a estruturas residenciais para pessoas idosas,centros de acolhimento residencial para crianças e jovens, estabelecimentos de ensino, IPSS`s e Santas Casas da Misericórdia, devem estar disponíveis 40% dos trabalhadores
    6. Abastecimento de combustíveis aos postos de abastecimento interno das empresas de transporte de resíduos sólidos urbanos, resíduos perigosos
      hospitalares, material radioativo para fins clínicos/médicos, distribuição de medicamentos e alimentação de animais

  • Serviços mínimos decretados vão ser alargados a todo o país

    Os serviços mínimos decretados devido à greve dos motoristas de matérias perigosas vão ser alargados a todo o país, prevendo-se a realização de 40% das operações normais de abastecimento de combustíveis, foi anunciado esta madrugada de quinta-feira.

    Depois de uma longa reunião que começou na tarde de quarta-feira e se prolongou pela madrugada, Pedro Henriques, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosos (SNMMP), explicou que a greve vai manter-se e que as partes vão voltar a reunir-se durante o dia de hoje.

    A reunião, que decorreu no Ministério do Trabalho, em Lisboa, contou com a presença da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e do Governo.

  • Cerca de sete horas depois do arranque da reunião entre o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, que convocou a greve, e a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), ainda não saíram novidades do encontro no Ministério do Trabalho, em Lisboa.

  • Postos prioritários representam 10% da rede nacional e precisam de ser reabastecidos

    A lista de postos dos 310 postos prioritários faz parte de um plano de emergência para crise no setor dos combustíveis que tem vindo a ser preparado pela ENSE (Entidade Nacional para o Setor Energético). Estes postos terão em princípio prioridade no reabastecimento, uma vez que estão destacados para vender combustível aos serviços e entidades classificados como prioritários. Mas atualmente estarão a sofrer os mesmos problemas de escassez do resto da rede. O conjunto de estações identificadas pelo Governo representa cerca de 10% do universo global da rede de combustíveis.

  • Torres Vedras anunciou ativação do Plano Municipal de Emergência da Proteção Civil

    A Câmara Municipal de Torres Vedras anunciou ter ativado o seu Plano Municipal de Emergência da Proteção Civil, à conta da crise energética.

    O plano foi ativado pela Comissão Municipal de Proteção Civil de Torres Vedras, reunida esta noite, e define prioridades para a utilização de combustíveis, visando o fornecimento de bens e serviços essenciais à sobrevivência humana, nomeadamente:

    1. transporte de doentes urgentes, e de doentes não urgentes nas situações em que a unidade de Torres Vedras do Centro Hospitalar do Oeste não possua as valências
    2. necessárias para o seu tratamento;
    3. medicamentos;
    4. recolha de resíduos sólidos urbanos;
    5. transporte coletivo de passageiros;
    6. transporte de alimentos (nomeadamente produtos hortícolas e frutícolas, carnes, peixes, pão e água engarrafada);
    7. alimentação animal;
    8. combustíveis.

    A Proteção Civil de Torres Vedras informa ainda que as forças de segurança, GNR e PSP, os Bombeiros Voluntários de Torres Vedras e os demais agentes de proteção civil têm garantido o fornecimento de combustível e estarão a funcionar na sua normal capacidade.

    Nos termos do Plano agora ativado cada particular fica obrigado a um limite de abastecimento de 15 litros nos postos da Rede Estratégica de Postos de Abastecimento – Jumbo e Área de Serviço de Torres Vedras na A8 sentido sul-norte. Nos demais postos de abastecimento na área geográfica do Concelho de Torres Vedras deverá ser mantida uma reserva de 20% de combustíveis para utilizações consideradas prioritárias neste comunicado.

    Para estas utilizações prioritárias que necessitem de abastecimento superior a 15 litros, as instituições com sede no Concelho de Torres Vedras deverão requerer autorização prévia para abastecimento ao Coordenador Municipal de Proteção Civil através do telefone 918773330 ou do e-mail centralbvtv@gmail.com, referindo matrícula, tipologia de carga, origem e destino. Em viaturas de transporte pesado de mercadorias ou passageiros o abastecimento máximo diário recomendado por viatura é de 100 litros.

  • Tome nota de 177 dos 310 postos prioritários de abastecimento estabelecidos pelo Governo

  • Distribuidores de medicamentos suprimem segunda ou terceira entrega diária

    Os distribuidores de medicamentos decidiram suprimir, nalguns casos, a segunda e a terceira entrega diária de medicamentos nas farmácias, devido à greve dos motoristas dos transportes de matérias perigosas que está a condicionar o acesso ao combustível.

    Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Distribuidores Farmacêuticos (Adifa), Diogo Gouveia, disse que a “medida de racionalização” visa as empresas gerirem melhor as reservas de combustível ainda disponíveis e continuarem a garantir a acessibilidade aos medicamentos.

    “Pelo menos uma vez por dia estamos a ir às farmácias”, afirmou, assinalando, sem concretizar, que “nalgumas situações não vai ser assegurada a segunda ou terceira entrega diária” de medicamentos nas farmácias.

    “Depende das zonas e das empresas” de distribuição, justificou.

    A Adifa pede para que os distribuidores de medicamentos tenham acesso prioritário aos combustíveis, à semelhança das entidades que prestam socorro e segurança.

    O pedido foi endereçado, por correio eletrónico, aos ministérios da Saúde, Economia e Ambiente, à Direção-Geral da Saúde, aos grupos parlamentares e à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), com a qual a Adifa abordou hoje diretamente o assunto numa reunião, adiantou Diogo Gouveia.

    Sem querer “criar alarmismos”, mas “fazendo alguma pressão” para que as empresas de distribuição de medicamentos sejam abrangidas por “medidas excecionais” no acesso aos combustíveis, o presidente da Adifa admitiu que “no início da próxima semana” poderá “ter situações de dificuldade para assegurar uma entrega diária” de medicamentos nas farmácias.

    Em média, as 700 viaturas das empresas associadas da Adifa percorrem 200 mil quilómetros por dia, precisou.

    “Dia sim, dia não, os carros têm de encher o depósito”, contabilizou, ressalvando que alguma empresas têm pontos de abastecimento de combustível próprios, enquanto outras “estão completamente” dependentes dos postos convencionais.

    A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou na segunda-feira por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

    Face à paralisação, o Governo declarou na terça-feira “situação de alerta” e avançou com medidas excecionais para garantir os abastecimentos de combustível, além da requisição civil por alegado incumprimento dos serviços mínimos.

  • Governo cria rede com 310 postos prioritários de combustível no país

    O Ministério do Ambiente vai efetivar a Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA), uma “medida de caráter excecional” para “assegurar a manutenção do funcionamento dos serviços e forças de segurança” bem como para servir as populações, inicialmente definida no Decreto-Lei n.º 114/2001, de 7 de abril. Nela existem 310 postos de abastecimento em todo o território nacional que têm obrigatoriamente de reservar, “para uso exclusivo das entidades prioritárias”, “pelo menos, uma unidade de abastecimento” e uma “quantidade de 10000 litros de gasóleo ou 20% da sua capacidade”, bem como “4000 litros de gasolina e 2000 litros de GPL-auto”.

    Por “entidades prioritárias” entende-se veículos das Forças Armadas, forças de segurança, agentes da proteção civil, veículos de emergência médica, transporte de medicamentos, “entidades públicas ou privadas que prestam serviços públicos” como transportes coletivos de passageiros, veículos de limpeza urbana, serviços de água, energia, telecomunicações e até transportes de pessoas portadoras de deficiência.

    No que diz respeito ao abastecimento do público geral, os postos REPA têm fixado em 15 litros o volume máximo de gasolina ou gasóleo que pode ser fornecido a cada veículo.

    Forças de segurança serão utilizadas para garantir o cumprimento deste despacho. Resta dizer que que os REPA têm prioridade no abastecimento face a outros postos.

  • As ruas que vão dar à estação de Oeiras estão entupidas e as filas seguem em direção à marginal. A situação está a provocar muitos atrasos nos autocarros na estação de Oeiras, uma vez que os veículos não chegam às paragens para iniciarem as viagens. (Fotografias de Inês Ameixa)

  • E o que está a acontecer aos preços num cenário de escassez total?

    A Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas (APETRO) afirma que as suas associadas não estão a aumentar os preços, em consequência da escassez provodada pela crise energética. O secretário-geral, António Comprido disse ao Observador ao final da manhã que a consulta aos preços dos postos das associadas no concelho de Lisboa, divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia, não mostrou variações para cima. Fazem parte da APETRO as principais petrolíferas: a Galp, a BP, a Repsol, a Cepsa e a Prio que em regra fixam os preços uma vez por semana e não alteraram os valores de referência por causa da falta de produto.

    Mas isso não quer dizer que muitos automobilistas não tenham sentido uma subida da conta ao encher o depósito. E porquê? Porque depois de esgotarem os combustíveis simples, mais baratos, tiveram de recorrer aos produtos premium e aditivados, mais caros, para conseguir sobretudo gasóleo. Também há outros operadores que não estão representados nesta associação.

    Só o Estado, através da Entidade Nacional para o Mercado Energético (ENSE) recebe os preços diários enviados pelas próprias petrolíferas. E pode nessa medida avaliar se existem fenómenos de especulação que são sancionáveis no quadro legal. O Observador questionou o Ministério do Ambiente e Transição Energética, que tutela a ENSE, sobre a monitorização que estará a ser feita da evolução dos preços dos combustíveis, mas não obteve até agora qualquer resposta.

  • Transdev admite ser forçada a alterar oferta

    A empresa de transporte rodoviário de passageiros Transdev, com 1.500 autocarros, informou hoje que poderá alterar a oferta dos serviços na sequência da greve dos motoristas de matérias perigosas.

    “Face às crescentes dificuldades no abastecimento de combustíveis que, em função da greve dos motoristas de matérias perigosas, estão a afetar de forma generalizada todo o território nacional, a Transdev Portugal informa que, nos próximos dias, poderá ser forçada a realizar alterações à oferta dos serviços de transporte rodoviário de passageiros”, refere um comunicado enviado à Lusa.

    No mesmo comunicado, a empresa salienta ser alheia a esta situação, antecipando “desculpas aos seus utentes pelos incómodos que possam vir a ser causados pelo impasse na resolução desta situação”. “A Transdev Portugal compromete-se a, atempadamente e sempre que tal se justificar, informar os seus utentes sobre eventuais alterações que possam ocorrer nos serviços”, acrescenta o comunicado.

    A Transdev, que atua em todo o país, assegura transporte público sobretudo em concelhos do Norte e Centro do país, onde tem a concessão de transporte escolar, e serviços urbanos e interurbanos. “Até ao momento [18h52] a Transdev não alterou os seus serviços, mas tendo em conta as dificuldades de acesso ao combustível, é possível que venha a ter de alterar algumas operações”, disse à agência Lusa a responsável de comunicação da Transdev em Portugal, Bruna Ferreira Pelarigo.

    (Agência Lusa)

  • Imprensa estrangeira noticia “crise energética” em Portugal

    Portugal é notícia em vários meios de comunicação internacionais, com as consequências da greve dos motoristas de matérias perigosas a ser título em órgãos de comunicação do Reino Unido, Espanha, Estados Unidos e França. “Greve de motoristas de camiões-cisterna desencadeia ‘crise energética’ em Portugal”, noticia esta quarta-feira a edição online do Financial Times.

    O jornal britânico escreve que “o governo português implementou medidas de emergência para salvaguardar o abastecimento de combustível para ambulâncias, aeroportos, bombeiros e outros serviços críticos, quando a greve de motoristas de camiões-cisterna entrava no terceiro dia”.

    “Crise energética de Portugal agrava-se com o arrastar da greve dos motoristas de camiões-cisterna de combustíveis”, noticia também a Reuters. “A escassez de energia em Portugal intensificou-se esta quarta-feira, com a greve dos motoristas a entrar no terceiro dia, no pior tumulto industrial do mandato de quatro anos do governo socialista”, escreve a agência de notícias.

    A greve dos motoristas de matérias perigosas em Portugal também é notícia na BBC: “Escassez de combustível em Portugal com greve dos transportadores”, noticia a cadeia britânica no seu site, onde escreve que “os postos de combustíveis estão a ficar secos em todo o país, apenas alguns dias depois dos motoristas terem começado uma greve nacional devido aos salários e condições” de trabalho.

    O The Independent noticia que “a greve de combustível atinge passageiros e condutores no início da corrida das viagens de Páscoa”. Já o The Sun alerta na sua edição online que “os britânicos que se dirigem para Portugal podem ver os seus voos cancelados ou desviados porque os aeroportos locais estão a ficar sem combustível”. E o jornal britânico indica ainda que “os passageiros que viajaram com a EasyJet e a Ryanair já foram afetados por voos desviados ou cancelados”.

    O jornal online espanhol El Mundo também noticia que “a greve de transportadores paralisa Portugal e põe em risco as deslocações da Semana Santa”, acrescentando que “metade dos postos de combustível portugueses estão secos e o preço disparou onde ainda há combustível”.

    O The New York Times escreve que os “postos de combustíveis portugueses estão a ficar secos”, com uma notícia da Associated Press, em que indica que “a greve de cerca de 800 motoristas de materiais perigosos provocou uma corrida para encher depósitos, encerrando centenas de postos de combustível”.

    Ainda na terça-feira, o francês Le Figaro noticiou que o governo socialista de Portugal recorreu à requisição civil de transportadores de combustível para fazer face à greve dos motoristas de matérias perigosas, “cuja greve levanta o risco de escassez em todo o país, em particular nos aeroportos”.

    (Agência Lusa)

  • CIP apela à suspensão da greve uma semana para se resolver impasse

    A CIP — Confederação Empresarial de Portugal manifestou preocupação pelo impasse que se verifica no transporte de matérias perigosas e apela à suspensão da greve dos motoristas por uma semana para se conseguir resolver o problema. Através de um comunicado, a CIP chama a atenção dos diversos intervenientes para os danos que a manutenção desta paralisação está a causar a empresas e trabalhadores. A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

    Apesar de reconhecer que este impasse só pode ser resolvido através do diálogo, o organismo presidido por António Saraiva sublinha que “este não pode ocorrer numa situação em que toda a economia se encontra refém de uma situação”. Por isso, a CIP sugere que “a suspensão da greve por um período minimamente razoável, e uma semana assim parece, poderia revestir utilidade na tão necessária resolução do impasse que não pode eternizar-se”.

    No mesmo documento, o organismo apela ao Governo para que exerça a máxima influência junto das partes no sentido de se criar uma base negocial e pede ainda que o executivo “tenha a consciência de que a situação que se verifica afeta Portugal como um todo, sendo penalizadora da generalidade dos agentes económicos”. A CIP acredita que o que aconteceu nos últimos dias exige uma reflexão profunda sobre setores críticos para a economia e a sua vulnerabilidade.

    (Agência Lusa)

  • Greve coloca em perigo recolha do lixo no Grande Porto

    ALipor – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto – é a entidade responsável pela gestão, valorização e tratamento dos Resíduos Urbanos produzidos pelos oito municípios que a integram: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde, missão que segundo o responsável está ameaçada pela greve dos motoristas de matérias perigosas que decorre por tempo indeterminado.

    “É preocupante a situação nas oito câmaras quanto às frotas de recolha de resíduos”, sublinhou Fernando Leite, de um serviço prestado por “cerca de 250 viaturas pesadas”. E prosseguiu: “se a situação não for desbloqueada até amanhã [quinta-feira], começarão as câmaras a ter de parar alguns giros de recolha, o que provocará inevitavelmente perigos na higiene e salubridade de locais públicos”.

    Quanto ao trabalho que decorre na Lipor, onde é feita a incineração dos resíduos recolhidos, Fernando Leite disse que a “questão não será crucial”, na expectativa de que a “greve se resolva até ao fim de semana”.

    (Agência Lusa)

  • Um camião cisterna foi bloqueado em Matosinhos por grevistas, aviões tiveram de abastecer em Espanha, há transportes suprimidos, 40% das bombas estão inativas. Os efeitos da greve pelo país.

  • Os transportes que a greve está a condicionar

    Dos autocarros aos táxis, a greve de motoristas de mercadorias perigosas já está a ter efeito nos serviços de transporte. Saiba as alterações e constrangimentos que vão sendo divulgados.

    Carreiras suprimidas e limitações à hora de ponta: os efeitos da greve no serviço de transportes

  • Federação de motociclismo adia etapa do Nacional de enduro devido a “escassez de combustível”

    A Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) adiou esta quarta-feira a quarta etapa do campeonato nacional de enduro, marcada para sexta-feira e sábado, na Lousã, devido à “escassez de combustível” provocada pela greve dos motoristas de matérias perigosas.

    “Efetivamente, existe no nosso país uma rotura de combustível, o que afeta diretamente todo o desenrolar da prova. Julgamos assim que não estarão reunidas as condições mínimas para pilotos e meios de socorro se poderem deslocar para a quarta ronda do campeonato nacional de enduro”, lê-se no comunicado da FMP. A comissão de enduro da FMP acrescenta que vai anunciar brevemente uma nova data para a quarta das seis etapas da competição.

  • Rodoviária do Tejo prepara redução de carreiras a partir de 5ª feira para assegurar combustível

    A Rodoviária do Tejo vai suprimir, a partir de quinta-feira, algumas carreiras, fora das horas de maior procura, para tentar assegurar combustível para o transporte escolar na próxima semana, disseram fontes da empresa.

    Marco Henriques, da Direção Operacional (DOP) de Santarém da Rodoviária do Tejo, disse à Lusa que, se se mantiver a impossibilidade de abastecimento nos postos da região até terça-feira, mesmo reduzindo os serviços nos próximos dias, haverá “muita dificuldade” em assegurar o transporte dos alunos.

    “Neste momento não há nenhuma bomba onde abastecer e as nossas reservas estão a ser usadas para as viaturas que fazem a ligação a Lisboa, mas estão a ficar reduzidas”, disse.

    Na área desta DOP — que abrange os concelhos de Santarém, Rio Maior, Alpiarça, Almeirim, Cartaxo e Azambuja -, a partir de quinta-feira, serão assegurados os transportes urbanos ao início da manhã e final do dia, mantendo-se apenas alguns dos restantes.

    Nos interurbanos, serão assegurados apenas “os principais”, com supressão em algumas zonas nos limites dos concelhos e ao meio do dia, adiantou.

    Também a área da Direção Operacional de Torres Novas, que abrange os concelhos do Médio Tejo, está a preparar um aviso à população dando conta da supressão de várias carreiras a partir de quinta-feira e até segunda-feira, num esforço de “poupança de gasóleo”, disse a sua responsável, Teresa Fernandes.

    No caso da Ribatejana, que tem como pontos de origem os concelhos de Coruche, Benavente e Salvaterra de Magos, António Andrade disse à Lusa que a gestão vai ser feita dia a dia, tendo sido, para já, decidido manter os horários em “hora de ponta” e suprimir várias carreiras ao longo do dia de quinta-feira.

    Segundo afirmou, não há combustível disponível nos postos de Coruche e de Salvaterra de Magos, estando a empresa a recorrer já às suas reservas, as quais terão que ser geridas para tentar que durem o máximo, na expectativa de que a situação se resolva nos próximos dias.

    Orlando Ferreira, administrador da Rodoviária do Tejo (que abrange ainda a região Oeste e o distrito de Leiria), havia já declarado à Lusa que a empresa está “focada no regresso dos alunos às aulas, na terça-feira”, e que o número de carreiras a suprimir “dependerá de as empresas de transportes fora de Lisboa e Porto serem incluídas nos serviços mínimos” e do número de dias de greve dos motoristas.

    “Mesmo que a greve termine rapidamente, o reabastecimento vai demorar algum tempo a ser regularizado”, alertou.

    A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

    Ao final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.

    Agência Lusa

  • Vice-CEME diz que exército “ao dispor dos portugueses quando tal for solicitado”

    O Exército estará “ao dispor dos portugueses” para cumprir as missões de apoio ao transporte de combustíveis que lhe forem solicitadas pelo poder político, assegurou hoje à Lusa o vice-chefe deste ramo, general Guerra Pereira.

    “O Exército tem todos os seus meios ao dispor dos portugueses, em qualquer circunstância, quando tal for solicitado”, salientou o vice-Chefe do Estado-Maior do Exército (vice-CEME).

    Guerra Pereira lembrou, contudo, que o Exército “só atua em território nacional, nestas circunstâncias, em situações de exceção e quando tal for solicitado pelo escalão político legítimo”.

    “Todos os meios que tivermos disponíveis capazes de cumprir a missão, serão entregues para cumprir a missão”, assegurou, embora escusando-se a indicar o número de meios humanos ou logísticos passíveis de ser empenhados numa missão para atenuar os efeitos da greve dos motoristas de matérias perigosas.

    Confrontado com a possibilidade de o ramo envolver oito militares habilitados a conduzir camiões de transporte de matérias perigosas, hoje avançada à Lusa por fonte ligada ao processo, o vice-CEME insistiu que os meios “dependem das missões” que forem confiadas ao Exército.

    “Não sabendo ainda em concreto qual é a missão a cumprir, esse é um número como outro qualquer”.

    Guerra Pereira sublinhou apenas que “o Exército está em condições de cumprir as missões que lhe forem determinadas, ao nível da responsabilidade do senhor almirante CEMGFA”, o almirante Silva Ribeiro, que é o “principal responsável” pela alocação de meios das Forças Armadas.

    A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

    Na terça-feira, gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustíveis, provocando o caos nas vias de trânsito.

    A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) informou hoje que não foi ainda retomado o abastecimento dos postos de combustível, apesar da requisição civil, e que já há marcas “praticamente” com a rede esgotada.

    O primeiro-ministro admitiu hoje alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência.

    Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

    No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o sindicato, foram definidos os serviços mínimos.

    Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível possam abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.

    O ministro do Trabalho anunciou esta tarde que convocou o sindicato dos motoristas de matérias perigosas e a associação que representa as entidades patronais para uma reunião ainda hoje, apelando a um entendimento entre as duas partes.

    A secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda, convocou para o final da tarde as entidades que integram o Gabinete Coordenador de Segurança para analisarem a crise criada pela falta de combustíveis.

    O Gabinete Coordenador de Segurança integra todas as forças e serviços de segurança, nomeadamente GNR, PSP, PJ e SEF e também os serviços de informações (SIS e SIED).

    Agência Lusa

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