Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom-dia. Este liveblog vai ficar por aqui mas pode acompanhar os mais recentes desenvolvimentos sobre a evolução da pandemia em Portugal e no mundo aqui.

    Pfizer afirma que a sua vacina é ligeiramente menos eficaz a combater a variante sul-africana

  • Utentes só devem recorrer ao Santa Maria de ambulância “em situações justificadas”

    O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apelou hoje à população para apenas recorrer de ambulância ao serviço de urgência dedicado ao SARS-CoV-2 do Santa Maria “em situações justificadas”, já que a unidade tem registado “picos de afluência”.

    Em comunicado, este centro hospitalar dá conta de que este serviço de urgência do Hospital de Santa Maria “tem registado picos de afluência”, que “quase metade dos utentes são transportadores de ambulância, mas destes só 15% apresentam situações que justificam o recurso a uma urgência hospitalar”.

    Os restantes 85% “são triados com prioridade verde ou azul, representando uma sobrecarga evitável”.

    Por isso, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apela à população “que só recorra ao transporte de ambulância em situações justificadas e se dirija ao centro de saúde nas situações de ausência ou sintomas ligeiros”.

  • Hospital Amadora-Sintra transferiu 102 pacientes entre terça-feira e hoje

    O Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) transferiu, entre a terça-feira e hoje 102 pacientes para outras unidades hospitalares, na sua maioria doentes infetados com a Covid-19, indicou a assessoria do hospital.

    “Entre a tarde de terça-feira e hoje, transferimos 102 pacientes, todos em situação estável”, declarou à agência Lusa Diana Ralha, assessora do hospital Amadora-Sintra.

    Segundo a assessora, “após serem detetados os problemas registados na rede de oxigénio medicinal do hospital, entre 23:30 de terça-feira e 18:00 de hoje transferimos no total 82 doentes, 43 na noite de terça-feira e madrugada de hoje e mais 39 durante o dia de hoje.

    “Entre os que 39 que foram transferidos hoje, 19 pacientes foram para a enfermaria no Hospital da Luz (sendo cuidados pelos profissionais do Amadora-Sintra), outros cinco foram para Portimão, 11 para o hospital das Forças Armadas, foram dois doentes não covid-19 para o Trofa Saúde e foram dois para o centro de apoio militar de Belém”.

  • Ficou "feita logo uma reserva que garante a segunda toma" da vacina, garante PM

    Sobre a vacinação, António Costa diz que “todo o calendario feito é com base” nas companhias com que a Comissão Europeia contratualizou e que “o problema mais grave é com a AstraZeneca”. “Há um dado que não se controla que é o que acontece nas fábricas de cada uma das empresas”, argumenta Costa.

    Dá também a garantia de que quem recebeu a primeira dose vai ter a segunda, já que ficou feita logo uma reserva “que permitiu vacinar menos gente no primeiro momento mas garantindo a segunda toma”.

  • PM: "Não acredito que daqui a 15 dias possamos regressar ao ensino presencial" e "devemos retomar o ensino online"

    “Não acredito que daqui a 15 dias possamos regressar ao ensino presencial”: “Não estaremos perto” disso. António Costa tem esta expectativa e avisa já que nessa altura o país “não deve prosseguir a interrupção” escolar e que “deve retomar o ensino online”.

    O primeiro-ministro explica o encerramento das escolas com is “indícios de presença significativa da variante inglesa que até se admitiu que podia ter incidência particular sobre os jovens”. E que só aí as pessoas começaram a levar mais a sério o confinamento.

  • "Convém ter muita cautela sobre envio de doentes para o estrangeiro"

    Sobre o SNS, o primeiro-ministro diz que “dia a dia são feito acordos com hospitais”, nomeadamente quando “não há condições para a acomodação”. Mas em Lisboa “a disponibilidade é menor”, afirma garantindo que “as pessoas deslocadas nunca estiveram em risco”.

    Sobre a deslocação de doentes para o Algarve, a partir de Lisboa, o primeiro-ministro diz no programa Circulatura do Quadrado que isso aconteceu “porque seguramente não havia local mais próximo” com vagas.

    Também fala na questão de transferir doentes para o estrangeiro e que “convém ter alguma cautela” com essa ideia. “É preciso saber em que estrangeiro é possível isso acontecer”, diz Costa que Merkel “manifestou disponibilidade da Alemanha mas tudo o que temos pedido, médicos enfermeiros, não há possibilidade”. A “Alemanha podia dispensar mais ventiladores mas não precisamos”, explica Costa.

  • PM: "Ninguém proibiu ninguém de ter o ensino online"

    “Ninguém proibiu ninguém de ter o ensino online”, garante Costa quando confrontado com o debate da última semana que considera ser “uma discussão fantasma” nesta matéria e que “não há esse preconceito”.

    O primeiro-ministro defendeu o ministro da Educação dizendo que o que Tiago Brandão Rodrigues disse foi que “uma interrupção de 15 dias e fácil de compensar no calendário escolar”.

  • Costa achou que "mesmo sem estado de emergência pessoas acatariam restrições"

    “Achei que mesmo sem estado de emergência as pessoas acatariam as restrições”, como aconteceu no início do primeiro confinamento, afirmou Costa sobre a razão que o levou a hesitar em pedir o estado de emergência.

    E diz que espera “que nunca venhamos a estar numa situação como a que existe na Holanda onde neste momento há batalhas de rua sobre manutenção das medidas”.

    No programa Circulatura do Quadrado, António Costa disse ainda que as pessoas podem ter “confiança no SNS” e que subestimou a “resistência psicológica das pessoas ao uso de uma aplicação” como a Stayaway Covid.

  • "Tensão vai manter-se por mais umas semanas", avisa Costa

    “Cada pessoa que morre é o pior”, diz Costa quando questionado no programa Circulatura do Quadrado da TVI sobre o que tem sido mais difícil nesta gestão. E avisa que o país vai assistir a esta “tensão ainda por mais umas semanas seguramente”.

    E isto porque o país atingirá “o momento em que os novos casos por dia vão deixar de subir, a variação diária vai começar a baixar, e só depois disto começamos a baixar o número de pessoas que precisam de internamento e só depois disso o número de óbitos por dia”. Costa diz que “não vale a pena criar a ilusão de que estamos a enfrentar o pior momento e que não vamos enfrentá-lo nas próximas semanas”.

  • Medidas da semana passada só terão reflexo nos números da próxima semana

    António Costa diz ainda que não tem os dados do Instituto Nacional de Saúde Pública Ricardo Jorge sobre a predominância da variante inglesa entre os casos que agora existem, mas adianta que “há um número crescente da presença da variante” no país.

    O primeiro-ministro diz ainda que as medidas de confinamento tomadas na semana passada só terão efeitos nos números da próxima semana.

  • PM: "Nesta 3ª vaga as coisas estão claramente a correr muito mal"

    O primeiro-ministro afirma que “nesta 3ª vaga as coisas estão claramente a correr muito mal, pelo crescimento exponencial dos casos”.

    Numa participação no programa da TVI a Circulatura do Círculo, António Costa diz que esta vaga tem explicação na “confluência entre uma nova variante inglesa e as regras do Natal”.

    Costa admite apenas erros ao nível da mensagem que não foi bem percebida e volta a reconhecer que se tivesse “tido conhecimento atempado da existência da variante inglesa, o quadro de medidas do Natal teria sido diferente e as restrições de janeiro tinham entrado em vigor a 26 de dezembro”.

  • Decreto do PR prevê "cobrança imediata das coimas devidas pela violação das regras de confinamento"

    Outro excerto que integra este decreto de renovação do estado de emergência que não constava do anterior publicado pelo Presidente da República: “Quando haja lugar à aplicação de contraordenações, é permitida a cobrança imediata das coimas devidas pela violação das regras de confinamento“.

  • Decreto de renovação do estado de emergência do PR fala em "ensino não presencial"

    Um outro dado de relevo neste decreto de renovação do estado de emergência: contrariamente ao anterior (de 12 de janeiro), este decreto inclui três palavras chave. São elas “ensino não presencial” e aparecem numa área relativa à proteção de dados dos alunos em caso de ensino digital.

    Na secção relativa à “proteção de dados pessoais”, lê-se no decreto do Presidente da República: “Pode haver lugar ao tratamento de dados pessoais em caso de ensino não presencial e na medida do indispensável à realização das aprendizagens por meios telemático“.

  • Fronteiras. Estado de emergência prevê possibilidade de suspensão ou limitação de "chegadas de certas origens"

    Outro dos excertos relevantes deste decreto de proposta de renovação do estado de emergência passa pelas medidas relativas à “circulação internacional”, isto é, à imposição ou não de fronteiras territoriais por decisão das “autoridades públicas competentes”. E traz uma alteração face ao anterior, que não previa — ao contrário deste — a possibilidade de suspensão ou limitação de “chegadas de certas origens”.

    No decreto, lê-se que estas autoridades podem estabelecer, “nomeadamente em articulação com as autoridades europeias e em estrito respeito pelos Tratados da União Europeia”, os “controlos fronteiriços de pessoas e bens” .

    Entre estes controlos fronteiriços que o decreto prevê, sempre em coordenação com a UE, estão “controlos sanitários e fitossanitários em portos e aeroportos, com a finalidade de impedir a entrada em território nacional ou de condicionar essa entrada” a cidadãos provindos de outros territórios.

    A proibição de entrada ou condicionamento de entrada no país é permitida mediante a “observância das condições necessárias a evitar o risco de propagação da epidemia ou de sobrecarga dos recursos afetos ao seu combate, designadamente suspendendo ou limitando chegadas de certas origens“.

  • Decreto de Marcelo permite ao Governo "proibição de aulas presenciais" — mas não do ensino 'online'

    No decreto de renovação do estado de emergência, o Presidente da República reserva um espaço à “liberdade de aprender e ensinar”, que ganha importância dadas as críticas à alegada intenção do Governo de proibir o ensino à distância e online em escolas privadas e internacionais.

    Os especialistas, contudo, têm vindo a questionar até a constitucionalidade de uma eventual proibição que já esta noite António Costa descartou. E Marcelo Rebelo de Sousa, no decreto, deixa explícito: as autoridades podem optar pela “proibição ou limitação de aulas presenciais” e até pelo “adiamento, alteração ou prolongamento de períodos letivos”, mas não de quaisquer atividades letivas online em escolas que as queiram implementar.

    Quando decidiu fechar as escolas, o Governo optou por alterar o período letivo, antecipando períodos de férias dos alunos (a totalidade das férias de Carnaval e parte das férias da Páscoa) e garantindo que este período sem aulas seria compensado com aulas posteriores. O decreto permite essa reconfiguração do calendário escolar, mas não qualquer outra medida de suspensão de atividades letivas online em colégios e escolas do setor privado.

  • Decreto de proposta de renovação do estado de emergência publicado

    Já está publicado no site da Presidência da República o decreto de renovação do estado de emergência por 14 dias. Pode lê-lo aqui.

    No site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa justifica a necessidade de renovação do estado de emergência no país. Diz que “a situação de calamidade pública provocada pela pandemia Covid-19 continua a agravar-se”, o que “os peritos”, segundo Marcelo explicam pela “falta de rigor no cumprimento das medidas restritivas” e pelas “novas variantes do vírus SARS-CoV-2”.

    Leia a mensagem do Presidente:

    Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou esta noite em sentido favorável, o Presidente da República acabou de enviar à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma que renova o estado de emergência por quinze dias, até 14 de fevereiro de 2021, permitindo adotar medidas necessárias à contenção da propagação da doença Covid-19.

    A situação de calamidade pública provocada pela pandemia Covid-19 continua a agravar-se, fruto, segundo os peritos, da falta de rigor no cumprimento das medidas restritivas, bem como de novas variantes do vírus SARS-CoV-2, que tornam ainda mais difícil a contenção da disseminação da doença.

    A capacidade hospitalar do País está posta à prova, mesmo com a mobilização de todos os meios do SNS, das Forças Armadas, dos setores social e privado, pelo que não há alternativa à redução de casos a montante, que só é possível com a diminuição drástica de contágios, que exige o cumprimento rigoroso das regras sanitárias em vigor e a aplicação de restrições de deslocação e contactos.

    Os peritos insistem que a intensidade e eficácia das medidas restritivas, em particular um confinamento mais rigoroso, é diretamente proporcional à eficácia e rapidez da desaceleração de novos casos, em seguida de internamentos e finalmente de óbitos.

    Nestes termos, impõe-se renovar mais uma vez o estado de emergência, para permitir ao Governo tomar as medidas mais adequadas para continuar a combater esta fase da pandemia.

  • Imunoalergologistas recomendam pré-medicação antes de vacinar pessoas com alergias

    Especialistas em imunoalergologia estão a recomendar a realização de pré-medicação em doentes com mastocitoses antes da vacina contra a Covid-19 para prevenir reações alérgicas graves e anafilaxias, descreveu hoje um médico do Hospital de São João, Porto.

    É importante que as pessoas confiem na segurança das vacinas e estejam informadas da possibilidade, ainda que remota, de que podem surgir reações alérgicas após a toma, sabendo que essas reações também podem ser prevenidas”, descreveu Tiago Rama, um dos autores de um artigo publicado recentemente no Journal of Allergy and Clinical Immunology, um jornal médico que abrange pesquisas sobre alergias e imunologia.

    Nesse artigo — que o imunoalergologista Tiago Rama partilha com André Moreira, clínico, investigador e professor no Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), bem como com Mariana Castells, alergologista nos EUA e professora em Harvard — é descrito o protocolo de pré-medicação recomendado a doentes com mastocitose e patologias de ativação mastocitária.

  • Pequim surpreende viajantes com testes anais para detetar o coronavírus

    A China quer implementar uma nova forma de realizar os testes de deteção da infeção com SARS-CoV-2. A capital chinesa, Pequim, está testar zaragatoas anais para identificar casos suspeitos, segundo os orgãos de comunicação locais. Porém, o processo está a ser desencadeado de forma descoordenada, noticia a Forbes.

    Li Tongzeng, vice-diretor do serviço do departamento de doenças respiratórias e infecciosas do Hospital You An, em Pequim, diz que o método “pode aumentar a taxa de deteção” de pessoas infetadas porque os vestígios do vírus permanecem mais tempo no ânus do que nas fossas nasais ou na garganta.

    A metodologia está, no entanto, a ser questionada. Por um lado, não se conhece a eficácia deste tipo de teste, nem o que um teste positivo deste tipo pode significar. Por outro, se o vírus já não é detetável nas fossas nasais ou na orofaringe, onde se recolhem as amostras atualmente, então é pouco provável que se possa transmitir a outras pessoas.

    A televisão estatal diz que os testes são destinados a casos em que há um alto risco de infeção, mas algumas pessoas estão a ser surpreendidas com este tipo de testes, como passageiros à chegada a Pequim, pessoas nos centros de quarentena e mais de mil alunos e professores que estiveram expostos ao vírus, reporta a Forbes.

  • Governos português e alemão avaliam possibilidade de transferir doentes não-Covid

    Os governos português e alemão estão a avaliar a possibilidade de transferência para a Alemanha de alguns doentes não-Covid que precisem de cuidados intensivos, a fim de libertar camas, disse à Lusa fonte da Defesa.

    De acordo com a mesma fonte, o apoio que a Alemanha poderá vir a fornecer a Portugal no quadro da atual pandemia não deverá passar pelos recursos humanos, que é o aspeto essencial de que precisa o sistema de saúde português para fazer face à atual situação da pandemia.

    A equipa de médicos militares que esteve ontem e hoje em Portugal para auscultar as eventuais necessidades do país que pudessem ser supridas pela cooperação alemã vinha sobretudo preparada para fornecer ajuda de meios e ou equipamentos.

  • Noruega encerra fronteiras a quase todos os não residentes

    A Noruega anunciou hoje o encerramento das fronteiras a quase todos os não residentes, com o objetivo de travar a propagação de novas variantes, mais contagiosas, do novo coronavírus.

    A partir a meia-noite de quinta para sexta-feira, a Noruega introduzirá as regras de entrada no seu território mais restritas desde 12 de março”, declarou a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, numa conferência de imprensa em Oslo.

    “Na prática, a fronteira será encerrada a todos os que não residem na Noruega”, acrescentou.

    O país nórdico, que não integra a União Europeia (UE) mas pertence ao Espaço Schengen, espaço de livre circulação de pessoas, reavaliará a medida dentro de duas semanas, acrescentou Solberg.

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