Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Fica por aqui a cobertura dos principais acontecimentos da atualidade internacional de sexta-feira.

    Prosseguimos com o acompanhamento noticioso, minuto a miniuto, neste novo liveblog.

    EUA garantem que Irão não controla Estreito de Ormuz

  • O que aconteceu até agora

    • Israel e o Hezbollah acordaram um cessar-fogo, mediado por negociações envolvendo os Estados Unidos e o Qatar, enquanto as forças israelitas continuam a realizar operações no sul do Líbano. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desempenhou um papel crucial ao convencer Israel a aceitar a trégua com o Hezbollah.
    • A administração Trump mantém contactos informais com a oposição israelita, expressando preocupação com as posições extremas do governo de Netanyahu. Há um esforço contínuo para conseguir um acordo de paz duradouro na região, apesar das tensões aumentadas pelas operações militares de Israel e apoios políticos desiguais.
    • O líder do Hezbollah, Naim Qassem, considera que os esforços de Israel para desarmar o grupo fracassaram, acusando Telavive e Washington de violar acordos prévios na região. A situação continua tensa, com o exército israelita a acusar o Hezbollah de violar o cessar-fogo, alegando ataques contínuos nos últimos dias.
    • A situação entre Israel e o Hezbollah tem despertado resposta global, com a UNICEF lamentando a morte de crianças em Gaza e líderes políticos a condenar as ações militares. Diversos líderes internacionais expressaram preocupações sobre a estabilidade e paz na região, apelando por um esforço diplomático contínuo para resolver o conflito.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • Administração Trump estará a estabelecer contactos informais com oposição israelita

    A administração Trump estará a contactos informais com membros da oposição israelita, incluindo os principais candidatos a primeiro-ministro caso Netanyahu não seja reeleito nas legislativas marcadas para outubro, avança o Channel 12 israelita.

    De acordo com as fontes citadas pela imprensa israelita, as posições mais radicais dos membros da extrema-direita do Governo de Netanyahu tem preocupado cada vez mais a administração norte-americana. Para além disso, a aparente falta de apoio de Israel na questão do Líbano — que pode vir a impedir uma paz duradoura na região, segundo o Irão — tem gerado alguma frustração em Washington.

  • Rubio planeia viagem ao Médio Oriente na próxima semana

    O Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio vai dirigir-se ao Médio Oriente na próxima semana, com paragens planeadas no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrain, avança o portal Axios. Não é claro se o chefe da diplomacia dos EUA vai passar por Israel nesta visita oficial.

  • Trump inaugura novo Air Force One oferecido pelo Qatar e elogia "primeiro-ministro guerreiro" Netanyahu

    “Lutámos muito bem ao lado de Israel e temos tido uma ótima relação com Israel”, afirmou Donald Trump esta noite na cerimónia de apresentação do novo Air Force One, o avião oficial do Presidente dos Estados Unidos da América, que foi oferecido pelo Qatar.

    Trump descreve Benjamin Netanyahu como um “primeiro-ministro guerreiro” e saúda os aliados dos EUA no golfo por estarem “a lutar connosco”. O Presidente norte-americano diz que Netanyahu merece “crédito” pelas operações militares no Irão.

    Esta cerimónia de inauguração do novo transporte presidencial ficou marcada por múltiplos agradecimentos que partiram de Donald Trump, que afirmou que o Air Force One oferecido pelo Qatar será o utilizado pelo Presidente até existir uma nova opção, escreve o The Times of Israel.

  • Embaixador de Israel nos EUA garante que país está "comprometido firmemente com um cessar-fogo imediato" com Hezbollah

    O embaixador de Israel nos Estados Unidos garante que Telavive está “comprometido firmemente com um cessar-fogo imediato” com o Hezbollah.

    “Às 11h30 desta manhã, Israel suspendeu todas as operações ofensivas; as alegações do Hezbollah e do Irão em sentido contrário são mentiras descaradas. Se o Hezbollah respeitar o acordo e cessar as hostilidades, será recebido com tranquilidade”, escreveu Yechiel Leiter na rede social X.

    O diplomata acrescentou que Israel quer que o Líbano “prospere e aproveite a liberdade democrática e, como qualquer país normal, nunca comrometerá a segurança” de Israel. Mas para isto acontecer, continua o embaixador, é necessário “destruir” o grupo libanês. “O fim do Hezbollah vai marcar o início de uma linda paz entre os nossos dois países”, afirma.

  • UNICEF lamenta morte de 265 crianças em ataques israelitas em Gaza apesar de cessar-fogo

    A UNICEF lamentou esta sexta-feira que 265 crianças tenham sido mortas e mais de 400 feridas em bombardeamentos do exército israelita na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro passado.

    “Desde que o cessar-fogo foi anunciado, em outubro de 2025, 265 crianças palestinianas foram assassinadas em Gaza. É um número chocante e devastador. Durante um período que devia ser caracterizado por contenção e proteção, morreu, em média, uma criança por dia, durante mais de oito meses”, declarou o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), James Elder, numa conferência de imprensa em Genebra.

    Elder sublinhou que o cessar-fogo se tornou “uma ilusão cruel e mortal” para as crianças palestinianas.

  • Polónia retira maior honra nacional atribuída a Zelensky

    O Presidente da Polónia decidiu revogar a Ordem da Águia Branca entregue a Volodymyr Zelensky após o Presidente da Ucrânia ter permitido a nomeação uma das unidades das forças armadas ucranianas “Heróis da UPA”, em homenagem ao braço armado da Organização dos Nacionalistas Ucranianos.

    Como escreve Karol Nawrocki numa longa nota publicada no site da presidência, este Exército Insurreto Ucraniano (UPA, na sua sigla original), foi responsável pela morte de mais de 100 mil cidadãos polacos durante a Segunda Guerra Mundial e, com base nesta recente ausência de condenação, decidiu retirar a maior honra atribuída pelo país, que condecorou Zelensky em abril de 2023.

    “Neste momento, gostaria de salientar: esta decisão não é dirigida contra o povo ucraniano. Não significa uma mudança na orientação estratégica da política de segurança polaca. Apoiámos e continuamos a apoiar a Ucrânia porque sabemos que a agressão russa representa uma ameaça para a segurança da Polónia e de toda a Europa”, escreve o Presidente polaco, reiterando que “nada mudou” em relação ao apoio de Varsóvia a Kiev nesta guerra.

  • Israel e Líbano voltam a reunir-se em Washington entre 23 e 25 de junho

    O próximo encontro entre Israel e o Líbano para discutir um acordo de paz na região será entre os dias 23 e 25 de junho em Washington, anunciou esta sexta-feira o Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, após uma chamada com o Presidente libanês Joseph Aoun.

    Rubio sublinhou a “necessidade de desarmar” o Hezbollah e reiterou o apoio dos EUA pelos esforços do Governo do Líbano para “criar um estado libanês totalmente soberano que está em paz com todos os seus vizinhos”, escreveu o porta-voz do Departamento de Estado num comunicado citado pelo The Guardian.

  • "Tens de te acalmar e usar a cabeça". Trump terá convencido Israel a aceitar o cessar-fogo com o Hezbollah

    Donald Trump terá sido o responsável por fazer Israel aceitar uma trégua com o Hezbollah. Numa entrevista à NBC News, o Presidente dos Estados Unidos da América revelou ter conversado com um responsável israelita — não clarificando se este interlocutor foi Benjamin Netanyahu — para garantir que Telavive aceitava o acordo de cessar-fogo com o grupo xiita libanês. “Tens de te acalmar e usar a cabeça”, terá dito Trump, citado pela agência France Presse.

  • "O projeto para destruir o Hezbollah fracassou", garante líder Naim Qassem

    O líder do Hezbollah, Naim Qassem, garantiu que o objetivo de Israel em desarmar o grupo libanês falhou, acusando ainda Telavive e Washington de violar “acordos prévios” na região.

    “O projeto para destruir o Hezbollah fracassou, os planos de Israel chegaram a um beco sem saída e a vitória final — ou seja, a expulsão completa e definitiva dos ocupantes de cada polegada do território libanês — é inevitável”, afirmou Qassem, citado pelo The Telegraph.

  • Cuba critica Parlamento Europeu por se aliar aos Estados Unidos da América e justificar bloqueio energético

    O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano criticou esta sexta-feira o Parlamento Europeu por se aliar aos Estados Unidos (EUA) para justificar o bloqueio energético à ilha, após ter aprovado uma resolução a condenar a “repressão sistemática” perpetrada por Havana.

    “As forças políticas de direita no Parlamento Europeu preferem aderir à narrativa mentirosa dos Estados Unidos, concebida para justificar o cerco energético, a guerra económica extrema e a ameaça militar do Governo dos Estados Unidos contra o povo de Cuba”, escreveu Bruno Rodríguez nas redes sociais.

    Em causa está uma resolução do hemiciclo europeu aprovada na quinta-feira com 283 votos a favor, 199 contra e 85 abstenções, em que os eurodeputados afirmam que após 50 anos de “regime comunista” Cuba “está perto de se tornar um Estado falhado”.

  • Zelensky dá "uma semana" a Lukashenko para retirar equipamentos militares da fronteira

    Volodymyr Zelensky fez um ultimato a Aleksandr Lukashenko esta sexta-feira, dando “uma semana” ao Presidente da Bielorrússia para retirar o equipamento militar da zona de fronteira entre os dois países, ou então a Ucrânia encarregar-se-á de fazê-lo.

    Em declarações aos jornalistas, citadas pela agência Interfax após um encontro com o seu homólogo das Honduras, o Presidente da Ucrânia criticou as declarações de Lukashenko, mas deixou bem claro que Kiev “irá responder” caso a Bielorrússia continue a ser “arrastada” pela Rússia para o conflito.

    “Quando o senhor Lukashenko afirma que não quer ser arrastado para a guerra, devia ser honesto, pelo menos para com o seu povo, porque não é ele que pode ser arrastado para a guerra — é todo o seu país que pode ser arrastado para a guerra, arrastado pela Rússia: têm vindo a matar crianças e adultos desde os primeiros dias desta guerra”, afirmou Zelensky.

  • "Para Donald Trump só conta mesmo o próprio Donald Trump"

    Para Bruno Cardoso Reis, Trump ignora os interesses dos aliados em prol de protagonismo. O historiador acredita que o acordo, embora frágil, pode evitar uma crise energética e de abastecimento mundial.

    Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra na Rádio Observador.

    “Para Donald Trump só conta mesmo o próprio Donald Trump”

  • Secretas norte-americanos terão alertado Trump para a possibilidade de Netanyahu vir a comprometer um acordo de paz no Irão

    Os serviços secretos dos Estados Unidos da América terão avisado Donald Trump de que existe uma grande possibilidade de Benjamin Netanyahu tomar medidas que comprometam os esforços para alcançar um acordo de paz duradouro com o Irão, avança o Washington Post.

    Fontes das secretas ouvidas pelo jornal norte-americano apontam para o clima de tensão e as pressões políticas sentidas pelo primeiro-ministro de Israel para continuar a ofensiva com o Hezbollah no Líbano — uma medida que o Irão tem procurado reverter em qualquer acordo com os EUA.

    Estes avisos dos serviços secretos surgem numa altura em que o próprio Presidente dos EUA tem criticado publicamente alguns comportamentos do chefe do Governo israelita no que toca à permanência dos ataques de Israel no sul do Líbano, que podem vir a minar os esforços diplomáticos com o Irão.

  • Exército israelita acusa Hezbollah de violar cessar-fogo com "centenas" de rockets nas últimas semanas

    O exército israelita acusou o Hezbollah de violar o cessar-fogo em vigor no Líbano. E, numa nova publicação nas redes sociais, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel garante que vão “continuar a proteger os civis e a operar contra o terror” no terreno.

    Na mensagem publicada no X, a conta oficial das IDF nota que o Hezbollah lançou “centenas” de rockets contra Israel nas últimas semanas e ao longo da noite de quinta-feira — clarificando que não se referem ao acordo renovado esta tarde.

  • Irão garante que passagens pelo Estreito de Ormuz estão a decorrer "normalmente"

    O Irão garantiu que não tem planos para permitir inspeções da ONU às centrais nucleares afetadas durante a guerra, e também que as passagens pelo Estreito de Ormuz estão a decorrer “normalmente”, cita o The Telegraph.

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou que as forças armadas do país asseguraram a passagem em segurança de embarcações comerciais e que “o transporte nesta rota está a decorrer”.

    Já sobre as inspeções às centrais nucleares, o porta-voz da diplomacia iraniana garante que apesar de não haver planos imediatos para reintroduzir as operações da Agência Internacional de Energia Atómica, a sua retoma depende das negociações.

  • Netanyahu partilha vídeo de ataques contra Hezbollah horas após confirmação do cessar-fogo

    Apesar de o cessar-fogo ter entrado em vigor esta tarde, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, compartilhou um vídeo dos ataques a “150 alvos” do Hezbollah, que terão “eliminado dezenas de terroristas”.

  • Irão diz que "não há urgência" para encontro na Suíça com os EUA

    O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros admite que “não há urgência” para um encontro com os negociadores norte-americanos na Suíça, mas que as duas partes já estão a trabalhar para encontrar uma data e uma localização para uma reunião.

    “Uma vez que o Memorando de Entendimento foi assinado digitalmente a 18 de junho, não há urgência para realizar a referida reunião na Suíça, mas estamos a planear realizar uma reunião nos próximos dias”, afirmou o porta-voz do gabinete, Esmaeil Baqaei, citado pela agência France Presse.

    Mas, este domingo, os principais mediadores deste conflito, o Paquistão, a Arábia Saudita e a Turquia, devem encontrar-se no Egito para “discutir desenvolvimentos regionais e discutir pontos de vista relacionados com a paz, segurança e estabilidade”.

  • Pelo menos 47 pessoas morreram após ataques israelitas no Líbano

    Já morreram pelo menos 47 pessoas vítimas dos ataques israelitas no Líbano esta sexta-feira, que feriram outras 97. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, a lista de vítimas mortais inclui sete mulheres e duas crianças, cita o The Times of Israel.

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