Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Fundação Humanitária de Gaza insta Nações Unidas a colaborarem nos esforços humanitários na Faixa de Gaza
- Jihad Islâmica diz que perdeu o contacto com grupo que mantém refém israelita em Gaza
- Suspensão do acordo comercial entre União Europeia e Israel é uma "necessidade", diz Albanese
- 81 pessoas foram mortas esta terça-feira em ataques israelitas na Faixa de Gaza
- Guterres denuncia “horror que se vive” em Gaza
- Turquia garante que vai agira perante tentativas para dividir a Síria
- António Costa: situação em Gaza é intolerável
- Guterres: "Estamos a assistir ao último suspiro do sistema humanitário"
- Patriarca latino de Jerusalém pede fim da guerra na Faixa de Gaza
- EUA anunciam novas sanções para atingir os houthis
- ONU acusa Israel de matar mais de mil pessoas que procuravam ajuda em Gaza
- "A morte de civis que procuram ajuda em Gaza é indefensável", afirma Kaja Kallas
- 21 crianças morreram de fome em Gaza nas últimas 72 horas
- Israel e Síria retomam diálogo sobre "assuntos de segurança"
- IDF confirmam detenção de funcionários da OMS por "suspeitas de atos terroristas"
- Pelo menos 14 mortos após bombardeamento em campo de refugiados
- "Campanha contra o Irão ainda não acabou". Chefe do Estado-maior do Exército de Israel pede preparação perante situação "complexa"
- Israel intercetou míssil vindo do Iémen. Houthis reivindicam ataque que não causou qualquer ferido
- Irão não deverá "desistir" do enriquecimento nuclear. Trump admite voltar a atacar Teerão
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O conflito na Faixa de Gaza resultou numa alarmante situação humanitária, com severas dificuldades de acesso a ajuda e um elevado número de mortes, incluindo crianças, devido à subnutrição. O diretor do hospital Al-Shifa em Gaza relatou a morte de 21 crianças por fome nas últimas 72 horas, enquanto aproximadamente 900 mil menores enfrentam fome na região.
- Os ataques israelitas na Faixa de Gaza continuam a causar um elevado número de vítimas. Pelo menos 81 pessoas foram mortas, incluindo 31 palestinianos que procuravam ajuda. Desde outubro de 2023, a ofensiva israelita resultou em mais de 59.106 mortes no território palestiniano.
- As Nações Unidas acusam o Exército de Israel de matar mais de mil pessoas em Gaza, que tentavam aceder a ajuda humanitária desde o final de maio. A maior parte das mortes ocorreu em locais administrados pela Fundação Humanitária de Gaza. Esta situação provocou fortes condenações internacionais, com pedidos de ações firmes por parte da União Europeia e de outras entidades globais.
- A situação geopolítica no Médio Oriente permanece extremamente tensa. As forças israelitas estão em preparação para uma campanha militar prolongada contra o Irão, e Israel interceptou com sucesso um míssil vindo do Iémen, reivindicado pelos Houthis, que visava a região de Telavive. Paralelamente, sanções foram impostas pelos Estados Unidos a certas entidades que alegadamente beneficiam os Houthis no Iémen.
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Bom dia,
Fica por aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente desta terça-feira. Continuamos a acompanhar todas as atualizações, ao minuto, neste novo liveblog.
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Fundação Humanitária de Gaza insta Nações Unidas a colaborarem nos esforços humanitários na Faixa de Gaza
O presidente executivo da Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), Johnnie Moore, instou as Nações Unidas a associarem-se à fundação na entrega de ajuda em toda a Faixa de Gaza, solicitando permissão para distribuir os stocks da ONU que atualmente estão em armazéns dentro do enclave.
Moore reiterou o apelo da fundação para uma cooperação mais estreita com a ONU para lidar com a emergência humanitária em Gaza, uma vez que “mais de 400 pontos de distribuição de ajuda geridos pela ONU e pelos seus parceiros continuam encerrados”.
"The humanitarian situation in Gaza continues to deteriorate.
"More than 400 aid distribution points run by the U.N. and its partners remain closed. Kitchens have shuttered, trucks sit idle, drivers are striking, and convoys are routinely looted.
"This is not an access issue.… pic.twitter.com/TWIK5qdpaj
— Gaza Humanitarian Foundation (@GHFUpdates) July 22, 2025
“Estamos preparados para apoiar a entrega segura e responsável da ajuda da ONU aos pontos de distribuição em Gaza. A população não pode esperar pelos jogos políticos interinstitucionais enquanto a comida fica nos armazéns e as pessoas passam fome. Mais do que nunca, este é o momento de ação coletiva”, pode ler-se na carta.
“Esta não é uma questão de acesso. É uma questão de capacidade. O mundo merece honestidade sobre esta distinção”, disse a fundação na rede social X.
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Jihad Islâmica diz que perdeu o contacto com grupo que mantém refém israelita em Gaza
A Jihad Islâmica afirmou esta terça-feira que a liderança do grupo perdeu o contacto, desde ontem, com os membros que mantêm o refém israelita Rom Braslavski na Faixa de Gaza, relata o Haaretz.
O porta-voz da Jihad Islâmica afirmou, em comunicado citado pelo mesmo jornal, que não sabe do paradeiro do refém nem dos seus captores, após as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) terem feito um cerco a uma zona do enclave palestiniano onde se acreditava que Braslavski estivesse.
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Suspensão do acordo comercial entre União Europeia e Israel é uma "necessidade", diz Albanese
A relatora especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados, Francesca Albanese, afirmou esta terça-feira que é “muito tarde” para esperar que Israel aumente a ajuda na Faixa de Gaza, sendo as sanções a única solução para travar as ações do governo de Netanyahu.
“Suspender o acordo da UE com Israel é uma necessidade. Qualquer coisa menos que isso será apenas uma encenação, da qual os milhões de europeus que lamentam o genocídio em Gaza prefeririam ser poupados”, escreveu na rede social X, em resposta à publicação de Kaja Kallas.
It is so late, Ms Kallas.
Only sanctions can stop Israel.
Suspending the EU agreement with Israel is a must.
Anything less will be just performance, which the millions of Europeans who are grieving for the genodice in Gaza, would much prefer being spared from. https://t.co/nGoT5wXgip
— Francesca Albanese, UN Special Rapporteur oPt (@FranceskAlbs) July 22, 2025
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81 pessoas foram mortas esta terça-feira em ataques israelitas na Faixa de Gaza
Pelo menos 81 pessoas foram mortas em ataques israelitas na Faixa de Gaza esta terça-feira, relata a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave.
O ministério avança, ainda, que desse número, 31 palestinianos procuravam ajuda quando foram mortos.
Com estes novos dados, o número total de vítimas mortais em ataques israelitas desde 7 de outubro de 2023 sobe para os 59.106.
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Guterres denuncia “horror que se vive” em Gaza
O secretário-geral da ONU denunciou hoje o “horror que se vive” em Gaza, onde a ofensiva do Exército israelita já fez mais de 59.000 mortos entre a população palestiniana.
Perante o Conselho de Segurança da ONU, António Guterres referiu o “total desrespeito pelo direito internacional”, sem “qualquer responsabilização”, numa altura de “crescentes divisões e conflitos geopolíticos”.
“Basta olhar para o horror que se está a desenrolar em Gaza, com um nível de morte e destruição sem precedentes nos últimos tempos. A subnutrição está a disparar. A fome bate a todas as portas. E agora estamos a assistir ao último suspiro de um sistema humanitário construído com base em princípios humanitários”, denunciou.
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Turquia garante que vai agira perante tentativas para dividir a Síria
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia disse hoje que Ancara irá intervir diretamente perante qualquer esforço para dividir a Síria e face e impedir quaisquer tentativas de militantes que procurem obter autonomia.
Nos últimos dias, a Turquia tem criticado Israel pelos ataques contra o território sírio na sequência dos conflitos no sul do país entre grupos étnicos e religiosos. As autoridades turcas também consideram que a milícia YPG, ligada aos separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, estão a tentar tomar proveito do caos na Síria.
Em declarações aos jornalistas a partir de Ancara, Hakan Fidan garantiu que a Turquia vai apoiar os esforços para assegurar a paz e a estabilidade na Síria.
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António Costa: situação em Gaza é intolerável
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse hoje que a situação em Gaza “é intolerável”, corroborando as palavras da presidente da Comissão Europeia, que pediu a Israel para “parar agora”.
“A situação em Gaza é intolerável”, escreveu o líder da instituição que junta os chefes de Governo e de Estado da UE numa publicação na rede social X.
Nothing to add. The situation in Gaza is intolerable. https://t.co/60tf94v1Tm
— António Costa (@eucopresident) July 22, 2025
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Guterres: "Estamos a assistir ao último suspiro do sistema humanitário"
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas disse ao Conselho de Segurança que a situação na Faixa de Gaza é um “espetáculo de horror com um nível de destruição e morte sem paralelo nos tempos recentes”.
António Guterres lembrou que a desnutrição está a aumentar e que a fome “está a bater a todas as portas”. “Estamos a assistir ao último suspiro de um sistema humanitário construído em princípios humanitários. Está a negar-se a esse sistema as condições para funcionar”, criticou, citado pela Al Jazeera.
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Patriarca latino de Jerusalém pede fim da guerra na Faixa de Gaza
O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, pediu o fim do conflito na Faixa de Gaza. “É tempo de pôr fim a esta tontaria e esta guerra”, afirmou, citado pelo jornal Guardian, depois de regressar do enclave palestiniano, onde visitou a Igreja da Sagrada Família, que foi atingida por ataque israelita.
O cardeal disse que ele e os líderes religiosos que também visitaram Gaza regressaram com os “corações pesados”, descrevendo a crise humanitária como “inaceitável”.
Numa conferência de imprensa esta tarde, Pierbattista Pizzaballa defendeu que é necessário permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza. “Cada hora sem comida, água, medicamentos e abrigo causa mais danos profundos. É moralmente inaceitável e injustificável”, sublinhou.
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EUA anunciam novas sanções para atingir os houthis
Os Estados Unidos da América impuseram sanções contra dois indivíduos e cinco entidades que acusam de beneficiar os houthis. Em comunicado, o Departamento do Tesouro norte-americano diz que estavam a apoiar os rebeldes do Iémen através da importação da produtos petrolíferos e de lavagem de dinheiro.
“Os houthis colaboraram com empresários oportunistas para colher enormes lucros da importação de produtos petrolíferos e permitir ao grupo acesso ao sistema financeiro internacional”, afirmou o vice-secretário do Tesouro, Michael Faulkender.
“Estas redes de negócios obscuros sustentam a máquina terrorista dos houthis e o [Departamento do] Tesouro vai usar todas as ferramentas ao seu dispor para impedir estes esquemas”, sublinhou.
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ONU acusa Israel de matar mais de mil pessoas que procuravam ajuda em Gaza
A ONU acusou hoje o Exército israelita de matar em Gaza, desde final de maio, mais de mil pessoas que tentavam obter ajuda, a maioria em locais geridos por uma fundação apoiada pelos Estados Unidos e por Israel.
“Até 21 de julho, registámos 1.054 pessoas mortas em Gaza enquanto tentavam obter alimentos; 766 delas foram mortas perto de locais da Fundação Humanitária de Gaza (GHF) e 288 perto de caravanas de ajuda da ONU e de outras organizações humanitárias”, afirmou o gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, em declarações à agência de notícias francesa AFP, alegando que estas pessoas foram mortas “pelo Exército israelita”.
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"A morte de civis que procuram ajuda em Gaza é indefensável", afirma Kaja Kallas
Kaja Kallas, alta representante da União Europeia para as Relações Externas, afirmou na rede social X que “a morte de civis que procuram ajuda em Gaza é indefensável”, tendo falado com o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, sobre o assunto.
“Falei novamente com Gideon Saar para recordar o nosso entendimento sobre o fluxo de ajuda e deixei claro que as IDF devem parar de matar pessoas nos pontos de distribuição”, escreveu Kallas na rede social X.
“Todas as opções permanecem em cima da mesa se Israel não cumprir as suas promessas”, acrescentou.
The killing of civilians seeking aid in Gaza is indefensible.
I spoke again with @gideonsaar to recall our understanding on aid flow and made clear that IDF must stop killing people at distribution points.
All options remain on the table if Israel doesn’t deliver on its pledges
— Kaja Kallas (@kajakallas) July 22, 2025
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Von der Leyen diz que as "imagens de Gaza são insuportáveis" e apelou fim do sofrimento dos civis do enclave
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou os ataques a civis que procuram ajuda humanitária, depois das dezenas de vítimas mortais dos últimos dias.
“Os civis não podem ser alvos. Nunca”, afirmou Von der Leyen na rede social X, onde considerou que as imagens que chegam de Gaza eram “insuportáveis”.
“A UE reitera o seu apelo a um fluxo livre, seguro e rápido de ajuda humanitária. E para o pleno respeito do direito internacional e humanitário”, escreveu a presidente da Comissão, que apelou a Israel que cumpra “as suas promessas”.
“Os civis de Gaza já sofreram demasiado, durante demasiado tempo. É preciso acabar com isso agora”, lê-se na rede social X.
Civilians cannot be targets. Never.
The images from Gaza are unbearable.
The EU reiterates its call for the free, safe and swift flow of humanitarian aid.
And for the full respect of international and humanitarian law.
Civilians in Gaza have suffered too much, for too long.… https://t.co/VhaKxUXka0
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) July 22, 2025
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21 crianças morreram de fome em Gaza nas últimas 72 horas
O diretor do hospital Al-Shifa, um dos maiores da Faixa de Gaza, afirmou hoje que 21 crianças morreram de subnutrição e fome nas últimas 72 horas no enclave, avançando ainda que há 900 mil menores com fome na região.
Em declarações feitas à televisão pública britânica BBC, Mohammed Abu Salmiya, diretor do Al-Shifa — que já foi o hospital central da Faixa de Gaza –, acrescentou que 70 mil crianças sofrem atualmente de subnutrição, o que significa que não ingerem nutrientes suficientes para suportar as necessidades dos seus corpos.
O médico alertou para o número alarmante de mortes e lembrou que os riscos aumentam no caso dos doentes diabéticos e renais.
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Israel e Síria retomam diálogo sobre "assuntos de segurança"
O diálogo sobre “assuntos de segurança” entre a Síria e Israel foi retomado esta terça-feira, de acordo com a imprensa saudita, dias depois de os dois Estados terem assinado um acordo de cessar-fogo na sequência dos ataques na cidade síria de Sweida.
De acordo com esta notícia, as conversas estão a ser mediadas pela Turquia e pelos EUA, com uma delegação israelita a preparar uma viagem até ao Azerbaijão esta semana para “finalizar acordos com a Síria”.
Ainda assim, o jornal da Arábia Saudita refere que Israel não se está a comprometer a interromper os ataques em território sírio, mantendo o pedido de uma zona desmilitarizada na fronteira entre os dois países — bem como uma presença israelita permanente nesta região.
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Amnistia Internacional pede investigação por possíveis crimes de guerra cometidos por Israel durante bombardeamento a prisão iraniana
A organização Amnistia Internacional pediu uma investigação para averiguar a possibilidade de Israel ter cometido crimes de guerra durante o bombardeamento da prisão de Evin, no Irão, no decorrer da “Guerra dos 12 dias”. De acordo com as autoridades iranianas, o ataque matou 79 pessoas.
Ficou destruída uma ala do edifício administrativo da prisão e, segundo a Amnistia Internacional, o ataque israelita foi “deliberado” e uma “violação do direito humanitário internacional”. “Não há nada que sugira que a prisão de Evin possa ser visto como um objetivo militar legal”, concluem.
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Ministério da Saúde de Gaza diz que 15 pessoas morreram à fome nas últimas 24 horas
Nas últimas 24 horas, o Ministério da Saúde de Gaza diz que 15 pessoas, das quais quatro crianças, morreram à fome no enclave palestiniano, cita a Al Jazeera. O número total já excede a centena, com 101 mortes devido à subnutrição desde o início do conflito em outubro de 2023.
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IDF confirmam detenção de funcionários da OMS por "suspeitas de atos terroristas"
A Organização Mundial da Saúde, esta segunda-feira, confirmou que dois funcionários e outros dois familiares foram detidos pelas forças de defesa de Israel depois de uma incursão militar em Deir al-Balah, na Faixa de Gaza. Já esta manhã, as IDF confirmaram a operação e adiantam que os membros detidos — entretanto já só permanece um em custódia das autoridades — eram suspeitos de “atos terroristas”.
O exército israelita, através de um comunicado citado pelo The Times of Israel, garante que foram promovidos todos os esforços possíveis para evacuar a região ocupada pela agência das Nações Unidas. Asseguram, também, ter mantido contacto “contínuo e constante” com as organizações internacionais e, durante o conflito, “facilitou a evacuação dos funcionários” dos locais em perigo.
Reconhecem que as instalações da OMS ficaram algo danificadas durante a operação, mas dizem não saber se há registo de ferimentos entre os envolvidos.
Recorde que, em comunicado emitido durante a noite de segunda-feira, a OMS referiu que os vários presentes foram “algemados, as suas roupas foram retiradas, foram interrogados e ainda revistados enquanto lhes apontavam armas”. Em resposta, as IDF dizem que, “em casos de suspeitas de atividade terrorista”, é “necessário” que os suspeitos retirem as roupas para confirmar que não têm em sua posse qualquer tipo de explosivos ocultos ou outras armas.