Atualizações em direto
  • Organizações sindicais protestam terça-feira contra cortes nas pensões

    As 13 pessoas detidas no domingo, na sequência da intervenção policial para desmobilizar as acampadas em Lisboa e no Porto pelo direito à habitação, vão hoje ser presentes a tribunal para primeiro interrogatório judicial.

    As operações policiais ocorreram em simultâneo na madrugada de domingo quando a PSP dispersou as pessoas, removeu as tendas e desocupou o espaço público na Praça D. João I, no Porto, e no Rossio, em Lisboa.

    No Porto, os manifestantes detidos pela PSP na Praça D. João I serão ouvidos pelas 10h00 no Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto e em Lisboa serão ouvidos pelas 14h00, no Campus da Justiça.

    O advogado Ricardo Sá Fernandes, um dos interlocutores da defesa dos manifestantes em Lisboa, anunciou que vai apresentar uma queixa-crime contra o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e contra o diretor nacional da PSP, Pedro Moura, contestando a legalidade e o recurso à força na atuação policial.

  • Decisão de tribunal sobre permanência de tendas até 25 de novembro está iminente

    A decisão do tribunal sobre a legalidade da manutenção de tendas após as 00h30 “está iminente”, escreve o jornal Público.

    Renata Cambra, uma das ativistas, apresentou a 20 de outubro uma ação de intimação para proteção de direitos, liberdades e garantias. Foi pedido ao Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa que tome uma decisão urgente sobre a permanência de tendas até 25 de novembro.

    Era esperado que a decisão tivesse sido tomada na semana passada. Mas, de acordo com o Público, a decisão está iminente. A constitucionalista Teresa Violante diz ao jornal que a decisão “vai trazer algumas pistas sobre a questão da interpretação da lei”, notando que poderá ser uma decisão “suscetível de recurso”.

  • Do buzinão inesperado ao homem que se refugiou no interior do McDonald’s. Um dia de protesto que tinha tudo para ser tranquilo

    A concentração da Acampada no Rossio começou ordeira, mas multas, buzinões, petardos e um homem sitiado no interior do McDonald’s abalaram domingo em Lisboa.

    Do buzinão inesperado ao homem que se refugiou no interior do McDonald’s. Um dia de protesto que tinha tudo para ser tranquilo

  • Conselho de Estado reúne-se hoje sobre coesão social

    O Conselho de Estado vai reunir-se hoje sobre coesão social, tema em relação ao qual o Presidente da República também já ouviu os partidos, num contexto de manifestações pelo direito à habitação em que se repetiram cargas policiais.

    A reunião do Conselho de Estado, a segunda convocada por António José Seguro desde que assumiu o cargo de Presidente da República, está marcada para as 15h00, no Palácio de Belém, em Lisboa.

    “É a coesão social que preocupa o Presidente da República nos tempos atuais. Nós não conseguimos avançar como país se não tivermos coesão social entre nós, se uma parte da nossa população — pode ser minoritária, mas é uma parte de nós, de seres humanos — não tiver acesso à saúde a tempo e horas, não tiver acesso a uma habitação, não tiver, no fundo, as condições essenciais para que os seus sonhos se possam concretizar. O deslaçar social começa precisamente aí”, afirmou António José Seguro, na sexta-feira, em Leiria.

    No domingo, na sequência de novas cargas policiais para dispersar manifestantes pelo direito à habitação, o chefe de Estado pediu ao Governo e à Provedoria de Justiça “informações e esclarecimentos, com todo o detalhe, sobre o que se viveu esta madrugada nas manifestações em Lisboa e Porto e o que está a passar-se com os manifestantes detidos e com todas as pessoas feridas”.

    Fonte oficial da Presidência da República disse, depois, à Lusa que António José Seguro já tinha conversado, durante a manhã, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com a Provedora de Justiça, Luísa Neto.

  • Trabalhadores da administração pública em greve hoje

    Os trabalhadores da administração pública cumprem hoje uma greve de 24 horas, num protesto convocado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS).

    A greve começa pelas 00h00 de hoje e prolonga-se até às 23h59, abrangendo a administração central, regional e local.

    Entre as principais reivindicações deste sindicato está “a instituição em concreto do Cartão Refeição na Administração Pública através de negociação em Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP), para o valor diário de 10,20 euros, livre de imposto”.

    Defende ainda uma revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), “para que permita manter os pontos obtidos em contratos a termo e na mudança de carreira ou categoria”, um subsídio de risco para a carreira de Técnico Auxiliar de Saúde, bem como a revisão do Acordo Coletivo aplicável às entidades públicas empresariais, e a contratação de pessoal.

  • Detidos nas acampadas de Lisboa e do Porto presentes a tribunal

    As 13 pessoas detidas no domingo, na sequência da intervenção policial para desmobilizar as acampadas em Lisboa e no Porto pelo direito à habitação, vão hoje ser presentes a tribunal para primeiro interrogatório judicial.

    As operações policiais ocorreram em simultâneo na madrugada de domingo quando a PSP dispersou as pessoas, removeu as tendas e desocupou o espaço público na Praça D. João I, no Porto, e no Rossio, em Lisboa.

    No Porto, os manifestantes detidos pela PSP na Praça D. João I serão ouvidos pelas 10h00 no Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto e em Lisboa serão ouvidos pelas 14h00, no Campus da Justiça.

    O advogado Ricardo Sá Fernandes, um dos interlocutores da defesa dos manifestantes em Lisboa, anunciou que vai apresentar uma queixa-crime contra o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e contra o diretor nacional da PSP, Pedro Moura, contestando a legalidade e o recurso à força na atuação policial.

    As ações da polícia resultaram em episódios de tensão e confrontos, registando-se a detenção de sete manifestantes no Porto e de seis em Lisboa, além de ferimentos em 13 agentes da PSP e vários manifestantes.

  • Tendas ficaram até às 5h no Porto. Rossio está vazio

    No Porto, as tendas ficaram durante parte da noite na praça D. João I, sem que a PSP exigisse a retirada de cerca de dez tendas.

    Até que, por volta das 4h30, os manifestantes retiraram por iniciativa própria as tendas, após um aviso da polícia. Segundo a SIC Notícias e a CNN Portugal, os manifestantes tiveram receio de uma nova intervenção policial.

    Em Lisboa, a praça do Rossio está a esta hora praticamente vazia, segundo imagens dos canais de televisão. Ficaram apenas alguns cartazes da manifestação na base da estátua de D. Pedro IV.

  • Bom dia, bem-vindo ao liveblog onde vamos acompanhar a atualidade política ao longo desta segunda-feira.

    Recupere os principais destaques de domingo no liveblog anterior.

    Tendas ficam durante a noite na Praça D. João I que está com pouca vigilância policial

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