Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia!

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos das tensões internacionais neste novo artigo em direto que agora abrimos.

    Rússia diz que foram lançados mais de 600 drones contra a região de Moscovo durante a madrugada

  • O que se passou até agora

    • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu na ideia de tornar o estreito de Ormuz um território norte-americano. Trump também ameaçou responder de forma agressiva caso Omã interfira nos conflitos em Ormuz.
    • Existe uma crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irão, com relatos de negociações falhadas para prolongar um acordo de cessar-fogo de 60 dias, que termina hoje. O Irão ameaçou adotar uma postura “totalmente ofensiva”, enquanto afirma que os Estados Unidos violaram o acordo inicial.
    • Trump desmentiu rumores sobre uma crise de mísseis, dizendo à Fox News que o país ainda possui reservas significativas e que o número de mísseis usados contra o Irão foi “insignificante”.
    • Jared Kushner, genro de Trump e enviado especial dos EUA, reuniu-se com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e outras partes interessadas para discutir planos de desarmamento do Hamas. E indicou que isto pode começar a acontecer daqui a 30 dias.
    • Ainda assim, Trump admitiu que o Irão não está disposto, pelo menos neste momento, a fazer o acordo que os EUA desejam.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

    [Após horas de perseguição, falsas paragens e tentativas de fuga, Frederico Carvalhão Gil chega finalmente ao insuspeito Café Number One, em Roma. A toupeira do SIS está novamente cara a cara com o espião russo Sergey Pozdnyakov — desta vez sob o olhar atento de quase três dezenas de inspetores portugueses e italianos. A ordem para avançar só chega depois de os dois agentes fazerem uma troca. Mas apesar das provas, Carvalhão Gil vai negar todas as acusações. Já está disponível o quarto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador, no Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

  • Erdogan pediu a Trump que continue a conversar com Irão e acalme tensão

    Os Presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e dos EUA, Donals Trump, conversaram esta segunda-feira ao telefone, tendo Erdogan apelado a Trump para que continue as negociações com o Irão para tentar acalmar a tensão entre os dois países.

    Como conta a Sky News, Erdogan ofereceu o apoio do país nos esforços de paz, agora que termina o acordo de cessar-fogo entre os dois países. E frisou que os ataques israelitas contra palestinianos em Gaza aumentaram numa altura em que o plano de paz de Donald Trump devia estar a produzir efeitos.

  • Antiga congressista em conflito com Trump garante que EUA pode usar arma nuclear

    A ex-congressista republicana norte-americana Marjorie Taylor Greene, ex-aliada e atual opositora do Presidente Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que Washington pondera utilizar armas nucleares contra o Irão.

    “Estão a discutir o uso de armas nucleares contra o Irão em reuniões estratégicas. Sim, leu bem. É real. Não estou a especular. É algo que eu sei”, escreveu Greene numa mensagem na rede social X.

    A antiga congressista pela Geórgia recordou as trágicas consequências no Japão, o único país atacado com armas nucleares na história, quando os Estados Unidos lançaram duas bombas atómicas em agosto de 1945 que se estima terem deixado mais de 200.000 mortos, incluindo pessoas que morreram mais tarde devido à radiação.

    Greene, que deixou o seu lugar em janeiro após desentendimentos políticos com Trump, afirmou que o Presidente decidiu iniciar a guerra movido apenas por algumas afirmações de Israel, contrárias às análises dos serviços de informações norte-americanos, que descartavam que o Irão estivesse próximo de desenvolver uma arma nuclear.

  • Trump desmente crise no USS Lincoln e diz que há comida. "São notícias falsas"

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, desmentiu as notícias que dão nota de uma situação dramática a bordo do navio de guerra USS Lincoln, parado no Médio Oriente há nove meses e sem acesso a comida fresca, e com a saúde mental de vários marinheiros a degradar-se.

    Trump disse aos jornalistas na Casa Branca que há comida suficiente no navio, contrariando os relatos dos marinheiros e respetivas famílias.

    “O Lincoln está lá há um período de tempo grande. Mas ao longo dos anos já tivemos navios lá durante muito mais tempo”. O USS Lincoln é candidato a bater o recorde de navio estacionado fora há mais tempo, desde a guerra do Vietname, como lembra a CNN.

    Segundo Trump, um almirante reformado disse-lhe no fim de semana que o navio está a ser “muito bem mantido e cuidado” e que o resto são “notícias falsas”.

  • EUA esperam começar a desarmar Hamas em 30 dias

    O genro de Donald Trump Jared Kushner, que está a trabalhar como enviado dos EUA ao Médio Oriente, diz que o processo de desarmar o Hamas em Gaza poderá começar daqui a 30 dias.

    Depois de ter conversado com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, Kushner disse à Fox News que o encontro foi “muito, muito bom” e que Israel levantou algumas “preocupações válidas”. “Poderemos estar a ver progressos em tão pouco como 30 dias, espero que a tirar algumas das armas, e esperemos que a tapar alguns dos túneis também nos próximos 30 a 60 dias”.

    Caso isto não aconteça, diz Kushner, Israel terá mais apoio dos EUA para “acabar o trabalho” em Gaza.

  • Trump recusa-se a confirmar apoio a Netanyahu em eleições israelitas

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, continuou hoje a recusar o seu apoio ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nas legislativas previstas para 27 de outubro, nas quais as sondagens colocam em risco a sua reeleição.

    “Acho mais apropriado que me mantenha afastado das eleições israelitas”, afirmou o líder da Casa Branca em declarações à estação Fox News reproduzidas pela imprensa de Israel, embora deixe em aberto a possibilidade de “apoiar alguém”.

    As palavras de Trump surgem no dia em que o Likud, partido de Netanyahu e maioritário no Governo de coligação com a extrema-direita, realizou primárias para a escolha das listas para o Knesset (parlamento), vistas como um teste ao líder israelita quando enfrenta contestação dentro da sua própria força política, nomeadamente dos partidários de uma linha mais centrista.

  • Petróleo Brent sobe para quase 89 dólares após falta de acordo no Médio Oriente

    O preço do barril de Brent subiu esta segunda-feira para quase 89 dólares, após o termo do prazo de 60 dias do memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos, sem que tenha sido alcançado um acordo.

    Às 18h30, o Brent, referência na Europa, avançava 0,45% para 88,92 dólares por barril, depois de ter atingido um máximo próximo dos 90 dólares.

    O petróleo intermédio do Texas (WTI), de referência nos Estados Unidos, subia 0,23% para 82,59 dólares.

    O prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington em 17 de junho terminou esta segunda-feira sem que os objetivos definidos tenham sido alcançados, mantendo-se as duas partes afastadas nas respetivas posições.

    Após o fim do prazo, o Irão afirmou que a sua “postura defensiva” passará a assumir um caráter “ofensivo”, tendo também advertido para “surpresas estratégicas” dirigidas contra “o inimigo”.

  • Rússia convoca embaixador japonês após críticas à visita de Putin às ilhas Curilas

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo convocou o embaixador do Japão em Moscovo para manifestar desagrado pelas críticas da primeira-ministra japonesa à visita do Presidente russo às ilhas Curilas, um arquipélago em disputa com Tóquio, foi hoje divulgado.

    A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, esclareceu que o embaixador japonês, Akira Muto, irá comparecer na sede do ministério na terça-feira, embora tivesse sido convocado no mesmo dia em que o Japão fez o mesmo com o embaixador russo em Tóquio, na passada quinta-feira.

    Zakharova atribuiu a ausência de Muto ao “pretexto de uma doença” e assegurou que o diplomata “se sente subitamente melhor”, pelo que poderá comparecer na terça-feira na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • Trump: "Omã não se está a portar muito bem. Lidaríamos com eles com muita facilidade"

    Na Casa Branca, Donald Trump diz aos jornalistas que o Irão quer chegar a acordo, mas não está disposto a fazer o acordo que Trump considera “necessário”. “Estamos lá por uma razão: o Irão não pode ter uma arma nuclear”.

    Sobre a sua ameaça de bombardear Omã, diz que o país “não se está a portar muito bem” e que os EUA lidariam com este com “muita facilidade”.

  • Trump: tornar Ormuz um território dos EUA é uma "grande ideia"

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou esta tarde aos jornalistas na Casa Branca e insistiu na ideia de tornar o estreito de Ormuz um território norte-americano, dizendo que esta é uma “grande ideia”.

    “Controlamo-lo com o bloqueio, e gosto da ideia de o declararmos um território. Temos agora o controlo total do estreito”, disse Trump, citado pela imprensa norte-americana.

  • Irão apreende petroleiro emiradense no Estreito de Ormuz

    O Irão apreendeu um petroleiro pertencente a uma companhia dos Emirados Árabes Unidos que navegava a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz. A informação é avançada pela agência de notícias iraniana Fars, citado pela Sky News.

  • Comando Central dos Estados Unidos redirecionou 64 navios desde a imposição do bloqueio

    O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, sigla inglesa) anunciou hoje no X que redirecionou 64 navios comerciais, desativou três e intercetou outros dois desde 14 de julho, quando o bloqueio aos portos iranianos foi imposto por Washington.

  • Ataque russo em Odessa provoca cinco feridos

    Um ataque russo em Odessa contra um prédio residencial provocou cinco feridos, incluindo dois jovens de 16 anos, e a danificação de um restaurante. Os feridos foram transportados para o hospital, refere Oleg Kiper, chefe da administração regional de Odessa, no Telegram.

  • Missão das Nações Unidas condena presença de bandeiras israelitas no sul do Líbano

    A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, sigla inglesa) condenou a presença de bandeiras israelitas na autoestrada costeira que liga as cidades libanesas de Naqoura a Tiro, no sul do país, afirmando que se trata de uma violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança, que colocou fim à guerra entre os dois países, em 2006.

    “Como sempre, apelamos às IDF [Forças de Defesa de Israel] e a todos os intervenientes para que cessem as violações da resolução e evitem qualquer ação provocatória que possa aumentar as tensões ou desencadear novas violações”, afirmou Kandice Ardiel, porta-voz da UNIFIL, à Reuters.

    Em resposta, as IDF garantiram que Israel “não está a agir contra o Estado libanês ou os seus cidadãos” e que está a operar no sul do Líbano para lutar contra o Hezbollah.

    Ontem, o jornalista israelita Amit Segal publicou no X um vídeo que mostrava bandeiras israelitas na autoestrada costeira Naqoura-Tiro, com a legenda “como na Judeia e Samaria [nome israelita para Cisjordânia]: bandeiras israelitas ostentadas ao longo da estrada costeira entre Naqoura e Tiro”.

    A resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas colocou fim à guerra entre Israel e o Hezbollah, em 2006, e confirmou a chamada “linha azul”, no sul do Líbano, para organizar a retirada das tropas israelitas da área, refere a ONU.

  • Cessar-fogo não está morto mas "em coma", afirma funcionário do MNE iraniano

    O diretor-geral dos assuntos legais do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Baqerpour, afirmou que o cessar-fogo com os Estados Unidos não está morto, mas “em coma”, e que pode haver um entendimento entre os dois países.

    Em declarações à agência de notícias iraniana ISNA, citado pela Sky News, Baqerpour garantiu que Teerão está pronto para retomar as negociações, mas se os Estados Unidos “abandonarem os seus hábitos de violar compromissos e de impor sanções”.

  • O dilema do "ovo e da galinha" entre Israel e o Hamas

    Israel e Hamas em desacordo sobre quem deve desmobilizar primeiro. Major-General João Vieira Borges defende primeiro passo da “potência ocupante”. Trump ameaça Omã? É manobra de dissuasão.

    Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra na Rádio Observador.

    O dilema do “ovo e da galinha” entre Israel e o Hamas

  • Supremo russo rejeita recurso e mantém exclusão de partido antiguerra das eleições

    O Supremo Tribunal russo rejeitou hoje o recurso interposto pelo partido de oposição Yabloko, o único que se opõe à guerra na Ucrânia, que contestava a exclusão da força política das eleições legislativas de setembro.

    O Yabloko tentou refutar as acusações de financiamento estrangeiro e violação dos direitos de autor apresentadas contra a formação política, mas a alta instância rejeitou todos os argumentos.

    A formação liberal já afirmou que irá apresentar, de qualquer forma, uma queixa junto da Presidência do Conselho de Estado, esgotando assim todas as suas opções no âmbito da lei para poder concorrer às eleições de setembro através de listas partidárias.

    Os juízes recusaram-se a ter em conta as explicações do partido antiguerra, entre as quais figurava um relatório sobre doações milionárias provenientes do estrangeiro para o Rússia Unida, o partido do Kremlin (presidência russa), e para todas as formações leais ao regime do Presidente russo, Vladimir Putin.

    O conhecido jornalista independente Mikhail Zigar afirmou no sábado que foi Putin quem tomou pessoalmente a decisão de excluir o Yabloko, cujo lema eleitoral “Pela paz e pela liberdade” contrasta com o do partido do Kremlin, “Tudo pela vitória”.

    A maioria dos opositores de Vladimir Putin encontra-se presa, no exílio ou morta, e o Yabloko é o único partido liberal ainda em atividade na Rússia.

  • Israel concorda em "dar uma oportunidade à paz" em Gaza

    Israel, Estados Unidos e o Conselho da Paz estiveram hoje reunidos, com Telavive a concordar em “dar uma oportunidade à paz”, afirma um funcionário do conselho, citado pela Sky News.

    Segundo um alto funcionário israelita, Telavive concordou com quatro acordos: a reconstruição de Gaza só terá lugar após o desarmamento total do Hamas, a desmilitarização do enclave começa com o desarmamento do grupo, tomada de medidas de saúde pública e de proteção ambiental em Gaza, e comprometimento por parte de Netanyahu em não voltar a destacar as tropas israelitas para o enclave.

    De acordo com outras fontes, como o Jerusalem Post, os Estados Unidos e Israel concordaram também em destruir as armas das milícias a operar na Faixa de Gaza, durante a primeira fase do desarmamento. Já o gabinete de Netanyahu anunciou a criação de dois grupos de trabalho: um para desarmamento dos grupos armados do enclave e outro para a preservação da saúde pública.

  • Estados Unidos e Israel concordam em destruir armas do Hamas e de outros grupos armados de Gaza

    Os Estados Unidos e Israel concordaram em enviar as armas do Hamas e de outros grupos armados de Gaza para as forças multinacionais para serem destruídas, em vez de serem armazenadas pelo Conselho da Paz, como previsto no plano dos 15 pontos. A informação é avançada por uma fonte ao Jerusalem Post, com a operação a ocorrer na fase inicial do desarmamento das milícias.

    De acordo com o ponto 10 do Roteiro para a Paz do Conselho da Paz, anunciado a 31 de julho, o armazenamento das armas do Hamas e de outros grupos ficariam sob a responsabilidade do Conselho da Paz.

1 de 3