Momentos-chave
- Acordo em negociação com EUA prevê libertação de milhões em ativos iranianos
- Israel ordena encerramento de escolas perto da fronteira com o Líbano
- EUA confirmam ter disparado míssil contra navio de mercadorias da Gâmbia
- Netanyahu vai fazer avaliação de segurança sobre operação no Líbano
- EUA detêm navio da Gâmbia que tentou atracar em porto do Irão
- Líbano diz que Israel matou 16 pessoas nas últimas 24 horas
- Exército israelita afirma ter atacado centro de artilharia do Hezbollah
- Ataque israelita fere gravemente dois soldados libaneses, diz exército do Líbano
- Omã deteta possível mina naval no Estreito de Ormuz
- 20 navios atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas
- Depósitos de petróleo e navio russos sofrem ofensiva noturna de drones ucranianos
- Israel ordena retirada de populações no sul do Líbano
- EUA atacam nova embarcação no Pacífico e matam os três tripulantes
- Hezbollah reivindica ataque à base aérea de Meron, em Israel
- Ataque áreo israelita na região central da Faixa de Gaza mata um palestiniano e faz vários feridos
- Hezbollah reivindica emboscada de soldados israelitas no Líbano e ataques no norte de Israel
- Três mortos e pelo menos uma dúzia de feridos em ataques aéreos israelitas em aldeias no sul do Líbano
Histórico de atualizações
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Até já.
Israel anuncia que operação no Líbano está a “alargar-se a outras zonas”
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Acordo em negociação com EUA prevê libertação de milhões em ativos iranianos
A televisão estatal iraniana afirmou hoje que o memorando de entendimento em discussão entre Washington e Teerão estipula a libertação de 12 mil milhões de dólares em ativos iranianos congelados no prazo de 60 dias.
A estação iraniana, a IRIB, refere ter tido acesso a uma transcrição parcial do documento que está a ser negociado.
A Casa Branca desmentiu na quarta-feira, denunciando como “uma completa invenção”, uma notícia anterior da IRIB que mencionava um projeto de acordo-quadro com os Estados Unidos, referindo o compromisso de Washington em suspender o bloqueio naval no estreito de Ormuz.
Segundo adianta a estação de televisão hoje, os Estados Unidos comprometem-se, no acordo em negociação, “a dar ao Irão acesso total a 12 mil milhões de dólares [10,3 mil milhões de euros] dos seus ativos em 60 dias, para que esses recursos possam ser transferidos e gastos em bancos do país ou países de destino desejados pelo Irão, sem restrições”.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse na sexta-feira que não há “nenhuma troca de dinheiro neste momento” estabelecida nas negociações.
A questão dos ativos iranianos congelados no estrangeiro pelas sanções dos EUA é um dos pontos-chave nas negociações em curso para um acordo que ponha fim ao conflito no Médio Oriente.
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Israel ordena encerramento de escolas perto da fronteira com o Líbano
As IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla inglesa) ordenaram o encerramento de escolas israelitas que se situam ao longo da fronteira com o Líbano, escreve a Al Jazeera.
Até segunda-feira não poderá haver qualquer atividade letiva em regiões israelitas como Kiryat Shmona e Meron.
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EUA confirmam ter disparado míssil contra navio de mercadorias da Gâmbia
Pouco depois de uma fonte ouvida pela AP avançar que os EUA tinham detido um navio com bandeira Gâmbia, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) emitiu um comunicado em que afirmam ter “imobilizado” este mesmo navio quando “tentava navegar em direção a um porto iraniano, em 29 de maio”.
“As Forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM) observaram o M/V Lian Star a transitar em águas internacionais em direção a um porto iraniano no Golfo de Omã e emitiram mais de 20 avisos, informando a embarcação de que estava a violar o bloqueio americano”, lê-se no comunicado divulgado na rede social X.
“Uma aeronave americana imobilizou o navio disparando um míssil Hellfire contra a casa das máquinas, após a tripulação do Lian Star se recusar a obedecer às ordens. O navio já não está a deslocar-se em direção ao Irão”, informam ainda.
Este é, de acordo com as contas feitas pelas tropas dos EUA, o quinto navio de mercadorias a ser imobilizado para manter o bloqueio ao Irão.
— U.S. Central Command (@CENTCOM) May 30, 2026
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Netanyahu vai fazer avaliação de segurança sobre operação no Líbano
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vai fazer uma reunião de avaliação de segurança sobre a operação que Israel está a levar a cabo no Líbano, escreve o Haaretz, que ouviu uma fonte próxima.
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EUA detêm navio da Gâmbia que tentou atracar em porto do Irão
A Marinha dos EUA afirmou à agência noticiosa Associated Press que deteve mais um navio que tentou contornar o bloqueio imposto aos portos iranianos, cita o Le Monde.
Trata-se, segundo a fonte ouvida pela AP, de um navio da Gâmbia de transporte de carga a granel (como grão ou carvão).
As tropas dos EUA terão feito vários avisos, mas o navio ignorou-os todos, ao mesmo tempo que tentava entrar num porto iraniano.
O navio com a bandeira da Gâmbia foi entretanto intercetado por aeronaves americanas e este sábado ainda estava à deriva, uma vez que não terá ainda sido abordado pela Marinha americana.
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Líbano diz que Israel matou 16 pessoas nas últimas 24 horas
Nas últimas 24 horas, as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla inglesa) terão matado pelo menos 16 pessoas e ferido 34, detalha o Ministério da Saúde do Líbano.
Segundo o Haaretz, nos dois meses de confronto, o número de mortos no Líbano já ultrapassou os 3.300.
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Número de vítimas mortais na Faixa de Gaza próximo dos 73.000, afirma Ministro da Saúde Palestiniano
O ministro da Saúde da Palestina, Majed Abu Ramadan, afirmou que o número de mortos desde o início do conflito na Faixa de Gaza subiu para 72.938, aos quais se somam 172.919 feridos.
A nota do dirigente, avançada pela Aljazeera, acrescenta que os hospitais palestinianos acolheram sete corpos nas últimas 24 horas, seis dos quais foram vítimas diretas de ataques israelitas, tendo o sétimo falecido na sequência dos ferimentos.
Outras 25 pessoas foram sujeitas a tratamento médico por motivos idênticos durante o mesmo período de tempo. Considerando que Ramadan é uma parte interessada no conflito, importa destacar que os dados não são oficiais.
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Estónia instala primeiros sistemas fixos de vigilância antidrone na fronteira com Rússia
A Estónia instalou os primeiros sistemas fixos de deteção e vigilância antidrone na fronteira com a Rússia, após incidentes recentes na nação báltica envolvendo drones ucranianos alegadamente desviados pela Rússia e outros de origem desconhecida, foi hoje anunciado.
O Ministério da Administração Interna da Estónia anunciou, em comunicado citado pela agência espanhola EFE, que os sistemas foram instalados em três troços da fronteira terrestre no sudeste da Estónia, entre o ponto tríplice Estónia-Letónia-Rússia e o posto de controlo fronteiriço de Luhamaa.
“O primeiro equipamento já está instalado e operacional. Claro que isto é apenas o início: estamos a caminhar para uma rede antidrone que cubra toda a Estónia”, avançou o ministro Igor Taro. “A capacidade antidrone melhorada reforça a segurança de toda a Europa”, acrescentou o governante.
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Exército israelita afirma ter atacado centro de artilharia do Hezbollah
As Forças de Defesa de Israel afirmam que as suas tropas ocuparam hoje um centro de comando de artilharia do Hezbollah na área de al-Shuwaya, no sul do Líbano, reporta a Aljazeera.
Segundo a mesma fonte, o ataque ao local ocorreu após a identificação de combatentes do Hezbollah na região.
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Ataque israelita fere gravemente dois soldados libaneses, diz exército do Líbano
O Exército libanês informou que dois dos seus soldados ficaram gravemente feridos após um drone israelita atingir o veículo em que estavam, no sul do Líbano.
O ataque ocorreu numa via pública em Nabatieh, segundo uma publicação no X, e os soldados foram levados para um hospital para receber tratamento.
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Omã deteta possível mina naval no Estreito de Ormuz
O Centro de Segurança Marítima de Omã alertou para a necessidade de cautela após detetar um objeto flutuante suspeito de ser uma mina naval a oeste da zona de tráfego costeiro no Estreito de Ormuz, informou o centro num comunicado divulgado na rede social X.
“O Centro de Segurança Marítima recomenda a todos os navegantes, pescadores e embarcações que exerçam a máxima cautela e vigilância durante a navegação, que se mantenham afastados de quaisquer objetos suspeitos e que os reportem imediatamente às autoridades competentes”, afirma o comunicado.
NEW: Omani Maritime Security Centre:
“Due to the sighting of a floating object suspected to be a naval mine west of the Inshore Traffic Zone in the Strait of Hormuz within Omani territorial sea, the Maritime Security Centre urges all seafarers, fishermen, and vessels to exercise… pic.twitter.com/KBk7K5AG0L
— OSINT News (@OSINTNewsqrb) May 30, 2026
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20 navios atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas
A marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica avançou que as forças iranianas coordenaram a passagem de 20 embarcações pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, avança a agência noticiosa iraniana Fars.
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Rússia e Ucrânia: Ataques noturnos fazem pelo menos quatro mortos
A Rússia e a Ucrânia voltaram a atacar-se na última noite, provocando pelo menos quatro mortes, três na região russa de Belgorod e uma em Zaporijia.
A equipa de gestão de crises na região fronteiriça russa de Belgorod adiantou que três homens foram mortos em Oktyabrsky, a poucos quilómetros da fronteira com a Ucrânia, durante dois ataques distintos.
A ofensiva russa provocou uma vítima mortal, identificada pelo governador regional ucraniano, Ivan Fedorov, como residente em Zaporijia.
O Ministério da Defesa de Moscovo informou que 127 drones ucranianos foram abatidos durante a noite sobre território russo e a península da Crimeia anexada, informação que não foi confirmada por fontes independentes.
Já a Força Aérea ucraniana avançou que a Rússia lançou seis mísseis de cruzeiro e 290 drones durante a noite, garantindo que 284 foram intercetados, mas há relatos de impactos em sete locais e destroços em outros dez.
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Depósitos de petróleo e navio russos sofrem ofensiva noturna de drones ucranianos
As cidades portuárias de Taganrog e Feodosia foram sujeitas a um “ataque em massa” que atingiu depósitos de petróleo, navios petroleiros e aeronaves russas, de acordo com um comandante militar ucraniano citado pela Sky News.
A notícia foi avançada através de uma publicação de Robert “Madyar” Brovdi na rede social Telegram, onde descreveu o ataque da noite passada como “explosivo”.
“O pássaro ucraniano e amante da liberdade da SBS [forças armadas especializadas em ataques com drones] trabalhou durante a noite sobre 23 alvos militares e objetos de importância operacional para o inimigo”, escreveu o comandante. “O ‘setor do petróleo’ não foi exceção.”
Em causa estão os mísseis de curto alcance atingidos, para além de duas aeronaves, um navio-tanque, um depósito de petróleo e um edifício administrativo.
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Quatro feridos em ataque israelita na Cisjordânia, avança o Crescente Vermelho Palestiniano
A Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano afirmou ter tratado quatro pessoas feridas durante um ataque israelita à vila de Madama, na Cisjordânia.
De acordo com o comunicado, divulgado pelo Haaretz, uma das vítimas foi baleada na perna, enquanto uma segunda, atingida por estilhaços, sofreu ferimentos na cara. Duas pessoas foram ainda espancadas e conduzidas ao hospital para tratamento.
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Israel ordena retirada de populações no sul do Líbano
O exército de Israel emitiu hoje novas ordens de retirada forçada das populações do sul do Líbano que se encontram a norte do rio Litani, frente de invasão israelita do país até sexta-feira.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou uma expansão das operações após o agravamento dos ataques.
O porta-voz em árabe do exército israelita, Avichai Adraee, ordenou aos residentes de seis localidades que se desloquem para “norte do rio Zahrani”, situado 15 quilómetros a norte de Litani, após justificar a expansão das operações, acusando as milícias do Hezbollah de “romper o cessar-fogo”.
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EUA atacam nova embarcação no Pacífico e matam os três tripulantes
O Comando Sul dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira que uma força militar conjunta realizou um ataque letal contra uma embarcação ligada a organizações classificadas por Washington como terroristas, matando os três tripulantes da embarcação.
A ofensiva foi realizada no âmbito da operação Lanza del Sur, quando a embarcação navegava em águas internacionais do Pacífico, nas proximidades da Colômbia.
O ataque causou a morte de três homens identificados pelo comando militar como “narcoterroristas”, não se registando baixas entre as forças norte-americanas.
Este foi o terceiro ataque deste tipo esta semana; o primeiro, noticiado na terça-feira, deixou dois sobreviventes, situação pouco comum nestas operações que, desde o seu lançamento, em agosto, deixaram menos de dez sobreviventes e provocaram quase 200 mortos.
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Havana confirma reunião militar de alto nível entre Cuba e Estados Unidos
O Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (Minfar) confirmou na sexta-feira que teve lugar uma reunião entre altas chefias militares de Cuba e dos Estados Unidos, por acordo de “ambas as partes”.
O primeiro vice-ministro e chefe do Estado-Maior Geral da instituição militar cubana, general do Corpo do Exército Roberto Legrá Sotolongo, e o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis L. Donovan, reuniram-se esta sexta-feira na base naval da Baía de Guantanamo, tinham já anunciado as forças norte-americanas e confirmaram agora as cubanas.
Segundo um comunicado do Comando Sul, os generais tiveram “uma breve troca sobre assuntos de segurança operacional” e abordaram temas como “a segurança do pessoal e das suas famílias e a preparação operacional, juntamente com os oficiais da base”.
Além disso, salientou que “ambas as delegações consideram positivo o encontro, onde foram abordados temas relacionados com a segurança em torno do perímetro divisório do enclave militar”, em referência à base naval dos Estados Unidos em Guantánamo (extremo leste de Cuba).
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Hegseth diz que reforço militar chinês na Ásia dá “razões legítimas para alarme”
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou hoje que há “razões legítimas para alarme” face ao reforço militar chinês na Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos desejam um “equilíbrio estável” e rejeitam qualquer “hegemonia”.
“Olhando para a região hoje, há razões legítimas para alarme face à dimensão histórica do reforço militar da China e à expansão das suas atividades militares na região e além dela”, declarou Hegseth em Singapura, durante o Diálogo de Shangri-La, um importante fórum dedicado a questões de defesa.
Os Estados Unidos não querem uma “confrontação desnecessária na região”, sublinhou no seu discurso, proferido perante uma audiência de especialistas militares e ministros.