Momentos-chave
- Alemanha diz que avanços de Israel no Líbano são "motivo de preocupação séria"
- Líbano. Presidente do Parlamento diz que consegue garantir que Hezbollah cumpre cessar-fogo
- Reino Unido diz que operação de Israel no Líbano "deve terminar"
- Netanyahu nomeia antigo funcionário do Shin Bet como conselheiro de segurança
- Irão diz que negociações de paz ainda estão a decorrer
- Israel faz pelo menos 3 feridos no sul do Líbano
- Líbano. Conselho de Segurança reúne-se de emergência a pedido da França
- Forças israelitas lançam novas incursões no sul da Síria
- Netanyahu diz que "ocupação do Castelo de Beaufort é um passo drástico" e que Israel está a "atuar em todas as frentes"
- França pede reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas depois de Israel ter tomado o castelo de Beaufort
- Ataque israelita perto do Hospital Hiram em Tiro, no Líbano, faz 13 feridos
- Irão não aprovará acordo com os EUA sem garantias dos seus direitos
- Líbano condena ataques israelitas perto de monumentos históricos
- Trump terá pedido alteraçôes à proposta de acordo de paz com Teerão
- Estados Unidos e Japão comprometem-se a acelerar desenvolvimento e produção de mísseis
- Israel anuncia que operação no Líbano está a “alargar-se a outras zonas”
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, domingo.
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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Alemanha diz que avanços de Israel no Líbano são "motivo de preocupação séria"
“O avanço do exército israelita no sul do Líbano é motivo de preocupação séria”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephu, citado pela agência Reuters.
O governante afirmou ainda que “qualquer escalada adicional agravará a situação — já tensa — e desencadeará novas ondas de deslocações de pessoas dentro do Líbano”.
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Líbano. Presidente do Parlamento diz que consegue garantir que Hezbollah cumpre cessar-fogo
O presidente do Parlamento libanês diz que consegue “garantir um compromisso total, abrangente e imediato do Hezbollah com um cessar-fogo”, lê-se na Al Jazeera, que cita a Agência Nacional de Notícias do Líbano.
Porém, para Nabih Berri, “a questão é: quem vai obrigar Israel a pôr fim à agressão por terra, mar e ar, assim como a demolição de aldeias e casas?”.
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Reino Unido diz que operação de Israel no Líbano "deve terminar"
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido pediu a Israel e ao Hezbollah que respeitem o cessar-fogo no Líbano, lê-se no Times of Israel.
Yvette Cooper considera que a operação ordenada por Netanyahu no sul do Líbano “deve terminar”, apontando que esta guerra “matou e deslocou civis, destruiu infraestruturas e prejudicou o espaço para a diplomacia”.
Já o Hezbollah, disse a governante, “deve cessar os ataques contra Israel e desarmar-se”.
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Netanyahu nomeia antigo funcionário do Shin Bet como conselheiro de segurança
Benjamin Netanyahu nomeou um antigo membro do Shin Bet (o serviço de informações de Israel) como líder do Conselho de Segurança de Israel e conselheiro de segurança do primeiro-ministro israelita.
O anúncio foi feito pelo gabinete de Netanyahu na rede social X.
Em causa está Shmuel Ben Ezra, que tem trabalhado no setor da segurança, estando envolvido no desenvolvimento do sistema de defesa antimíssil de Israel.
No Shin Bet foi chefe da Divisão de Tecnologia, Operações e Cibersegurança.
Prime Minister Benjamin Netanyahu has announced his decision to appoint Shmuel Ben Ezra as Director of the National Security Council (NSC) and National Security Advisor to the Prime Minister.
Further information >>https://t.co/3mbulKuOr3
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) May 31, 2026
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Irão diz que negociações de paz ainda estão a decorrer
O Irão informou que as negociações de paz com os EUA ainda estão a decorrer.
Nos últimos dias, muita expetativa se tem criado em torno de um acordo assinado entre as duas partes, mas o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, veio agora acalmar as expetativas.
O governante salientou ainda, citado pela agência Reuters, que “não se pode avaliar [como estão a correr] as negociações até que um resultado claro seja alcançado”.
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Israel faz pelo menos 3 feridos no sul do Líbano
As tropas israelitas seguem com os ataques na região sul do Líbano.
Aviões militares israelitas atacaram a área de Jal al-Bahr, perto do Hospital Hiram, em Tiro, segundo relata a Agência Nacional de Notícias do Líbano, citada pelo Haaretz.
Num outro ataque, desta vez com recurso a drones, Israel feriu pelo menos três pessoas na área de al-Barak.
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Líbano. Conselho de Segurança reúne-se de emergência a pedido da França
O Conselho de Segurança da ONU vai realizar uma reunião de emergência na segunda-feira à noite, a pedido da França, depois de o exército israelita ter tomado a icónica fortaleza medieval de Beaufort, no Líbano.
A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, em consequência da queda de um drone num edifício em Galati, agendada para as 15h00 locais (20h00 em Lisboa), avançou a agência de notícias francesa AFP citando fontes diplomáticas.
A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Líbano foi pedida pela França, como avançou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot.
Em entrevista à estação de televisão BFMTV, Barrot anunciou o seu pedido, que surge depois de Israel ter anunciado uma nova extensão da sua ofensiva terrestre no Líbano.
“Nada justifica o prolongamento das operações militares israelitas no Líbano ou uma ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, argumentou o ministro francês, descrevendo a situação como um “grave erro”.
Os confrontos entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah continuam quase diariamente, apesar da trégua teoricamente em vigor desde 17 de abril.
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Forças israelitas lançam novas incursões no sul da Síria
As forças israelitas estão a fazer novas incursões no sul da Síria, entrando em partes das províncias de Quneitra e Deraa, reporta a Aljazeera, citando a agência de notícias oficial da Síria, SANA, que noticiou que unidades militares israelitas avançaram pela estrada que liga Saida al-Golan à quinta al-Basali, na província de Quneitra, onde os soldados pararam e revistaram civis durante várias horas.
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O Irão recuperou 50 das 69 entradas de túneis em 18 instalações subterrâneas de mísseis atingidas pelos EUA e por Israel durante a guerra, reporta a CNN Internacional, com base em imagens de satélite.
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Netanyahu diz que "ocupação do Castelo de Beaufort é um passo drástico" e que Israel está a "atuar em todas as frentes"
Segundo a emissora israelita Kan, citada pela Aljazeera, Benjamin Netanyahu afirmou: “A ocupação do Castelo de Beaufort é um passo drástico e uma mudança drástica na política que estamos a seguir”.
“Estamos a tomar iniciativas, estamos a atuar em todas as frentes – na Síria, em Gaza, no Líbano, estabelecemos cinturões de segurança para além das nossas fronteiras para proteger as nossas comunidades”, disse.
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França pede reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas depois de Israel ter tomado o castelo de Beaufort
A França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas depois de as forças israelitas terem tomado o castelo medieval de Beaufort, no Líbano, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, reporta a AFP.
“Solicitei uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas porque, embora reconheçamos o direito de Israel, como o de todos os países, à autodefesa… nada justifica a continuação das operações militares israelitas no Líbano e a sua ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, declarou Jean-Noël Barrot ao canal BFMTV.
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Ataque israelita perto do Hospital Hiram em Tiro, no Líbano, faz 13 feridos
Um ataque perto do Hospital Hiram, na cidade de Tiro, no sul do Líbano, fez 13 funcionários do hospital feridos, informou a agência nacional de notícias libanesa, citando o Ministério da Saúde, reporta a Aljazeera.
O ataque causou também “danos graves” no hospital, que já tinha sido afetado por ataques anteriores, disse o ministério.
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Irão não aprovará acordo com os EUA sem garantias dos seus direitos
O Irão não aprovará um acordo de paz com os EUA até que os seus direitos estejam totalmente assegurados, afirmou hoje o presidente do parlamento iraniano, que lidera a equipa de negociadores de Teerão com Washington.
“Não aprovaremos quaisquer acordos até termos a certeza de que os direitos do povo iraniano foram plenamente garantidos”, assegurou Mohammad Bagher Ghalibaf, numa declaração transmitida pela televisão estatal do país.
Embora os dois países parecessem estar a aproximar-se de um entendimento nos últimos dias, o jornal New York Times noticiou no sábado que o Presidente norte-americano, Donald Trump, endureceu a sua proposta e enviou uma nova versão do texto para Teerão.
De acordo com o ‘site’ Axios, Trump quer uma postura mais firme de Washington em várias questões, incluindo o destino a dar ao material nuclear iraniano.
O Irão considera o levantamento das sanções americanas e o descongelamento dos seus bens como direitos fundamentais que devem ser garantidos em qualquer acordo que venha a ser celebrado com os Estados Unidos.
“Aqueles que combatem na arena diplomática não acreditam nas palavras ou promessas do inimigo”, acrescentou Mohammad Bagher Ghalibaf.
Numa entrevista transmitida pela Fox News no sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, sublinhou que não tem pressa em chegar a um acordo de paz com o Irão, apesar dos prejuízos que o conflito está a causar aos norte-americanos.
Nas últimas semanas, Washington e Teerão tentam negociar um acordo para pôr fim ao conflito iniciado pelos Estados Unidos em fevereiro, enquanto se prolonga um cessar-fogo decretado unilateralmente por Trump, que se tem revelado frágil, com vários ataques limitados, de uma e outra parte, em torno de Ormuz e do Golfo Pérsico.
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Médio Oriente. "O Irão tem uma posição de vantagem clara"
Liliana Reis alerta que o controlo do Estreito de Ormuz e a exigência de ativos dão a Teerão margem para ditar termos a nível global. A especialista em RI não acredita num cessar-fogo.
Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra na Rádio Observador.
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Líbano condena ataques israelitas perto de monumentos históricos
As autoridades libanesas condenaram na quinta-feira os ataques israelitas perto de sítios e monumentos históricos classificados pela UNESCO no sul do país.
O ministro da Cultura libanês, Ghassan Salamé, tem “mantido contacto frequente com os seus homólogos em todo o mundo e com organizações internacionais relevantes para chamar a atenção para os consideráveis danos infligidos a sítios arqueológicos e bairros históricos” no sul do país, de acordo com a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA).
Salamé apontou especificamente a antiga cidade de Tiro e o Castelo de Beaufort, localizado no distrito de Nabatieh, sublinhando que “muitos destes sítios contam com proteção reforçada pela UNESCO, tornando imperativo protegê-los de qualquer ataque aéreo ou de artilharia israelita”.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, sublinhou, por sua vez, que “nada justifica os ataques em curso às regiões de Tiro e Nabatieh, nem a destruição dos seus monumentos históricos”.
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Trump terá pedido alteraçôes à proposta de acordo de paz com Teerão
O Presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que fossem alterados alguns aspetos de um futuro acordo de paz com o Irão relativos ao programa nuclear de Teerão e à reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o Axios.
Trump solicitou à sua equipa de negociação que introduzisse alterações no rascunho das cláusulas relativas ao programa atómico iraniano, que incluíram um compromisso de não tentar desenvolver uma arma nuclear, mas não introduziram concessões específicas no que diz respeito à entrega das reservas de urânio, segundo o meio digital de informação, que cita, sem identificar, dois altos funcionários norte-americanos.
De acordo com as fontes, o documento estabelece um prazo, a partir da assinatura do acordo, de 60 dias para negociar os compromissos nucleares do Irão e o levantamento das sanções por parte dos Estados Unidos, sendo que o primeiro ponto a tratar seria a gestão das reservas de urânio enriquecido iranianas e a imposição de limites a futuros processos de enriquecimento.
Um dos funcionários citados pelo Axios assegurou que Trump quer “maiores precisões” sobre a forma e os prazos em que os Estados Unidos obterão esse urânio.
O Presidente norte-americano também terá pedido a alteração da redação de algumas passagens relativas à reabertura do Estreito de Ormuz, e terá sido informado de que os iranianos demorarão cerca de três dias a dar uma resposta às sugestões.
Trump manteve-se em silêncio este sábado relativamente ao acordo de paz sobre o qual supostamente iria tomar uma “decisão final” na sexta-feira, depois de se reunir com a sua equipa de conselheiros de segurança.
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Estados Unidos e Japão comprometem-se a acelerar desenvolvimento e produção de mísseis
Washington e Tóquio procuram acelerar a produção conjunta de mísseis face às tensões regionais com a China, exacerbadas pela questão de Taiwan, informou hoje o gabinete do ministro japonês da Defesa, Shinjiro Koizumi.
A iniciativa foi apresentada ontem em Singapura, à margem do Diálogo de Shangri-La, durante uma reunião entre Koizumi e o secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, segundo um comunicado do gabinete do ministro da Defesa nipónico.
Koizumi propôs a Hegseth a “Operação Impulso” (‘Operation Supercharge’), um projeto para acelerar o desenvolvimento e produção conjuntos de mísseis, como o SM-3 Block IIA e o AMRAAM, e ambos debateram medidas concretas para a concretizar, segundo o texto.
Com esta iniciativa, Tóquio concretiza o plano de execução da cooperação em mísseis acordada em março durante a cimeira entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o Presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington.
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Israel anuncia que operação no Líbano está a “alargar-se a outras zonas”
O exército israelita anunciou hoje que a sua operação terrestre contra o movimento pró-iraniano Hezbollah “está a alargar-se a outras zonas”, depois de ter já atravessado o rio Litani, no sul do Líbano.
O exército “atravessou o Litani e alargou as suas operações contra alvos do Hezbollah a norte do rio. A operação está a alargar-se a outras zonas”, escreveram as Forças de Defesa israelitas (IDF) na rede social X.
A travessia do Litani, a cerca de trinta quilómetros a norte da fronteira com Israel, tinha sido anunciada na sexta-feira pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que anteriormente tinha declarado que grande parte do sul do Líbano era agora uma “zona de combate”, apesar do cessar-fogo em vigor.
Hoje, o exército israelita afirmou ter lançado “há alguns dias” uma ofensiva na região da crista de Beaufort e de Wadi al-Saluki, no sul do Líbano, (…) com o “objetivo de eliminar as ameaças diretas que pairam sobre as localidades do norte da Galileia e de Metula, e no âmbito dos esforços contínuos para reforçar o controlo operacional no sul do Líbano”.
“Um número significativo de soldados do exército israelita lançou operações ofensivas com o objetivo de alargar a linha de defesa avançada”, acrescentou.
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Bom dia,
e bem-vindo ao liveblog do Observador em que atualizamos toda a informação sobre as guerras em curso no mundo, em particular no Médio Oriente.
Para recuperar os desenvolvimentos deste sábado confira o liveblog de ontem.
Acordo em negociação com EUA prevê libertação de milhões em ativos iranianos