Momentos-chave
- Trump acusa Ucrânia de estar "pelo menos três semanas" atrasada na assinatura do acordo de minerais
- "A nossa posição não mudou": Zelensky reage a declarações de Trump e diz que Crimeia é ucraniana
- "A Crimeia vai ficar com a Rússia", afirma Trump
- Zelensky diz que míssil norte-coreano usado em Kiev tinha componentes dos EUA
- Presidente da câmara de Kiev admite cedência "temporária" de território ucraniano à Rússia
- Lavrov diz que Rússia "está pronta" para um acordo para pôr fim à guerra. "Há elementos específicos que precisam de ser afinados", avisa
- Três mortos em ataque russo a cidade ucraniana
Histórico de atualizações
-
Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.
Donald Trump sugere que Ucrânia e Rússia estão “muito perto de um acordo”
-
Trump acusa Ucrânia de estar "pelo menos três semanas" atrasada na assinatura do acordo de minerais
Donald Trump disse que a Ucrânia “ainda não assinou os documentos finais do importantíssimo acordo sobre as terras raras com os Estados Unidos”. “O atraso é de pelo menos três semanas”, acusou o líder norte-americano, que disse esperar que o acordo seja assinado “imediatamente”.
Quanto às negociações para que seja alcançado um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia, o Presidente dos Estados Unidos disse, numa mensagem partilhada na rede social Truth Social, que estão a “decorrer sem problemas”.
-
Explosão de carro armadilhado mata general russo em Moscovo
Mais um general russo foi assassinado, desta vez devido a explosão de carro armadilhado. Yaroslav Moskalik participou nas negociações que resultaram no acordo de Minsk em 2015. Moscovo culpa Kiev.
-
"A nossa posição não mudou": Zelensky reage a declarações de Trump e diz que Crimeia é ucraniana
Em reações às declarações de Donald Trump, que disse que a Crimeia vai “ficar com a Rússia”, Volodymyr Zelensky afirmou que esse território é ucraniano. “A nossa posição não mudou: só o povo ucraniano tem o direito de decidir que territórios é que são ucranianos”, afirmou o líder da Ucrânia.
“A Constituição da Ucrânia diz que todos os territórios temporariamente ocupados pertencem à Ucrânia, ao povo ucraniano”, acrescentou Zelensky, que, em declarações aos jornalistas, levantou dúvidas quanto à presença no funeral do Papa Francisco, que se realiza amanhã em Roma. Anteriormente, o Presidente da Ucrânia tinha dito que ia estar presente, mas agora já não tem certezas, uma vez que terá “várias reuniões” sobre o ataque russo em Kiev que ontem matou 12 pessoas.
Por outro lado, segundo a BBC, o líder ucraniano sugeriu que o país estaria disponível para discutir concessões territoriais durante as negociações para o fim do conflito, mas apenas com “um cessar-fogo total e incondicional”. “Um cessar-fogo total e incondicional abre a possibilidade de discutir tudo.”
“O que o Presidente Trump diz é verdade e eu concordo com ele quando diz que, atualmente, não temos armas suficientes para voltar a controlar a península da Crimeia”, notou Zelensky, que, ainda assim, continua a defender que a Crimeia é ucraniana.
-
"A Crimeia vai ficar com a Rússia", afirma Trump
Em entrevista à Time, Donald Trump afirmou que a “Crimeia vai ficar com a Rússia”, garantindo que “Zelensky entende isso”. “Toda a gente entende que [a Crimeia] está [com a Rússia] há muito tempo”, afirmou o Presidente dos EUA.
-
Zelensky diz que míssil norte-coreano usado em Kiev tinha componentes dos EUA
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje que um míssil balístico russo produzido na Coreia do Norte e que foi usado num ataque mortal contra Kiev continha componentes de fabrico norte-americano.
“O míssil que matou civis em Kiev continha pelo menos 116 componentes de outros países, a maioria dos quais, infelizmente, foram fabricados por empresas norte-americanas”, descreveu o Presidente ucraniano numa declaração no Telegram.
A falta de pressão sobre a Rússia permite ao Kremlin importar estes mísseis e outras armas e utilizá-los aqui na Europa”, prosseguiu Zelensky.
Na quinta-feira, o líder ucraniano revelou que a Rússia usou um míssil balístico de fabrico norte-coreano no ataque realizado na madrugada anterior em Kiev, que matou pelo menos 12 pessoas e deixou cerca de uma centena de feridos.
-
Kremlin diz que encontro entre Putin e Witkoff aproximou EUA e Rússia
O Kremlin disse que o encontro entre o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi construtivo e serviu para aproximar as posições dos dois países quanto ao fim da guerra na Ucrânia.
Durante uma reunião de três horas, Putin e Witkoff discutiram também a possibilidade de retomar as negociações diretas entre a Rússia e a Ucrânia para que seja alcançada a paz, informou Yuri Ushakov, conselheiro da presidência russa, de acordo com o The Guardian.
-
Banco Central da Rússia mantém taxas de juro nos 21% apesar das falências e críticas
O Banco Central da Rússia decidiu manter as taxas de juro nos 21%, no esforço para reduzir a inflação, apesar das fortes críticas à sua presidente e de o número de falências ter aumentado.
Banco Central da Rússia mantém taxas de juro nos 21% apesar das falências e críticas
-
Trump defende que guerra foi causada por aspirações da Ucrânia em entrar na NATO
Donald Trump defendeu que foi a aproximação entre a Ucrânia e a NATO que despoletou a invasão russa em 2022. “Eu acho que o causou o início da guerra foi quando eles [ucranianos] começaram a falar de entrar na NATO”, disse numa entrevista à Time.
O líder republicano voltou também a afirmar que “a Crimeia vai ficar com a Rússia”. Trump responsabiliza Barack Obama pela ocupação russa da península, em 2014, acrescentando que “toda a gente sabe” que os russos já controlam esse território muito antes de Trump se ter tornado Presidente.
-
Enviado especial de Trump está em Moscovo onde se reuniu com Putin
Steve Witkoff, enviado especial de Donald Trump, está em Moscovo onde se encontrou com Vladimir Putin, anunciou hoje o Kremlin. Ainda não foi feito um balanço oficial do encontro por qualquer uma das partes.
A viagem de Witkoff acontece depois de na quarta-feira a Rússia ter realizado um ataque de mísseis de larga escala contra a capital da Ucrânia, que foi condenado por Trump. A ofensiva aérea, composta por um total de 215 drones e mísseis, causou 12 vítimas mortais e 87 feridos.
Desde que Trump tomou posse como Presidente dos EUA em janeiro deste ano, Witkoff já esteve pelo menos três vezes na capital russa para encontros com o Presidente da Federação Russa.
-
Presidente da câmara de Kiev admite cedência "temporária" de território ucraniano à Rússia
O presidente da câmara de Kiev admitiu que a Ucrânia pode ceder território à Rússia para chegar a um acordo de paz. Vitali Klitschko fez questão de assinalar que esta seria uma solução “temporária”.
“Agora, há muitas negociações para chegar a uma possível solução. Um dos cenários é ceder território. Não é justo, mas para a paz, para a paz temporária, talvez possa ser uma solução”, disse Klitschko, em declarações citadas pelo The Kyiv Independent.
As declarações foram feitas na sequência de um ataque a Kiev que causou 12 vítimas mortais e mais de 90 feridos, na madrugada de 24 de abril.
-
Lavrov diz que Rússia "está pronta" para um acordo para pôr fim à guerra. "Há elementos específicos que precisam de ser afinados", avisa
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, disse que a Rússia está pronta para chegar a um acordo que ponha fim à guerra na Ucrânia, de acordo com uma entrevista dada à rede de televisão norte-americana CBS.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, “está a falar de um acordo e nós estamos prontos para fazer um acordo, mas há alguns elementos específicos que ainda precisam de ser afinados”, disse Lavrov, segundo os excertos da entrevista publicados ‘online’ na quinta-feira.
“Há uma série de sinais de que estamos a avançar na direção certa”, acrescentou, numa altura em que as negociações levadas a cabo por Trump estão a tornar-se tensas, devido à questão da Crimeia.
Segundo meios de comunicação social norte-americanos, o reconhecimento da anexação da península da Crimeia pela Rússia é uma das exigências que a Casa Branca fez a Kiev no âmbito do plano de paz, mas o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já se pronunciou contra.
Questionado sobre a nova vaga de ataques contra a Ucrânia, lançada durante a madrugada de quinta-feira, que causou pelo menos 12 mortos e dezenas de feridos em Kiev, Lavrov respondeu: “Estamos apenas a visar objetivos militares ou locais civis utilizados pelo exército”.
“Se se trata de um alvo utilizado pelo exército ucraniano, o Ministério da Defesa, os comandantes no terreno, têm o direito de os atacar”, afirmou.
-
Três mortos em ataque russo a cidade ucraniana
Três pessoas morreram num ataque aéreo russo à cidade ucraniana de Pavlohrad, em Dnipropetrovsk, de acordo com o The Kyiv Independent. Uma criança está entre as vítimas mortais do ataque, segundo as autoridades locais.
Há pelo menos 10 feridos como resultado desta ofensiva noturna que provocou o início de vários incêndios nos edifícios residenciais atingidos. As equipas de emergência ucraniana ainda estão no local em operações de resgate e na tentativa de controlar as chamas.
-
Bom dia.
Abrimos aqui o nosso liveblog sobre a guerra na Ucrânia para esta sexta-feira. Pode consultar aqui o artigo em direto de ontem dedicado aos desenvolvimentos neste conflito.
Ataque russo em Kiev mata nove pessoas e faz mais de 70 feridos
Obrigado por continuar connosco.