Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia,

    Encerramos aqui este liveblog. Mas pode continuar a seguir os acontecimentos mais relevantes nos vários conflitos em curso no artigo que vamos atualizar em permanência, e que pode consultar aqui.

    Obrigado por ter estado connosco.

  • Trump diz que Irão quer um acordo, mas rejeita porque "os termos ainda não são suficientemente bons"

    Numa entrevista telefónica concedida à NBC News, Donald Trump revelou que o Irão quer fazer um acordo com os Estados Unidos para parar o conflito no Médio Oriente. Porém, o Presidente norte-americano afasta para já essa hipótese por entender que ainda não é o momento certo.

    “O Irão quer chegar a um acordo, e eu não quero fazê-lo porque os termos ainda não são suficientemente bons”, disse Trump, assinalando que os futuros termos de um acordo precisam de ser “muito sólidos”, mas sem querer adiantar pormenores.

    O Presidente dos EUA questionou ainda se o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está “sequer vivo”, uma vez que ainda não fez qualquer aparição pública desde que foi indicado para suceder ao pai, o aiatola Ali Khamenei. “Não sei se ele ainda está vivo. Até agora, ninguém conseguiu mostrá-lo”, declarou, continuando: “Ouvi dizer que ele não está vivo e, se estiver, deveria fazer algo muito inteligente pelo seu país: render-se.”

    Assumindo ter ficado “surpreendido” com os ataques iranianos a outros países do Médio Oriente em resposta à ofensiva dos EUA e de Israel, Donald Trump abordou os recentes ataques norte-americanos à Ilha de Kharg para garantir que “destruíram completamente” a maior parte do território. “Podemos atacá-la mais algumas vezes, só por diversão”, complementou.

  • Destroços de mísseis iranianos destruídos pelas defesas antiaéreas caem na região de Telavive

    Os destroços resultantes de mísseis iranianos que foram destruídos pelas defesas antiaéreas israelitas caíram ao final do dia sobre a região de Telavive. De acordo com o Canal 12 israelita, citado pela Al Jazeera, a queda de fragmentos dos mísseis iranianos incidiu sobretudo nas cidades de Lod e Ness Ziona.

    Os alertas de ataques aéreos fizeram-se ouvir em diversas zonas do centro e sul de Israel. As equipas de socorro e emergência foram mobilizadas para os locais onde caíram os detritos, mas, até ao momento, não há indicação da existência de feridos.

  • Imprensa israelita diz que Netanyahu terá contactado Zelensky para falar sobre combate aos drones iranianos

    O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá contactado o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para pedir uma conversa telefónica, segundo adiantou uma fonte oficial ao jornal Times of Israel, mas sem esclarecer as razões.

    Todavia, de acordo com o site Ynet, o líder do governo israelita quer abordar a cooperação com a Ucrânia para agilizar o combate aos drones iranianos, aos quais as forças ucranianas estão habituadas a travar, desde que o Irão se tornou um dos principais fornecedores de drones Shahed para a Rússia.

  • Mais três jogadoras da seleção iraniana decidem regressar a Teerão

    Mais três jogadoras da seleção nacional de futebol do Irão decidiram voltar ao país de origem, apesar da disponibilidade das autoridades australianas para lhes conceder asilo.

    A informação é avançada pela Sky News, que cita fontes do próprio governo australiano. As autoridades do país tinham concedido visto humanitário a sete jogadoras da equipa — entre outros receios, as atletas temiam ser executadas caso regressassem a Teerão.

    Mas, até este momento, quadro dessas jogadoras decidiram regressar ao país. Uma jogadora já tinha manifestado anteriormente essa intenção.

  • Fórmula 1 confirma anulação das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita em abril

    O Mundial de Fórmula 1 não vai contar com as corridas do Bahrein e da Arábia Saudita em abril, confirmou este sábado a organização numa publicação na rede social X, já depois de a notícia ter sido veiculada na sexta-feira.

    “Devido à situação atual no Médio Oriente, os Grandes Prémios, bem como as provas de F2, F3 e da F1 Academy, não se realizarão conforme previsto. Embora tenham sido consideradas alternativas, não haverá substituições em abril”, lê-se.

  • Emirados Árabes Unidos negam ter sido a origem de ataques dos EUA à Ilha de Kharg

    Os Emirados Árabes Unidos rejeitaram este sábado as acusações iranianas de que seriam a origem dos ataques dos EUA na última noite à Ilha de Kharg.

    Numa mensagem publicada na rede social X, Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, lembra os esforços de mediação que o país tem tido ao longo do tempo e enfatiza a prioridade à contenção em detrimento da escalada do conflito.

    “Os Emirados têm o direito de se defender perante esta agressão terrorista que lhes é imposta, mas continuam a dar prioridade à razão e à lógica, mantendo a contenção e procurando uma saída para o Irão e para a região”, escreveu.

  • Ataques israelitas fazem cinco mortos no sul do Líbano. Uma criança entre as vítimas

    Pelo menos cinco pessoas, entre as quais uma criança, morreram na sequência de ataques israelitas no sul do Líbano, adiantou este sábado à noite a estação Al Jazeera.

    Com base nas informações prestadas pelos serviços de emergência do Líbano, os ataques causaram ainda sete feridos. Os alvos dos ataques foram as cidades de Mefdoun, no distrito de Nabatieh, onde morreram quatro pessoas (inclusive uma criança), e a cidade Majdal Selm, no distrito de Marjeyoun, que provocou a morte de um cidadão.

  • Administração Trump pressiona emissoras com ameaça de retirada de licenças pela cobertura da guerra no Irão

    Donald Trump tem aumentado nos últimos dias o tom das críticas à cobertura que os meios de comunicação social norte-americanos têm feito da guerra no Médio Oriente e este sábado foi a vez de o presidente da Comissão Federal de Comunicações, Brendan Carr, deixar uma ameaça de retirada das licenças de emissão.

    “A lei é clara. As emissoras devem operar no interesse público e perderão as suas licenças se não o fizerem”, escreveu Brendan Carr na rede social X, acrescentando: “As emissoras que veiculam boatos e notícias distorcidas — também conhecidas como ‘notícias falsas’ [fake news] — têm agora a oportunidade de corrigir o rumo antes de chegar a altura da renovação das suas licenças”.

    O líder da Comissão Federal de Comunicações é um aliado de Donald Trump. Foi o Presidente dos EUA que o nomeou para presidir ao organismo com poder para influenciar e regular o setor da comunicação, tendo denunciado, segundo a imprensa americana, a existência de um viés liberal.

  • Refinaria no norte do Iraque atingida com drone iraniano

    Um drone atingiu este sábado a refinaria de Lanaz, na região de Erbil, no norte do Iraque, e fez deflagrar um incêndio que obrigou à suspensão das operações naquelas instalações petrolíferas.

    Construída em 2008, a refinaria de Lanaz situa-se na capital e cidade mais populosa da região do Curdistão iraquiano. A região tem sido atacada pelo Irão desde o início da guerra, face à localização de uma base militar dos EUA.

  • Aeroporto Internacional do Kuwait atingido por drones, mas sem causar feridos

    O Aeroporto Internacional do Kuwait foi este sábado atacado com drones, avançou a estação Al Jazeera, detalhando que não se registaram mortos ou feridos entre os passageiros ou trabalhadores daquela infraestrutura. Apenas o sistema de radar do aeroporto terá sofrido alguns danos com o ataque.

    “O Aeroporto Internacional do Kuwait foi alvo de vários drones que atingiram o sistema de radar do aeroporto. Felizmente, não se registaram vítimas”, afirmou Abdullah al-Rajhi, porta-voz da autoridade de aviação civil do Kuwait.

  • Forças israelitas e regime de Teerão confirmam morte de comandante militar de topo

    A morte do brigadeiro-general Abdullah Jalali Nasab, um comandante iraniano de topo com responsabilidades nos serviços secretos do Comando de Emergência Khatam al-Anbiya, foi anunciada este sábado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) e já confirmada por Teerão.

    “[Nasab] morreu em combate enquanto defendia o país, na sequência de um ataque da entidade sionista”, reconheceu o regime iraniano em comunicado. Já as IDF garantem ter eliminado também outro responsável proeminente do mesmo comando, designadamente Amir Shariat.

    O Irão admitiu a morte de vários comandantes militares de primeira linha desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro, entre os quais, de acordo com a Al Jazeera, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irão, Abdolrahim Mousavi, o ministro da Defesa e vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Aziz Nasirzadeh, e o comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour.

  • Governo iraniano revela que mais de 36 mil habitações foram atacadas desde o início da guerra

    O governo iraniano revelou hoje que 36.489 habitações e 6.179 estabelecimentos comerciais foram atingidos na sequência de ataques de EUA e Israel desde o início da guerra no Médio Oriente, segundo a porta-voz do executivo, Fatemeh Mohajerani, mencionada pelo El País.

    Só este sábado registaram-se mais 15 mortos num ataque das forças israelitas e norte-americanas a uma fábrica em Isfahan, no centro do Irão. O vice-governador da cidade, Ayud Darvishi, citado pela agência Mehr, esclareceu que o alvo foi uma fábrica de equipamentos de aquecimento e refrigeração, na qual se encontravam a trabalhar várias pessoas no momento do ataque.

  • Turquia teme que Netanyahu possa estar a cometer “um novo genocídio” no Líbano

    O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, afirmou hoje temer que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, possa estar a cometer “um novo genocídio” ao atacar o Líbano, a pretexto de combater o Hezbollah.

    “Tememos sinceramente que Netanyahu esteja a cometer um novo genocídio sob o pretexto de combater o Hezbollah”, disse aquele membro do Governo turco, instando a comunidade internacional a “tomar medidas imediatas”.

    Fidan voltou a acusar o líder israelita e as suas “políticas expansionistas e ideologia fundamentalista” de provocarem o conflito no Irão.

    “É impossível ignorarmos o facto de Israel impor os seus cálculos geopolíticos à região através de intervenções externas”, afirmou.

    Na ocasião, Hakan Fidan disse também que o seu país “não cederá a provocações” que o arrastem para a guerra desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel, um dia depois de os sistemas de defesa aérea da NATO terem abatido outro míssil disparado pelo Irão contra o espaço aéreo turco.

    “Somos absolutamente contrários a sermos arrastados para esta guerra. Estamos totalmente determinados a não ceder a provocações”, segundo declarou durante uma conferência de imprensa em Ancara, ao lado do seu homólogo do Bangladesh, Khalilur Rahman.

    O chefe da diplomacia turca acrescentou ter confrontado o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, com provas do lançamento de mísseis contra o seu território na sexta-feira, o que sucedeu pela terceira vez desde o início do conflito no Médio Oriente.

    “Mais uma vez, negam qualquer responsabilidade por este incidente. Alegam que não ordenaram tal ataque e que não estão envolvidos de forma alguma”, disse Fidan.

    O ministro salientou que a Turquia estava atenta para resistir a qualquer provocação, mas reiterou um apelo a negociações diplomáticas para pôr fim à guerra e disse que a prioridade da Turquia é impedir que o conflito se propague a toda a região

    “Os ataques contra o Irão devem cessar imediatamente. E o Irão deve parar de atacar países da região”, declarou.

  • Trump diz que países que recebem petróleo desde o Estreito de Ormuz "têm de cuidar" da passagem

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou ao tema da segurança da circulação do petróleo no Estreito de Ormuz para reforçar a necessidade de envolvimento de outros países além dos Estados Unidos na pacificação daquela região, depois de já ter assegurado que aquela importante passagem para o abastecimento do petróleo mundial estaria aberta e segura.

    “Os Estados Unidos da América derrotaram e dizimaram completamente o Irão, tanto a nível militar como económico e em todos os outros aspetos, mas os países do mundo que recebem petróleo através do Estreito de Ormuz têm de cuidar dessa passagem, e nós vamos ajudar — muito! Os EUA também irão coordenar-se com esses países para que tudo corra de forma rápida, tranquila e bem-sucedida. Isto sempre deveria ter sido um esforço de equipa, e agora será — irá unir o mundo em direção à harmonia, à segurança e à paz eterna”, escreveu Trump numa publicação na rede Truth Social.

  • Defesas aéreas de Qatar e Arábia Saudita intercetam drones iranianos

    As defesas aéreas de Qatar e Arábia Saudita intercetaram drones este sábado, que teriam o Irão como origem.

    De acordo com a Al Jazeera, o Ministério da Defesa saudita revelou que um drone foi intercetado e destruído no leste do país, enquanto as autoridades do Qatar relataram ter destruído quatro mísseis balísticos e um número indeterminado de drones iranianos ao longo deste sábado.

  • OMS confirma morte de 12 profissionais de saúde num ataque a um centro de saúde no Líbano

    O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou este sábado a morte de 12 profissionais de saúde num ataque a um centro de saúde no Líbano, sublinhando que houve um total de 14 mortes em ataques no sul do Líbano nas últimas 24 horas.

    “Os assassinatos, nas últimas 24 horas, de 14 profissionais de saúde no sul do Líbano representam um trágico agravamento da crise no Médio Oriente. A OMS confirmou que 12 médicos, paramédicos e enfermeiros foram mortos num ataque ocorrido ontem à noite contra o centro de cuidados de saúde primários de Bourj Qalaouiyeh. Apenas algumas horas antes, dois paramédicos perderam a vida em ataques a um centro de saúde em Al Sowana”, indicou Tedros Adhanom Gebreyesus.

    Numa mensagem publicada na rede social X, o responsável da OMS realçou que ocorreram 27 ataques contra serviços de saúde libaneses desde 2 de março, resultando em pelo menos 30 mortos e 35 feridos.

  • MNE iraniano rejeita que Mojtaba Khamenei esteja "ferido" e "desfigurado", garantindo que está "a cumprir os seus deveres"

    Após o Secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ter declarado na sexta-feira que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, estaria “ferido” e “provavelmente desfigurado”, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano veio refutar

    “Fizeram tantas afirmações como essas. Também disseram que todas as autoridades iranianas estavam em bunkers… Irão ver em breve que não há problema com o novo líder supremo. Ele enviou a sua mensagem, está a cumprir os seus deveres, de acordo com a Constituição, e assim vai continuar. A República Islâmica está muito bem enraizada na sociedade e não depende de uma pessoa”, afirmou, em entrevista ao MS Now.

    Mojtaba Khamenei foi confirmado esta semana como novo líder supremo do Irão, sucedendo no cargo ao pai, o aiatola Ali Khamenei, que morreu nos primeiros ataques de EUA e Israel ao Irão no dia 28 de fevereiro.

  • Base aérea no Kuwait usada pelos EUA atacada por dois drones

    A base aérea Ahmed Al-Jaber, próxima das instalações norte-americanas em Arifjan, no Kuwait, foi alvo de um ataque com dois drones este sábado, causando alguns feridos entre pessoal kuwaitiano de apoio às infraestruturas.

    “Três membros das forças armadas sofreram ferimentos ligeiros” após o ataque à Base Aérea Ahmed Al-Jaber, relatou o porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, o coronel Saud Al-Atwan, em comunicado.

  • Hamas apela ao Irão para não atacar países vizinhos nas respostas aos ataques de EUA e Israel

    O movimento palestiniano do Hamas apelou este sábado ao Irão para não visar outros países vizinhos na resposta aos ataques de EUA e Israel no âmbito do conflito que decorre há cerca de duas semanas no Médio Oriente.

    “Embora o grupo reafirme o direito do Irão de responder a esta agressão por todos os meios disponíveis, em conformidade com as normas e leis internacionais, apela aos nossos irmãos no Irão para que não ataquem os países vizinhos”, referiu o grupo aliado do Irão, numa nota divulgada pela Reuters, naquela que é a sua primeira posição pública após as respostas iranianas que visaram vários estados na região.

1 de 3