Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, sábado.

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Marinha iraniana diz que Estreito de Ormuz está encerrado, temporariamente, até ordem contrária

    A Marinha iraniana anunciou o encerramento temporário do Estreito de Ormuz “até ordem em contrário”, segundo a televisão estatal iraniana IRIB, citada pela Al Jazeera.

    Num comunicado divulgado pela estação pública, a força naval do IRGC afirma que qualquer interferência estrangeira ou tentativa de impor uma rota de navegação que considera “ilegal” no estreito terá uma resposta firme.

    Segundo o comunicado, várias embarcações ignoraram avisos para corrigirem a rota e navegarem pelo corredor autorizado. Uma delas, que alegadamente desligou os seus sistemas de identificação, colocando em risco a segurança marítima, foi intercetada depois de terem sido disparados tiros de advertência.

    A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana acrescenta que nenhuma embarcação poderá atravessar o Estreito de Ormuz enquanto persistir a presença e a interferência dos EUA na região.

    O comunicado termina com um aviso de que qualquer novo ataque ou violação será alvo de uma resposta “enérgica”, incluindo ataques contra aquilo que designa como novas bases inimigas na região.

  • Embaixador em Israel garante que havia "plano específico" mas serviços de informação apenas detetaram "intenção"

    Israel partilhou com a administração de Donald Trump informações dos serviços de informações segundo as quais elementos da ala mais radical do regime iraniano pretendiam assassinar o Presidente norte-americano. No entanto, segundo a norte-americana CNN, que cita responsáveis dos dois países, os dados apontavam apenas para uma intenção e não para um plano operacional concreto.

    Segundo a estação norte-americana, a informação foi transmitida numa altura em que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, procura influenciar a estratégia da Casa Branca em relação ao Irão, num contexto de divergências internas sobre a prioridade a dar à via diplomática ou ao regresso de uma ofensiva militar em larga escala.

    Os serviços de informações dos EUA não terão encontrado indícios de um plano novo ou específico de Teerão para assassinar Trump. Porém, os serviços continuam a detetar conversas entre diferentes elementos iranianos nas quais é manifestado o desejo de eliminar o Presidente norte-americano.

    Em contraste com esta descrição, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, afirmou em entrevista à Fox News que Israel alertou Washington sobre “um plano muito específico” para matar Donald Trump.

  • Omã propõe ao Irão duas "vias de navegação" no Estreito de Ormuz, ambas sem portagens

    O Omã apresentou ao Irão uma proposta para a gestão da circulação no Estreito de Ormuz, durante as conversações realizadas este sábado entre os dois países, revelou à CNN internacional uma fonte com conhecimento das negociações.

    Segundo a mesma fonte, a proposta prevê a criação de duas rotas distintas de navegação: uma ao largo da costa iraniana, sob controlo de Teerão, e outra mais próxima de Omã, gerida pelas autoridades omanitas e com as condições de navegação normais anteriores à guerra.

    Nenhuma das rotas implicaria o pagamento de portagens.

    A proposta terá sido discutida este sábado em Mascate, durante um encontro entre o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, e o seu homólogo omanita, Sayyid Badr Albusaidi. Mas ainda não há indicações claras sobre a recetividade da proposta.

  • Jornal iraniano publica lista dos que considera responsáveis pela morte de Khamenei. Meloni, Macron e Merz entre os "alvos"

    O jornal iraniano Hamshari, propriedade da câmara municipal de Teerão e um dos diários de maior circulação no país, publicou na sua edição online uma espécie de “lista negra” com fotografias de dirigentes internacionais que considera responsáveis pela morte do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

    Entre os visados estão a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico (demissionário) Keir Starmer e o Presidente francês, Emmanuel Macron.

    No topo, porém, com um alvo na testa, aparecem o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

    A imagem mostra todos os líderes mundiais vestidos com fatos cor de laranja semelhantes aos usados por prisioneiros, numa referência à mensagem divulgada esta sexta-feira por Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder supremo, na qual promete “vingança” contra os responsáveis pela morte do pai.

    Até ao momento, as autoridades iranianas não comentaram oficialmente a publicação do jornal.

  • Bombas teleguiadas russas mataram cinco pessoas em Sumy, incluindo uma criança

    Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas neste sábado na sequência de um ataque russo com bombas aéreas teleguiadas contra infraestruturas civis na cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia.

    A informação, transmitida pelas autoridades locais, é noticiada por jornais como o The Kyiv Independent.

    Entre as vítimas mortais está uma menina de 13 anos, que morreu junto a uma estrada e a uma paragem de autocarro onde caiu uma das bombas, segundo a polícia regional de Sumy.

    De acordo com as autoridades, a Rússia lançou três bombas guiadas sobre a cidade. Duas atingiram uma zona movimentada, enquanto a terceira atingiu uma infraestrutura que não é especificada.

    Além da adolescente, morreram três homens naquele local. Uma quinta vítima acabou por sucumbir aos ferimentos já no hospital.

    O gabinete do Procurador-Geral da Ucrânia informou que há também 32 feridos, entre os quais três crianças. Cinco dos feridos encontram-se em estado grave, segundo o governador regional, Oleh Hryhorov.

    A Procuradoria ucraniana anunciou a abertura de uma investigação por alegados crimes de guerra, considerando que o ataque teve como alvo infraestruturas civis.

  • Exército israelita diz ter atacado operacionais do Hezbollah que transportavam armas no sul do Líbano

    O exército israelita afirmou ter realizado um ataque aéreo contra operacionais do Hezbollah que, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), foram identificados a transportar armamento na zona de segurança estabelecida por Israel no sul do Líbano.

    De acordo com o comunicado militar, soldados da 91.ª Divisão Regional “Galileia” detetaram vários elementos do Hezbollah a entrar na zona de segurança a bordo de um veículo e a retirar mísseis antitanque, que foram transportados para o interior de um edifício.

    As IDF acrescentam que, pouco depois, outros operacionais levaram mais armamento para o mesmo edifício e permaneceram no seu interior, levando a força aérea israelita a lançar um ataque contra a estrutura “para eliminar a ameaça“.

    Segundo o exército israelita, após o bombardeamento registaram-se explosões secundárias no edifício, o que, de acordo com Israel, indica a presença de armamento no local. As IDF divulgaram imagens de vídeo que alegadamente mostram o momento do ataque.

    Antes do comunicado israelita, meios de comunicação libaneses tinham noticiado vários ataques aéreos na localidade de Mansouri, nas proximidades da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano. Até ao momento, não há informação oficial sobre vítimas ou danos provocados pelo ataque.

  • EUA vão “continuar usar” todos os meios para responder à ameaça cubana, diz Marco Rubio

    O secretário de Estado dos EUA afirmou hoje que “continuará a utilizar” todos os meios possíveis para responder às ameaças à segurança que o regime cubano representa e promover reformas económicas e políticas.

    “Os líderes de Cuba devem simplesmente optar por comprometer-se com reformas reais, com a paz e com a prosperidade, antes que seja tarde demais”, sublinhou Marc Rubio, num comunicado citado pela agência espanhola de notícias, a Efe.

    Rubio, que ocupa um cargo equivalente ao de ministro dos Negócios Estrangeiros nos governos europeus, fez estas declarações por ocasião do quinto aniversário dos protestos em massa de 11 de julho de 2021, nos quais milhares de cubanos saíram às ruas para protestar contra a escassez e a falta de liberdades.

    O secretário condenou o facto de, cinco anos depois, centenas de cubanos continuarem detidos “injustamente” e reiterou o apelo à “libertação imediata destes e de todos os presos políticos em Cuba”.

    Além disso, voltou a atacar os líderes do regime da ilha, a quem acusou, sem apresentar provas, de roubar e ocultar no estrangeiro os poucos recursos que restam à ilha, segundo a Efe.

  • Irão vai considerar não estar abrangido por acordo assinado com EUA se continuarem os ataques ao seu território

    O Irão advertiu que não se considerará abrangido pelo acordo assinado com os EUA para pôr fim à guerra no Médio Oriente caso os ataques ao seu território continuem, segundo um representante iraniano nas Nações Unidas.

    “Se os EUA continuarem a faltar às suas obrigações no âmbito do protocolo do acordo, o Irão não sentirá que tem de respeitar as suas próprias obrigações ao abrigo desse acordo”, indicou o representante iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, à televisão pública iraniana, numa declaração citada pela agência France-Presse (AFP).

    A declaração acontece numa altura em que os líderes iranianos e norte-americanos trocam ameaças, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ameaçar, nas redes sociais, mais disparos de mísseis contra o Irão, após se terem ouvido pedidos para matar Trump durante o funeral do aiatola Ali Khamenei.

  • Irão diz que não haverá negociações enquanto os EUA não alterarem posição

    O Irão não quer que haja mais negociações enquanto os EUA não recuarem das posições que têm manifestado nas últimas semanas, noticiou a agência iraniana Fars, citada pela Reuters, confirmando as divergências que persistem e que podem atrasar o arranque formal das conversações com vista a um acordo de paz.

    A notícia surgiu no mesmo dia em que chegou ao Omã o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi. O responsável deverá encontrar-se com membros da administração dos EUA para discutir os mecanismos que permitam garantir a passagem segura de navios no Estreito de Ormuz, numa altura em que Washington procura obter um compromisso público por parte de Teerão em relação à liberdade de navegação naquela rota estratégica.

    A estação norte-americana CBS e a britânica BBC avançaram que as negociações de sábado deverão ser lideradas, do lado dos EUA, pelo vice-presidente JD Vance, pelo secretário de Estado Marco Rubio, pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do Presidente Donald Trump. Não é claro, contudo, se estes irão estar fisicamente em Omã ou se vão participar por videoconferência.

  • Congressista norte-americano foi detido por colonos israelitas durante visita à Cisjordânia

    Um congressista norte-americano diz ter sido detido por colonos israelitas armados durante uma visita à Cisjordânia esta semana. O democrata Ro Khanna, em declarações à Reuters, descreve que o grupo em que seguia na excursão a uma vila palestiniana foi cercado por vários colonos que carregavam metralhadoras M4.

    “Estávamos na vila que os colonos israelitas tinham destruído, destruíram a escola e nós estávamos só a ver”, afirmou o deputado da Califórnia. “E aparecem esses bandidos com metralhadoras de fabrico americano e detêm-nos”, acrescenta.

    Segundo Ro Khanna, os colonos bloquearam a estrada, impossibilitando a fuga do grupo que estava de visita à vila palestiniana destruída, e depois chamaram as Forças de Defesa de Israel, que estavam “do lado deles”.

  • Israel continua a atacar o Líbano apesar de cessar-fogo

    Israel atingiu o bairro de Al-Mashaa na região de Tyre, no sul do Líbano, avança a CNN Internacional citando testemunhas no local. Os ataques israelitas acontecem numa altura em que está em vigor um cessar-fogo com o Hezbollah e os EUA começam a implementar os enquadramentos do acordo com o Governo libanês.

  • Militares dos EUA reunidos com exército libanês para implementar acordo com Israel

    Uma delegação militar dos EUA esteve reunida este sábado com o exército libanês em Beirute para discutir a implementação do acordo de cessar-fogo com Israel, começando com a retirada dos militares israelitas de uma das “zonas piloto” perto da fronteira no sul do país, que continua ocupada por soldados de Telavive.

    “A tradução e a implementação do acordo é o principal objetivo que a delegação militar dos Estados Unidos traz para o Líbano”, lê-se numa nota enviada à agência France Presse.

  • Paquistão e Arábia Saudita expressam "profunda preocupação" com a escala do conflito entre EUA e Irão

    Os líderes do Paquistão e da Arábia Saudita falaram hoje ao telefone, demonstrando “profunda preocupação com a escalada do conflito” entre os Estados Unidos e o Irão, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão no seu perfil no X.

    Mohammad Ishaq Dar conversou com o príncipe da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, e disse que ambos concordaram que “o reacender do conflito não serve os interesses de ninguém e prejudica os esforços em prol da paz e da estabilidade regionais”.

    O saudita apelou à “continuidade do diálogo”, enquanto o paquistanês pediu a todas as partes “para que exerçam a máxima contenção e deem aos esforços de mediação o tempo e o espaço necessários para alcançar um resultado pacífico e significativo”.

  • Sobe para 12 o número de feridos em Kiev após ataque russo. Há duas crianças entre as vítimas

    Uma criança de 10 anos é a 12ª vítima anunciada pela Ucrânia no ataque realizado pela Rússia hoje em Kiev. Também outra criança, um menino de 11 anos, havia sido referido anteriormente pelo presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, na sua página no Telegram.

  • Hamas denuncia aumento de ataques de colonos na Cisjordânia

    O Hamas denunciou hoje um aumento nos ataques de colonos israelitas contra palestinianos na Cisjordânia ocupada, após diversos incidentes em várias localidades do território, e convocou uma mobilização intensificada e a criação de mecanismos de proteção comunitária.

    Em comunicado divulgado pelos seus canais, o grupo acusou os colonos de cometerem atos de “terrorismo” e “crime organizado” em localidades como Al-Mughayyir, a leste de Ramallah, onde, segundo o relato, ocorreram ataques a casas, propriedades e moradores com a cumplicidade do exército israelita.

    A agência de notícias oficial palestina Wafa informou hoje que vários palestinianos ficaram feridos durante um ataque de forças israelitas e colonos a uma residência em Al-Mughayyir.

    Segundo fontes locais citadas pela agência, um homem foi ferido na coxa, duas pessoas ficaram feridas por balas revestidas de borracha e um menino de 10 anos foi atingido na cabeça por uma granada de atordoamento.

  • Rússia anuncia abate de 178 drones ucranianos

    As defesas aéreas russas abateram 178 drones ucranianos de longo alcance durante a noite sobre oito regiões da Rússia, Crimeia e os mares Negro e de Azov, não havendo relatos de danos em infraestruturas críticas, anunciaram hoje as autoridades.

    “Durante a noite as defesas aéreas intercetaram e abateram 178 drones ucranianos de asa fixa”, afirmou o Ministério da Defesa russo numa nota publicada no MAX, a rede de mensagens russa.

    De acordo com o comando militar, os engenhos foram neutralizados sobre as regiões russas de Bryansk, Kaluga, Rostov, Smolensk, Tver, Adiguésia, região de Moscovo, Krasnodar e península ucraniana anexada da Crimeia, bem como sobre os mares Negro e de Azov.

    Durante a noite, nenhum órgão de comunicação russo ou ucraniano noticiou qualquer dano nas infraestruturas críticas russas, o principal alvo dos ataques de Kiev, que visam abrandar a máquina de guerra russa com os seus ataques de retaguarda em profundidade.

  • Mojtaba Khamenei promete "vingança" pela morte do seu pai

    O líder supremo do Irão afirmou que o país vai vingar-se pela morte do seu pai, o aiatolá Ali Khamenei. Em publicações no seu perfil na rede social X, Mojtaba afirmou que “a vingança é uma exigência que deve ser cumprida“.

    “Prometemos que vingaremos o vosso sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras contra os assassinos criminosos e caídos em desgraça”, diz o texto. “Estes criminosos, cujos nomes são conhecidos e estão documentados de cima a baixo, levarão para o túmulo o desejo de uma morte pacífica na velhice e nas suas camas. Devem saber que este assunto não depende da minha existência ou da de outros responsáveis”, afirmou Mojtaba.

  • 11 feridos em Kiev após Rússia ter lançado 12 mísseis e 121 drones

    Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas após a Rússia ter lançado uma série de mísseis balísticos contra Kiev este sábado, avança a Reuters. Ao todo, de acordo com a Força Aérea Ucraniana, foram lançados seis mísseis balísticos, seis mísseis cruzeiro e ainda 121 drones contra a capital da Ucrânia.

    A agência Reuters nota que estes ataques chegaram numa altura em que as forças ucranianas têm estado “com um nível de munições extremamente baixo” para os seus sistemas de defesa aérea Patriot”, deixando-os expostos às ameaças aéreas russas, que se têm intensificado nos últimos dias.

  • Um morto após ataque com drone a navios russos

    Uma pessoa morreu após um drone ter atingido quatro navios russos no Mar de Azov este sábado, confirmou o governador da região de Rostov, citado pela Reuters.

    “Um marinheiro a bordo de um navio de apoio técnico perdeu a vida. Mais ninguém ficou ferido”, escreveu Yuri Slyusar no comunicado, que incluiu uma mensagem de condolências. O autarca confirmou que as quatro embarcações também ficaram danificadas — incluíndo um transportador de metanol —, mas afesta o risco de haver uma fuga ou derrame dos conteúdos transportados.

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