Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que Israel atuará de acordo com as suas instruções, referindo-se a Israel como um “bom colega de equipa”. Trump afirmou que os israelitas cessarão as suas operações quando ele o fizer, a menos que sejam provocados ou enfrentem uma situação inevitável. O Presidente norte-americano disse ainda que o Irão deve “fazer um acordo antes que seja tarde”.
    • A Guarda Revolucionária do Irão declarou ter abatido um “caça inimigo” na região do Golfo e também afirmou ter atacado um centro de dados da Oracle no Dubai e outro de computação em nuvem da Amazon no Bahrein, ações classificadas como retaliações aos ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos. Entretanto, o Gabinete de Imprensa do Dubai negou que o centro da Oracle tenha sido atacado.
    • No âmbito das relações internacionais, António Guterres, secretário-geral da ONU, apelou a uma pausa na “espiral de morte e destruição” no Médio Oriente, enfatizando a urgência de cessar as hostilidades que estão a ter repercussões globais. Já a Rússia apelou aos EUA e a Israel para que cessem as suas ações agressivas na região, acusando-os de “brincar com o fogo”.
    • Mais de 40 países, incluindo Portugal, reuniram-se para pedir a reabertura imediata e incondicional do Estreito de Ormuz. A iniciativa visa assegurar a liberdade de navegação e pressão diplomática sobre o Irão, num esforço internacional coordenado para resolver a crise na região.

  • Este liveblog fica por aqui.

    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre as tensões geopolíticas internacionais neste novo liveblog, que agora abrimos.

    Até já.

    Trump promete atacar Irão de forma “extremamente dura” e faz preços do petróleo dispararem novamente

  • Irão afirma que mais de 600 escolas e centros de educação foram atingidos no país

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirma que mais de 600 escolas e centros de educação foram atingidos por ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro, escreve a Al Jazeera.

  • Kuwait afirma estar responder a ataques iranianos com mísseis e drones

    O exército do Kuwait anunciou que está a responder a ataques do Irão com recurso a mísseis e drones, avança a Al Jazeera.

  • Grupo armado do Iraque reivindica ataque no Aeroporto Internacional de Bagdade

    O grupo armado iraquiano Saraya Awliya al-Dam reivindicou a autoria de um ataque com um drone que teve como alvo a Base Victoria, no complexo do Aeroporto Internacional de Bagdade.

    De acordo com a Al Jazeera, o objetivo era atacar “fontes de energia vitais” no complexo. Através de um comunicado divulgado no Telegram, citado pela televisão, o grupo especificou que o ataque atingiu tanques de combustível utilizados para alimentar os geradores da instalação.

  • Pentágono confirma saída imediata do Chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA

    O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou que o general Randy George se vai reformar como o 41º Chefe do Estado-Maior do Exército, com efeitos imediatos, escreve a Al Jazeera.

  • EUA rejeitam alegação do Irão de ter abatido caça no Golfo

    O Comando Central das Forças Armadas dos EUA diz que a alegação da Guarda Revolucionária do Irão de ter abatido um “caça inimigo” sobre a ilha de Qeshm, perto do Estreito de Ormuz, é falsa.

    “Todas as aeronaves de combate norte-americanas estão contabilizadas. A Guarda Revolucionária do Irão já fez esta mesma alegação falsa pelo menos meia dúzia de vezes”, pode ler-se numa publicação no X do Comando Central das Forças Armadas.

  • Dubai rejeita notícias de que um centro de dados da Oracle foi alvo de ataque

    O gabinete de imprensa do Dubai rejeitou as notícias de que um centro de dados da Oracle foi alvo de um ataque da Guarda Revolucionária do Irão no território, de acordo com a Al Jazeera.

  • Israel retoma operações em reserva gasística de Leviathan

    As operações no campo de gás de Leviathan, em Israel, vão ser retomadas após mais de um mês de suspensão devido ao conflito na região, de acordo com um comunicado do Ministério da Energia israelita, citado pela Reuters.

    “Após avaliações da situação e uma revisão de todas as considerações relevantes, decidiu-se, neste momento, retomar as operações da plataforma Leviathan”, afirma o comunicado do Ministério da Energia de Israel. “O fornecimento de gás natural para o mercado local continua e será agora alargado com a adição de mais uma plataforma ao sistema de produção”.

    De acordo com a Reuters, a reserva de Leviathan é considerado um dos depósitos de gás mais importantes na região. A instalação, gerida pela multinacional americana Chevron, estava inativa desde o início da guerra.

  • António Guterres apela ao fim da "espiral de morte e destruição" no Médio Oriente

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um alerta na rede social X sobre a deterioração da situação no Médio Oriente e apela ao fim da “espiral de morte e destruição”.

    “A cada dia que a guerra no Médio Oriente continua, o sofrimento humano e a devastação aumentam, os ataques indiscriminados intensificam-se e os perigos para o nosso mundo crescem”, pode ler-se na mesma publicação na rede social X.

    António Guterres salientou ainda que o impacto das hostilidades já não se limita à região imediata, referindo que o “conflito está a ser sentido em todo o lado”.

  • "Parem de brincar com o fogo”: embaixador da Rússia na ONU avisa EUA e Israel

    Vassily Nebenzia, embaixador e representante da Rússia nas Nações Unidas, apelou ao fim da violência no Médio Oriente e avisou os EUA e Israel a pararem “de brincar com o fogo”, escreve a Al Jazeera.

    Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, Nebenzia terá a afirmado que a “escalada sem precedentes da violência no Médio Oriente” está a afetar “os países amigos da Federação Russa”.

    “É evidente que a situação atual é o resultado direto de um ato injustificado de agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o território soberano do Irão”, acrescentou o embaixador, citado pela mesma televisão.

  • França proíbe encontro de muçulmanos em Paris devido a "nível de alerta terrorista"

    A França proibiu um encontro de muçulmanos planeado para os próximos dias em Paris, alegando “um aumento das tensões e do nível de alerta terrorista“.

    “A pedido do Ministro do Interior, Laurent Núñez, emiti uma ordem que proibia a 40ª edição do Encontro Anual de Muçulmanos de França, que se realizaria de 3 a 6 de abril no Centro de Exposições Paris-Le Bourget”, declarou o chefe da polícia parisiense, Patrice Faure, numa publicação no X.

    “Esta decisão acontece num contexto nacional e internacional marcado por tensões elevadas e um nível acrescido de alerta terrorista, riscos de distúrbios públicos e a forte presença policial nas ruas nos próximos dias”, pode ler-se na mesma publicação.

    De acordo com o The Times of Israel, a decisão surge depois do país ter reforçado a segurança em alguns locais de Paris, na sequência de um atentado bombista falhado contra a sede do Bank of America no passado fim de semana.

    Makhlouf Mameche, chefe da organização que planeou o evento, confirmou a ordem de proibição e planeia apresentar um recurso judicial contra a decisão francesa, escreve ainda o jornal israelita.

  • Secretário da Defesa dos EUA pede demissão ao Chefe do Estado-Maior do Exército

    O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, pediu ao chefe do Estado-Maior do Exército, o general Randy George, que se demita e se reforme imediatamente, avança a CBS News.

    Segundo fontes próximas citadas pela televisão, Hegseth quer alguém no cargo que implemente a visão de Donald Trump para o Exército.

    “Estamos gratos pelo seu serviço, mas estava na altura de uma mudança na liderança do Exército”, confessou um alto funcionário do Departamento de Defesa dos EUA à CBS News.

    O chefe do Estado-Maior do Exército cumpre, geralmente, um mandato de quatro anos. Randy George foi nomeado para o cargo por Joe Biden e confirmado pelo Senado em 2023, o que significa que ocuparia o cargo até 2027.

  • Irão afirma ter abatido "caça inimigo" no Golfo

    A Guarda Revolucionária do Irão afirma ter abatido “com sucesso” um “caça inimigo a sul da Ilha de Qeshm”, de acordo com os meios de comunicação estatais.

    Citado pela Al Jazeera, o comunicado da Guarda Revolucionária transmitido pelos meios de comunicação iranianos não especifica a que país pertencia o avião de guerra. No entanto, o Irão afirma que, depois de atingido, o caça caiu no Golfo, entre as ilhas de Hengam e Qeshm.

  • Israel é "um bom colega de equipa": Trump garante que israelitas vão agir conforme as suas ordens

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garante que Israel agirá conforme as suas ordens.

    Em entrevista à revista Time, Trump afirma que Israel é um “bom colega de equipa” e que “fará o que eu lhe disser”.

    “[Os israelitas] vão parar quando eu parar, a menos que sejam provocados, ou quando não terão escolha, mas vão parar quando eu parar”, acrescentou ainda.

  • Conselho de Segurança da ONU agenda votação para garantir navegação no Estreito de Ormuz

    O Conselho de Segurança da ONU agendou uma votação para esta sexta-feira sobre uma resolução patrocionada pelo Bahrein, que autoriza a utilização de meios defensivos, mas não ofensivos, para garantir a navegação internacional no Estreito de Ormuz, avança a Associated Press.

    De acordo com a AP, a versão final a votar atenua significativamente as propostas anteriores, que autorizavam os países a “utilizar todos os meios necessários” para garantir a passagem em Ormuz e impedir tentativas de interferência na navegação.

    A versão a votar, citada pela mesma agência de notícias, autoriza os países a “utilizar todos os meios defensivos necessários e compatíveis com as circunstâncias no Estreito de Ormuz e águas adjacentes”.

    Tanto a Rússia como a China se opuseram às versões anteriores, que autorizavam possíveis ações ofensivas.

  • Líder do PP critica ausência de Espanha em cimeira sobre o Estreito de Ormuz

    Em reação a uma notícia publicada na ABC España que dá conta que a cimeira desta quinta-feira que reuniu 40 ministros dos Negócios Estrangeiros de todo o mundo não teve a presença de um representante espanhol, Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular, que faz oposição ao atual Governo de Pedro Sánchez.

    “A Espanha não pode permanecer isolada num momento como este. O seu lugar é junto dos nossos aliados históricos, em negociações diplomáticas, a exigir em conjunto a reabertura do Estreito de Ormuz”, escreve Feijóo. “A política externa não está imune à decadência que agora permeia tudo. Também iremos reverter este erro para que a nossa nação possa voltar a desempenhar o papel que lhe cabe entre os países ocidentais.”

  • Zelensky destaca ajuda ucraniana a países atacados pelo Irão

    Volodymyr Zelensky assinalou esta quinta-feira, no seu tradicional depoimento diário no X, que a Ucrânia está a trabalhar em conjunto para proteger os países que enfrentam ataques iranianos — uma forma de reforçar a posição do país como um aliado dos EUA e dos países europeus.

    “A Ucrânia participa em todas as formas de interação com os nossos parceiros para maior segurança e fortalecimento conjunto. Continuamos a trabalhar com os países que estão atualmente sob ataque do regime iraniano. Novos acordos foram alcançados e a Ucrânia terá uma presença ainda maior nos novos formatos de segurança. Isto certamente fortalecerá o potencial de exportação e as capacidades de defesa da Ucrânia”, assinala Zelensky.

    O Presidente ucraniano diz ainda que a Ucrânia participou na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros desta manhã, que discutiu opções para a navegação segura pelo Estreito de Ormuz, e que na próxima sexta-feira as autoridades ucranianas vão detalhar toda a ajuda que está a ser prestada e os países que estão a receber apoio, “do Golfo à Turquia”.

    Zelenskyy ofereceu ainda a experiência da Ucrânia em matéria de liberdade de navegação no Mar Negro a países que ponderam formas de manter o Estreito de Ormuz aberto, segundo a Al Jazeera.

  • Araghchi responde Trump sobre "devolver o Irão à idade da pedra": "Não havia extração de petróleo naquela época"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano usou o X para responder uma das promessas que Donald Trump fez num discurso na madrugada passada, quando disse que iria “devolver o Irão à idade da pedra” com os ataques.

    “Há uma diferença marcante entre o presente e a Idade da Pedra: não havia extração de petróleo ou gás no Médio Oriente naquela época. Será que o Presidente dos EUA e os americanos que o elegeram têm certeza de que querem retroceder no tempo?”, questiona Abbas Araghchi.

  • Ucrânia: Rússia não registou ganhos territoriais em março, a primeira vez em dois anos, diz ONG

    O exército russo não registou quaisquer ganhos territoriais na Ucrânia em março, uma situação inédita desde setembro de 2023, segundo dados recolhidos pela organização não-governamental (ONG) Instituto para o Estudo da Guerra (ISW).

    De acordo com os dados da ONG sediada em Washington e analisados pela agência de notícias France-Presse (AFP), em alguns pontos as Forças Armadas russas recuaram perante as forças de Kiev.

    De forma geral, o exército russo tem abrandado desde o final de 2025, devido às contra-ofensivas no sudeste do país, com um avanço de 123 quilómetros quadrados (km²) em fevereiro, o que já constituía o menor avanço desde abril de 2024.

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