Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta segunda-feira a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Pode segui-los aqui.

    Zelensky: “A tática russa continua igual em todo o lado: ignorar as perdas e tentar continuar a avançar”

  • CEO de investimentos russos: diálogo com Trump levou a "mudança histórica" na opinião pública russa, que já não considera EUA "hostis"

    O diálogo entre Donald Trump e Vlaidmir Putin permite que a escalada da guerra na Ucrânia seja travada, com a opinião pública russa a passar por mudanças significativas. Pelo menos é essa a opinião de Kirill Dmitriev, CEO do Fundo de Investimentos Diretos da Rússia.

    Citado pela agência russa TASS, Dmitriev diz que o diálogo entre Putin e Trump levou a uma “mudança histórica” na opinião pública russa e que a percentagem de russos que descreve os Estados Unidos como “hostis” passou de 75% para 40%; já o apoio por uma normalização das relações com o Ocidente terá “saltado” dos 52% para 80%, citando números da ONG russa Levada Center. “O diálogo funciona. As pessoas ouvem. Grande oportunidade de desescalar”.

    No dia 4 de junho, Trump e Putin falaram durante cerca de 1h15 ao telefone. No fim, o Presidente norte-americano disse que a conversa foi boa mas que não permitia imaginar uma paz imediata.

  • Renault vai instalar-se na Ucrânia para fabricar drones, diz imprensa francesa

    A Renault vai instalar-se na Ucrânia para fabricar drones, avança o Franceinfo este domingo. O fabricante automóvel fará uma parceria com uma empresa pequena francesa especializada em defesa, com linhas de produção localizadas a algumas dezenas ou centenas de quilómetros da linha da frente. A Renault confirmou que foi contactada pelo governo, mas afirmou que “nenhuma decisão foi tomada neste momento”.

    Na sexta-feira o ministro da Defesa francês, Sébastien Lecornu, anunciou “uma parceria completamente inédita na qual uma grande empresa de automóveis francesa se vai aliar com uma pequena empresa de defesa francesa para armar as linhas de produção na Ucrânia para que sejam capazes de produzir drones”, de acordo com o citado pelo Le Monde.

  • Rússia anuncia avanço em Donetsk, mas Ucrânia desmente

    O ministério da Defesa da Rússia anunciou que as suas tropas alcançaram a fronteira oeste de Donetsk, e avança agora na região de Dnepropetrovsk, publica a agência russa TASS. “Continuamos a desenvolver a nossa ofensiva no território”, disse o ministro, num comunicado.

    Contudo, o porta-voz do exército ucraniano, Andri Kovaliov, em declarações à Ukrainska Pravda, nega que soldados russos estejam em combate na região. “O inimigo não entrou em Dnepropetrovsk”, afirmou.

  • Ucrânia confirma troca de corpos de soldados para a próxima semana

    A Ucrânia confirmou que a troca de corpos de soldados com a Rússia deve acontecer na próxima semana. O líder militar ucraniano, Kyrylo Budanov, reagiu aos comentários de representantes russos este domingo, numa publicação no Telegram. No texto, diz que os trabalhos estão a correr como o acordado na segunda ronda de negociações em Istambul, a 2 de junho, e que os responsáveis pelas operações de repatriamento já terão sido avisados na última terça-feira sobre os próximos passos.

    “A Ucrânia enfrenta pressões informativas e tentativas de ditar unilateralmente os parâmetros do processo de troca”, disse. “Estamos a cumprir rigorosamente os acordos firmados em Istambul. Quem, quando e como trocar não deve ser uma decisão exclusiva de ninguém. A preparação cuidadosa está em curso. A pressão e a manipulação são inaceitáveis ​​aqui.”

    Sobre os comentários de representantes russos do último sábado, que disseram que a Ucrânia adiou a troca prevista para este fim de semana sem explicações, Budanov diz que “as tentativas de alguns propagandistas russos de especular sobre o sofrimento humano, no qual eles próprios estão envolvidos, soam especialmente cínicas. Sobretudo no grande feriado da Trindade, que hoje celebramos.”

    Então, o líder militar explica que “o Quartel-General da Coordenação está a trabalhar arduamente para organizar uma troca com base nos acordos assinados. E todos os nossos Defensores, bem como os civis, devem regressar a casa. O início das medidas de repatriamento com base nos resultados das negociações em Istambul está previsto para a próxima semana, sobre o qual as pessoas autorizadas foram informadas na terça-feira. Tudo está a correr conforme o planeado, apesar do jogo sujo de informações do inimigo.”

    Anteriormente, a Rússia afirmou, citada pela agência Tass, que já tinha entregue os 1.212 corpos de soldados ucranianos no ponto de encontro previamente acordado com a Ucrânia e que estava pronta para inicar o processo de devolução ainda este domingo.

  • Rússia diz que está pronta para entregar 1.212 corpos de soldados ucranianos este domingo

    A Rússia já terá transportado 1.212 corpos de soldados ucranianos ao ponto de encontro com a Ucrânia para a troca acordada nas negociações de Istambul da última segunda-feira, diz o general Alexander Zorin, representante da delegação russa à agência TASS.

    “A cumprir estritamente o acordo das negociações entre Rússia e Ucrânia em Istambul a 2 de junho e conforme a agenda acordada com o lado ucraniano, a Rússia entregou os corpos dos soldados ucranianos que estão preparados para a repatriação ao local de troca. Esta é a primeira parte, consistindo de 1.212 corpos, muitos dos quais não foram identificados, embora sejam todos ucranianos pelos uniformes e a área onde foram encontrados”, diz o representante russo. De acordo com o general, o comboio com os corpos deveria começar a mover-se em direção à fronteira pelas 12h locais, 10h em Lisboa.

    No último sábado a Rússia acusou a Ucrânia de adiar a troca de prisioneiros sem dar explicação, o que Kiev rejeitou ter acontecido. Ainda não há reações ucranianas sobre as alegações da Rússia de que os corpos já estão a caminho da Ucrânia.

  • O que se passou até ao momento

    • O Ministério da Defesa da Rússia anunciou o abate de 64 drones ucranianos sobre regiões russas e sobre a Crimeia, com unidades de defesa aérea a intercetar e destruir drones em diversos territórios. A situação levou ao encerramento temporário das operações nos aeroportos de Domodedovo e Vnukovo, em Moscovo, devido aos ataques de drones ucranianos que visaram a capital a partir de várias direções, resultando também em danos ligeiros em estruturas residenciais.
    • As forças russas conquistaram a aldeia de Loknia, no Oblast de Sumy, na Ucrânia, uma área próxima da fronteira russa que tem sido palco de intensos confrontos. Embora o Ministério da Defesa russo tenha reivindicado esse controlo em maio, a confirmação por fontes independentes só foi divulgada agora, enquanto o Estado-Maior da Ucrânia ainda não se pronunciou.
    • A Ucrânia conseguiu neutralizar 40 dos 49 drones lançados pela Rússia durante a madrugada, e reportou ataques com mísseis em várias regiões, incluindo Kharkiv e Donetsk. Durante um dos ataques mais intensos registados desde o início da guerra, a cidade de Kharkiv sofreu graves danos, com várias mortes e feridos, e reportou-se que seis pessoas poderão estar sob escombros devido aos ataques.

  • Forças russas conquistam aldeia de Loknia no 'oblast' de Sumy

    As forças russas conquistaram a aldeia de Loknia, no Oblast de Sumy, na Ucrânia, segundo adiantou este domingo o grupo de monitorização DeepState, citado pelo jornal Kyiv Independent. A aldeia ucraniana fica a cerca de 30 quilómetros a norte da cidade de Sumy e encontra-se perto da fronteira russa, numa área que tem sido palco de confrontos intensos nas últimas semanas.

    O Ministério da Defesa da Rússia já tinha reivindicado o controlo da aldeia no passado dia 24 de maio, mas esse desenvolvimento só agora foi confirmado por uma fonte considerada independente. Até ao momento, o Estado-Maior da Ucrânia ainda não se pronunciou sobre esta matéria.

  • Forças ucranianas repelem três ataques russos na região de Kharkiv

    As forças ucranianas repeliram este domingo de manhã três ataques russos contra as suas posições de defesa nas povoações de Vovchansk, Vovchanski Khutory e Zapadne, todas na região de Kharkiv, segundo avançou a Ukrinform, após informação prestada pelo Grupo Operacional e Tático da cidade através do Telegram.

    “Durante o último dia, os ocupantes russos lançaram um ataque com mísseis, realizaram três ataques aéreos com oito bombas aéreas guiadas, utilizaram 124 drones kamikaze e bombardearam posições defensivas ucranianas 665 vezes. O inimigo também tentou três assaltos perto de Vovchansk, Vovchanski Khutory e Zapadne”, pode ler-se na nota divulgada.

  • Aeroportos de Moscovo suspenderam operações temporariamente face a ataques de drones ucranianos

    Os aeroportos Vnukovo e Domodedovo, duas das prinicipais infraestruturas aeroportuárias de Moscovo, encerraram temporariamente as suas operações este domingo, devido a uma vaga de ataques de drones ucranianos contra a região da capital russa, informa o jornal Kyiv Independent.

    A informação foi avançada pelo presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, no Telegram, que relatou que as unidades de defesa aérea começaram a intercetar drones que voavam em direção a Moscovo pouco depois das 4 horas da manhã. Em pouco mais de duas horas foi reportado o abate de 10 drones em vagas separadas.

    De acordo com informações do Ministério da Defesa da Rússia, foram lançados durante a madrugada e a manhã um total de 61 drones ucranianos, que visaram o território russo e a região da Crimeia. Segundo o ministério, os drones foram intercetados sobre Moscovo e nos arredores da capital, bem como nos ‘oblasts’ de Bryansk, Belgorod, Kaluga, Tula, Oryol e Kursk.

  • Fábrica de azoto atingida na Rússia

    O Ministério da Defesa russo informou do abate de 64 drones ucranianos sobre sete regiões da Rússia e sobre a península da Crimeia.

    “Entre as 23h00 e as 07h30, hora de Moscovo, a defesa antiaérea russa intercetou e destruiu 61 drones de asa fixa sobre os territórios de Briansk, Belgorod, Kaluga, Tula, Oriol, Kursk, região de Moscovo e sobre a Crimeia», comunicou o comando militar russo na mesma rede social.

    Pelas 09h00 (hora de Moscovo), a Defesa russa atualizou o número, acrescentando mais três ‘drones’ abatidos nas regiões de Belgorod, Briansk e Tula.

    O governador de Briansk, Alexandr Bogomaz, referiu que 10 drones inimigos foram abatidos sobre a sua região, sem que tenham sido registados feridos ou danos. Já o homólogo de Kaluga, Vladislav Shapshá, informou que foram destruídos sete ‘drones’ e que três casas do distrito de Borovski sofreram “danos ligeiros” em telhados e janelas.

    O autarca de Moscovo, Serguei Sobianin, comunicou igualmente o abate de 10 drones ao longo da noite, sendo o último posterior à nota mais recente do Ministério da Defesa, elevando para 65 o total de aparelhos não tripulados derrubados.

    Devido aos ataques contra a capital russa — que, segundo serviços de monitorização de drones divulgaram nas redes sociais russas, visaram Moscovo a partir de três direções, a sul e a oeste — os aeroportos de Domodedovo, Zhukovski e Vnukovo foram temporariamente forçados a suspender as operações.

  • Kiev diz ter neutralizado 40 dos 49 drones russos

    A Ucrânia anunciou este domingo que conseguiu neutralizar 40 dos 49 drones lançados pela Rússia de madrugada, tendo também registado três ataques com mísseis, enquanto uma fábrica de azoto a sul de Moscovo ficou em chamas após atingida por Kiev.

    Na capital ucraniana, no habitual relatório matinal, a Força Aérea local referiu que os aparelhos não tripulados, tanto do tipo Shahed (suicidas), como drones de réplica, foram lançados a partir das regiões russas de Milerovo, Kursk e Primorsko-Ajtarsk.

    No total, 22 drones foram abatidos por tiros, enquanto os restantes 18 foram neutralizados no terreno ou devido a medidas de guerra eletrónica. Foi ainda detetado um míssil antinavio Onyx, lançado a partir da península da Crimeia, anexada pela Rússia, assim como dois mísseis guiados Kh-59/69, provenientes do espaço aéreo da zona ocupada da região ucraniana de Zaporijia.

    Segundo a Força Aérea, a maioria dos ataques teve como alvo as regiões de Kharkiv e Donetsk, no nordeste e leste do país.

    Na noite de sexta-feira para sábado, Kharkiv foi alvo de um dos ataques mais intensos desde o início da guerra, tendo causado ferimentos a duas dezenas de civis e sido registadas várias mortes ao longo do dia.

    As autoridades da região sul de Mykolaiv relataram o impacto de dois mísseis e de vários drones na localidade de Kostiantinivka, onde deflagrou um incêndio num armazém e foi danificado equipamento agrícola ali guardado, sem que tenham sido reportados feridos.

    Na Rússia, o governador da região de Tula, cerca de 200 quilómetros a sul de Moscovo, Dmitri Miliayev, deu conta de um incêndio na fábrica de azoto e amoníaco Azot após ter sido atingida por um drone ucraniano.

    “As defesas antiaéreas do Ministério da Defesa da Rússia continuam a proteger os habitantes de Tula contra ataques inimigos. Vários alvos aéreos foram abatidos. Na sequência da queda de um ‘drone’, deflagrou um incêndio na Azot. O fogo foi extinto”, afirmou o responsável, numa mensagem publicada na plataforma Telegram.

    Miliayev acrescentou que duas pessoas ficaram feridas no incidente, embora não estejam em perigo.

    O governador indicou ainda que o serviço russo de proteção do consumidor (Rospotrebnadzor) e entidades ambientalistas locais estão a monitorizar uma eventual contaminação ambiental provocada pelo incêndio na fábrica química, mas até ao momento não foram detetados níveis de poluição acima do permitido. “Os serviços de emergência continuam a operar no local”, acrescentou o governador.

  • Zelensky pede sinal positivo dos EUA: "continuamos à espera de uma resposta"

    Enquanto a Rússia ataca a segunda maior cidade da Ucrânia, Volodymyr Zelensky partilhou um novo vídeo nas redes sociais a criticar a ofensiva.

    No vídeo, o Presidente ucraniano diz que está a ser prestado apoio aos feridos nos ataques, que continuam há quase 24 horas. “Ontem foi um ataque massivo de drones e agora são bombas aéreas”. Zelensky diz ainda que a ofensiva russa “não é uma retaliação, mas uma destruição”, respondendo a alegações de que a operação da Rússia seja uma resposta aos ataques ucranianos da última semana.

    Junto do vídeo, Zelensky partilhou um texto. “O que os russos querem é a destruição completa da vida. Em mais de onze anos de guerra da Rússia contra a Ucrânia, trouxeram apenas uma novidade para a nossa terra: o “legado” russo mais difundido: as ruínas e a morte. Devemos continuar a resistir a isso”, escreve o Presidente ucraniano.

    “Agradeço a todos em todo o mundo que estão a ajudar. Os russos estão a preparar-se para continuar a guerra e a ignorar todas as propostas de paz. Devem ser responsabilizados”, escreveu ainda Zelensky, que enviou uma mensagem direta a Donald Trump.

    “Estamos a trabalhar para reforçar a defesa aérea da Ucrânia. Precisamos urgentemente de sinais positivos por parte dos Estados Unidos em relação aos sistemas de defesa aérea — continuamos à espera de uma resposta ao nosso pedido de compra de sistemas que possam ajudar. Agradeço aos países europeus os fornecimentos.”

  • Rússia diz que espera notificação oficial da Ucrânia sobre adiamento da troca de prisioneiros

    Depois de alegar que a Ucrânia adiou sem explicações a troca de prisioneiros acordada durante as negociações da última segunda-feira em Istambul, a Rússia diz agora que aguarda uma notificação oficial sobre uma nova data, diz a agência russa TASS.

    De acordo com o General Alexander Zorin, representante da delegação russa, a expectativa é que seja marcada uma nova data na próxima semana. “Vimos notícias da imprensa internacional e ucraniana a dizer que a operação foi adiada até a próxima semana. Estamos a aguardar uma comunicação oficial sobre este assunto”, diz o porta-voz russo, que afirma ainda que a Rússia está preparada para proceder com a troca neste momento. “Estamos prontos, já que os corpos estão muito próximos do ponto de troca e estamos comprometidos a cumprir esta operação puramente humanitária, que foi acordada durante a segunda ronda de negociações entre a Rússia e a Ucrânia em Istambul”.

    Além disso, de acordo com Zorin, a primeira parte com 1.212 corpos de soldados ucranianos foi entregue no local designado, de acordo com o acordo firmado na Turquia. “Infelizmente, como ninguém do lado ucraniano fez contacto, a troca não foi finalizada.”

    A troca de prisioneiros acordada envolvia a devolução de 6 mil corpos de soldados mortos de ambas as partes e todos os prisioneiros feridos, doentes ou com idades entre os 18 e os 25 anos.

  • Oficiais ucranianos dizem que quatro pessoas morreram e 60 ficaram feridas em ataques em Kharkiv

    De acordo com oficiais ucranianos citados pela Reuters, pelo menos quatro pessoas morreram e 60 ficaram feridas, incluindo um bebé, durante os ataques russos à cidade de Kharkiv este sábado.

    Anteriormente, através da rede social X, o Presidente ucraniano afirmou que havia um morto e 40 feridos. “Assassinato brutal”, escreveu Zelensky.

    “Kharkiv está a viver o ataque mais poderoso desde o começo da guerra em larga escala”, escreveu mais cedo o autarca Ihor Terekhov, no Telegram.

  • Um morto e 40 feridos em ataque em Kharkiv, diz Zelensky

    Uma pessoa morreu e pelo menos 40 ficaram feridas depois de um ataque russo em Kharkiv este sábado, alega Volodymyr Zelensky, numa partilha no X. “Outro assassinato brutal. Ataques aéreos contra civis na cidade – até uma ferrovia infantil está por perto”, escreveu o Presidente ucraniano, que criticou a ofensiva russa. “Isto não faz sentido militar. É puro terrorismo. E isto já dura há mais de três anos, uma guerra em grande escala. Isto não pode ser ignorado. Não podemos fechar os olhos a isto. E isto não é um jogo. Todos os dias perdemos o nosso povo só porque a Rússia se sente impune. A Rússia precisa de coação severa para a paz.”

  • Rússia acusa Ucrânia: "Não tem uso nem para os prisioneiros mortos nem para os vivos"

    Depois de a Rússia alegar que a Ucrânia atrasou a troca de prisioneiros acordada nas negociações de Istambul da última segunda-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros disse que Kiev “não precisa” dos prisioneiros mortos ou feridos. “O regime de Kiev não tem uso para estes cidadãos, sejam os vivos ou os mortos. Não há nação ou grupo étnico no mundo que recusaria deixar os seus soldados caídos descansarem. Mas então há o regime de Kiev, que abraça uma ideologia misantrópica e está a cometer um genocídio contra o seu próprio povo”, disse, citada pela agência russa TASS.

  • O que está a acontecer na guerra na Ucrânia

    • As Forças Armadas Alemãs têm um prazo de três anos para adquirir todo o material necessário de modo a estarem preparadas para um potencial ataque da Rússia. Annette Lehnigk-Emden, diretora-geral do Departamento Federal de Equipamento, Tecnologia de Informação e Suporte da Bundeswehr, enfatizou a necessidade de finalizar estas aquisições até 2028. Este alerta surge após declarações de Carsten Breuer, inspetor-geral das forças armadas alemãs, que antecipa a capacidade da Rússia em lançar um ataque de grande escala ao território da NATO a partir de 2029.
    • A Rússia realizou um ataque em larga escala contra a cidade de Kharkiv, na Ucrânia, considerado o mais poderoso desde o início da guerra. Este ataque envolveu o uso de mísseis, drones e bombas aéreas guiadas, resultando na morte de pelo menos três pessoas e ferindo outras 22. O presidente da câmara de Kharkiv, Igor Terekhov, classificou este ato como um “puro terrorismo” contra a cidade. Pelo menos seis pessoas estarão sob os escombros de um edifício atacado.
    • Kiev refutou as acusações russas de ter adiado a troca de prisioneiros e corpos de soldados mortos, como supostamente acordado em negociações russo-ucranianas recentes. O Quartel-General de Coordenação para o Tratamento dos Prisioneiros de Guerra da Ucrânia descreveu as acusações russas como “jogos desleais” e “manipulações”, apelando à Rússia para que não criem obstáculos artificiais à devolução dos prisioneiros ucranianos.
    • Os países bálticos, nomeadamente Letónia, Estónia e Lituânia, reafirmaram o seu apoio à Ucrânia e reforçaram o pedido de adesão do país à União Europeia e à NATO. Enquanto a adesão à UE tem um objetivo delineado para 2030, o pedido de adesão à NATO enfrenta resistência, especialmente da administração Trump. No entanto, os países bálticos defendem que a integração da Ucrânia na NATO seria vital para assegurar uma paz duradoura na Europa.

  • Seis pessoas estão presas debaixo de escombros após ataque a Kharkiv

    Seis pessoas estão, acreditam as autoridades, presas sob os escombros de um edifício industrial em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia e que foi atingida neste sábado num ataque russo.

    De acordo com informação do Ministério Público local, citada pelo jornal Kyiv Independent, está em curso uma operação de resgate e foi perdido o contacto com as pessoas que as equipas de emergência estão a tentar resgatar.

    As forças armadas russas atacaram Kharkiv com drones, mísseis e bombas teleguiadas, matando pelo menos três pessoas e ferindo 22, de acordo com a informação transmitida anteriormente pelo governador da região, Oleh Syniehubov.

  • Kiev desmente ter “adiado” troca de prisioneiros com Moscovo

    A Ucrânia rejeitou hoje as acusações russas de ter “adiado” a troca de prisioneiros e de corpos de milhares de soldados mortos, que deveria ter ocorrido após um acordo alcançado na segunda-feira no final de negociações russo-ucranianas.

    “As declarações feitas hoje pela parte russa não correspondem à realidade nem aos acordos anteriores”, indicou, na plataforma Telegram, o Quartel-General de Coordenação para o Tratamento dos Prisioneiros de Guerra, acusando a Rússia de “jogos desleais” e de “manipulações”.

    “Apelamos à parte russa para que não crie obstáculos artificiais nem divulgue declarações falsas para evitar a devolução dos prisioneiros ucranianos ou para não repatriar os seus próprios prisioneiros”, declarou o Ministério da Defesa da Ucrânia, numa nota publicada no Telegram.

    O ministério, liderado por Rustem Umérov, que chefia também a delegação negociadora ucraniana, denunciou tratar-se de mais uma tentativa de “reverter” posteriormente o que foi acordado em Istambul, o que “volta a levantar dúvidas sobre o nível e a capacidade da equipa negociadora russa”.

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