Momentos-chave
- Rubio diz que Trump está a "perder a paciência" com a Rússia
- Rússia cancela desfile naval no Dia da Marinha por motivos de segurança
- Polónia diz que Rússia pode estar pronta para confronto com Europa em 2027
- Zelensky diz que ataques russos “não podem ficar sem resposta”
- Papa reforça necessidade de promover a não-violência face aos conflitos no mundo
- Um morto em ataques russos contra cidade ucraniana de Dnipro
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Fica por aqui o acompanhamento ao minuto do que se passou na guerra da Ucrânia durante este domingo. Pode continuar a seguir as notícias relativas ao conflito neste novo liveblog.
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Zelensky falou com Macron e Von der Leyen sobre defesa e adesão da Ucrânia à União Europeia
Volodymyr Zelensky falou este domingo, em chamadas telefónicas separadas, com Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen. As conversas foram marcadas por questões de defesa e a adesão da Ucrânia à União Europeia.
Na chamada com a presidente da Comissão Europeia, o Presidente ucraniano disse que foram discutidos “diversos assuntos”, como a adesão da Ucrânia à UE, o “reforço das sanções contra a Rússia” e o trabalho desenvolvido pelo país contra a corrupção.
Quanto à conversa com Macron, Zelensky afirmou que os dois falaram sobre “o fortalecimento da defesa aérea”, com a Ucrânia a precisar de “proteção confiável contra mísseis e drones russos”. Além disso, falaram sobre as negociações de paz que decorreram entre a Rússia e a Ucrânia na Turquia. “Aguardamos por uma resposta à nossa proposta de realizar uma reunião ao mais alto nível até ao final de agosto. Representantes da Europa devem estar presentes”, adiantou Zelensky.
A adesão do país à União Europeia também foi debatido, com Zelensky a salientar que “é importante que a Ucrânia e a Moldávia continuem a avançar em sincronia”.
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Rubio diz que Trump está a "perder a paciência" com a Rússia
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse que Donald Trump está a “perder a paciência” com a Rússia devido à guerra na Ucrânia. “Está a perder a vontade de continuar a esperar que o lado russo faça algo para pôr fim a esta guerra. Não foi ele quem a começou, mas quer vê-la chegar ao fim”, afirmou.
As declarações foram feitas em entrevista à Fox News, cerca de duas semanas depois de o Presidente norte-americano ter dado um prazo de 50 dias a Moscovo para concordar com um acordo de paz ou enfrentar tarifas “severas”.
Durante a entrevista, Marco Rubio descreveu Trump como o “melhor negociador” e disse que o líder norte-americano quer fechar um acordo de paz para acabar com um conflito que “herdou” da administração anterior, liderada por Joe Biden. “Apesar de ter intenções muito boas com Vladimir Putin, bem como telefonemas, isso nunca levou a nada. Portanto, chegou a hora de agir”, afirmou.
Por outro lado, o secretário de Estado norte-americano falou sobre o papel da China no conflito entre Rússia e a Ucrânia: “A China está a dar à Rússia toda a ajuda que pode sem ser descoberta. Não há forma de Putin ter sustentado esta guerra sem o apoio chinês, especialmente ao comprar o seu petróleo.”
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Rússia cancela desfile naval no Dia da Marinha por motivos de segurança
A Rússia cancelou hoje o desfile naval em São Petersburgo, no âmbito do Dia da Marinha, devido a questões de segurança, anunciou o Kremlin, sem adiantar mais pormenores.
“Deve-se à situação geral. A segurança é primordial”, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, após ser questionado por um jornalista, citado pela agência de notícias TASS.
Esta é a primeira vez que o evento é cancelado em oito anos, desde a sua primeira edição, em 2017.
Além do desfile naval, também não haverá fogo de artifício, segundo o comité de transportes da cidade.
No ano passado, 200 navios e embarcações participaram no desfile.
O Presidente russo, Vladimir Putin, congratulou hoje a Marinha Russa num comunicado e elogiou a sua capacidade de defender o país.
“As forças navais desempenham um papel vital para garantir a defesa e a segurança da Rússia e proteger os seus interesses legítimos nos oceanos”, refere o comunicado publicado no ‘site’ do Kremlin.
Putin recordou que, este ano, foi aprovada a nova estratégia para o desenvolvimento da Marinha Russa até 2050, com o objetivo de lhe permitir “adaptar-se rapidamente a quaisquer mudanças estratégicas”.
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Polónia diz que Rússia pode estar pronta para confronto com Europa em 2027
O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, disse que a Rússia pode estar pronta para um potencial conflito militar com a Europa em 2027. A data foi avançada, segundo o Kyiv Independent, após conversações com o general Alexus Grynkewich, Comandante Supremo Aliado da NATO na Europa e chefe do Comando Europeu dos Estados Unidos.
Segundo Donald Tusk, foi Alexus Grynkewich que adiantou que Moscovo pode estar pronto para um confronto com a Europa já nos próximos dois anos. “Ele [Grynkewich] confirmou as previsões dos especialistas americanos. A Rússia estará pronta para o confronto com a Europa — e, portanto, connosco — já em 2027”, disse o primeiro-ministro polaco.
Por outro lado, Tusk pediu cautela: “Não há qualquer razão para nos assustarmos uns aos outros, mas temos que estar muito vigilantes e focados.”
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Ucrânia confirma destruição de caça de treino russo em ataque a aeródromo de Krasnodar
A Ucrânia confirmou que um caça de treino russo Su-27UB foi destruído num ataque a um aeródromo em Krasnodar na madrugada deste sábado. Imagens do ataque foram partilhadas online pelo Serviço de Inteligência de Defesa da Ucrânia.
Segundo o jornal Ukrainska Pravda, é nesse aeródromo que os cadetes da Escola Superior de Aviação de Krasnodar treinam. De acordo com residentes, citados pelo mesmo meio de comunicação, foram ouvidas explosões e as comunicações nas localidades próximas sofreram disrupções.
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Zelensky diz que ataques russos “não podem ficar sem resposta”
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que os ataques russos lançados na última noite contra várias regiões ucranianas “não podem ficar sem resposta”, aludindo ao papel dos drones de Kiev de longo alcance.
“Durante a noite, os russos lançaram um ataque combinado com mísseis, particularmente mísseis balísticos, e drones. O ataque teve como alvo a linha Sumi-Kharkiv-Dnipropetrovsk”, disse numa mensagem nas redes sociais, acrescentando que os “ataques não podem ficar sem resposta, e os drones ucranianos de longo alcance garantem essa resposta”.
Zelensky salientou que “as empresas militares russas, a logística russa e os aeródromos russos devem sentir que a guerra russa tem consequências reais”.
“A precisão dos nossos drones e a natureza diária das respostas da Ucrânia são alguns dos argumentos que, sem dúvida, aproximarão a paz”, frisou.
O maior desafio que a Ucrânia enfrenta atualmente é proteger-se dos drones lançados por Moscovo — ‘Shaheds’, de ‘design’ iraniano.
Pintados de preto para reduzir a sua visibilidade noturna e misturando-se com outros drones não explosivos para confundir as defesas ucranianas, os ‘Shaheds’ estão equipados com sistemas anti-interferência eficazes e voam agora a altitudes mais elevadas, atingindo por vezes os cinco quilómetros.
Isto torna-os, até descerem em direção ao alvo, inalcançáveis para as armas de pequeno porte que antes eram suficientes para os derrubar.
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Papa reforça necessidade de promover a não-violência face aos conflitos no mundo
O Papa Leão XIV afirmou hoje que “os esforços para promover a não-violência são mais necessários do que nunca”, perante os desafios que o mundo enfrenta atualmente, desde conflitos armados, divisões entre povos e movimentos migratórios.
Esta mensagem do pontífice norte-americano, divulgada hoje, foi enviada à assembleia nacional do movimento católico Pax Christi nos Estados Unidos, que se realiza por estes dias.
“Entre os muitos desafios que o nosso mundo enfrenta atualmente, incluindo os conflitos armados generalizados, as divisões entre os povos e os desafios da migração forçada, os esforços para promover a não-violência são mais necessários do que nunca”, escreveu o chefe da Igreja Católica.
A este propósito, Leão XIV recordou as palavras que utilizou após ter sido eleito Papa e ter aparecido na varanda da Basílica de São Pedro, reforçando o que considera que é mais necessário do que nunca: “Uma paz desarmada, e uma paz desarmada, humilde e perseverante”.
Para tal, o Papa defendeu que “é essencial”, acima de tudo, que os católicos “se tornem criadores de paz na sua vida quotidiana”.
“Nas paróquias, nos bairros e, sobretudo, nas periferias, é ainda mais importante que uma igreja capaz de reconciliar esteja presente e seja visível”, instou o chefe da Igreja Católica.
Leão XIV destacou ainda o convite do movimento Pax Christi “para transformar as comunidades locais em casas de paz, onde se aprende a desativar a hostilidade através do diálogo, onde se pratica a justiça e se preserva o perdão, considerando que se trata de “um caminho a seguir” para se ser irmãos e irmãs.
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Um morto em ataques russos contra cidade ucraniana de Dnipro
Ataques lançados pelas forças da Rússia durante a noite contra várias regiões da Ucrânia mataram pelo menos uma pessoa em Dnipro, no leste do país, disseram hoje as autoridades ucranianas.
“A morte de uma pessoa foi confirmada” num “arranha-céus de luxo”, anunciou o presidente da Câmara de Dnipro, na plataforma de mensagens Telegram.
Borys Filatov lamentou a “falta de abrigos” e pediu à população que não “permanecesse em andares altos” durante os bombardeamentos russos.
O governador da região de Kharkiv (nordeste), Oleh Syniehoubov, registou três feridos num bombardeamento contra a cidade de Zmiiv.
Também hoje, o presidente da Câmara de Kharkiv, Igor Terekhov, tinha dito no Telegram que a cidade tinha sido “alvo de um ataque combinado durante quase três horas”.
“O inimigo usou vários tipos de armas em simultâneo — bombas guiadas, mísseis balísticos e drones suicidas”, acrescentou.
Em Zaporizhzhia (sul), foram registados vários incêndios após ataques russos, sendo que um deles atingiu um edifício residencial, sem causar vítimas, de acordo com relatos iniciais, disse o governador da região, Ivan Fedorov.
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Bom dia.
Neste liveblog vamos continuar a acompanhar a guerra na Ucrânia, um dia depois de Donald Trump ter insistido na intenção de sanções secundárias à Rússia, admitindo que podem vir antes do prazo de 50 dias. Recorde o que aconteceu neste link e continue connosco.