Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar as consequências dos sismos na Venezuela ao longo desta quinta-feira. Pode segui-lo aqui.

    Uma semana depois dos sismos, milhares de pessoas continuam desaparecidas. Venezuela já recebeu mais de 700 toneladas de ajuda humanitária

  • Sobe para 75 o número de portugueses e lusodescendentes mortos na Venezuela

    O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 75, havendo ainda 66 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

    De acordo com o MNE, entre os 75 mortos, 65 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 12 crianças e 63 adultos.

  • Novo balanço na Venezuela. Número de mortos sobe para 2295. Há 11267 feridos

    O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, voltou a fazer o balanço diário fruto dos trabalhos de resgate após os dois sismos que abalaram o país a 24 de junho.

    O número de mortos subiu de 1943 para 2295, ao mesmo tempo que o de feridos passou de 10571 para 11267. Há ainda 12841 pessoas desalojadas.

    Rodríguez anunciou também que já foram contabilizadas 6461 pessoas resgatadas.

  • Presidente interina da Venezuela declara sete dias de luto nacional

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou luto nacional por sete dias a partir das 18h de hoje (hora local, 23h em Lisboa), uma semana após o duplo terramoto que causou quase 2.000 mortos.

    “A alma da Venezuela está dilacerada pelas perdas humanas causadas por estes terramotos devastadores. (…) Em homenagem à memória das vítimas, decidi decretar um período nacional de luto de sete dias a começar hoje às 18h”, escreveu Rodríguez na sua conta na plataforma Telegram.

  • Dois aviões da força aérea seguem dentro de dias com ajuda

    Dois aviões da força aérea portuguesa estão prontos para arrancar com ajuda à Venezuela e deverão partir até terça-feira, podendo no regresso trazer pessoas, declarou hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

    “Estamos já a organizar novos voos com a nossa força aérea, já temos dois aviões prontos para arrancar. Espero até sexta-feira ter já os dois aviões cheios ou perto disso”, declarou Emídio Sousa aos jornalistas, na Assembleia da República, à margem da sessão de encerramento do encontro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CPCCP), que esteve reunido entre segunda-feira e hoje.

    “Tínhamos previsto um primeiro voo no dia 7 [de julho], que é terça-feira. Se o pudermos antecipar, se tivermos já carga para carregar o avião, provavelmente anteciparemos”, adiantou o governante, realçando que há muita ajuda das pessoas a chegar, mas há que selecionar o que é mais necessário.

    “Estamos a fazer uma seleção do que é verdadeiramente preciso. Há muito boa vontade das pessoas”, explicou adiantado que, para já, não são necessários bens alimentares, bens perecíveis ou água, por exemplo.

  • Venezuela. Equipa portuguesa em missão de resgate há mais de 48 horas

    Há mais de 48 horas que as autoridades portuguesas, em missão, tentam resgatar um homem português de 43 anos. Uma semana depois, descem as probabilidades de encontrar pessoas com vida, mas, com milhares de pessoas desaparecidas, a ordem é para continuar.

    Em coordenação com as Nações Unidas e as autoridades venezuelanas, a delegação portuguesa, composta por 62 membros, continua a corrida contra o tempo para cumprir a missão de busca e salvamento.

    E no terreno, além da destruição, começam a preocupar as condições humanitárias em que os sobreviventes se encontram.

    Oiça aqui a entrevista completa com Pedro Sousa, adjunto técnico do comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, a partir da Venezuela.

    Venezuela. Equipa portuguesa em missão de resgate há mais de 48 horas

  • Portugueses querem recuperar corpos para encerrar capítulo trágico

    “Após seis dias a passar fome e frio na rua, só queremos encontrar os nossos [dos parentes] corpos para terminar este capítulo e ver se há alguma possibilidade de avançar”, disse Ana Maria da Silva, contando que chegou a pensar que estava a ter um pesadelo do qual iria acordar.

    “Pensei que iria acordar de um sonho, porque ninguém, nenhum vizinho [sobreviveu]. Praticamente, só duas pessoas saíram [vivas]. O resto está tudo morto, o meu marido é Américo da Silva e está tapeado [enterrado debaixo de escombros]. Morávamos no primeiro andar de uma residência de três torres que ruiu”, explicou.

    Por outro lado, queixou-se de que a pressão das redes sociais fez chegar alguma ajuda do estrangeiro, mas internamente muito pouca. “Nem sequer um camião com água, com as coisas mais básicas. Aqui as pessoas chegam, [para] tirar uma fotografia (…), e vão embora”, frisou.

    Explicou que na localidade de Playa Grande viviam muitos portugueses, que, tal como ela, perderam tudo. “Muita gente ficou por cá, igual a nós. E perdemos tudo. Perdemos 40 anos de trabalho. Ficámos, literalmente, na rua. Nem tenho os meus documentos de identificação, que eram ao menos, o mais importante”, disse.

  • Montenegro agradece a Delcy Rodríguez que reconheceu ação de Portugal

    O primeiro-ministro agradeceu hoje à presidente interina da Venezuela, dizendo que Delcy Rodríguez reconheceu a ação de Portugal após os sismos no país e lhe transmitiu condolências pelas vítimas portuguesas.

    “Agradeço as palavras que acabaram de me ser transmitidas pela presidente Delcy Rodríguez de reconhecimento pela ação de Portugal e as condolências do povo venezuelano às famílias das vítimas portuguesas”, afirmou Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.

  • Esforços de civis no socorro a vítimas congestionam acessos a La Guaira

    Cada vez mais automóveis e motorizadas congestionam diariamente as estradas entre Caracas e a cidade de La Guaira, dificultando o acesso ao estado da Venezuela que foi devastado pelos terramotos de há uma semana.

    Os veículos com familiares das vítimas e não só misturam-se com os camiões que descem a serra para recolher entulho. Há carrinhas de caixa aberta atulhadas com sacos de comida, outras com pás, e até quem tenha atado uma pá à mochila e a leve às costas enquanto conduz a motorizada.

    São venezuelanos, uns naturais de La Guaira, outros vizinhos de Caracas, alguns de outras partes do país, que querem responder ao apelo da população que clama por mais apoio para encontrar os sobreviventes que ainda possa haver, desenterrar os corpos dos escombros para que as famílias os possam chorar ou limpar os escombros para dar lugar a um recomeço.

    O resultado é uma fila de pelo menos cinco quilómetros, de acordo com as informações transmitidas pelas autoridades venezuelanas. Todos querem passar para dar uma mão, ainda que seja de consolação, como disse à Lusa um condutor através da janela do seu automóvel, enquanto o trânsito não avançava.

  • Conselheiros das comunidades portuguesas preocupados com situação no país

    O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas transmitiu hoje, no parlamento, preocupações sobre a Venezuela.

    Durante a audição do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP) na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o presidente do CCP, Flávio Martins, realçou que a situação na Venezuela é muito preocupante, tendo o conselheiro português na Venezuela, Fernando Topa, presente na audição, referido que a tragédia que assolou o país na semana passada, após um duplo sismo, “é grande e incalculável”, advertindo que “a tragédia maior pode estar por vir”, pois os números de vítimas conhecidos estão subestimados.

    “Ainda há pessoas a aparecer com vida, graças ao apoio estrangeiro, nomeadamente o português”, frisou, lembrando que hoje se assinala o dia da comunidade madeirense – a mais importante comunidade portuguesa na Venezuela.

    Salientando que a comunidade portuguesa é muito solidária, disse não acreditar que esta vá querer sair do país. Por outro lado, indicou não acreditar que a banca da Venezuela esteja pronta para disponibilizar uma ajuda que cubra todas as necessidades, pelo que a ajuda internacional vai ser muito importante.

  • Oposição venezuelana aponta "graves fragilidades" na resposta aos sismos

    A principal coligação da oposição venezuelana, reunida na Plataforma Unitária Democrática (PUD), reiterou hoje que os dois sismos registados há uma semana na Venezuela evidenciaram “graves fragilidades” do Estado na resposta a uma emergência desta dimensão.

    Os dois sismos provocaram quase 2.000 mortos e 10.571 feridos, segundo os dados mais recentes do Governo, que ainda não atualizou o número de desaparecidos, estimados por várias organizações internacionais, como a ONU, em mais de 50.000.

    “Esta tragédia também pôs em evidência as graves fragilidades do Estado para responder a uma emergência desta magnitude, consequência de anos de degradação institucional, cujo preço os venezuelanos pagam hoje”, afirmou a PUD na rede social X.

    A coligação colocou-se ao serviço de todos os venezuelanos afetados pelos sismos e manifestou o compromisso de “acompanhar e contribuir para os esforços de solidariedade de que o país necessita neste momento”.

    “A todos os que hoje sofrem a perda de um familiar, da sua casa ou da sua tranquilidade, reiteramos que não estão sozinhos. A Venezuela voltará a erguer-se com a solidariedade do seu povo e com instituições capazes de proteger a vida de todos”, acrescentou.

  • Portugueses procuram familiares sobreviventes em La Guaira e Caracas

    Portugueses e luso-venezuelanos tentam conhecer o paradeiro de familiares de La Guaira que sobreviveram ao duplo sismo na Venezuela, mas que entretanto foram levados para centros de acolhimento locais e em Caracas.

    “Sim, foram resgatados. Há uma grande desorganização aqui. Estão a levá-los para um sítio, depois transferem-nos para outro e não se conseguem localizar os familiares”, disse à Lusa um membro da direção do Centro Luso-Venezuelano de Cátia La Mar (CLVCM).

    Freddy de Quintal, tesoureiro do CLVCM, explicou ainda que ele próprio tem um sobrinho que sobreviveu, precisando que este estava na igreja, porque faria a primeira-comunhão.

    “Tenho um sobrinho cuja mãe morreu; o edifício ruiu e ele estava na igreja porque ia fazer a comunhão. Temos andado à procura dele, tinham-no enviado para o campo de golfe em Caribe, esteve lá porque aparece no registo, mas não sabem para onde o enviaram”, disse.

    Freddy de Quintal explicou ainda que soube através da Internet que o sobrinho estaria no Centro Desportivo de La Guaira, para onde se dirigiu para o encontrar, mas sem sucesso.

    “Chegamos lá e não estava. Está desaparecido, não o encontramos em lado nenhum. Estamos muito angustiados porque o pai está na Madeira e a mãe estava aqui. Eles já tinham comprado os bilhetes para regressarem de uma vez por todas para lá viver (…). A esposa faleceu e não conseguimos encontrar o filho. Estamos à procura aqui na Guaira, em Caracas, por todo o lado”, frisou.

    O dirigente do CLVCM lamentou que as autoridades tenham encerrado a autoestrada que liga a cidade de Caracas àquele estado.

    “É um problema, a autoestrada está bloqueada neste momento, não deixam ninguém passar, exceto quem tenha um salvo-conduto. É duro, é mesmo duro o que estamos a viver aqui”, disse.

  • Montenegro não arrisca balanços futuros de vítimas e alerta que trabalho continua longe de estar concluído

    Apesar de, garante o primeiro-ministro, o Governo português manter “um contacto permanente com as autoridades venezuelanas e com todas as equipas que estão no terreno”, ainda não é possível prever qual o balanço final do sismo na Venezuela.

    “Não temos a possibilidade neste momento de perspetivar aquele que será o resultado final do apuramento das vítimas”, afirmou Luís Montenegro, admitindo que gostaria de “dizer que essa avaliação estaria concluída ou perto disso, mas ainda não é o caso”.

    “Neste momento temos ainda mais cidadãos portugueses ou lusodescendentes desaparecidos do que as vítimas já registadas”, adiantou o primeiro-ministro.

    No entanto, segundo o balanço mais recente feito pelo MNE, foram registadas para já 71 vítimas mortais com nacionalidade portuguesa, número idêntico ao de cidadãos desaparecidos.

  • Luís Montenegro declara domingo como dia de luto nacional pelas vítimas na Venezuela

    O primeiro-ministro afirmou aos jornalistas no decurso de uma conferência de imprensa que, com o consentimento do Presidente da República, o Governo declarou este domingo, 5 de julho, dia de luto nacional pelas vítimas do sismo na Venezuela.

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    “Decidimos no Governo — em partilha com a sua excelência, o Presidente da República — determinar o próximo domingo como dia de luto nacional pelas vítimas dos terramotos que ocorreram na Venezuela, em particular pelos cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida e por todos aqueles que sofreram os efeitos destas tragédias”, afirmou Luís Montenegro à imprensa.

  • Número de portugueses mortos na Venezuela sobe para 71. Há ainda outros 71 que estão desaparecidos

    O número de portugueses mortos na Venezuela voltou a subir. O último balanço feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dá conta de 71 vítimas mortais com nacionalidade portuguesa, incluindo 11 crianças.

    Destas 71 vítimas, 61 tinham também a nacionalidade venezuelana.

    Somam-se ainda 71 cidadãos desaparecidos (39 homens e 32 mulheres), de acordo com fonte oficial do ministério.

  • Organizações britânicas lançam apelo de emergência para ajudar vítimas dos sismos

    O Comité de Emergência para Catástrofes (DEC), que reúne 14 organizações humanitárias do Reino Unido, lançou esta quarta-feira um apelo para angariar fundos destinados às vítimas dos sismos que atingiram a Venezuela.

    As instituições que integram o DEC, em conjunto com os parceiros locais, estão a prestar cuidados médicos de emergência, a distribuir alimentos e a garantir o acesso a água potável. No entanto, sublinham que são necessários mais donativos para conseguir apoiar um maior número de famílias.

    “Muitos sobreviventes estão a dormir em barracas improvisadas nas ruas e precisam urgentemente de abrigo, comida e água. Com estradas, linhas de energia e infraestrutura crítica destruídas, as famílias estão isoladas, sem acesso a serviços e suprimentos essenciais. Os hospitais do país estão sob extrema pressão para atender aqueles que necessitam de cuidados médicos”, explicou o Comité.

  • Menino de 12 anos salvo dos escombros por uma equipa de busca e resgaste do Equador

    Uma criança de 12 anos foi resgatada dos escombros em La Guaira, informou uma equipa de busca e salvamento do Equador.

    Um vídeo divulgado pelo Corpo de Bombeiros de Quito mostra os socorristas a libertar a criança e a transportá-la numa maca.

    “Cinco dias após o terramoto, encontrar sinais de vida é o maior impulso para seguir em frente. Cada pessoa resgatada representa uma família que volta a ter esperança e nos diz que vale a pena continuar a procurar. Continuamos mobilizados na Venezuela, mantendo firme o nosso compromisso de encontrar vida onde outros ainda esperam uma resposta”, lê-se nas redes sociais dos Bombeiros do Quito.

  • La Guaira. McDonald’s é transformado em hospital improvisado devido à escassez de recursos

    Na região de La Guaira, o restaurante de fast food McDonald’s foi convertido num hospital de campanha improvisado, devido à escassez de recursos médicos na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela.

    Neste novo espaço, nota o El País, médicos voluntários e enfermeiros têm prestado cuidados de emergência em condições precárias, com apoio de doações. A instalação improvisada tem servido para responder ao elevado número de feridos numa das zonas mais afetadas.

    Segundo os profissionais no terreno, muitos dos procedimentos estão a ser realizados sem condições hospitalares adequadas, com temperaturas elevadas e recursos limitados, recorrendo frequentemente a luz improvisada e equipamento mínimo.

  • Sobe para 26 o número de espanhóis mortos nos sismos na Venezuela

    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, informou esta quarta-feira que subiu para 26 o número de cidadãos espanhóis mortos nos sismos que atingiram a Venezuela na semana passada.

    Segundo o governante, citado pela imprensa local, continuam 150 espanhóis desaparecidos e 12 foram encontrados com vida debaixo dos escombros.

  • Chile facilita regresso de venezuelanos com passaportes caducados por "razões humanitárias"

    O Governo do Chile vai permitir que cidadãos venezuelanos residentes no país regressem à Venezuela, mesmo que tenham o passaporte caducado.

    A medida, segundo o El País, foi implementada por “razões humanitárias” e destina-se a pessoas que pretendam reencontrar familiares afetados pelos sismos ou participar nos trabalhos de reconstrução.

    O diretor do Serviço Nacional de Migrações do Chile, Frank Sauerbaum, explicou que o objetivo é “dar todas as facilidades para que estas pessoas possam sair rapidamente”, dispensando alguns procedimentos administrativos.

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