Atualizações em direto
  • “A vossa causa é a nossa causa, nós também precisamos de casa”: a noite em que Lisboa e Porto voltaram à praça sem tendas

    Sem tendas, Lisboa e Porto viveram noite de atuações e tréguas com a polícia. No Rossio, uma manifestante chegou a oferecer café aos agentes, que admitiram ser “a primeira vez”. Mas tudo quase mudou.

    “A vossa causa é a nossa causa, nós também precisamos de casa”: a noite em que Lisboa e Porto voltaram à praça sem tendas

  • Às 6h30, ainda havia convívio de um pequeno grupo no Rossio

    Quatro jovens, na Praça D. Pedro IV desde as 22h00 e os únicos que ainda aqui se encontram, dizem estar agora apenas a “chillar” [relaxar] e a “respirar”, já sem “reivindicações”.

    “Amanhã é que vamos estar aqui em força”, afirma um deles, referindo-se ao dia de hoje.
    Ao som de techno e trance que sai de uma coluna, o grupo convive na praça, por onde passa um carro da PSP a fazer a ronda.

  • Decorrem operações de limpeza na praça D. João I, no Porto

    Estão em curso operações de limpeza na praça D. João I, no Porto, após a concentração feita ontem à noite.

    De acordo com a RTP Notícias, trata-se de um processo habitual de limpeza.

  • Equipas da Higiene Urbana da Câmara de Lisboa na Praça do Rossio. Ainda há cartazes junto à estátua

    O ambiente na Praça do Rossio, em Lisboa, mantém-se calmo na manhã desta quarta-feira. Não há manifestantes presentes, nem tendas montadas.

    No local, sobretudo junto à Estátua de D. Pedro IV, ainda são visíveis algumas marcas dos protestos: há cartazes com palavras de ordem e grafittis na estátua.

    Neste sentido, duas carrinhas da Higiene Urbana da Câmara de Lisboa estiveram na Praça do Rossio cerca das 7h00 da manhã, mas entretanto os trabalhadores já saíram do local, sem terem removido os cartazes.

    (Beatriz Félix)

  • Ministro da Defesa associa crise da habitação ao "descontrolo absoluto dos fluxos migratórios no país nos últimos anos"

    Nuno Melo, ministro da Defesa, estabelece uma relação entre a “intensidade” da crise da habitação e os fluxos migratórios.

    “Há uma razão primeira pela qual a chamada crise na habitação acontece neste momento e com esta intensidade e eu ligo-a diretamente a um descontrolo absoluto dos fluxos migratórios no país nos últimos anos”, diz.

    Em entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público, Nuno Melo considera que “o poder político tem de dar atenção” ao tema da habitação, sublinhando que “este Governo tem dado toda a atenção”.

    “Quando um milhão de pessoas entra em Portugal de forma descontrolada, quem conhece as regras básicas da economia de mercado, da oferta e da procura sabe que, aumentando a procura e diminuindo a oferta, tendencialmente os preços sobem e essa é a principal razão para o problema presente, tendo em conta medidas transversais muito relevantes que o Governo também foi lançando para atacar o problema, mas que naquela relação que é de causa e efeito levam o seu tempo”, diz o ministro.

    Em relação às manifestações dos últimos dias, Nuno Melo considera-as “legítimas” e diz ter “toda a compreensão”, mas salienta que uma “coisa diferente é a violação de regras básicas do Estado de Direito”.

    O ministro diz ainda que, quando ligou a televisão para acompanhar os protestos nos últimos dias, “quem aparecia de porta-voz de movimentos era alguém que não tinha nascido em Portugal, falava com sotaque brasileiro, falava com sotaques de outras paragens”.

  • Estudantes manifestam-se hoje contra proposta de descongelamento das propinas

    Os estudantes do ensino superior vão manifestar-se hoje em Lisboa contra a proposta do Governo para descongelar o valor das propinas a partir do ano letivo 2027/2028.

    O protesto, marcado para as 17h00 em frente à sede do Governo, no Campus XXI, foi convocado pelas associações de estudantes das faculdades de Letras, Belas-Artes, Psicologia e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Escola Superior de Música de Lisboa.

    Os representantes estudantis contestam a intenção de descongelar o valor das propinas, que não sofre alterações desde 2020, nas licenciaturas, Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) e mestrados indispensáveis ao exercício de uma atividade profissional a partir do ano letivo 2027/2028.

    A medida, que consta da proposta de Orçamento do Estado para 2027, prevê que o valor máximo das propinas seja igual ao teto fixado em 2026/2027 (697 euros), acrescido da taxa de variação média do Índice de Preços no Consumidor (IPC), sem habitação, registada em 2026.

    Descongelamento das propinas marca orçamento para a Educação, Ciência e Ensino Superior

  • Governo reúne-se com parceiros sociais com salário mínimo e Fundo de Compensação do Trabalho na agenda

    O Governo reúne-se hoje com os parceiros sociais em Concertação Social, numa altura em que as centrais defendem uma revisão em alta da meta para o salário mínimo nacional, enquanto os ‘patrões’ não veem razões “plausíveis” para um reforço.

    A agenda oficial da reunião indica que na ordem de trabalhos consta a monitorização do acordo tripartido de valorização salarial e crescimento económico 2025-2028, o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) e o Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho (FGCT), entre outros assuntos.

    A reunião vai decorrer na sede do Conselho Económico e Social (CES), no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, e tem início previsto para as 15h00.

    Como habitual, será presidida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

    Esta será a primeira reunião de concertação social, após o Governo ter entregue na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

    No relatório que acompanha a proposta, o executivo assume que “elevará o salário mínimo (RMMG) para os 970 euros”, tal como previsto no acordo assinado com a UGT e as quatro confederações empresariais em outubro de 2024, em sede de Concertação Social.

    O salário mínimo nacional, que está atualmente fixado nos 920 euros, é definido por portaria do Governo, após ouvir os parceiros sociais.

    As centrais sindicais têm vindo a defender um aumento acima da meta acordada, argumentando, nomeadamente, que a inflação está acima do esperado.

    A CGTP defendeu que a retribuição mínima garantida suba para 1.100 euros no próximo ano, enquanto a UGT reivindica que fique acima dos 1.000 euros.

  • Vigília marcada para as 10h00 para o Campus da Justiça

    Está marcada para as 10h00 desta quarta-feira uma vigília popular para apoio aos 55 detidos da acampada do Rossio. Os manifestantes, que foram detidos no âmbito da intervenção policial de ontem, vão ser ouvidos hoje.

    “Chamamos todas as pessoas e coletivos solidários a virem apoiar quem foi atacado pela polícia”, é possível ler no Instagram da acampada de Lisboa.

    Os 55 manifestantes detidos pelo crime de desobediência foram libertados ontem à tarde e notificados para apresentação no Tribunal de Pequena Instância, esta quarta-feira.

  • Bom dia, bem-vindo ao liveblog onde vamos acompanhar a vigília no Campus da Justiça, marcada para apoiar os 55 detidos da acampada que vão ser ouvidos hoje, os protestos pela habitação e a atualidade política.

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