Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora:

    • A violência na Síria continua a escalar, com mais de mil mortos após dois dias de confrontos entre forças de segurança sírias e apoiantes do presidente deposto, Bashar Al-Assad. A maioria das vítimas são civis da comunidade alauita, atacados por militantes sunitas leais ao governo. Os conflitos marcam uma significativa intensificação da violência no país desde que insurgentes assumiram o poder, três meses atrás, após derrubar Assad.
    • O governo israelita, liderado por Bezalel Smotrich, anunciou a criação de uma “Administração da Migração”, com o objetivo de supervisionar a saída dos residentes palestinianos da Faixa de Gaza. Esta decisão surge em simultâneo com o plano americano, liderado por Donald Trump, que prevê transformar Gaza numa “Riviera do Médio Oriente”, implicando a expulsão dos palestinianos do território.
    • Israel e os Estados Unidos estão a coordenar esforços para encontrar países que possam acolher os palestinianos expulsos de Gaza, com o governo israelita a reconhecer que o plano de Trump “está a ganhar forma”. Esta situação ocorre em meio a bombardeamentos israelitas em Gaza e tensões diplomáticas, uma vez que os EUA estão a negociar diretamente com o Hamas, classificando a situação como uma concessão ao grupo sem o consentimento de Israel.
    • Cerca de 10 mil estudantes israelitas regressaram hoje às aulas no norte de Israel, após meses de evacuação devido a inseguranças na região fronteiriça com o Líbano. O retorno às escolas é um sinal de que as condições de segurança estão a melhorar, permitindo também que a maioria dos professores volte ao trabalho nas áreas anteriormente afetadas.

  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui, pode continuar a acompanhar o conflito israelo-palestiniano aqui.

    Bloqueio pode trazer de volta a “crise da fome” para a Faixa de Gaza, afirma a UNRWA

  • Trump pode levantar restrições à partilha de informações militares com a Ucrânia

    O Presidente dos EUA, Donald Trumo, admitiu que durante a semana na Arábia Saudita a sua administração poderá levantar a restrição sobre as informações militares à Ucrânia, adiantando ainda que os EUA estão à procura de novas soluções nas sanções contra a Rússia, avança a CNN.

  • "Hamas são más pessoas por definição", diz enviado dos EUA para os reféns

    Adam Boehler, o enviado dos EUA para assuntos de reféns, diz que as entrevistas que tem dado têm sido “mal interpretadas” e esclarece que os membros do Hamas “são más pessoas por definição”.

    “O Hamas é uma organização terrorista que assassinou milhares de pessoas inocentes. Eles são más pessoas por definição”, escreveu no X.

  • Rubio diz que EUA vão revogar os vistos dos apoiantes do Hamas

    O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recorreu ao X para reagir a uma notícia da AP sobre a detenção de um estudante palestiniano que desempenhou um papel importante nos protestos pró-palestinianos do ano passado na Universidade Columbia, em Nova Iorque. Na publicação, afirma que os EUA vão “revogar os vistos e/ou green cards dos apoiantes do Hamas nos EUA para que possam ser deportados”.

  • Hamas diz que corte de eletricidade é "chantagem barata"

    O Hamas acusou Israel de “chantagem barata e inaceitável” ao cortar o fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza, avançou o Times of Israel.

    “Condenamos veementemente a decisão da ocupação de cortar o fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza, depois de a ter privado de alimentos, medicamentos e água”, declarou Izzat al-Rishq, membro do gabinete político do Hamas, acrescentando que a medida é “uma tentativa desesperada de pressionar o nosso povo e a sua resistência através de táticas de chantagem baratas e inaceitáveis”.

  • Ex-embaixador dos EUA em Israel critica negociações diretas com o Hamas

    David Friedman, embaixador dos EUA em Israel na primeira administração Trump, entre 2017 e 2021, criticou o enviado dos EUA para assuntos de reféns, Adam Boehler, por tentar um acordo com o Hamas, afirmando que fazê-lo estava “abaixo da dignidade dos Estados Unidos”.

    “Um acordo com o Hamas é uma perda de tempo e nunca será cumprido”, disse Friedman. “Adam, sei que tens boas intenções, mas ouve o teu chefe”, acrescentou, referindo-se a Trump.

  • Corte de luz em Gaza está estabelecido desde o início da guerra, diz Hamas

    Após o anuncio da decisão de Israel de cortar o fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza, o Hamas reagiu.

    A informação é adiantada pelo porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, e citado pela Al Jazeera, que alerta que este corte já está em vigência há muito tempo: desde o início da guerra, em outubro de 2023.

  • IDF nomeiam novo porta-voz

    As Forças de Defesa de Israel nomearam o general Effie Defrin como novo porta-voz do exército depois de na sexta-feira terem anunciado que o anterior porta-voz, Daniel Hagari, iria abandonar o cargo, avança a Al Jazeera.

  • Observatório denuncia 830 civis executados em ofensiva militar na Síria

    O Observatório Sírio dos Direitos Humanos elevou para 830 o número de civis executados na ofensiva das forças de segurança contra grupos do antigo ex-presidente Bashar al-Assad, embora o número total de mortos ultrapasse os 1.300.

    “O número total de mortos subiu para 1.311 civis e militares na operação de segurança em resposta aos ataques de milicianos alauitas contra as forças de segurança na quinta-feira”, disse o Observatório.

    Os alauitas são uma minoria xiita, que integra cerca de 15% da população síria, ou seja, cerca de três milhões de pessoas, e que apoiava o regime de Bashar al-Assad. O grupo que agora assumiu o poder no país é sunita.

    Entre os mortos contam-se 231 membros das forças de segurança e do Ministério da Defesa, 250 milicianos alauitas, bem como 830 civis mortos em “operações de extermínio”.

    Por regiões, a violência concentra-se sobretudo na província de Latakia, com 519 mortos, e em Tartus, com 220 mortos entre alauitas e não alauitas. O Observatório registou ainda 85 mortos em Hama e seis em Homs.

  • Presidente interino da Síria anuncia “comissão independente” para investigar ataques contra civis

    O Presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa, anunciou hoje a formação de uma comissão independente para investigar as “violações contra civis” e apurar os responsáveis pela violência que terá causado mais de 700 mortos nos últimos dias.

    O Presidente decidiu “formar uma comissão nacional independente para investigar (…) os acontecimentos ocorridos na costa síria em 06 de março”, composta por cinco juízes, um general de brigada e um advogado, informou a Presidência síria.

    A comissão, que terá 30 dias para apresentar o seu relatório, deverá apurar “as causas, circunstâncias e condições que levaram à ocorrência destes acontecimentos”, além de “investigar as violações contra civis e identificar os responsáveis”, bem como “investigar os ataques contra instituições públicas, pessoal de segurança e do exército e identificar os responsáveis”.

    “As pessoas envolvidas na prática de crimes e violações” durante estes atos serão levadas a tribunal, determinou a Presidência síria.

    Entretanto, o Parlamento Europeu apelou a todos os organismos governamentais competentes para que cooperem com a comissão em tudo o que for necessário para garantir que esta cumpra as tarefas que lhe foram atribuídas.

    Esta comissão vem juntar-se à que foi constituída no sábado pelo Ministério da Defesa, que tem por objetivo “enviar a julgamento militar” os que cometeram infrações durante as operações na costa mediterrânica síria.

  • Israel corta fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza

    O ministro da Energia, Eli Cohen, ordenou o corte imediato do fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza, avança o Times of Israel.

    “Utilizaremos todos os meios ao nosso alcance para que todos os reféns regressem e asseguraremos que o Hamas não estará em Gaza no ‘dia seguinte’”, disse o governante numa declaração em vídeo citada por este órgão de comunicação.

    Na rede social X, Eli Cohen aproveitou para divulgar uma imagem do momento em que assinou a sua decisão. “Assinei agora uma ordem para cortar imediatamente o fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza. Chega de conversa, é hora de agir”, lê-se na publicação.

    A decisão surge após Israel anunciar a suspensão da entrada de alimentos em Gaza, após a recusa do Hamas em aceitar uma proposta para prolongar a primeira fase do acordo de cessar-fogo.

  • Explosão de carro-bomba faz dois feridos em Telavive

    A explosão de um carro-bomba provocou dois feridos na zona sul de Telavive, avança o Times of Israel, citando as autoridades locais.

    A explosão ocorreram na autoestrada Ayalaon, na zona sul da capital israelita. A polícia está a investigar o que terá motivado a explosão.

    Um vídeo, partilhado pela imprensa israelita, mostra vários carros gravemente danificados na via.

    Não se sabe, para já, se este incidente está relacionado com algum ato terrorista.

  • Conversações entre EUA e Hamas focam-se no único refém norte-americano ainda vivo

    As reuniões entre o Hamas e o responsável nomeado pelos EUA, Adam Boehler, têm-se focado na libertação do refém com nacionalidade norte-americana (e também israelita) Edan Alexander (o único que se acredita que esteja vivo), disse um alto funcionário do Hamas à Reuters.

    Nas conversações, que decorrem em Doha (no Qatar) os dois lados também discutem a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, que já deveria ter entrado em vigor.

    Na semana passada, o enviado de Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff, já tinha dito que a libertação de Edan Alexander era uma prioridade.

  • Israel anuncia criação de "Administração da Migração". Vai supervisionar saída de palestinianos de Gaza

    O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, anunciou que o governo, está a trabalhar na criação de uma “Administração da Migração”, escreve o Times of Israel.

    O objetivo desta entidade será supervisionar a saída dos residentes palestinianos da Faixa de Gaza.

    Segundo o governante israelita, o orçamento “não será um obstáculo” para “os procedimentos complexos” envolvidos.

    A decisão israelita surge após Donald Trump divulgar o plano americano para Gaza: uma “Riviera do Médio Oriente” — plano que prevê a reconstrução de Gaza para se criar uma espécie de resort, e, em simultâneo, a expulsão dos palestinianos de Gaza.

    O governante israelita reconheceu mesmo, em declarações citadas pela EuropaPress, que o plano de Trump “está a ganhar forma” e que o governo israelita, em colaboração com a Casa Branca, está a fazer contactos para determinar que países poderiam vir a aceitar os palestinianos.

  • Bombardeamento israelita faz dois mortos a leste da cidade de Gaza

    Um bombardeamento da artilharia israelita no bairro de Shujaiya, no leste da cidade de Gaza, matou dois palestinianos e provocou vários feridos, informou o Ministério da Saúde do enclave palestiniano, citado pela agência EFE.

    O ataque surge no meio de conversações indiretas entre o Hamas e Israel para prolongar o cessar-fogo entre as duas partes.

    O exército israelita, em comunicado, confirmou hoje que atacou “vários terroristas”, depois de os ter identificado a operar no norte de Gaza, perto das suas tropas, onde “tentavam colocar um engenho explosivo no solo”.

  • Cerca de 10 mil estudantes regressaram à escola no norte de Israel

    Cerca de 10 mil estudantes israelitas regressaram hoje às aulas no norte de Israel, meses depois ter sido dada ordem de evacuação às populações das cidades mais a norte, junto à fronteira com o Líbano (devido à falta de condições de seguranças).

    Segundo o jornal hebraico Ynet, a grande maioria dos professores também regressaram ao trabalho.

  • EUA e Hamas negoceiam diretamente sobre Gaza, confirma o grupo terrorista

    Os EUA dispensaram a intermediação dos países árabes e estão a negociar diretamente com o Hamas (um grupo considerado terrorista por Washington) sobre a situação em Gaza.

    “Várias reuniões ocorreram entre os líderes do Hamas e o enviado dos EUA para assuntos de reféns, Adam Boehler”, disse à Reuters o conselheiro político do chefe do Hamas, Taher Al-Nono,

    Israel ficou irritado com os relatos de que os EUA se reuniram separadamente com o Hamas e, sobretudo, com as informação de que Washington terá feito concessões ao Hamas sem o consentimento de Netanyahu.

  • Síria. Confrontos entre forças do governo e apoiantes de Assad já fizeram mais de mil mortos

    Subiu para mais de mil o número de mortos resultantes de dois dias de confrontos entre as forças de segurança sírias e os apoiantes do presidente deposto Bashar Al-Assad. A contabilização é feita pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, citado pela Associated Press.

    A grande maioria dos mortos (745) são civis, que perderam a vida na sequência de tiroteios. Há ainda registo de 125 mortos entre membros da força de segurança do governo e de 148 mortos entre os militantes de grupos armados associados a Al-Assad.

    Os confrontos eclodiram nas zonas costeiras da Síria e nas montanhas de Latakia, áreas onde a comunidade alauita (do presidente deposto) é predominante. A grande maioria dos civis mortos pertence a esta comunidade.

    Os assassinatos começaram na sexta-feira, quando homens armados muçulmanos sunitas leais ao governo embuscaram membros da comunidade alauita (minoritária no país). Muitas casas de alauitas foram saqueadas e depois incendiadas. A eletricidade e a água potável foram mesmo cortadas em largas áreas em redor da cidade de Latakia.

    Os confrontos, que eclodiram na quinta-feira, marcam uma grande escalada na violência no país, três meses depois que os insurgentes terem assumido o poder, colocando fim à longa Presidência de Bashar Al-Assad.

    Entretanto, o líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, que liderou a coligação de forças que tomou o poder, já veio apelar à calma e à unidade nacional. “Devemos preservar a unidade nacional (e) a paz civil tanto quanto possível e, se Deus quiser, seremos capazes de viver juntos neste país”, disse Sharaa, num discurso proferido numa mesquita em Damasco.

  • Bom dia.

    Abrimos este liveblog para acompanhar o conflito no Médio Oriente, nomeadamente a situação na Síria e na Faixa de Gaza.

    Pode recordar o que se passou ontem neste outro

    França, Alemanha, Itália e Reino Unido apoiam plano árabe para a reconstrução de Gaza. Israel atacou depósitos de armas do Hezbollah

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