Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta sexta-feira a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia — pode segui-los aqui.

    Primeiro-ministro eslovaco diz que Zelensky lhe ofereceu 500 milhões de euros em troca de apoio pela adesão à NATO

  • EUA dizem que não vão aumentar nível de alerta nuclear

    Os Estados Unidos da América não têm intenção de aumentar o nível de prontidão de combate das suas forças nucleares, uma vez que “não viram nenhuma mudança de postura das forças estratégicas russas, que justifique a mudança” norte-americana. As declarações foram de Patrick Ryder, porta-voz do Pentágono, em conferência de imprensa, respondendo ao ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

    No início do mês, Sergei Lavrov, em entrevista ao jornalista norte-americano Tucker Carlson, disse que “o discurso dos políticos americanos sobre a possibilidade de ataques nucleares limitados é um convite a uma catástrofe que a Rússia não quer”. Desta forma, a Defesa dos EUA desmente as alegações avançadas pelo chefe da diplomacia russa.

  • Scholz e Trump de acordo sobre necessidade de pôr fim rápido à guerra

    O chanceler alemão, Olaf Scholz, conversou hoje por telefone com o Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem concordou, segundo Berlim, quanto à necessidade de alcançar o mais rapidamente possível uma paz justa na Ucrânia.

    “Os dois concordaram que a guerra russa contra a Ucrânia já dura há demasiado tempo e que é agora necessário encontrar o mais rapidamente possível um caminho para uma paz justa e duradoura”, declarou um porta-voz de Scholz num breve comunicado.

    O tema central da conversa entre Scholz e Trump foram os desafios para a segurança na Europa, de acordo com a nota.

    “O chanceler reiterou mais uma vez que manterá durante o tempo que for preciso o apoio à Ucrânia para a sua defesa contra a guerra de agressão russa”, concluiu o porta-voz.

  • Montenegro: "Apoio da Europa extravasa a situação de guerra"

    Questionado sobre as afirmações do Presidente da Ucrânia sobre o apoio “insuficiente” do Ocidente, Luís Montenegro defende que a ajuda da Europa “extravasa a situação de guerra”.

    “O ataque que está hoje colocado pela Rússia ofende os ucranianos, ofende o modo de vida europeu e ofende a paz na Europa”, afirma o primeiro-ministro, sublinhando que existe uma “vontade muito grande” dentro do Conselho Europeu, para “continuar a apoiar a Ucrânia e ajudar na implementação de um processo de paz, sempre com respeito pela vontade da própria Ucrânia”.

  • Luís Montenegro relata "viva troca de impressões" com Zelensky em Bruxelas

    Concluída a reunião do Conselho Europeu, o primeiro-ministro Luís Montenegro relata a “viva troca de impressões” com Volodymyr Zelensky.

    De acordo com o governante português, o foco da reunião passou pela “manutenção de todo o apoio político, militar e económico” já prestado a Kiev, referindo que a ajuda financeira da União Europeia “ascendeu os 16,2 mil milhões de euros” em 2024, com estimativas de poder atingir os 12,5 mil milhões no próximo ano, que serão adicionados aos 45 mil milhões prometidos pelo G7.

    Luís Montenegro reitera que apesar de existirem claras divergências sobre o tema do conflito na Ucrânia, os Estados-membros do conselho procuram seguir o “caminho da pacificação, de cessar-fogo (…) e um entendimento que não deve deixar de contar com a Ucrânia”. Montenegro sublinha, “esta conclusão ficou muito bem plasmada”.

  • Putin conversou com Presidente do Uzbequistão, que "condena ato terrorista"

    Com as notícias da detenção do cidadão uzbeque pelo homicídio de Igor Kirilov em Moscovo, Shavkat Mirziyoyev contactou Vladimir Putin para expressar as suas condolências pela morte do general russo.

    De acordo com a RIA/Novosti, o Presidente do Uzbequistão “fez questão de enfatizar que o Uzbequistão condena veementemente este vil ato terrorista”, em conversa com o seu homólogo russo.

  • Zelensky chama "idiota" a Putin por propor "duelo tecnológico" com o Ocidente

    “Pessoas estão a morrer, e [Putin] acha que é ‘interessante’… Idiota”. Foi esta a resposta de Volodymyr Zelensky, na rede social X, às declarações de Vladimir Putin esta manhã.

    Anexado ao texto, o Presidente da Ucrânia coloca um excerto do Chefe de Estado russo, onde Putin considera “interessante” a ideia de se envolver num “duelo tecnológico” com o Ocidente. Neste cenário hipotético proposto, Putin convida os EUA e os restantes aliados da Ucrânia a disponibilizar os seus sistemas de defesa anti-aérea, e verificar o efeito dos mísseis Oreshnik em Kiev.

  • Conselho Europeu garante “compromisso inabalável” de apoio à Ucrânia

    O Conselho Europeu, hoje reunido em Bruxelas e pela primeira vez presidido por António Costa, garantiu o “compromisso inabalável” da União Europeia (UE) no apoio à Ucrânia face à invasão russa, pedindo uma “paz global, justa e duradoura”.

    “Hoje, mais de 1.000 dias após o início da invasão total da Rússia, o Conselho Europeu […] reafirma o seu apoio constante à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. Reafirma igualmente o compromisso inabalável da União Europeia de continuar a prestar apoio político, financeiro, económico, humanitário, militar e diplomático à Ucrânia e ao seu povo, durante o tempo que for necessário e com a intensidade que for necessária [pois] a Rússia não pode prevalecer”, refere a instituição.

  • Ucrânia terá lançado 10 mísseis ocidentais contra território russo

    “Seis mísseis ATACMS e quatro Storm Shadow foram utilizados”, escreve o Ministério da Defesa da Rússia, relatando um ataque à região de Rostov esta quarta-feira.

    De acordo com o ministério, esta vaga de mísseis ocidentais utilizada pelas forças ucranianas tinha como objetivo atingir a fábrica Kamensky Combine, que produz principalmente produtos químicos utilizados na indústria militar.

    As forças russas não revelaram detalhes adicionais sobre o ataque, se foi intercetado ou a severidade dos danos materiais possivelmente provocados. Não foi divulgado número de vítimas.

  • "Sobrecarga emocional." Peskov ataca Zelensky e diz que Presidente ucraniano "não se consegue conter": "Má educação"

    O porta-voz do Kremlin, Dmytry Peskov, tem notado que o Presidente da Ucrânia “não se consegue controlar” em termos emocionais. “Aparentemente, deve-se à sobrecarga emocional e à incapacidade de se recompor”, insinuou.

    Citado pela TASS, Dmytry Peskov acusa Volodymyr Zelensky de ser “mal educado”, lembrando as críticas que o Presidente ucraniano tem deixado ao primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.

    “Os seus nervos não aguentam”, afirmou Dmytry Peskov.

  • Suspeito do homicídio de general russo acusado de terrorismo

    O homem do Uzbequistão detido esta quarta-feira no seguimento do homicídio do general russo Igor Kirilov foi hoje formalmente acusado de terrorismo , avança a agência estatal TASS.

    Akhmad Kurbanov foi acusado de três crimes: “homicídio, ato terrorista e circulação ilegal de armas e munições”, de acordo com a imprensa russa.

    Detido suspeito de assassinar general russo

  • "Não se matem durante a noite de Natal." Orbán insiste em trégua durante o Natal

    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, voltou a insistir, em Bruxelas, na trégua durante o Natal. “O plano é simples. É pegar ou largar. É uma ideia muito simples.”

    “Não deixem que morram milhares de jovens no Natal. É tão simples quanto isso. Deixem regressar prisioneiros de guerra para passar o Natal com a família”, disse Viktor Orbán.

    “Não é mais do que uns dias de paz. Até na Primeira Guerra Mundial foi imposto um cessar-fogo”, recordou o primeiro-ministro húngaro.

    “Não se matem durante a noite de Natal”, pediu.

  • "Putin não é uma pessoa razoável", diz Zelensky, adiantando que vai interromper passagem de gás russo pela Ucrânia

    Vladimir Putin “não é uma pessoa razoável”, disse Volodymyr Zelensky numa conferência de imprensa após o Conselho Europeu, em Bruxelas, num comentário à possibilidade admitida pelo Presidente russo de usar os mísseis Oreshnik contra uma cidade como Kiev.

    “Hoje, a pessoa que está sentada no Kremlin disse que poderia atacar a Ucrânia [sugerindo Kiev, como exemplo] com mísseis Oreshnik”, referiu o Presidente ucraniano. “Acham que uma pessoa razoável dizia uma coisa dessas?”, perguntou, retoricamente, aos jornalistas.

    Zelensky adiantou, também, que vai interromper a passagem de gás russo pela Ucrânia. O contrato em vigor termina no final de 2024 e não será renovado, adiantou.

    O Presidente ucraniano afirmou, também, que “garantias de segurança” dadas pela União Europeia “não serão suficientes” para a Ucrânia. E fugiu às perguntas sobre a redução da idade de recrutamento militar na Ucrânia dizendo que “a Ucrânia precisa, acima de tudo, de armas”.

  • Vladimir Putin termina a conferência de imprensa com desejos de boas festas aos cidadãos russos. O programa de televisão durou quatro horas e meia e o Chefe de Estado respondeu a 76 perguntas.

  • "Salvei a Rússia", declara Putin, que vê o país "como a sua família"

    No final da conferência de imprensa, Vladimir Putin puxou dos galões e disse acreditar que “salvou a Rússia”. “Acredito que nos afastamos do abismo.”

    O Chefe de Estado russo lembra que, depois da renúncia do ex-Presidente Boris Yeltsin, o país tinha perdido a soberania. “Sem soberania, a Rússia não podia existir como Estado independente.”

    Sobre o seu trabalho enquanto Presidente, o Chefe de Estado assinalou que “esteve sempre associado a servir a pátria”. Agradeceu também que os cidadãos da Rússia “tenham confiado nele” — e não apenas uma vez.

    “Fiz tudo para garantir que a Rússia fosse uma potência independente e soberana, capaz de tomar decisões”, declarou Vladimir Putin, que vê a Rússia “como a sua família”.

  • Putin garante que Rússia "não recusaria" asilo político a Zelensky

    Interrogado sobre a possibilidade de Volodymyr Zelensky pedir asilo político à Rússia, Vladimir Putin assegura que Moscovo “não recusaria” essa possibilidade. “A Rússia não recusará ninguém.”

    Mesmo assim, Vladimir Putin acredita que o seu homólogo ucraniano nunca “precisará” de asilo político da Rússia.

    Se Volodymyr Zelenksy e “alguns líderes da Ucrânia forem para o exterior”, é provável, conjetura Vladimir Putin, que “sejam acolhidos por aquelas pessoas cujos interesses serve”.

  • Presidente russo lamenta que os ucranianos sejam "apanhados" como "cães vadios" e "atirados para o campo de batalha"

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, desvalorizou as Forças Armadas da Ucrânia, notando que não recebem treino suficiente.

    “Não há tempo para se preparem. Os nossos homens notaram isso. A preparação não é a mesma. Não é uma escola soviética. Mesmo aqueles que são treinados numa tradição ocidental, não são tão bons”, afirmou.

    Assim, Vladimir Putin nota que as tropas ucranianas estão “esgotadas”. Não só estão esgotadas, como também lhes falta “equipamento militar, munições e homens”.

    Sobre a mobilização de ucranianos, o Presidente russo lamentou que os ucranianos sejam “apanhados” como “cães vadios” na rua e sejam “atirados para o campo de batalha”.

  • Putin admite que "concordou em pensar" em trégua de Natal proposta por Orbán, mas opõe-se a cessar-fogo temporário na Ucrânia

    O Presidente da Rússia assumiu que o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, lhe propôs uma “trégua” durante os dias de Natal na Ucrânia. Contudo, Vladimir Putin não diz que aceitou, apenas que “concordou em pensar”.

    Em todo o caso, Vladimir Putin opõe-se a um cessar-fogo temporário, uma vez que isso faria com que a Ucrânia “fortalecesse” as suas posições na linha da frente.

    “A Rússia não precisa de uma trégua com a Ucrânia, mas de uma paz sustentável através de garantias de segurança”, afirmou, acrescentando que a Rússia concordou pelo menos três vezes em encetar negociações de paz com a Ucrânia, sendo que, segundo Vladimir Putin, o “regime de Kiev recusou”.

    Para além disso, Vladimir Putin considerou como “sinceras” as propostas chinesas, brasileiras e sul-africanas em terminar o conflito.

  • Sanções do Ocidente "criam problemas" à Rússia, admite Putin, que atira que Ucrânia não era capaz de sobreviver sem o Ocidente

    Questionado sobre as sanções do Ocidente contra a Rússia, Vladimir Putin assume que “criam problemas” ao país, mas nunca o vão “derrubar”.

    “Eles causar-nos-ão alguns danos e prejuízos, mas é claro que sairemos desta situação”, garantiu Vladimir Putin.

    Para o Chefe de Estado, o Ocidente está com “medo da concorrência da Rússia”. “Eles usam meios de luta política para concorrência desleal”, afirmou.

    Ainda ao ataque contra o Ocidente, Vladimir Putin frisou que “somente” com o apoio dos países ocidentais é que a Ucrânia “pode existir”. “Não apenas lutar, apenas existir”, sublinhou.

  • Putin afirma que deveria ter decidido invadir a Ucrânia "mais cedo"

    Voltando a falar sobre a Ucrânia, Vladimir Putin afirmou que deveria ter invadido o país vizinho “mais cedo”.

    “A decisão, que foi tomada em fevereiro de 2022, deveria ter sido tomada mais cedo e mais bem preparada”, assinalou o Presidente d Rússia.

    “Começamos os acontecimentos sem muita preparação, não podíamos mais esperar”, enfatizou Vladimir Putin.

    Na situação geopolítica europeia, o Chefe de Estado russo adjetivou como “impossível” que a Rússia se mantivesse “na condição em que estava”.

    Ainda assim, o Presidente russo reconheceu que, desde o início da “operação militar especial”, a Rússia enfrentou um “teste sério” às suas capacidades.

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