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"Guerra Traduzida" para acompanhar os conflitos no Médio Oriente. Nos próximos minutos damos destaque à imprensa norte-americana e também do Médio Oriente, à imprensa internacional, hoje com a ajuda do Carlos Pedro. Carlos, boa tarde.
Boa tarde, Miguel.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ontem à noite a suspensão de todas as relações comerciais e transações financeiras com o Irão.
O anúncio foi feito após o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informar que os sistemas de defesa aérea tinham detectado dois mísseis balísticos lançados a partir do Irão contra o país. O Irão, entretanto, nega esta alegação e classifica a acusação dos Emirados Árabes Unidos como prejudicial à confiança regional e também aos esforços de segurança no Médio Oriente.
E o Irão está a ponderar atacar alvos militares na Europa se nos próximos tempos a administração de Donald Trump tiver iniciativas que sejam vistas por Teerão como uma escalada das tensões de guerra.
É uma notícia avançada esta manhã pelo britânico Financial Times, que cita duas fontes ligadas ao regime de Teerão. Entre os possíveis alvos estão instalações militares na Bulgária, onde há cerca de um mês o governo local aprovou a utilização de uma base para reabastecimento de aviões. O Irão pode também atacar instalações militares no Chipre, onde já houve um incidente recentemente em que uma base aérea britânica foi atingida por drones.
De aviso em aviso, Carlos, o Irão diz aos países do Golfo, aliados dos Estados Unidos, que estão a participar diretamente na guerra contra Teerão.
O Irão avisou que os países do Golfo que ajudam o exército dos Estados Unidos durante a guerra com Teerão são, de fato, participantes no conflito. Esta declaração de Ali Abdollahi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, é um alerta. Diz que qualquer ajuda ou facilitação prestada às forças militares agressoras dos Estados Unidos equivale à participação na operação militar de Washington. Abdollahi afirma também que é improvável a presença de aeronaves militares, sobretudo de reabastecimento nas bases militares da região, sem o conhecimento dos países anfitriões.
Já as Nações Unidas pedem a Israel para cessarem a ofensiva sobre a Síria, depois de o Estado judaico ter confirmado ter atacado um aeroporto militar no noroeste do país mediterrânico.
Israel atacou de madrugada com aviões de guerra a pista do aeroporto. De acordo com a televisão estatal síria, a ofensiva não provocou vítimas, mas causou danos materiais. Já Israel acusa a Turquia de ser uma ameaça após o ataque a uma base síria. O governo israelita acusa a Turquia de representar uma ameaça por preparar-se para enviar tropas para uma base na Síria, atingida num ataque condenado pelos Estados Unidos, que o atribuiu ao aliado israelita. Israel avisou repetidamente a Síria que tal desdobramento constituiria uma ameaça à segurança de Israel. É o que escreve na rede social X o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Na resposta, a Turquia rejeita as alegações de Israel sobre o envio de tropas pra Síria. A direção de comunicações da presidência turca classifica as acusações de Israel como falsas e critica o fato de visarem legitimar os ataques aéreos ilegais de Israel contra a soberania síria. Na madrugada de terça-feira, aviões de guerra israelitas atacaram o aeroporto militar nos arredores de Idlib, no noroeste da Síria, causando danos na infraestrutura, mas sem provocar vítimas, informou a televisão estatal síria.
E em Gaza continua a estratégia de bloqueio dos túneis do Hamas.
Dois túneis subterrâneos do Hamas foram bloqueados durante uma operação das Forças de Defesa de Israel. As infraestruturas estavam localizadas nas zonas centro e sul da Faixa de Gaza, diz o exército. Estes túneis foram selados com betão.
Ponto final nesta edição da "Guerra Traduzida", para acompanhar o conflito no Médio Oriente. Eu sou o Miguel Gato e a edição de hoje foi com o jornalista Carlos Pedro.