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Esta é a história do dia da Rádio Observador: como se explica o fenómeno Coldplay?
"So I met this teacher here, Juliana, and I say I'd like to say this, I'd like to say this, and then she says it and I write it how I hear it. So I have it written down on the floor, but no one else can understand because it's not correct. It's just how I hear it. So it's like: a gente muito feliz de estar aqui com vocês".
Chris Martin gosta de falar com o público, neste caso, em português. Escreve as palavras como as ouve e cola o papel no chão para ler. A banda britânica toca esta semana em Coimbra, um concerto programado a que se somaram mais três extra. Apenas numa manhã, os bilhetes voaram. Foram mais de 200 mil bilhetes e, entretanto, os preços no mercado paralelo dispararam. Mas por quê? Por que esta verdadeira corrida para um concerto dos Coldplay? O que tem esta banda britânica que justifique tamanho interesse? Vou conversar com Tiago Pereira, editor de cultura do Observador. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a história do dia. Bem-vindo, Tiago.
Olá, Ricardo.
Sinto que te tenho aqui poucas vezes na história do dia.
Temos que reforçar os laços que nos unem.
Sim, acho que sim. Bom, no início era a guitarra. Onde nasceram estes rapazes? Não quero ouvir bem a história deles, quero ouvir a história da banda.
É uma banda que nasce em meados dos anos 90 em Londres. Quatro rapazes, acho que podemos dizê-lo, quatro rapazes muito simples.
Simples.
Sim, mas que mesmo que possa parecer agora, agora é fácil dizer, porque tem o sucesso que tem, mas quando estavam a começar, quando eram adolescentes e jovens adultos, de alguma forma, começaram muito cedo a ter a noção daquilo que era preciso para chegarem longe. E longe para eles era, colocando isto de uma forma um pouco romântica, era serem amados um pouco por toda a gente.
Quem não quer?
Exato. A grande diferença está entre aqueles que conseguem e os que não conseguem. E eu diria que os Coldplay começaram. Mas não há aqui uma grande história fantástica rock'n'roll.
Mas começaram a ter furor logo cedo?
No Reino Unido, sim. No Reino Unido, podemos dizer que logo ao primeiro álbum, eles conseguiram, com uma mão cheia de singles muito certeiros. Eles lançam o primeiro álbum em 2000, chama-se "Parachutes" e não sei se te lembras, tinha uma canção chamada "Yellow". No videoclipe, Chris Martin apanhava bastante sol, ficava muito queimado. E é interessante ver como, se fores ver o vídeo agora, notas a diferença. Era mesmo um garoto, era um pequeno jovem. Mas atenção, estamos a falar de um mercado em que, sobretudo nesta altura, a imprensa especializada, os média especializados, que ainda tinham a força que hoje já não têm, porque o mercado mudou e o mundo mudou, estava constantemente a tentar nomear os novos qualquer coisa.
E estes eram os novos quê?
Estes eram a espécie de os novos U2, eventualmente, mas talvez com um pouco de os novos Radiohead. Radiohead antes de "OK Computer". Radiohead, banda de guitarras e de canções muito melancólicas. Eu acho que era por aí que eles se situavam.
E é precisamente em 2000 que eles tocam pela primeira vez em Portugal, foram a Paredes de Coura, mas ninguém lhes deu grande importância.
Estás intrigado hoje em dia, não é?
Sim, ninguém lhes deu grande importância.
Uma banda que agora vende 220 mil bilhetes.
Exatamente.
Aparece assim num festival ainda à luz do dia.
Minhoto.
Não é? Fora do grande circuito. Paredes de Coura hoje ainda tem essa filosofia. Na altura, se calhar, ainda tinha mais, porque também tinha menos tempo, tinha menos história. Hoje consegue ter uns cabeças de cartaz diferentes, mas sempre foi muito: "Vamos tentar trazer algo em que acreditamos e que achamos que as pessoas vão gostar, vamos fazer apostas". Os Coldplay, acho que podemos dizê-lo, batiam no Reino Unido e tinham um lado muito eficaz. E eu acho que também é isso que os traz aqui a este ponto. E tinham ali uma série de singles certeiros e tinham um lado que hoje não tem. Não estávamos a falar de grandes produções como vamos ver aqui. Estávamos a falar de uma banda com duas guitarras, um baixo, bateria e uma voz. Portanto, era uma espécie de pop feita na garagem, de gente muito jovem que estava a aprender a crescer. E cabia muito bem num festival bucólico.
Mas três anos depois estavam no Pavilhão Atlântico.
Três anos depois já estavam no Pavilhão Atlântico, onde voltariam, se não me engano, dois anos depois, em 2005. Acho que foi esse o concerto que eu vi, foi em 2005, no Pavilhão Atlântico.
E nunca mais te esqueceste.
Cheíssimo. Não, não posso dizer, não vais ouvir de mim.
Não vamos desiludir os fãs dos Coldplay.
Não, atenção, não vais ouvir de mim nenhuma frase do gênero: "estes rapazes não valem nada", porque diria que é uma frase idiota. É tudo uma questão de gosto, não é?
Claro.
Mas fizeram um percurso ascendente Que é razoavelmente notável.
Isso é uma ótima deixa para minha próxima pergunta, Tiago Pereira, porque 23 anos depois dessa estreia num bucólico cenário em Paredes de Coura, mais de 200 mil bilhetes voaram numa manhã. Acho que o verbo é bem escolhido. Isto não é muito normal por cá.
É uma questão que tem duas respostas. Primeiro, obviamente, não é muito normal, tendo em conta os factos. É o concerto com mais bilhetes vendidos em menos tempo. O concerto, salvo seja, o artista. Nunca houve em Portugal um fenômeno destes. E se fores ver pelo rácio habitantes, julgo que vai mais gente ver os Coldplay em Coimbra do que a cidade tem de residentes habituais.
Sim, cerca de tal mil.
Exato. E mesmo de rácio face ao país e ao número de concertos e bilhetes vendidos, estamos, se calhar, em valor relativo, num número superior a de, por exemplo, grandes cidades da América Latina, que também tiveram quatro ou cinco concertos. Portanto, sim, por esse lado, é totalmente surpreendente. Por outro lado, há outros casos que têm acontecido assim. Nós tivemos recentemente, por exemplo, o caso dos bilhetes, noutra escala, mas dá para perceberes como o mercado mudou. Os bilhetes para o espetáculo do Ricky Gervais voaram. Estamos a falar da Altice Arena também esgotada. Os bilhetes para os dois concertos que em muito pouco tempo o Harry Styles, já deu um, vai dar outro entretanto em Portugal, no Passeio Marítimo de Algés. Os bilhetes também venderam-se como castanhas numa manhã fria, manhã não, numa tarde fria de novembro.
Depois de sair do cinema.
Exato. O Chico Buarque vendeu bilhetes com muita rapidez. Eu acho que há dois fenômenos aqui. Por um lado, é preciso ter em conta que não são só portugueses que vêm ver os concertos. Por outro, estamos a falar de uma banda em que boa parte dos fãs tem o poder de compra para comprar estes bilhetes.
Estamos a falar de que preços, mais ou menos?
São muito caros. Ora, se eu não estou em erro, o bilhete mais barato custava 65€ e o bilhete mais caro custava 500. Sendo que o 500, eu não estou certo, mas talvez inclua um brinde com o Chris Martin.
Deve ter direito a cerveja Famosos.
É por uma daquelas zonas, é que depois há várias zonas VIP. Atenção, e cada uma tem um privilégio maior que a anterior, até chegarmos aos 500€.
É a hierarquia do espectador, não é?
Exatamente. Quem paga mais, recebe algo mais em troca, podemos dizer.
E Tiago Pereira, eu penso que tu és a pessoa indicada para isto, para me falares de pulseiras luminosas.
Exato. Foi por isso que me trouxeste aqui.
Foi uma das principais razões.
Queres saber, portanto, o que é que vai acontecer?
É isso mesmo.
Vai acontecer um grande circo. Os Coldplay não vão só dar música às pessoas. Eu acho que podemos dizer que é um espetáculo multimídia. Há essa história das pulseiras. Toda a gente que vai estar no estádio de Coimbra vai ter uma pulseira. É uma espécie de interatividade com aquilo que vai acontecer em cada um dos três palcos. São três palcos.
Três palcos?
Três palcos montados no estádio. Isto não é novo. Já vimos isto em digressões dos U2, já vimos isto em digressões dos Rolling Stones. Já vimos isto, se calhar, de outra forma, em alguns concertos especiais de bandas que também arrastam multidões, como por exemplo, os Metallica. Portanto, há um lado cênico muito importante, há um lado colorido muito importante. Faz-me lembrar aquele filme que ganhou os Oscars, "Tudo em Todo Lado ao Mesmo Tempo". Acho que é mais ou menos isso que vai acontecer no estádio de Coimbra.
Isso promete grande espetáculo.
Vamos ver.
Já voltamos à conversa com o editor de cultura do Observador, Tiago Pereira. Por que Coimbra? E o que os Coldplay têm que justifique esta paixão nacional?
Depois do sucesso do Sargento na Cela 7, vem aí uma nova série do Observador. Eu sou a Margarida Vila Nova e não lhe posso dizer muito, mas é uma história real que junta o sequestro de um avião da TAP, um primeiro-ministro em negociações durante a madrugada, um cerco por unidades das Forças Especiais e um protagonista surpreendente. Estreia brevemente. E acredite em mim, não vai querer perder.
Voltamos à conversa com Tiago Pereira, o editor de cultura do Observador. Tiago, pela descrição que fizeste do que está previsto para o concerto de Coimbra, com as tais pulseiras que se iluminam, três palcos, um estádio cheio, isto não deve sair muito barato, pois não, a quem faz o concerto.
Isto não sai nada barato. Sai muito menos barato, dadas as circunstâncias econômicas que atravessamos no mundo inteiro, na Europa, em particular, dada a situação da inflação, dado o tempo de guerra que vivemos. E estamos a falar de uma banda britânica. O Brexit aqui não é um detalhe.
Também conta.
Conta e muito. Se fores ver na imprensa britânica, há vários relatos de músicos e bandas britânicas que estão com muitos problemas, porque de repente atravessar a Europa é muito mais complicado burocraticamente, é muito mais complicado em termos financeiros. E depois, os Coldplay parecem seguir aqui uma política derivada disso mesmo, que tem sido seguida por muitas outras estrelas e muitos outros nomes grandes, que têm um grande investimento na produção, que é: vamos tentar concentrar concertos e espetáculos de grandes dimensões num só sítio, em várias datas, porque fica mais barato, a produção monta e desmonta-se uma vez e vamos deixar que as pessoas venham ter conosco.
E quem quiser, que venha.
Quem quiser, que venha. E daí eu dizer que os Coldplay vão tocar em Portugal, em Espanha, na Suíça, talvez um dia, não sei se é só um dia, nos Países Baixos, em Itália e alguns concertos no Reino Unido, que é um mercado que vale por si só. Para uma banda da dimensão dos Coldplay, não são assim tantos dados.
E que está em turnê há um ano.
A digressão começou em março do ano passado, mas os Coldplay não têm tocado todos os meses, nem todas as semanas. Não é uma dessas digressões.
Concentram numa série de espetáculos no mesmo sítio.
Eles concentram. Venham ter conosco. E estamos a falar de Portugal, um sítio onde há cada vez mais estrangeiros a virem de fora. É relativamente fácil ter a certeza de que estes concertos vão estar cheios. Isso é sempre uma certeza.
E Coimbra é um bom sítio?
Estamos a falar de um estádio. Eu não percebo muito de futebol, mas sei te dizer que o campeonato ainda não acabou. Certo?
Certo.
Isso se calhar pode ter influência na hora de escolher outro estádio qualquer. Estamos a falar de uma zona central do país, ainda que não tenha um aeroporto.
Mas nunca sabemos.
Isto agora é ser muito franco. O que eu posso dizer? Tem comboio. Tem comboio até Aveiro.
Não, mas tem. Até tem Coimbra B.
Por causa das greves. Imagina que agora, de repente.
Tem autoestradas.
Tem autoestradas.
É a terceira cidade à nível de distância no país.
E é uma cidade e é um estádio que já acolheu outros grandes concertos de outras grandes produções, da Madonna, U2, etc. E tem um acordo entre a promotora do espetáculo e a autarquia que apoia estes concertos.
Ainda bem que falas nisso. Estamos a falar das contas de quem organiza o espetáculo, mas também há dinheiro público nisto. E há polêmica, e há contas para todos os gostos.
Há cerca de 110 mil euros de apoio da Câmara Municipal de Coimbra para cada um dos concertos.
440 mil no total.
Exatamente. E há a garantia de que a Câmara vai tratar depois de tudo o que é repor relvado e todas essas situações. Isto foi tudo defendido pela autarquia e explicado, garantindo que este investimento terá um retorno, usando, por exemplo, o paralelismo daquilo que acontece com o rali, o Campeonato Mundial de Ralis, quando passa pela zona de Coimbra, fazendo uma extrapolação, a Câmara espera um retorno de cerca de 70 a 75 milhões de euros, entre dinheiro que toda a gente vai deixar ali, hotelaria, restauração. Tudo isso, defende a autarquia, vale a pena. Este esforço que levantou alguma polêmica, porque estamos a falar de uma altura em que os dinheiros públicos e o dinheiro da carteira das pessoas, dá muito que falar.
Tiago Pereira, além de seres um especialista em pulseiras luminosas, como já provaste, também és um verdadeiro doutor em música. Aliás, estás todas as semanas no "Isto não Passa na Rádio", na Rádio Observador. Os Coldplay, e isso ficou do início da nossa conversa, têm uma espécie de fórmula secreta para o sucesso ou são tipo Rei Midas, que onde tocam, transformam em ouro?
Não acredito muito na existência dessa capacidade sobre-humana, mas posso te dizer que pelo menos durante os três, quatro primeiros álbuns, os Coldplay conseguiram um feito extraordinário, que é o de garantir que cada disco tinha pelo menos três ou quatro canções inescapáveis.
Tais como?
No primeiro álbum, tinhas o "Yellow" e tinhas o "Trouble" e portanto tinhas esse lado muito melancólico. Melancólico de quem pede um abracinho. Que é uma coisa que os Coldplay fazem muito bem. Tiveste depois o "A Rush of Blood to the Head", que teve, por exemplo, o "The Scientist" ou "In My Place". Que eu acho que ainda hoje toda gente se lembra. Eles conseguem fazer uma coisa que é muita gente decorar as canções ou saber muitos versos de cor e nem sabe muito bem por que o faz. Porque as canções passam com tanta intensidade que depois ficam na cabeça. Tiveste pouco depois o "X&Y", que teve o "Fix You". E o "Speed of Sound". O "Fix You" que apareceu, eu não sei em quantos filmes e em quantos episódios de séries. E por aí fora. Atenção.
Mas isso é fórmula?
A partir de certa altura, eu não diria que é uma fórmula, mas eu acho que é um misto de, de facto, procurar desde o início juntar o que há de melhor nas várias influências que ouvem, aprender com os melhores. E a partir de certa altura, ganha-se calo. E já sabemos que determinadas curvas e determinadas sequências de acordes, e se calhar se eu meter aqui um acorde menor, isso vai ficar dramático o suficiente para as pessoas ficarem agarradas.
Isso não dá razão aos que não gostam de Coldplay?
Há várias razões para não gostar do Coldplay. Atenção! O Chris Martin, eu fico na dúvida se ele é um tipo extremamente simpático e porreiro ou se é um tipo exageradamente simpático e porreiro. Alguma coisa poderá não bater certo aqui. Isto é para tu veres que de cada lado positivo pode haver um-
Nós somos dois tipos extremamente simpáticos e porreiros, Tiago.
Sim, claro! Mas é um homem que às vezes parece que quer salvar o mundo e quer salvar-nos a nós todos. Isso pode ser irritante para muita gente. É verdade que a forma de cantar, o tom das canções, a tal progressão melódica e harmónica, o facto de ser relativamente previsível, nós sabermos para onde é que cada canção vai, isso pode agradar a muita gente, como pode ser apelidado de preguiça ou facilitismo. A junção, por exemplo, recente, que os Coldplay fizeram com alguma música eletrónica, como se pegassem nesse lado melancólico, que é a essência, e transformassem numa espécie de grande rave de felicidade. Tudo isso pode ser um bocadinho enervante para algumas pessoas.
Tiago Pereira, mas isso leva-me a mais uma pergunta, se calhar, a grande pergunta deste episódio: o que é que vendeu num ápice estes concertos? Foi a música, a loucura, a paixão pela música e pelo espetáculo, obviamente, ou o marketing muito eficaz e o receio de ficar de fora de algo de que toda a gente estava a falar?
Eu acho que é um bocadinho das duas coisas. É inegável que a banda tem muitos fãs, por cada pessoa que diz que não gosta de Coldplay, deve haver, não sei, mas cinco ou sete que gostam, ou mais. É uma banda que tem atravessado, como eu te disse, várias gerações. Portanto, o primeiro álbum é de 2000, passaram 23 anos e as pessoas que eram jovens em 2000-
Conhecemos alguns
...hoje em dia, se calhar, podem ser jovens de espírito, mas estão mais dispostas, se calhar, hoje a: "Vamos vários ver os Coldplay e podemos comprar bilhetes e está tudo bem". Mas há muito esse lado, atenção. Quando as datas são lançadas e de repente há um concerto no estádio, porque depois há mais uma, e depois há outra, isto não é feito por acaso.
Foi tudo muito rápido.
Não, mas é óbvio que ninguém pegou no telefone e ligou ao Chris Martin a dizer: "Chris, amigo, olha, isto está a esgotar".
"Isto está a vender bem".
Isto está tudo pré-arranjado, isto está tudo programado e portanto, a multiplicação das datas gera esse sentimento de: "O que se está a passar? Este concerto é muito especial, eu não posso ficar aqui, eu quero fazer parte disto". Obviamente que há esse lado. Se juntares tudo, tens um fenómeno que tens e tens estas centenas de milhares de bilhetes. Só para voltar àquele lado da crítica. Os Coldplay encaixam muito bem a má crítica. E geram outro tipo de fenómeno, que é críticos que quando dizem bem, porque também os há, pedem desculpa, porque sabem que estão a incorrer nas regras não oficiais da crítica musical, dizer bem de um disco de Coldplay. Tocaram no Brasil há pouco tempo. Um crítico ou youtuber, algo assim, disse ostensivamente que não gostava e que eles eram muito maus, um crítico com muita audiência, e o Chris Martin convidou-o aos bastidores do concerto e esteve a falar com ele. Eu não sei se ficaram amigos, mas é esta simpatia, que por um lado é extraordinária e para muitos outros pode ser muito irritante. Como é que alguém consegue ser amigo de uma pessoa que diz tão mal dele? Todas estas coisas fazem dos Coldplay, eu acho que um fenómeno pop muito singular.
Obrigado, Tiago.
Ora essa.
Tiago Pereira é o editor de cultura do Observador. Podemos também ouvi-lo todas as tardes na Rádio Observador, no "Lado Bom da Vida", às quintas, depois do jornal do meio-dia, no "PopUp", e ao fim de semana, no "Isto Não Passa na Rádio". Esta foi a história do dia e ouvimos neste episódio excertos de várias canções dos Coldplay: "Yellow", "Sparks", "Viva la Vida", ao vivo em São Paulo, "Trouble", "The Scientist", "Fix You" e "A Sky Full of Stars", ao vivo em Buenos Aires, na Argentina. A sonoplastia é do Bernardo Almeida, a música do genérico é do João Ribeiro. Eu sou o Ricardo Conceição e se vai a Coimbra, bom concerto. Até amanhã.