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Qual foi a última série ou filme que viu e que recomenda?
Há muitos anos que não vejo série nenhuma. O último filme que vi, vi com a minha filha mais nova, é um filme muito antigo, de 1968, e chama-se "O Leão no Inverno". E recomendo porque é uma história fantástica.
E agora, o que é que faz ao fim de semana que ninguém imagina?
Tenho de pensar. Eu levo uma vida muito normal. Ao fim de semana, normalmente estou com a família, uma vez ou outra vou ao teatro, outras vezes simplesmente trabalho e ponho o trabalho em dia, mas sobretudo ouço música e às vezes ainda canto, imagine, para grande desgraça dos meus vizinhos.
E se pudesse jantar com qualquer pessoa da história, viva ou morta, quem escolhia e o que pedia para comer?
Eu interesse-me muito pouco por figuras históricas. Quando se trata de conversar, de estar em casa, de convidar para almoçar, eu convidaria um grande amigo, uma amiga especial.
Qual é a coisa mais estranha que alguém já lhe pediu para assinar ou fotografar?
Não me lembro, não faço ideia. Normalmente, pedem-me ex-alunos para assinar fitas da faculdade, quando acabam os cursos.
E qual é o seu talento completamente inútil?
Nunca pensei nisso. A maior parte dos poucos talentos que tenho, eu dou-lhes utilidade. Mas se calhar há algum que eu não me tenha apercebido e que é completamente inútil. Talvez por isso eu não me lembre dele.
Como é que se chama esta galinha?
Granja.
É a Granja. Esta galinha, a galinha Granja, sabe muito mais do que muitos políticos portugueses. Ela consegue distinguir o bem do mal. É verdade, é mais inteligente que a esquerda portuguesa. Ela sabe uma coisa básica que é: quem vem para Portugal cometer crimes bárbaros, num país que os acolheu e lhes deu a nacionalidade, então esse país não lhes deve nada. Quem vem cometer crimes de violação, homicídio, tráfico de droga ou mesmo tráfico de pessoas em Portugal, não deve manter a nacionalidade portuguesa e a Granja sabe isso muito bem.
Eu cada vez que falo com uma pessoa como tu, e há muito poucas pessoas como tu, eu fico com um nó na garganta.
Entendo o que está a dizer.
Porque vocês, de alguma forma, vocês bombeiros, e quando o fazem com a dedicação com que tu fazes, realmente sois os heróis do nosso tempo. Termos a consciência da disponibilidade, da dedicação, de uma dedicação total a uma causa, que é a dos bombeiros, e a causa dos bombeiros é a defesa dos cidadãos, é a defesa do povo, do país. Realmente, tem que ser motivo de uma grande admiração.
Eu achei que podia ser padre, como sou uma pessoa de fé, e como a minha vida também estava um pouco... Não sabia bem qual era o seu sentido, decidi ir para o seminário. Estive no seminário de Penafirme, fui para ser padre. Depois aconteceu uma coisa que eu acho que acontece a muita gente, apaixonei-me. E como me apaixonei e vi que essa paixão estava a acontecer repetidamente, percebi que não ia conseguir ser um padre, ou pelo menos, um padre sério, de conseguir não estabelecer relações com o sexo feminino, porque me sentia atraído e sentia que queria desenvolver esta vertente. E portanto, olhei para mim próprio, percebi que não ia conseguir ser um padre sério, estava apaixonado.
Saíste por amor.
Foi. Saí por paixão. Nos Açores aconteceu uma coisa engraçada e estavam lá várias pessoas comigo que estavam em campanha. Isso foi em 2020, nas eleições regionais dos Açores. Nós íamos apanhar um avião às 16h e tal, e houve uma senhora que viajou de uma terra donde estava para aliPorque eu tinha lhe dito que eu estava lá. Foi lá só para ter comigo.
De propósito?
De propósito, porque tinha uma coisa para me contar. Ela era vidente ou pelo menos lidava com isso e disse se podia contar-me um segredo. E eu disse: "Pode. Não sei se quero saber, mas pelo menos, já que está aqui, diga." E a senhora puxou-me ao lado, quer dos seguranças, quer da equipa que estava comigo e disse-me: "Olhe, você vai alcançar os seus objetivos e aquilo que quer, mas a sua vida vai ser curta e não vai ter uma vida longa." E eu ainda tinha que apanhar o avião uma hora e meia depois, duas horas depois. Não aconteceu nada no avião e o avião aterrou em Lisboa umas horas depois.
Passou a viagem a rezar.
Mas passei a viagem a rezar.
Malta, venho aqui com um tema polémico, que é: eu sinto que os casais com filhos estão aos poucos a excluir os solteiros. Por exemplo, do nada, estou num almoço e começo a ouvir: "Aquela tarde foi muito divertida. A Filipa estava...". E eu: "Desculpem, que tarde? Que tarde é que estão a falar?" "Foi semana passada, fomos todos passear a Sintra, depois tivemos uma grande almoçarada, os putos adormeceram." E eu: "Desculpem, por que eu não fui convidado para essa tarde?" E é aqui que entra a arrogância, porque eles dizem: "Opa, achas como é que é? Fomos nós, só nós e os miúdos. Uma cena calma, uma cena mais tranquila." E eu: "Sim, sei. Sim, estou a ver. Então eu não posso ir a uma cena calma, só porque estou solteiro? Acham o quê? Que eu de repente vou para uma caminhada em Sintra estar a beber vodka e a mandar os putos revirar abaixo?" Batizados convidam. E agora é só se estão com os que têm filhos, com os que têm recém-nascidos.
Olá, hoje gostava de te convidar a visitar o Museu da Imagem, aqui em Braga. Gostava, mas não posso. Por quê? Porque o Museu da Imagem foi inaugurado em outubro de 2025, mas ainda não está aberto. Inaugurado, mas não abriu. E agora a versão que o presidente da Câmara apresenta é que em outubro não estava pronto e as obras só se concluíram em abril. Mas nesse caso, a pergunta que eu faço é: se tiveram este tempo desde outubro da inauguração até agora, por que é que agora, que aparentemente as obras estão concluídas, não prepararam a equipa, a programação, por que é que ainda não está aberto? E, portanto, a realidade é esta: temos aqui uma obra que custou mais de meio milhão de euros. Primeiro foi inaugurada, inaugurada sem abrir, agora a obra já está pronta e continua de portas fechadas.
Obrigado a todos por terem vindo. Eu convoquei-vos para esta reunião porque eu gostava de agendar uma reunião convosco. Podem hoje às 16:00? Por mim, ok.
Sim, eu não tenho nada.
Eu tenho uma call às 15:00, que é capaz de atrasar. Pode ser antes às 17:00?
Às 17:00 é a hora de eu ir buscar o miúdo à escola. Ok, se for antes, tipo 14:00? Eish. Mas eish o quê? Não, é que às quartas temos o cozido. Então vá, antes de almoço, até lá 12:00.
Isso é a hora do meu ginásio.
Ana, não podes faltar uma vez ao ginásio.
Eu já faltei duas vezes esta semana, chefe.
Então sobra sexta-feira.
Sexta-feira vou estar de baixa.
Estás doente?
Ainda não, mas sexta-feira vou estar.
Chefe, desculpa, mas esta reunião vai durar muito tempo? Não, isso era uma coisa tipo 10, 15 minutos, uma coisa rápida. Então por que não reunimos logo após esta reunião? Assim ficamos já despachados. Ok, é uma boa ideia, mas podem todos?
Eu posso.
Então pronto, está marcado. Produtividade, malta.
Perfeito.
Já, chefe.
Até já.Tchau, chef, xamô. Sim, bom dia. Bom dia. Antes de mais, boa tarde a todos. Eu, com nove anos, pra mim, é extraordinário estar aqui com todos vocês. Eu sou o mais novo daqui. Eu não sei as palavras. Eu só estou impressionado. Eu acho que todas as pessoas que estão aqui são muito boas. Estão aqui a representar os seus cargos perfeitamente. Muito obrigada.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos. Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente. Calma, Jesus.
Será que já podemos, Paulo, fazer o teste da alface com o primeiro-ministro britânico?
Está na altura, não é? Saber quem é que dura mais: uma alface iceberg ou Keir Starmer no cargo. O cerco, de facto, vai se fechando à volta do primeiro-ministro britânico, isto depois de uma pesada derrota dos trabalhistas nas eleições locais, e a pressão vem essencialmente do próprio Partido Trabalhista. Aliás, é curioso nessas alturas comparar aquilo que se passa no cenário político inglês e no português. Aqui a pressão vem de dentro, do seu governo, dos membros do governo que ele escolheu, dos seus deputados. Alguns até já se demitiram. E no fundo, espera-se que apareçam agora candidatos que desafiem o líder do partido e do governo, que até agora tem recusado demitir-se.
A casa começa a cair por dentro, não é?
Por dentro, sempre. Mais do que a oposição, neste caso são os trabalhistas, e a mesma coisa acontece nos conservadores continuamente.
Assim como vimos com Boris Johnson.
Aqui a ideia também é que se Keir Starmer se demitir, não vai haver eleições antecipadas. O Partido Trabalhista nomeia outro.
O que também é uma diferença muito grande em relação à política portuguesa.
Outra diferença, o rei falou ontem no Parlamento, mas não disse as suas palavras. Ele leu um discurso escrito pelo governo, que apela à estabilidade, num contexto internacional que é muito instável. Cá está outra particularidade, o rei é quase porta-voz do governo, neste caso. Vamos ver então o que é que Starmer agora, se ele passa no teste da alface. Há quatro anos, por que trazemos aqui a alface? Há quatro anos, a sua antecessora, Liz Truss, não passou. Caiu do cargo com a alface ainda muito vigorosa. Ainda estava boa para uma salada, aquela alface.
Foi uma aposta de um jornal, não lembro qual foi o jornal britânico.
Se não me engano, foi o The Daily Mirror.
Já está há um pouco mais de tempo do que Liz Truss.
Claro, ela estava há uns meses.
Ela durou poucos meses.
Curiosamente, aqui o principal rival de Keir Starmer pode ser Wes Streeting, tem um nome curioso.
Ministro da Saúde.
Quem pode ir para o olho de Streeting é o próprio Keir Starmer, brevemente. Vamos ver.
Que é o Ministro da Saúde.
Que é o Ministro da Saúde.
Que em princípio hoje vai decidir, vai demitir-se para avançar contra o chefe.
Bruno.
Cuidado com as punhaladas.
Até o IVA pode ser populista?
É, tudo pode ser populista. Quem disse que a redução no IVA pode ser populista, o IVA da restauração, foi Miranda Sarmento, o ministro das Finanças. Ele criticou as propostas de baixar o IVA da restauração e de voltar também ao IVA zero em alguns alimentos, dizendo que essas medidas acabam muitas vezes por beneficiarMais os preços do ponto de vista teórico e não tanto ter um efeito real na carteira das pessoas. A ideia de Miranda Sarmento é outra, em vez de alterar o IVA, reduzir o IVA, prefere baixar impostos sobre o rendimento, sobretudo para os mais jovens. Claro que isto também tem aqui um detalhe curioso: em política fiscal, quase todas as medidas parecem ótimas, quando se apontam para o grupo certo de eleitores. Baixar o IVA soa bem, porque é de facto imediato, é visível e fácil de explicar, mas também é daquelas medidas que todos adoram anunciar e poucos conseguem provar que funcionou exatamente como prometido, porque há sempre efeitos inesperados. Um pouco como baixar a idade das reformas. É fácil prometer, depois os efeitos é que serão mais complicados. No fundo, baixar os impostos é populista, aumentar os impostos é impopular.
Populare, impopular. O Festival da Eurovisão ainda é um concurso de canções?
Eu acho que dificilmente nós podemos continuar a olhar para o evento dessa forma, ou apenas dessa forma. Está transformado num circo de política, numa arena de confronto de causas e ativismos. Desta vez a polêmica é sobre Israel e vários países decidiram boicotar o festival, sabemos isso, mas no passado já passaram por aquela arena o conflito entre a Arménia e o Azerbaijão, os ataques da Rússia à Ucrânia e à Geórgia. Enfim, tem sido um reflexo daquilo que vai acontecendo na geopolítica. Nas semifinais de terça-feira, quatro manifestantes pró-Palestina foram retirados da plateia e depois os protestos que eram audíveis na televisão desapareceram do vídeo oficial do YouTube. Portanto, uma boa operação de censura também aqui, com a conivência, já agora, de muitas estações de televisão pela Europa, incluindo a portuguesa. Portanto, ainda bem que é música nos povos, como se costuma dizer, a música e a cultura. Porque caso contrário, a Eurovisão até podia criar polémicas se não fosse esta questão da música ser uma cola entre todos.
Pois era. E os Jogos Olímpicos também, e vamos por aí fora.
Também.
Os tribunais sofrem de insegurança.
Carla, e às vezes sofrem, e de que maneira. Ontem um arguido por tentativa de homicídio conseguiu fugir do tribunal do Ponte de Sor. Durante o interrogatório, houve disparos pelo meio, confusão suficiente para transformar esta diligência judicial numa perseguição. Entretanto, a pessoa que estava detida continua em fuga. Isto parece um episódio de uma série policial. Aconteceu mesmo e o Conselho Superior de Magistratura até diz que não é um caso assim tão inusitado, visto que nos últimos meses registaram-se vários episódios de distúrbios e agressões associados à presença de grupos rivais em tribunais da comarca. E isto também já resultou em diversas intervenções policiais. Desta vez, nem todo o aparato e os disparos serviram para evitar a fuga, que foi, neste caso, também, literalmente, uma fuga à Justiça em pleno tribunal.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais que fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, Jesus.