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A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.
E esta quinta-feira falamos de futebol com um cadeado, achas para a fogueira, economia de casinhas, mas estava aqui a pensar: fazer escalas nos hospitais com mais incidência. Como é que ninguém se tinha lembrado disso antes?
Genio!
É preciso andar a noite toda a matar melgas para me lembrar disso. É impressionante.
Vê-se só o que as melgas às vezes nos fazem de bom. Mas de facto é impressionante essa tua ideia. Temos que chegar a 2024 basicamente a reinventar a roda. É o equivalente. E a fazer o mais básico planeamento. Mas de facto, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, António Gandra de Almeida, anunciou que os hospitais têm até o fim deste mês, até o final de agosto, para enviarem as escalas previstas até o final do presente ano, assinalando eventuais constrangimentos nas mesmas. Isto aqui a ideia é prevenir aquela altura do Natal e Ano Novo, onde há naturalmente uma acumulação, por um lado de férias, por outro lado das tais gripes. O procedimento é banal, ou pelo menos devia ser banal. Assustador é que isto seja notícia. Estar em agosto a planear dezembro, em serviços onde há falta de pessoal para evitar, de facto, a tal acumulação de férias e de folgas, devia ser de uma enorme banalidade, mas não, cá está, estamos parece que a descobrir agora este caminho. E fica aqui uma sugestão também: que tal em janeiro começar a fazer as escalas do verão? Não sei, uma coisa radical assim destas.
Venham as melgas.
Não é? É isso.
Para se lembrarem de uma coisa assim.
Eu acho que isto era uma verdadeira reforma estrutural da saúde.
Fica a dica. E Bruno, saiu o Euromilhões à economia portuguesa?
Luís, é mais correto pormos as coisas desta forma. Sempre que sai o Euromilhões a um apostador português, é como se a economia portuguesa também ganhasse um Euromilhões.
Eles ouvem as moedas a cair assim, aquele barulho das moedas.
Que bom! Eu imagino os políticos todos contentes com estas notícias. Por isso, quanto maior o prémio, maior o benefício para o apostador e para todos nós.
Ganhamos todos, é isso?
Ganhamos todos.
Não sei de nada. Não chegou nada à minha conta.
Mas nas estatísticas oficiais do Banco de Portugal relativas à balança de pagamentos e investimento internacional no mês de junho, está a prova. O excedente da balança de rendimento secundário aumentou 286 milhões de euros em comparação com junho do ano passado. E isto por quê? Porque houve um apostador português que acertou em cinco números e duas estrelas e ganhou o maior prémio de sempre do Euromilhões em Portugal, 214 milhões de euros.
Bem.
É verdade.
As invejas, eu não queria ganhar, mas as invejas que isto provoca.
E chatice!
Chatice.
Muita chatice. Não vale a pena.
Muitos impostos.
Mas a economia portuguesa beneficiou. Mas até para a economia beneficiar e estar bem, é preciso um bocadinho de sorte.
É verdade. Depois há o reverso desta medalha, mas um dia falamos disso. É que isto depois é pago ao longo dos outros meses todos, porque além das probabilidades, são as apostas portuguesas como todos os países.
Exatamente.
A conta-gotas, mas pronto.
É o outro lado.
Mas de facto nota-se este solavanco aqui neste mês.
Exato. E Paulo, sobre o incêndio na Madeira, estamos entre o alarmismo e uma descontração inaceitável?
Olha, pelo menos é entre esses extremos que tem andado a discussão sobre a resposta ao incêndio, que dura já há mais de uma semana e que já levou, dizem os números, cerca de 15% da área florestal da ilha da Madeira. Miguel Albuquerque, o líder do governo regional, manteve as suas férias, ou pelo menos retomou-as depois de uma visita à ilha e diz que não percebe o alarmismo. A lógica é esta: afinal morreu alguém? Não. Houve casas destruídas? Também não.
Então está tudo bem.
Está tudo bem, basicamente. Mas vários especialistas e o próprio comandante dos bombeiros de Cabo Ruivo, Jorge Mendes, falam de uma resposta inconcebível e inaceitável. E diz que o incêndio, obviamente, vai trazer consequências graves a vários níveis, para além da óbvia destruição do património natural. Por exemplo, vai fazer com que a chuva destrua, a partir de agora, mais facilmente, obviamente, quando vierem as chuvadas.
E já vimos os efeitos de chuvadas na Madeira.
Na Madeira, exatamente.
Noutros anos.
Noutros anos.
E agora pode piorar.
São as tragédias de inverno, basicamente. Esta é de verão. Enfim, portanto estamos aqui entre tocar a sirene e chamar mais bombeiros ou então simplesmente descontrair, levantar o braço e pedir mais uma caipirinha.
Calma, calma, deixa os pousar.
Para mim é com pouco açúcar, se não se importam.
Olha, agora aqui uma dúvida, Bruno, que nos inquieta aos três. Eu falo pelo Paulo, pelo Luís. Vamos ter os jogos europeus dos clubes portugueses em canal aberto?
Não vos inquieta a vocês, mas inquieta muitos portugueses que gostam de seguir o futebol europeu e o futebol dos clubes portugueses. Mas a resposta, Maria João, é não. Querem ver Sporting e Benfica na Liga dos Campeões e o Porto na Liga Europa? Sim, querem?
Quero.
Então é muito provável que tenham de aderir à Sport TV, pois, que garantiu os direitos dos jogos dos clubes portugueses e assim tem o direito a escolher que jogo transmitem cada um dos dias de futebol europeu, terças, quartas e quintas. O canal pago já anunciou que não tem a intenção de revender os direitos destes jogos aos canais em sinal aberto, porque o investimento foi grande, apesar da Sport TV não o revelar, e é preciso, claro, rentabilizá-lo com adesões. Com os direitos televisivos das principais competições de futebol divididos entre três canais pagos, Sport TV, Eleven e BTV, o adepto que queira acompanhar todos os jogos tem mesmo de abrir os cordões à bolsa. Ou então, deixo aqui uma sugestão completamente imparcial: pode sempre ouvir os relatos aqui.
Só faltam mesmo ter imagem, os relatos são tão vívidos.
São muito visuais.
Aí é que está, é melhor ainda, exatamente.
A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.