Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Aveiro prepara-se para receber a nona edição do Festival Dunas de São Jacinto. De 22 a 24 de agosto são esperados concertos, voos acrobáticos e espetáculos de luz e som que prometem animar e encantar aqueles que por lá passam. Um festival com nove anos de história e com um percurso feliz. É assim que Simão Santana, adjunto do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, se refere a este caminho.

Como sabemos, São Jacinto, para além da frente ria e da frente mar, tem uma reserva natural, que é a Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, e tem um regimento de infantaria, uma base militar com mais de 100 anos que já serviu os três ramos das Forças Armadas e que nós utilizamos também como promoção do turismo militar e como grande base de um dos grandes espetáculos do Festival Dunas de São Jacinto, que é o Aveiro Air Show, que há nove anos vai fazendo as delícias dos mais novos e dos mais velhos, porque obviamente a aviação e a aeronáutica é sempre algo que fascina os seres humanos. E nós aqui potenciamos também essa nossa ligação, até porque o regimento e a base militar nasceu como base de hidroaviões e depois passou para a Força Aérea e hoje integra o Exército. Portanto, consumando tudo isto, nós procuramos trazer a São Jacinto os valores naturais e a sua promoção, o desporto, principalmente com as atividades náuticas no mar e na frente ria, e depois a natureza e o usufruto daquilo que são as potencialidades de São Jacinto, levadas pelos seres humanos, no caso da base militar e de todas as outras operações, e pela natureza, no caso da reserva e dos valores ambientais e naturais de São Jacinto, que torna o lugar e uma península única no país.

Um lugar único, com muitas potencialidades e que fica a ganhar com o Festival Dunas de São Jacinto. Simão Santana diz que os números falam por si.

O balanço é muito positivo, ou seja, nós sentimos que, de forma global, este envolvimento tem sido cada vez maior e cada vez mais receptivo. Obviamente, toda a comunidade de São Jacinto vive o Festival Dunas de São Jacinto com grande expectativa sempre. É o momento do ano onde mais visitantes vão a São Jacinto e isso é muito importante para as dinâmicas sociais e principalmente econômicas daquela zona do nosso território, que como sabe, tem apenas cerca de 800 habitantes. E portanto, o fato de colocarmos lá o Festival Dunas de São Jacinto tem dois significados principais. Primeiro, valorização do território do município de Aveiro como um todo. E em segundo lugar, também as oportunidades econômicas que podemos gerar para aquela zona do território.

A preocupação ambiental é também uma das bandeiras do festival.

A praia de São Jacinto tem a bandeira azul já há 20 anos. Aliás, tem mais do que a bandeira azul, tem a bandeira Qualidade de Ouro, que é apenas dada a algumas praias no território nacional, exatamente por este cuidado com o meio ambiente. A Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, que nós integramos no programa do Festival Dunas de São Jacinto, é muito importante para isto. Nós fazemos visitas não só à reserva, mas ao seu centro interpretativo, para que as pessoas entendam o que é que está em causa. A área extraordinária da reserva, mas também a sua envolvente, que obviamente está o território e a localidade de São Jacinto, incluindo a sua zona mais urbana. E depois, nas atividades desportivas e de lazer que fazemos, quer na ria, quer no mar, potenciamos esta boa relação entre o homem e a natureza. Nós acreditamos no princípio de que é preciso preservar a natureza, mas que o homem é importante para essa preservação e para esse cuidado, e também para o seu usufruto, porque de nada nos serve termos a natureza se não pudermos também usufruir dela.

Simão Santana garante que estão reunidos todos os ingredientes para um grande evento. Mas festival sem música não é um festival. E o Dunas de São Jacinto tem um cartaz único, que conta com nomes como Ana Bacalhau, David Fonseca, Minta & the Brook Trout, Best Youth e, no primeiro dia, Gisela João, às dez da noite.

Que não há só gaivotas em terra. Quando um homem se põe a pensar. Quando um homem se põe-

Uma artista que nunca seguiu tendências e que respeita muito a própria intuição. Gisela João é uma artista completa, distinta e reconhecida pelo público e pela crítica, e com muitas histórias para contar.

Dorme à noite ao relento do mar. E se houver uma praça da gente má do-

Antes de Gisela João, e a abrir este Festival Dunas, estão os Best Youth. Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves juntam-se para um concerto ao final de tarde e levantam a ponta do véu sobre aquilo que podemos esperar.

Ora, nós estamos a apresentar o disco que lançamos ano passado, o Everyone, e o disco tem sido muito bem recebido em todo lado e estamos, particularmente este verão, a gostar muito. Estamos a fazer uma apresentação do disco mais movimentada.

Mais dançável.

Mais para o espetáculo em pé, mas mais no chamado formato festival. Por isso estamos ansiosos também por levar essa versão do concerto às pessoas.

O ambiente à volta e principalmente o público, tem uma grande influência na forma como o espetáculo se desenrola. E quanto mais envolvência houver entre nós e o público, mais emocional será o espetáculo.

Um concerto em que há sempre espaço para o improviso.

O nosso concerto, nós temos evoluído ao longo dos tempos com diferentes formações e nós neste momento estamos numa formação que é aquela que é mais fiel ao que realmente é a banda, que somos só os dois em palco, em que construímos as canções para elas serem interpretadas o mais fiel e mais interessante possível de duas pessoas em palco, os dois a interpretar. E a coisa engraçada é que nós montamos as canções de forma a haver um layer interpretativo muito forte de cada um de nós. Digamos que mais ou menos 80, 90% do que acontece em cada música é o que está ensaiado e depois restam ali uns 10 a 20% Que é muito a energia que nós recebemos das pessoas que entra pra música. Por isso, na verdade, todos os concertos são um pouquinho diferentes nesse sentido.

Era isso que eu ia dizer. Os concertos são mesmo diferentes, até porque a nossa interpretação, e neste caso eu falo por mim, eu tenho muita tendência natural a improvisar e gosto muito de reagir de acordo com o público. E por isso os concertos, de fato, são muito diferentes. E o Hélio também nas suas abordagens, quer na guitarra, quer nos sintetizadores, depois também deixa se levar pela coisa.

Os Best Youth prometem um concerto dançante e com excelentes ingredientes para um ótimo final de tarde no sábado. Quem também sobe ao palco do Festival Dunas, em São Jacinto, é a Ana Bacalhau, alguém que em palco se entrega sempre como se fosse a última vez. A artista sente que tem cada vez mais uma palavra a dizer na escrita das letras e das músicas que interpreta e tem planeado um concerto imperdível. Sábado, dia 23, a partir das 10:00 da noite. Antes da Ana Bacalhau, e nesse mesmo dia, a festa faz-se com os Minta and the Brook Trout. Francisca Cortesão, fundadora do projeto, explica como é adaptar o registro dos Minta and the Brook Trout à identidade do festival.

Estamos a nos preparar para lançar o nosso quinto disco, o que significa que temos muitas músicas por onde escolher. Se se calhar, na sua generalidade, as nossas músicas são um bocadinho mais lentas, digamos assim. Há outras que não são assim tanto e as músicas lentas também têm direito a existir e também podem ser, acho eu, músicas boas para se ouvir em conjunto, para se ouvir no festival.

Um concerto bem alinhado e preparado para o Festival Dunas de São Jacinto. E o que será que os Minta and the Brook Trout gostavam que as pessoas levassem deste concerto? Francisca Cortesão explica.

Eu não faço muita ideia. Eu gosto muito quando as pessoas que não nos conhecem nos veem e ficam agradavelmente surpreendidos. Acho que isso é o mais que se pode pedir. Se por acaso estiverem lá pessoas que nos conheçam também, acredito que sim, até porque nós já demos muitos concertos na zona de Aveiro com esta banda ao longo dos anos e temos bastante público por ali. Também estou contente com a oportunidade de irmos lá tocar essa zona, que já não vamos há algum tempo, sobretudo com a banda completa. Portanto, é sempre uma alegria ter um concerto.

E o encontro está marcado dia 23, sábado, às 18h30, no Cais da Rampa, em São Jacinto. No domingo também há música. David Fonseca fecha o último dia do festival com um concerto às 18h. Vai poder ouvir êxitos intemporais como este: "Someone That Cannot Love". Mas também "Superstars", "Oh My Heart" e muito mais. Prepare-se para uma atuação surpreendente. A música não falha e é para todos os gostos. Integrado no Festival Dunas de São Jacinto estão também as atividades desportivas. Celeste Madail, chefe de divisão do desporto da Câmara Municipal de Aveiro, fala do papel do desporto no Festival Dunas.

Bem, o papel do desporto é muito importante, até porque este festival é uma celebração do equilíbrio entre o corpo, a mente e a natureza para nós. Portanto, as atividades desportivas e recreativas proporcionam sempre momentos de superação e relaxamento e que são para todas as idades, desde os mais novos aos mais idosos, porque temos atividades individuais e de grupo também.

Atividades que vão desde o surf ao stand up paddle no festival que acontece em plena zona natural.

Razão pela qual temos atividades no mar, que é o surf. Aquelas pessoas que vão experienciar apenas a atividade, outros que já sabem e querem participar, porque já temos aqui quase que clientes anuais que vêm de todo o país e que vêm para fazer surf em São Jacinto. E depois temos também as náuticas. Por quê? Porque São Jacinto está entre o mar e a ria, portanto fazia todo sentido ter atividades do mar e atividades da ria. Por isso é que temos o SUP e a canoagem no lado da ria. É um prazer estarem as pessoas ali a aliviar o estresse e estarem também a promover, a reforçar o seu bem-estar físico e o equilíbrio emocional ao mesmo tempo também.

Celeste Madail frisa ainda a preocupação com a acessibilidade. Ninguém fica de fora no Festival Dunas.

Sim, nós podemos dar resposta a todo o público. Nós durante todo o ano temos essa atenção. Damos atividades para pessoas adaptadas, que necessitam de outros materiais. Nós temos, no caso certo de São Jacinto. E mesmo para grupos de seniores ou crianças. São Jacinto é um paraíso que nós temos aqui ao lado de Aveiro, é quase que uma ilha, mas que as pessoas acabam por ter esta oferta todo o ano. Depois, as pessoas que vêm aqui e que se inscrevem, e mesmo que não se inscrevam, nós tentamos sempre que todos tenham resposta, nem que estejam menos cinco minutos na água pra podermos dar o maior número de resposta, para que depois possam àqueles que tiveram menos possibilidade de se inscrever ou porque não sabiam, ou porque não sabiam como, nós possamos dar uma resposta. Nós tentamos responder a todos. São poucos aqueles que vão pra trás sem fazer a atividade.

Atividades para todas as idades e pra aproveitar ao longo de três dias no Festival Dunas de São Jacinto. O Festival dos Papagaios é um verdadeiro espetáculo visual e é já um ex-líbris do Festival Dunas. Carlos Soares, organizador do Festival dos Papagaios, fala das várias equipes presentes que vão trazer um colorido diferente aos céus de São Jacinto.

Nós vamos ter um grupo, que é o Handcraft Kites, que é a minha equipe

E o Cores no Vento, que é orientada pelo Henrique Correia. Nós somos uma equipa que tem feito vários festivais ao longo dos anos, com vários papagaios de várias dimensões, que vão desde três, quatro, cinco, oito metros, 25 metros, ou seja, papagaios de grande dimensão. E, ao mesmo tempo, o Handycraft Kite também tem uma atividade que é muito interessante para as crianças, que é os workshops de pintura e lançamento de papagaios. E o nosso amigo Henrique Correia, que pertence à equipa Cores no Vento, é o responsável por esta equipa Cores no Vento, vai ser o responsável pelo lançamento dos caramelos, dos rebuçados e dos peluches pelo ar, com o seu famoso mensageiro. Quero salientar que o Henrique Correia é, para mim, é a minha opinião, e acho que não foge da opinião de outros, o melhor construtor de papagaios de Portugal. Todos os papagaios que ele faz, todos os papagaios que ele coloca no ar são feitos por ele. É exclusivo e tem uma perícia e tem uma habilidade em fazer papagaios e lançar papagaios fantástica. Por isso, é um convite a verem papagaios originais feitos pelo Henrique Correia desta equipa Cores no Vento.

O Festival dos Papagaios, que traz também workshops gratuitos para as crianças.

As famílias podem participar com as suas crianças. Estamos ali junto ao bar da praia de São Jacinto, debaixo de uns chapéus grandes, gigantes, vermelhos, de sol. E temos ali umas mesas, umas cadeiras e convidamos as crianças a irem pintar o papagaio. Não vai ser mesmo uma construção, é mais uma pintura. Os papagaios são todos brancos, pintam e personalizam o seu papagaio com os desenhos e com as cores que quiserem e depois, um pouco mais à frente, serão auxiliados, e os pais e mães irão auxiliá-los e ajudá-los a pôr os papagaios no ar. Os papagaios voam muito bem, são muito bonitos e é uma oportunidade de divertimento para miúdos e graúdos se divertirem a lançar papagaios.

Um espetáculo visual e altamente colorido, o Festival dos Papagaios acontece entre sábado e domingo e estão todos convidados. Ainda inserido no Festival Dunas de São Jacinto, está o Fly in Dunas, um evento que já é uma referência a nível nacional quando falamos de aeronaves ultraleves. José Rocha, da organização do Fly in Dunas, explica como é que esta iniciativa se tornou parte integrante do Festival Dunas.

Com a permissividade do Regimento de Infantaria número 10, com o comando desse regimento, achou por bem que deveríamos fazer a abertura da base ou da pista ao público em geral, não só às aeronaves que fazem o festival aéreo no sábado, mas também a outras aeronaves que pudessem usufruir não só da pista, que é sempre um "nice to have", porque é uma pista que normalmente está fechada ao público, é uma pista militar. Já esteve aberta à Força Aérea e teve bastante atividade, agora está fechada ao público. Então o município achou por bem lançar o desafio e abrirmos também o domingo para que tivéssemos aeronaves a visitar-nos. O que é que aconteceu? Foi um sucesso estrondoso, como disse, é uma espécie de rebuçado aqui. E o ano passado, em 2024, tivemos cerca de 50 a 60 aeronaves, fora, claro está, as aeronaves que ficaram de um dia para o outro da parte da acrobacia. Portanto, foi um desafio lançado pelo município e que correu muito bem e que com certeza já foram abertas as inscrições e com certeza que vai ser novamente um grande evento, um grande encontro de aeronaves, não só ultraleves, mas também aeronaves ligeiras da aviação geral.

José Rocha antecipa ainda o número de aeronaves que podem ser vistas no Festival Dunas.

Apesar de, da parte da manhã estar um pouco a meteorologia ali em Aveiro é um pouco complicada, às vezes, é um bocado incerta. E mesmo assim foram à volta de 50 aeronaves. Nós esperamos que este ano se bata o recorde e que, se Deus quiser, e se a meteorologia ajudar, porque a aeronáutica está sempre dependente da meteorologia, que se ultrapasse esse número. Pelo menos não há um número limite, mas esperamos que à volta de 60. Sessenta aeronaves normalmente significam entre 120 a 150 pilotos, dependendo da tripulação, porque cada aeronave pode levar duas ou quatro pessoas. Portanto, eu diria que 60 aeronaves e cerca de 150 pessoas, tripulantes, pilotos e acompanhantes.

E será que para o público existe a possibilidade de conhecer as aeronaves e até falar com os pilotos? José Rocha esclarece.

O que o município fez foi, e o ano passado correu muitíssimo bem, eu não tenho os números, mas correu muitíssimo bem nas horas que estiveram abertas ao público. As aeronaves chegam de manhã e por volta das 12h30, 13h, o RI abre as portas para a visita à placa de estacionamento das aeronaves. Elas estão dispostas de modo que as pessoas possam circular no entremeio e que possam visitar, mediante o convite do piloto, visitar, falar com o piloto, podem sentar-se. Portanto, é uma interação grande e quiçá daí surjam da criançada e dos adolescentes, vontade de depois seguir na aeronáutica. É um grande contacto e um bom contacto com o público e com os pilotos. Portanto, há uma interação muito boa entre público e pilotos nessa altura.

O Fly in Dunas promete proporcionar a todo o público um grande momento no domingo, dia 24, e os ingredientes estão todos reunidos para que seja um grande sucesso. Não se esqueça que o Festival Dunas aposta, e muito, na sustentabilidade e existem várias formas de chegar ao festival. Ao longo de três dias, estão disponíveis os serviços de EcoTáxi, e-Bike Experience, o programa POP Verão e o circuito especial de Ferryboat. Tudo para facilitar a experiência dos visitantes. A entrada é gratuita e depois desta apresentação, esperemos que a sua presença esteja mais do que garantida. O convite está feito. São Jacinto tem todo o gosto em recebê-lo no Festival Dunas, de 22 a 24 de agosto. Quanto ao Aveiro.One deste mês, fica por aqui. Vá consultando a programação cultural da Câmara Municipal de Aveiro no site e também através das redes sociais. Subscreva as contas oficiais da autarquia para acompanhar a vida cultural da cidade dos canais. Nós regressamos no final de agosto. Até lá, se for o caso disso, boas férias.