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Este é o som da Boa Moeda, má moeda das manhãs. 360. Paulo, já começaram a ser pagos os reembolsos do programa de apoio a edifícios mais sustentáveis.

Finalmente. O Fundo Ambiental anunciou que começou a fazer esses pagamentos para esse apoio. Que programa é este? É aquele que é destinado a famílias, a particulares, que tenham investido ou que queiram investir, neste caso no passado, porque o programa já acabou, na melhoria do desempenho energético das casas, com, por exemplo, instalação de janelas eficientes, painéis solares, isolamento térmico e por aí fora. No fundo, para tornar as casas mais agradáveis termicamente, mas também mais eficientes em termos energéticos, que é um dos grandes problemas que nós temos agora que se fala de transição energética, de poupança de energia. Este programa foi lançado para ajudar as famílias precisamente nessas obras e na instalação desses equipamentos abrangidos e contavam com uma taxa de comparticipação de 85%. Foi lançado em agosto do ano passado, recebeu logo 78 mil candidaturas, só que estas 78 mil candidaturas estão há mais de oito meses à espera de resposta, isto é, à espera de serem ou não aprovadas. O dinheiro já está gasto, de alguma maneira, as obras estão feitas. Funcionava assim: as pessoas contratavam obviamente quem queriam, tinham que avançar com o dinheiro, pagar as obras e depois candidatavam-se a este apoio. Estão à espera de análise, de aprovação ou não aprovação e, sendo aprovadas, estão à espera do reembolso. E depois destes meses todos de espera, o Fundo Ambiental aprovou reembolsos no montante de cerca de 2,5 milhões de euros para cerca de 1600 candidaturas. Reparem que ainda só estão analisadas 1600 em 78 mil, que já consideram elegíveis, portanto, estas vão receber esse apoio. Algumas pessoas vão começar a receber esse reembolso de uma parte do investimento que fizeram. Isto foi entre 16 de agosto e 31 de outubro do ano passado e, de facto, receberam 78 mil candidaturas. Os prazos foram derrapando. No início iam começar a ser apreciados em janeiro passado, como é evidente. Depois, as entidades ambientais disseram que tinham falta de meios técnicos. Só começaram agora com o recurso a universidades, já que se iniciou o trabalho. A este ritmo, dificilmente vai estar tudo analisado e reembolsado até o fim do ano, mas há aqui, pelo menos, uma luzinha ao fundo do túnel para quem fez este investimento, para quem fez a candidatura e está agora à espera do reembolso. Vamos ver.

Paulo, queres falar também do passe ferroviário, que pode ser um bom negócio?

Pode ser um bom negócio para toda a gente. Aqui duas ideias. Ainda estamos à espera das letras pequeninas, mas como foi anunciado pelo primeiro-ministro, é 20 € por mês para a utilização de todos os comboios, menos o alfa pendular. Isto é, o Intercidades, que é a gama logo a seguir ao alfa, para percursos maiores e com menos paragens, está incluído também. Ora bem, por 20 € por mês, eu vou só dar aqui alguns preços. A segunda classe do Intercidades, de Lisboa-Porto, custa 26,85 €.

Só aí já basta fazer uma viagem.

Basta fazer uma viagem.

Não é preciso ida e volta, basta uma viagem. Isto é o valor de uma viagem apenas. Lisboa-Faro, por exemplo, dou aqui a partir de Lisboa-Porto, Lisboa-Faro, só para termos uma ideia. Lisboa-Faro, 23,55 € e Lisboa-Coimbra, 21,30 €. Basta fazer um destes trajetos ou ter a expectativa no mês de fazer um desses trajetos, que o passe de 20 € já compensa. Não é preciso estar a fazer grandes contas para perceber se vai compensar ou não. Neste momento, já sabemos que há um passe ferroviário nacional em funcionamento, custa 49 € mensais e só abrange os comboios regionais. Digamos que é menos eficaz para quem tem que fazer viagens de longo curso. Basta essa expectativa de uma viagem para o passe compensar. Já agora, o que está em vigor conta com 13 mil passageiros. Vamos ver com o novo passe de 20 € se isto vai disparar ou não.