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Estava à espera que... Tão bom.
É muito boa.
Muito bonita. Incrível. Eu adoro sempre este "Com Humor Se Paga". Nós todas as semanas recebemos humoristas, claro, e há sempre uma variedade muito grande musical e hoje a Janike trouxe-nos aqui uma ótima música. Janike Durão, "Com Humor Se Paga", seja muito bem-vinda.
Obrigada, esta música já tem muitos anos. Andava eu com quatro, cinco anos, um baby.
Eu já não a ouvia há muito tempo.
E íamos em estúdio gravar.
Já tinhas nascido, já não é mau.
Já tinha nascido, mas caramba, nem escrever, nem ler.
Uma pequena. Mas eu já não ouvia isto há muitos anos, portanto muitos obrigada, Janike Durão.
Obrigada eu.
Por trazeres esta música.
Adorei com os fones.
Eu sou muito mais velha do que vocês e não sei. Não conheces esta música?
Eu conheço.
Não conheces?
E também já eras velha quando saiu.
Olha se põe um bocadinho, só para ouvir. Estou a gozar. Já era velha, sim. Há 24 anos já tinha 10 anos. Tinha 12. Faz as contas muito rápido.
Isso foi incrível. Eu não faria o mesmo.
Estava grávida.
De repente parecia adolescente, se calhar, nessa altura.
Era pré, como é que se diz?
Não, 10 em 10 recém-nascido.
Pré-menarca.
Pronto.
Pré-menarca? Pré-monarca. Ah, ok. Não, pré-menarca. Menarca é a menstruação.
Ok.
Obrigada por este momento.
Mas sim, a música é de 2005.
Mas ou seja, é uma música que tu ouves há muitos anos.
Eu descobri esta banda há pouco tempo. Eu tive uma vida.
24 anos.
Mas tive uma vida sem saber desta banda e destas músicas e estou viciada nestas e noutras.
Portanto, tu não ouvias esta música na altura quando saiu.
Nada, zero. Passei uma vida inteira, a adolescência, a sofrer, a rir, a viver uma vida.
Tu tinhas já 17 anos em 2005.
A matemática não foi assim tão boa.
Quem tinha 17 anos? Eu.
Tu, exatamente, adolescente era o que eu estava a pensar. Mas eu e a Dani também não fizemos uns esforços para corrigir.
Eu entrei na faculdade em 2005.
Aceitamos, é 10.
Mas sabem uma coisa? Sou muito boa em contas. Janike.
És ótima.
A sério, sou.
Notas.
Mas estou grávida, às vezes sabem, é cabeça grávida.
O grávida é desculpa para tudo, não é? Um dia eu vou também dar uma chapada em alguém. "Epá, estou grávida".
Desculpa, pensei mesmo que era desculpa de grávida. Foi a criança a falar mais alto.
Está ótimo, aproveita.
Vocês conhecem o conceito força de grávida? Que dizem que levantam aviões.
Ainda não.
Que se levanta casas. Mas eu duvido, porque elas não podem levantar nada. Olha, Janike Durão.
Tu está quieta. Tu não deves levantar coisas, não.
Não. Só me ando a fazer paddle. Stand Up Paddle, não paddle de ténis.
Ah, sim.
Ao contrário de ti, Janike. Faço ténis. Antes de mais, vamos aqui meter os pontos nos Is, porque Janike, primeiro, não te identificas com o teu nome, que é Maria João.
Zero. Acho um nome demasiado, não mereço. Para mim, Maria João é elegante, é civilizado, é hospedeira.
Mas de onde é que veio?
É Maria João, é suave. Olha, não faço ideia. Estás a ver? Tu a dizeres que eras da preguiça. Não, estou a brincar, claro que já perguntei, mas não explorei muito o assunto. Deve ter calhado num dia ou uma tarde.
E ele pegou.
Porque João é Janike. E eu já ouvi na praia: "Janike", depois não era para mim, era para um miúdo qualquer, com cinco anos.
Epa, ops, não sou eu.
A minha idade conheceu aquela música fantástica com que começámos e eu sou Janike também. Imensa gente: "Por que não é Janika?" Que é uma pergunta que eu estou exausta de ouvir. Mas é porque é João, é Janike, não é? E eu gosto, é meu já.
Tem também a marca pela diferença. E também não te identificas como humorista.
Ai, zero. Eu digo uns disparates, eu vou para lá contar umas histórias, faço umas coisas.
É uma pessoa piada. Mas sabes que tu não te autodenominaste humorista, mas nós sim. Aqui pusemos essa nota.
Obrigada.
A verdade é que a Filipa já te conhecia e eu dei contigo no Instagram e percebi que eram alguns vídeos do TikTok e ri-me muito. Ou seja, tens mesmo muita graça.
Se calhar é porque estás grávida.
Não.
Eu ando com as emoções mais...
Eu não estou grávida e ri-me muito. Toda a gente. Há aqui também uma produtora, a Inês Galrito, que gosta mesmo muito de ti, ficou louca, quase chorou. Posso estar a exagerar.
Beijinho à Inês. Ai, que amor! Portanto, olha, Janike.
Não vai dar.
Não te identificas como humorista, mas nós estamos a te colocar aqui.
Mas há humor em tudo o que tu fazes. Tu tens várias personagens que criaste para o TikTok, neste caso. Todas têm graça e o guião é teu, ou seja, tu escreves tudo, improvisas. Fala-nos um bocadinho sobre isso.
Os meus primos é 90% isso.
Pois, é que eu sou sportinguista e vou muitas vezes ao estádio.
Ai, também, eu adoro.
Convivo, sei perfeitamente.
Adoro.
Tu também és sportinguista, não és?
Completamente.
Eu volto e meia, vou ver o...
O Ikeres não pode ir embora já agora.
Nunca. Mas ficaste triste com a saída do Coates. Vai para um ano, não é?
E do meu Paulinho.
Paulinho. E agora não temos musiquinha para cantar.
E a música, que é fantástica.
Rita, desculpa. Sim, não faz mal.
Mas à minha volta é tudo betos, eu também acho que dá para perceber aqui um bocadinho pela forma. Não sei, se calhar estou labrega.
Não, acho que não estás labrega.
Um bocadinho beta. Está tudo bem, é a forma de falar que eu acho graça e gosto de levar isso com leveza, com descontração e gosto de me meter com as pessoas, porque eu gosto de pessoas. Daí a considerar-me uma humorista estudada, não, zero. É disparates.
Não, mas até porque tens 24 anos.
Velha.
Não.
Estou.
Estás a crescer. É que és atrevida.
Tu não tens, já que eu tenho 24. Não é?
Tenho 24 e sim, sou parva, já acho.
Claro que sim.
É verdade.
É o nome que estou a dizer, já é um peso, 24.
Isso é tão parvo.
Não tenho como falhar.
Eu acho que é uma coisa desta geração. Nós já nascemos meio cansados, com ansiedade, com tudo.
Vai-vos passar. Não, mas esta coisa de infantilizar, que eu sei que não é isso que tu estás a fazer, mas esta coisa de infantilizar as pessoas que já têm 18, 19, 20, eu acho que é um bocadinho ridículo. Acho que é giro percebermos que somos novos e que temos muita coisa pela frente, mas às tantas também...
Era nisso mesmo que eu ia pegar.
Já és tu.
Eu ia pegar mesmo isso, nos desafios.
Às tantas estamos sempre com vida pela frente. Não, a vida já está. É estar aqui mesmo.
Nos desafios dos 20, porque tu precisamente tens um podcast chamado "Bengala dos 20".
Exatamente.
Onde falas precisamente dos desafios, das crises.
Da enxaqueca emocional que é estar aqui.
E que na verdade é algo que se mantém ao longo de todas as fases da vida. Portanto, acredito que começa aos 20, mas vai continuar para aí fora.
Claro.
E essa ideia para fazer esse podcast surgiu precisamente disso que estavas a observar, dessas crises, de uma crise que também tu estavas a viver, nomeadamente definir a tua carreira, o teu rumo de vida.
Sim, quando recebi o convite para fazer um podcast, e agradeço imenso à Cidade FM, tive que pensar numa ideia do que eu quero falar e pensei logo nisso. Tinha 23, não foi há muito tempo. 23, 24, vou ter aqui um espaço onde posso falar, mas lá está, com leveza e com descontração. Olha, isso é que me considera altamente privilegiada. Tenho uma família fantástica, vivo num sítio muito bonito e tenho acesso a tudo. É-me fácil crescer e sou feliz a crescer e portanto levo isto com muita leveza e com descontração. Há muita gente para quem os 20 são muito mais difíceis. Eu tive esta coisa de fazer vídeos e de repente começar a ter campanhas e contactos e oportunidades destas. É uma sorte danada e portanto quis levar essa leveza. Temos que fazer as coisas sempre para construir, nunca para destruir, falar das coisas que são importantes. Claro que eu também tenho imensos defeitos e dias menos bons, mas levar sempre isso com leveza. Eu acho que isso é que é a minha ferramenta. E quis fazer esse espaço do "Bengala dos 20", onde falo sobre esta montanha-russa. E agora vamos entrar numa segunda temporada, que ainda não estreou, que eu acho que ainda vou gostar mais, porque na primeira falei sozinha, era eu sozinha uns três minutos, e agora é com convidado.
Ok.
Portanto, falar sobre esta casa dos 20 com uma personalidade.
Com outra perspectiva.
Isso, exatamente.
Ou a perspectiva de uma pessoa diferente. Tu até falaste dos amigos. É engraçado, que eu pensava que aos 20 uma pessoa tem muito mais amigos do que se calhar aos 30 ou 40. Mas tu já sentes isso?
Sim, cada vez menos. Com oito anos é que é a festa inteira lá em casa, com uma data de crianças.
Com as quais não te identificas minimamente.
Não, porque somos todos iguais em miúdo. Não sei, jogar às escondidas. É esse o xiteque. Depois começas a crescer e começas a perceber, ok.
O círculo vai ficando mais pequenininho, vai fechando.
Exatamente. E eu acho que isso é bom. Isto é uma coisa muito natural.
É um filtro.
Estás a selecionar quem queres levar.
E como é que começaste a fazer? Tu sempre quiseste seguir representação. Não percebo porque é que não estás em representação.
Fica tudo uma outra vertente. Música, representação. Gosto e para além de ter tido expressão dramática em miúda, que foi o único cinco, a nota cinco, que era 0 a 5, que eu tive foi a expressão dramática. Eu era muito tímida. Obrigada. Mil anos depois.
O meu cinco finalmente foi reconhecido.
Por isso, mas ficava mesmo contente em miúda, porque eu era tão tímida. Eu odiava estudar, odiava estar na escola, por isso é que os outros cinco não aconteceram. Era muito tímida, mas de repente a expressão dramática abriu e adorei. Depois fazia imensos, que eu sei que toda a gente fazia, mas dava imenso valor às brincadeiras dos pais e das mães e dos teatrinho.
Levavas aquilo muito a sério.
Muito a sério.
Era tipo: "É a minha altura de brilhar, com licença. Cheguei." Mas tu fazias produção, não é? Era do início ao fim.
Do início ao fim. As minhas amigas achavam que eu era doida, porque eu dizia: "Outra vez para trás. Vamos repetir e não sei o quê."
Aquilo com mais emoção, por favor, que isto não foi bom.
Diogo Infante a encenar, flipo lá a vera.
Exato. Mas é uma coisa também muito de malta jovem, que é tu realizavas, tu representavas, fazias o guião.
No quarto dos brinquedos.
Fazias tudo.
Sim, dentro do quarto dos brinquedos em 2007, com a inocência. E depois apresentar aos pais, apresentar para convencer até para uma amiga lá dormir.
Ah, o clássico.
Pronto, mas levava isso muito a sério. Acima de tudo achava graça. Esta coisa de falar e de mostrar e de fazer, não sei o quê. Pronto, e depois mais tarde fui fazer um workshop de teatro e de representação para a câmara com as atrizes Rita Salema, Maria Henrique, Patrícia Tavares, também na altura, uma coisa de verão. E isso é que foi a confirmação de que eu gosto de representar, porque até então parecia tudo muito a brincar.
A Rita Salema é ótima. Eu faço parte daquelas, é uma idola que eu tenho desde pequenina.
Ela é fantástica. Eu na altura...
Faz-me rir muito.
Ela é muito engraçada, muito simpática, extremamente generosa. Juro, foi mesmo aquilo que eu e toda a gente que por lá passa sente. Toda a gente.
Eu nunca a conheci, mas pelo trabalho.
É ótima.
Fico contente que se transpareça igual.
Muito amiga e acho que trata os alunos quase como se fossem filhos, mesmo que até sejam quase da idade da Rita. É uma família que ali se criou e eu acho que não teria sido tão feliz a representar. Vou chorar com esta história. Puxar aí uns violinos no background. Rita, isto é para ti.
Não, só se puser a tremer.
Isto é para ti. Nada, é para ti. Eu não trato por tu. Ai, meu Deus, olha o outra está a tratar-me por tu.
Era o que mais faltava.
Queres maior prova de que sou beta? Não, mais velhos não trato.
Não me trate por tu, por favor. Trata-me por Rita.
Não, mas à Rita também. Não, à Rita Salema.
À Rita Salema, ok.
Tratei por tu à Rita Salema. Não, a ti já estou por tu, porque estamos na rádio, mais descontração.
Mas com a Rita Salema.
Me aturou. Por acaso eu mandei-
Rita Salema, my bro.
Aturou-me imenso. Eu estava ali nos 16, 17, 18, portanto uma fase de estalo, e aturou-me e ajudou-me bem. Isto tudo para dizer, divertidíssima e adorei.
Portanto, representação foi aquele momento de confirmação. Mas seguiste para Comunicação Social.
Sim, porque achei mais seguro. Isto depois foi uma conversa que eu tive com os amigos, com a família, uma reflexão.
Lá está o teu gene beta.
Achei mais seguro. Eu queria imenso ir para teatro. Amava. E imensa gente vai.
Mas pode-se ir à mesma. É isso que eu ia dizer. Tu acabando o curso, podes sempre continuar a fazer, claro, os workshops e quem sabe um dia mais tarde até mesmo tirar o curso de teatro.
O meu raciocínio foi esse. Sempre que eu quiser, posso ir dar uma sala estar representação, mas não equivale a um miúdo que vá desde os 15 estudar. Essas pessoas têm mesmo formação, eu não tenho.
Às vezes o que me parece é que a escola também tolda demasiado. Parece que se nota muito.
No quê? Na televisão?
Quando é totalmente teatral. Parece que a formação não está a fazer bem.
Não sei.
Não te vais pronunciar em relação a isso. Mas eu enquanto espetadora, parece-me que às vezes faz um bocadinho de mal.
Mas pessoas que eu conheço foram muito felizes.
És natural, ou seja, se calhar não precisas de estudar muito.
Não sei. Não, eu acho que é sempre importante termos-
Lê.
Não.
Para de mudar a Janique para maus caminhos. Vai à Domestika com K.
Isso era o Robin Williams. Eu precisaria de uma formação, preciso de aprender com quem sabe sempre, em qualquer área.
Não, isso claro. Muito bem. Olha, então mas Janique, voltando aqui aos vídeos, tu tiveste aquele boom maior no TikTok, "Um Minuto Comigo". Adoro o nome.
Estou-me a rir porque esse nome é mítico. Já não faço, já faço vídeos de quatro minutos.
Quatro minutos. Exato. Mas isto foi na altura da pandemia? Não tinhas nada para fazer da vida? Estavas fechada em casa?
Não, eu odiava a escola, volto a dizer, faço mesmo questão de dizer.
Ênfase. Odiava a escola.
E lembro-me de ver o Miguel Luz, isto já há mais tempo. E sempre os acompanhei.
Agora eu estou a par de tudo, vocês são parvas.
É que isso para a nossa geração foi o...
Agora de repente há uma distância.
Eu conheço os YouTubers todos. Eu tenho circuito há vários anos. Quando ele fazia sketches, e acho que também contava histórias, eu adorava, gostava muito, gosto, sou fã, e sentia que queria fazer o mesmo, queria fazer os meus vídeos, entreter. E portanto comecei a fazer uns em casa com o iPad, a brincar um bocado. Depois mais tarde é que meti um ou outro no meu Instagram pessoal. Foi tudo bom feedback. Passei para uma página própria no Instagram.
Ok, começou no Instagram.
Exatamente. E depois em 2020 tive um amigo meu a dizer: "Janique, tu tens que ir para o TikTok." E eu: "Nem pensar, é só danças, não há pachorra." E ele: "Não, vai, que ali há lugar para tudo e está a crescer." Agradeço-lhe imenso, era o Zé.
Isto foi em 2020. Já foi há algum tempinho.
E eu: "Está bem, vou." E fui, e a partir daí vim aqui parar ao Observador.
Exato.
Não, muito divertido.
Mas pelo menos já passaste e passas pela Cidade FM também, não é?
Sim, fantástico também.
Olha, então isso quer dizer que começaste a fazer esses vídeos e os textos são feitos por ti, fazes em antemão ou é metade improvisado?
Metade. Ora me sai na altura, ora deixo-me só escrever aqui para depois não me esquecer, que dá jeito. Foi incrível.
As tuas interações com os teus sobrinhos são das coisas mais lindas.
Adoro-os, nem me fales neles.
É a mesma tua paixão.
Eu gosto muito das minhas criancinhas.
Tens quantos irmãos?
Este lado mais lamechas. Tenho três irmãs mais velhas.
Ok. São todas meninas?
Meu Deus.
Que giro, quatro meninas.
É verdade.
Bem, que é uma casa de mulheres.
Não, mas são muito mais velhas que eu, já com as suas vidas.
Quantos anos têm? Desculpa.
Ora bem, é uma grande diferença de idades ainda. Que horror, agora estou a chamar as minhas irmãs velhas de velhas.
Não, é que nós também temos irmãos mais velhos e também com grandes diferenças. A minha irmã, por exemplo, é 11 anos mais velha que eu.
Pronto.
Eu também tenho 11 e 12 anos.
Exato, 11 e 12 anos. É 41 ou 42, depois 36 e 33.
Já são assim também grandes diferenças.
Sim. Não, mas é fantástico. Tive com três guarda-costas.
É isso, é mesmo isso. E elas também têm sentido de humor, ou seja, elas também te incentivaram.
O "muito" foi um bocado grande, mas são muito engraçadas. Muito engraçadas, muito bem-dispostas. Elas sim, são engraçadas, metem a casa sempre a rir, toda a gente a rir. São muito queridas e divertidas.
E achas que herdaram isso de alguém?
A minha mãe é muito cómica, é muito irónica, é muito gozona e o meu pai tinha muita graça, um humor mais discreto, mas também tinha graça. As avós também, eu acho que tínhamos.
Os jantares de Natal devem ser incríveis.
E elas dançam e cantam até.
Eu adoro as histórias que tu contas aos teus sobrinhos.
Eles são tão queridos.
Eles devem adorar-te.
São muito queridos.
Mesmo.
Sim, mas ninguém adormece.
Claro.
Mas mesmo quando eu depois paro o vídeo e tento, ninguém, é conversa, é beijinhos, é abraço e depois custa-me imenso deitá-los. Que vêm dar só mais um beijinho, só mais um abraço e eu, péssima influência, está bem.
Fica. Olha, vamos ouvir precisamente aqui um som retirado. Filipa.
Fomos buscar ao teu TikTok/Instagram, porque os vídeos depois acabam por estar num lado e no outro.
Exato.
Nós costumamos sempre passar aqui um excerto do trabalho dos humoristas que recebemos, por isso este aqui foi o que escolhemos. Alô, olha, estou aqui a mandar áudio, porque é mais fácil do que escrever. Como quem diz: "Não me apetece, portanto faz lá com podcast, estás tramada." Bom, eu queria ir ao shopping, fazer o quê? Agora vais me acompanhar no processo de esquecimento, que é aqui a primeira parte que é muito maçadora e não tem sensibilidade alguma. O que é que eu ia dizer? Fechar o olhinho, pensar. Ponto de exclamação, como quem diz: "Já está." Bom, eu queria buscar um creme com aquela capa azul que nós usávamos imenso no tempo de liceu, lembras-te? Como se me pudesses responder agora. Recordas-te? E então íamos lá pela sete, se puderes. Depois podemos ir ao médico, como quem diz, fazemos também uma coisa que te agrade. E agora estava a faltar o nome do creme, que raiva! Aquele com a capa azul. Eu não posso fazer mais descrição do que a capa azul, bastava perguntar: "Olha, sabes, tens ideia?" Mas não, vou continuar aqui também a levar-te para o meu processo de encontrar o nome, porque tu assumi que tens todo o tempo do mundo. Bom, e depois tenho que estudar. Eu não estou a licitar a licenciatura em sinopse. Não, bem precisava. Ora bem, nem quero imaginar como é que vou estar aos 80 anos, que a pessoa, por natureza, quando está velha, velhinha, "inha", para aliviar o nome, já ganha alguma falta de noção e de filtro, fala muito. Portanto, eu nem quero imaginar com os meus 17 anos de idade já estar assim, o acumular de uma vida e depois chegar à fase idosa, quer dizer, vou estar indiscutível. Bom, íamos lá comprar. Percebes? E portanto, eu como adoro ouvir-me, vou estar sempre a engolar a pergunta, que é: íamos lá comprar ombros? Apetece-te ou não? Sé sincera. E com muita pena minha, vou ter que terminar este áudio, mas subscreve, deixa like. Até já. O que é que eu posso dizer mais? Nada. Puxorro.
Tinhas que ir até aqui?
Não!
Não, diga.
23 ou 24.
Ah, ok, pronto.
17 para me pôr mais nova.
Claro. Mas eu senti este áudio de uma maneira tão profunda.
É uma pachorra.
Agora vou queimar a minha irmã, mas a minha irmã é esta pessoa. Ela manda-me áudios que parece um mini podcast, são cinco minutos.
E faltou aqui a introdução. Isto era um áudio de WhatsApp.
Exato, era aqui um esquete.
13 minutos, às vezes. Vê a bolinha e ela a firmar, 13.
Sabes que às vezes a minha irmã manda um áudio gigante e eu digo: "Não vou ouvir."
É bom ouvir aquela coisa do rapid, não é?
1.5, não é? Ou dois.
Mas mesmo assim, às vezes também não se percebe. A pessoa tem que estar a par, porque senão depois a correspondência não fica correta.
Eu já falei disto aqui.
A mensagem vai falhar ali algures.
Eu já falei disto aqui, mas há inteligência artificial para isso, em que tu envias o áudio para um número e ele traduz-te em texto.
Que horror! Andar a trabalhar. Não, mas isso às tantas também vamos todos...
É ótimo!
Mas já não somos autossuficientes agora?
Não.
Que horror, Rita. O Janick Durão faz isso?
Janick Durão, Maria João.
Rita parou tudo.
Nós temos de acabar.
Peço ajuda.
Em FM. Não, peça ajuda. Existe o número em que tu envias o áudio.
Eu hoje eu faço questão de estar ali...
Pois também.
Eu nunca usei, mas sei que existe. A Joana é uma trabalheira.
Envias para lá e traduz-te em texto. Trabalheira é ouvir.
Não sei entre um e outro.
Porque assim consegues ler na diagonal. Não dá para ouvir na diagonal.
Tens toda a razão.
Dizem que mesmo as mulheres não conseguem estar atentas a duas coisas ao mesmo tempo. É impossível.
Eu consigo.
Mentira. 100% de atenção, não dá.
Então vamos aderir a isto. Pronto.
Então tu foste para Comunicação Social, estás a acabar o curso, não é?
Sim.
Como é que isso está? Estás quase a acabar, não? 24 anos.
Sim, só que como faço outras coisas e confesso, não adorei o curso, está um bocadinho demorado.
Que cadeiras é que estão a faltar?
É uma canseira. Aquilo é jornalismo, comunicação e mídia digital.
Qual é a cadeira que tu menos gostas?
Jornalismo político, para aí.
Ah, fugiu. Estás no sítio certo, Janick.
Fui para lá achar que aquilo era mais, mas foi um erro meu, achei que era mais digital. Mas o próprio nome indica jornalismo, vírgula.
Está aqui, jornalismo, vírgula.
Mas é muito importante a pessoa fazer, não pode estar sempre a fazer o que gosta e dá ferramentas fantásticas e os professores eram, e são fantásticos. Portanto, claro que quero acabar.
Ficas aqui com uma ferramenta boa, certamente.
E já agora, tenho uma dúvida.
Diga.
Tenho um amigo meu que anda a tirar um doutoramento ou mestrado, já não sei muito bem, uma pós-graduação, assim é que é. E eles usam muito a inteligência artificial. Ela é muito boa. Não, eu nunca usei. Ela está dependente.
Eu nem o ChatGPT uso.
Eu nunca usei. Ai, isso uso. Ele é muito nosso amigo. Mas é preciso é limá-lo. Porque eu fui arrancar um dente. É sempre a mesma, é sempre isso. Olha, que dá muito jeito, é muito nosso amigo. Estou-te a dizer. Sim, isto é claramente uma pessoa que não está bem, mas vou seguir. Fui arrancar um dente às 14h. Como começa e tal. Isto há alguns dias. E pelas 22h, deu-me uma fome e eu já não podia mais com os lados. E fui lá questionar: "Oi, olha, posso comer salame do lado não afetado?" E ele: "Não." E eu fiquei furiosa com o meu telemóvel, porque eu caramba, aqui devagarinho do outro lado, eu não posso.
E foste ao ChatGPT?
Fui.
Não ao Google.
E citei: "Olha, fui às 14h30 ali, já são 22h. Posso?" "Não." Epá, siga os conselhos do seu dentista. Que chato! E ele, 48 horas, pelo menos. Não, mas fui comer o salame, era o que faltava. Era isso que eu ia dizer, a semana que fui arrancar o x, na semana a, no dia a seguir, no dia a seguir não, na mesma semana, vai comer um bife.
Sim. Tu és daquelas pacientes que manda mensagens ao médico?
Ai, não!
Como assim?
Ele se não os puder ver, é o melhor. Eu tenho um pavor de médicos e de coisas.
Mas imagino, tu vais ao mesmo médico.
Por ter pavor, eu às vezes tenho dúvidas. Não falo imenso com eles quando lá estou. Eu peço a mão.
A mãe, coisa nenhuma.
Olhe, desculpa, posso-lhe dar a mãozinha? Eu quando arranquei, eu faço anestesia na maior, não choro, não ligo. Eu também adoro anestesia. Mas deu-me um nervo e a enfermeira ao lado amorosa, não é enfermeira que se diz, como é que é no dentista? Assistente amorosa. Deu-me a mão com a luva.
Mas o dentista também tem um imenso nervo.
Para eu sentir. Mas Deus me livre. Um metro e oitenta ali deitada a pedir a mão, mas peço.
Também temos de falar sobre isso.
E quando levava vacinas, tive uma vez, mas isto já foi com 18, já é velhíssima também, mas já foi há algum tempo, tenho alguma distância para poder dizer que já não sou assim. Com 18, fui fazer uma vacina que ainda tinha imenso medo e tive um segurança, as duas recepcionistas ou uma delas, e a própria, tudo a agarrar. Ai, mais a minha mãe achou.
Quase um colete de forças ali a ficar agarrado.
Para quem não sabe, Janick Durão tem um metro e oitenta, quase. É verdade.
Isso é raríssimo, portanto, parece que Mas não és.
Porque a portuguesia é pequenina, não é? Ou estou a exagerar?
Não. Parece que nada está feito para ti.
É verdade.
Portugal não está feito para ti, Janique.
Nada zero. Vamos embora.
Tu és maior do que este país.
É verdade. Toda eu sou Portugal mesmo no mapa.
Janique Durão: "Eu sou Portugal".
Imagina.
Incrível. Desculpa. Mas é genético.
Sim, a família é toda gigante.
Imagina toda a gente superbaixinha e depois a Janique do nada.
Sinto que vocês estão a gozar.
Mas é uma família grande.
Adoramos.
E alta, portanto, incrível.
Adoramos. Em miúda sofri horrores.
A sério? Porque em crianças também sofrem.
Porque nós em crianças não pensamos muito bem naquilo que é bom e de facto que é bom.
Mas tu achavas graça a isso ou não? Tu como lidavas?
Eu não ligava muito. Achava graça. Se ouvia um comentário menos agradável da parte de um colega, confesso que não adorava. Mas tinha 12 anos, é normal, ninguém gosta de ouvir comentários.
Sinto que é uma fase em que estamos vulneráveis. Mal também que eu ouvia Mc Fly.
Exatamente. Quanto desporto dava imenso jeito.
Era aí que eu ia pegar. Tu fazes ténis. Acontece sempre bodyboard.
Não, calma lá. Eu faço isso tudo, mas com grandes pausas.
Ok. Era isso que eu queria esclarecer. É bodyboard e ténis, mais ou menos.
Sim. Imagina se tu me perguntas: "Sabes fazer?" Sei, confesso. Vou com a onda.
Mas é do tipo vais uma vez por semana ou é quando o rei faz anos?
Sim, exato. É quando festejo.
Bodyboard também, por que não?
Bodyboard é mais verão. Vou com o meu sobrinho mais velho ou sozinha apanhar umas ondinhas pela graça. E ténis também.
Pela graça, não. Freguesia.
Mas faço. Agora não é a Teresa Bovalo.
Pois é. E agora que vão começar os Jogos Olímpicos, tu acompanhas os Jogos Olímpicos ou só do Sporting?
O Sporting perde cada vez mais a cabeça.
Não podemos falar do Sporting, depois ficamos aqui as duas só a falar. Eu também gosto, mas calma.
Tu és?
Não. Pronto. Mas aprecio.
Mas és outro clube ou não digas mesmo?
O meu marido também é Durão e a minha filha vai ser Olívia Durão, que é engraçado.
Adoro, tu és a minha família.
Não. Uma prima assim perdida lá no Brasil.
Resumo imediato.
Não, porque eles são do Porto de Mos, ou seja, há vários Durões. Mas é giro.
Mas é engraçado. Vocês casaram-se?
Sim, casamos.
Então já és Durão.
Não, não sou.
Não ficaste? Não gostaste?
Não, achei que não fazia sentido. Mas também dá mais trabalho. É mesmo porque dá mais trabalho burocrático estar a mudar.
Mas não interessa, vais ter um camarada também é giro.
Ele também queria ter um. Sim, assim está bom.
Este ano vou acompanhar mais, porque estou a fazer agora uma campanha com a HBO.
Boa.
Onde produzo uns conteúdos para o TikTok deles a mostrar mesmo as várias formas de podermos estar a par dos Jogos Olímpicos com a Max, que agora já não é HBO Max.
Agora é só Max.
É só Max.
Tenho certeza que isso vai ser hilariante.
É verdade.
Tu comentas por acaso.
A contar coisinhas. Mas não posso estar a contar muitas coisas.
É isso, não ponhas ninguém em trabalhos.
Só posso dizer: vão ao TikTok da Max. Pronto.
É só no TikTok da Max.
É que eu vou lá estar. E acho que também no Instagram.
Quem sabe se depois não fazem uma compilação e metem mesmo na Max.
Imagina. Não, não mesmo.
Era o melhor. Tens de sonhar mais alto, Janique. Eu acho que sim, porque eles agora vão ter um especial de Jogos Olímpicos, que podemos ver as coisas em direto. Sim.
Exatamente. A Max está preparadíssima para nos acompanhar.
Muito bem.
Precisamos de poder ver a Janique também no TikTok da Max.
Há algum desportista português que estejas a apostar tudo, a meter as tuas fichas?
Eu fiquei muito contente agora com o Nuno Borges ter ganho ao Rafael Nadal. Todo olho. Tenho saudades do João Sousa.
Volta João Sousa, estás perdoado.
E é isso.
O que é feito dele?
E também quero começar a acompanhar mais o futebol feminino, a nossa seleção.
Eu é canoagem, sempre. Fernando Pimenta e agora está a falhar o nome da rapariga, da outra atleta. Não me lembro. Lamento, desculpa. Em skate também o Diogo. O Gustavo Ribeiro. O Gustavo Ribeiro.
Sim, o Gustavo Ribeiro.
Mas há também um Diogo, o Diogo da natação.
Muito novo, não é?
Sim, de mariposa. Enfim.
Fantástico. Bora Portugal.
Este programa é tanto como se costuma dizer da tua vida.
Claro que sim, vamos saltando.
Passamos para os Jogos Olímpicos, é extraordinário. O que é que tu tencionas fazer agora no futuro? Eu sei que tens muita coisa que queres fazer. Gostavas também de representar mais, se calhar. E de certeza que vais ser cada vez mais convite. Agora, vês-te mais como uma criadora de conteúdos, ou seja, como uma realizadora e também a representar, ou só como atriz? Percebes? Ou jornalista?
Infelizmente, eu gosto de tanta coisa.
Vais juntar tudo.
Isto às vezes nem é bom. É bom, porque temos várias hipóteses, mas, por outro lado, é bom também ter uma linha, um propósito e um objetivo em concreto. Agora, eu adoro cantar.
Pois é, não falámos disso, é verdade.
Adoro cantar. Se canto bem já é outra conversa. É verdade.
Eu sei que pode ter sido uma experiência um bocadinho traumática. Sabes que eu vi em direto. "Ela é Janique."
Que giro. Definei horrores.
Mas eu acho que cantaste muito bem, e pelos outros vídeos que eu vejo nas tuas redes. Cantas muito bem.
Tenho que trabalhar muito a voz. Não sei respirar enquanto canto, tenho que trabalhar.
Também eu.
Tenho que aprender.
Aprendes com quem sabe, porque também é outra coisa que eu na música não tenho. A respiração tem muito a ver também com os nervos, com a ansiedade.
Sim, mas graças. Mas o The Voice foi fantástico, porque eles respeitam muito bem.
Sim.
E acho que foi uma barreira também. É bom a pessoa enfrentar alguns medinhos do palco.
Sair da zona de conforto. Que idade tinhas?
Foi 22, 23, foi há muito pouco tempo.
Pois foi. Qual foi a música que levaste?
"Just the Two of Us". E eu queria ter levado numa forma um bocadinho mais acústica. Meteram-me para lá uma bateria. E então exigiram imenso de mim. E eu não sou do yeah.
É isso, é que há pessoas.
Just the two of us.
Exatamente, uma pessoa completamente leão. É isso, há malta que canta num registo muito mais tranquilo, mais para dentro. E estas pessoas assim, às vezes os concursos. Eu também percebo. E depois quando é um concurso de talentos, a banda chega e bora.
Mas eu percebo, eles é que decidem.
Jani, se calhar à capela seria melhor, não? Não, que isso depois é mais complicado para estar no tom às vezes.
O quê? Lá?
Sim.
Não, só bastava uma guitarrinha.
Só uma guitarrazinha. Com pinta. Pronto.
Estava feito.
Tu não me faças isso.
Não, não vou fazer.
Eu já roxo.
Vais-te embora.
Eu roxo. Não, que vais começar aqui a tremer.
Tu vais-te embora simplesmente.
E eu sabia que não ia. Entretanto percebi: "Não vou passar, eu não estou preparada, não consigo." Mas fui e diverti-me e depois fui-me embora muito triste.
Mas tu és uma pessoa segura, não é? Ou consideras-te uma pessoa segura? Achas que quando se está a meio de fazer algo, de uma performance, achar que não se fica, prejudica logo imediatamente a performance?
É muito chato. Muito chato, até porque tinha lá a família, pessoas que nós não vimos há tempo.
E agora tiveram todos aqui.
Até porque eu estava para ver perfeitamente onde eles estavam, porque são muito altos. Mesmo sentados. E aquilo é muito pequenino, aquilo parece grande e é pequenino. Portanto, pequenino e altos.
Nem sequer dava para -
Que horror, nem consigo relaxar. Eu prefiro nem saber onde é que estão, já com as peças de teatro, prefiro não saber onde é que estão.
Mas achas que isso também, obviamente, deve ter prejudicado, não é? Tu pensares: "Não, não fico".
Olha, também não era porque não tinha de ser.
Mas é, entretanto, ir.
Sem dúvida.
O seu objetivo ali é só virar uma cadeira, que é o objetivo mais importante, óbvio, mas o meu objetivo não era só esse, era obviamente ficar no programa, mas sair.
Da zona de conforto, experimentar coisas novas.
O vocal coach lá era fantástico, deu-me conselhos que eu acabei por levar e aplico hoje. É ir, é o importante é ir.
Desculpa, há um coach lá?
Há lá uma ajuda.
No casting, na audição, no processo, até sermos aprovados.
Tu és daquele ano em que aquele, não foi agora preso, detido um rapaz.
Credo.
Miguel Bravo.
Mas participou no The Voice, não?
Acho que não. Espera aí.
Não sei. Acho que foi um cantor pimba, mas já saiu em liberdade. Eu não sabia quem era a pessoa.
Enquanto a Rita faz aqui as tuas pesquisas, continuamos aqui na música, porque tu também tiveste uma banda, não foi? Midnight Sun.
Isso já foi há tanto tempo.
Isto foi em 2020.
Got Talent não é a mesma coisa, não é?
Não. São programas diferentes.
E esta banda já não está no ativo?
Não, isso foi outro disparate. Foi giro. Eu sempre quis ter um grupo de música e tenho hoje também, é uma coisa que demora muito.
Como é que se chama?
Não sei.
Esqueci-me agora do nome.
Não é isso, porque está em construção. Eu acho que só quando as coisas estão mesmo feitas e prontas para ser lançadas. Rita, tu perdoa-me.
Não.
Porque já aconteceu muito isto, lançar-se a novidade e depois as coisas na prática não aconteceram.
Porque tu quando eras mais nova, fazias muito isso. Eu lembro-te de teres dito no teu podcast.
Que tinha uma banda?
Que tinhas uma banda, que ias fazer digressão.
Ai, digressão, não.
Não, era uma frase em inglês a dizeres não, isso eras tu a brincar. A dizeres assim: "Eu a desfrutar antes de..." Qualquer coisa.
Tu não me digas isso, que eu fico em roxa.
Mas está no teu Bengala dos 20.
Que horror, que vergonha. Não.
Tu falas nisso.
Que horror!
Não, falaste que antigamente punhas logo, ou seja, anunciavas logo.
Sim, um horror, uma imaturidade.
Não, mas isso é fixe, isso é muito engraçado.
Alguém me devia ter dito.
Agora és mais ponderada.
Alguém me devia ter chegado aí.
Não foi preciso, porque acabaste lá.
Eu já tinha 19 e 20 anos, já tenho que ser minimamente juízo.
Isto é engraçado.
Uma coisa era com 13, com 13 tem graça, com 20 na cara? Não, alguém tinha que me dizer, tu devias ter tentado lá para me dizer: "Ó Janique, espera um bocadinho, trabalha, esforça-te nessa gaita e depois lanças."
Mas alguém te disse para agora assumires essa postura?
Não, entretanto a pessoa cresce.
Ok.
Entretanto a pessoa é mais ponderada.
Assim é melhor.
Mais prudente. Foi um grupo de música que eu quis criar, porque com o COVID eu ouvia ainda mais música do que já ouvia naturalmente, fechados em casa o mundo inteiro. E decidi: "Olha, eu quero criar um grupo de música", chamei uma amiga minha, um amigo meu também. Lá fizemos uma coisa muito divertida, foi um verão muito giro, porque eu comecei a tocar um bocadinho mais guitarra, começámos a cantar mais. Foi muito giro, mas depois acabou por não acontecer nada, porque uma não queria levar a música tão a sério, o outro era teatro, que engraçado. O Rafa, que é fantástico. E a Inês também canta lindamente, toca lindamente, mas a área é outra, psicologia, portanto acabamos por não acontecer.
E agora já estás numa...
Sim, agora estou outra vez com mais um grupo, uma tentativa, que é sempre giro. Tu aprendes sempre, não interessa se fez o grupo, mas claro que gostava muito.
E tu compões também?
Não, muito mal, péssima. Péssima.
Mas é verdade, muitos cantores às vezes fazem compor.
Às 3:00 da manhã às vezes saio com coisa e depois às 8:00 da manhã fico: "Ai, filha".
O que eu ia perguntar é se também têm graça as tuas letras de-
Não, eu gostava muito de compor músicas. Não tenho jeito.
Para os teus sobrinhos não fazes isso?
Isso para crianças, se calhar.
Olha.
Ok.
Brainstorming. Aprendes a tocar guitarra já agora, no Domestika.
Também toco um bocadinho de viola.
E o que é que costumas ouvir?
Hã?
O que é que costumas ouvir?
Olha, hoje sou daquelas que diz mesmo: "Ouve um bocadinho de tudo", mas é verdade, é uma realidade. Adoro.
A minha playlist do Spotify é a coisa mais random de sempre, portanto eu não posso dizer.
É muito giro. Musicais, depois uma coisa mais triste, com a chuva no carro. Adoro musicais. Eu musicais amava fazer.
Mas eu por acaso não.
Eu chorei a ver O Fantasma da Ópera em Londres. Fantástico. Acho que faz falta na vida das pessoas.
A sério? Eu amo musicais, demoram tanto tempo para dizer uma coisa e depois repetem.
Moulin Rouge.
Adoro.
Mary Poppins. Música no Coração.
Sim, adoro espetar Música no Coração. No coração.
Sound of Music. Ai, musicais para mim é tudo. Acho que tem uma magia.
Estou com a Janique aqui.
Uma coisa que é fora do normal. É muito bonito e faz a vida mais bonita.
E este agora novo, que eu estou a falhar os nomes.
Lá está, ela vai dizer: "Eu sabia que eu estou grávida, não tenho memória."
Sabe, aquele musical muito conhecido, aquele que fez aquele filme infantil Que tem o nome mexicano Coco. Não?
Ai não, espera.
Mas são filmes da Disney, não são musicais. Vou me lembrar depois e vou ficar muito chateada.
Mas sim, gosto muito de música.
Ouvves um bocadinho tudo.
Tudo. Elton John é uma obsessão.
Ah pois é, tu tens essa obsessão.
Elton John. O rei. Tão bom.
Qual é a tua música favorita de Elton John?
Eu gosto de tantas músicas.
Rocket Man? Your Song.
Someone Saved My Life Tonight, provavelmente. Tu também.
Como é que começa, que eu não sei?
I like it.
É pouco parva.
Eu ia falar. Não vou dizer.
Manuel Miranda, Lil Manuel Miranda.
Eu não faço ideia do que vocês estão a falar.
Hamilton. É o musical Hamilton.
Ok, o Hamilton, sim. Muito bem.
Estão a ver? Lin-Manuel Miranda. Eu disse Lil?
Sim, Lil.
Não, é Lin-Manuel Miranda. Ele é que é um dos grandes musicais.
Não, e espero que venham cada vez mais, porque eu acho que é uma coisa que nunca deve sair de moda.
Olha, quiçá, um dia, Jannicke Durão participar num musical.
Gostava muito.
Ele é novinho. Gostava de fazer uma apresentação junto a um músico.
Acho que é um projeto que enriquece imenso as pessoas, o público, tudo, o país, o mercado.
Quiçá, um dia temos Jannicke Durão numa produção.
Sempre a Pocahontas e o Capuchinho Vermelho no Natal. No gelo ainda por cima.
O musical combinado com a comédia, acho que era uma junção interessante.
Pois é. E não há muito. Houve aquele com a Inês Aires Pereira também.
Avenida Q?
Avenida Q, sim, e que teve muito sucesso.
Não vi, mas é a felicidade.
Sim. Porque a Inês é uma máquina.
Também gosto muito dela.
A Inês é uma máquina. Mas este grupo, espero que corra bem.
Vai correr, certamente.
E portanto, era isso que estávamos a dizer, a música é uma das coisas e a escrita criativa também é outra, representar, comunicar. Crianças, gosto de crianças.
E Jannicke, tu estás nessa altura. Há sempre a altura, ou seja, é sempre a altura de fazer o que tu quiseres, no fundo, onde tu possas expressar a tua criatividade. Por isso, continua, por favor.
Tenho tido imensas oportunidades.
Nós só temos a ganhar.
Obrigada. Tenho tido imensas oportunidades por ser criadora de conteúdo no TikTok, vídeos, portanto, é claramente um caminho que está a crescer. Mas se eu puder explorar, e vou fazer de tudo, eu não morro enquanto não conseguir e não me esforçar muito para poder explorar outras áreas. A música, a representação, a escrita.
Acho que pode ser.
É um desasseio tramado. Eu não vou desistir. Vou gostar de tanta coisa.
Eu acredito que consigas fazer uma junção disso tudo. Se calhar será um musical totalmente original.
Se a realidade permitir, se eu merecer, se eu trabalhar por isso, claro que tenho é que merecer. As pessoas têm que merecer.
Jannicke Durão.
Muito bem.
Também conhecida anteriormente por Maria Joana.
Ai, não.
Nem digam isso que a Jannicke tem já aqui um piripaque. 24 anos, na flor da idade, podem segui-la nas redes sociais, também agora na Max, não é?
Exato. Para acompanharmos aqui os grandes Jogos Olímpicos. É isso. Obrigada.
Obrigada por ter estado aqui conosco, Jannicke Durão. Nós voltamos para a semana com o "Amor se Paga", Rita Camboneiro, Filipa Duarte. Um beijinho e um abraço. Está feito.
Sim, e sigam-nos também.
E sigam-nos também no Spotify, quer se dizer. Em observador.pt. Quem sabe se um dia não teremos vídeo? Isso é que era. Podiam ver este metro e 80.
Equipa de vídeo, por favor, exato.
Um beijaço da Jannicke. Obrigado.