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Epá, excelente.
Grande música. Hoje no "Com Amor se Paga" temos Manuel Rosa.
Seja muito bem-vindo.
Olá.
Manuel Rosa.
Prefiro Manuel.
Manuel, porque escolheste Manuel?
Por causa do Manuel Cruz. É o meu nome artístico.
Não pode ver nada que também quer logo. Muito bem. Escolheste aqui Charlie XCX.
Escolhi.
Por quê?
Eu acho que é o álbum deste verão.
Exato, é do Brett Summer.
Ah, boa.
Brett Summer.
E quis entrar aqui com uma música que tivesse um bom drop logo à partida.
E no processo, os nossos ouvintes não viram, porque não temos vídeo, mas o Manuel soltou-se aqui a música e começou a bombar com os bass logo.
Acho que é a única forma de reagir a essa música e também não queria perder uma oportunidade de pôr Charlie XCX na Rádio Observador.
E tu disseste que: "Ah, mas vocês não passam a música toda". Passamos. Agora fica só como base.
Fica aqui de fininho.
Mas depois no fim fica aí.
Se calhar nunca ouviste um programa até ao fim.
Já ouvi, mas já não me lembrava.
Fica-te mal, Manuel.
Não, fica-me mal às vezes não terminar o programa até ao fim.
Manuel Rosa, tudo bem contigo?
Tudo bem.
Tu começaste muito novo a fazer stand up comedy. Foi para aí com 15 anos.
Exatamente.
Tu lembras-te desse dia?
Lembro-me desse dia, sim.
Não foi assim há muito tempo.
Já foi há uns aninhos.
Não, já foi há mais de cinco.
Uma pessoa crescida.
Sim, sou um adulto já.
Não, é verdade.
Já fiz a minha maioridade, tenho carta de condução, já fui.
Pois é! E tu tens conteúdos tão engraçados sobre o código. Vale a pena passarem no Instagram só para ver isso.
Obrigado.
O resto...
Mas lembro-me perfeitamente do primeiro dia, foi numa cave no Cais do Sodré, no Retardão, antigo Casa Rio.
Certo.
Era com a Catarina Matos.
Com a Catarina Matos, exatamente. E lembro-me perfeitamente de ter planeado cinco, seis minutos de stand up.
Ah, mas foi uma cena planeada?
Sim. Escrita, tudo mais. Bati umas bolas com os amigos. Cheguei lá, estavam três amigos meus para ver. Fiz dois minutos e meio, tive aproximadamente meio riso e jurei para nunca mais até ao mês seguinte.
É sério? Correu-te mal?
Correu bué mal.
Se correu mal, depois qual é que foi o outro momento em que foi do género: "Não, vou tentar outra vez".
Eu pensava que te tinha apanhado nas primeiras vezes e correu-te muito bem.
Porque à partida se corre assim tão mal ao início, uma pessoa fica meio traumatizada.
Eu queria muito fazer aquilo, fazer isto, no fundo.
Tu já não vou insistir.
Sim.
Que te vai dar certo.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que vou ter um riso numa atuação. É assim o ditado.
Eu vi-te na Padaria do Povo, acho eu, não foi?
Sim.
Também estavas a começar, acho eu.
E tu também atuaste, Rita.
Sim, está bem, mas isto é sobre ti. E correu-te muito bem, atenção.
Olha, agradeço. Não tenho a certeza.
E era das primeiras vezes.
Possivelmente, sim. Se foi Padaria do Povo, na altura com os Zebras, grandes noites.
Sim, exatamente.
Podia voltar, que eu diverti-me, fui muito feliz lá. Mas sim, acredito que tenha corrido bem. Agradeço tu teres essa memória. Não me lembro concretamente se essa noite me correu bem ou não.
Só ficou traumatizado mesmo com a primeira vez.
Eu sempre te vi atuar, por acaso correu muito bem e havia sempre esse efeito surpresa que era: "Oh meu Deus, ele tem só 15 anos, ele é muito bom".
Eu por acaso não te vi ao vivo, acompanho mais nas redes sociais, é mais isso. Nos reels.
É tipo, sei lá, sim. Faz lembrar um bocadinho aquela, sei lá, começaste como um jogador de bola começa.
Sim.
Muito novo, já ter talento. É raro.
E depois das duas uma: ou vai para um João Neves ou vai para um Paín. Ainda estamos a ver para onde é que isto vai.
Pois, era isso que ia perguntar. Ainda não te definiste para que lado é que vais.
Ainda não. Eu gostava de ir para o lado João Neves. Quer dizer, ele também agora saiu para o PSG. Eu não ia ter uma transferência milionária. Não sei, vamos ver.
Tu és do Benfica, não é?
Sim.
Até porque tu tinhas uma página, a primeira vez que fizeste um Instagram.
Foste buscar essa aula.
Claro, óbvio.
Era uma página de fãs do Talisca.
Ya.
Como é que se chamava?
Talisca Fanpage? Não me lembro.
Era qualquer coisa assim. E depois resolveste apagar essa página por quê, Manuel?
Daí tinha que saber por que ele criou a página.
Não, eu adoro o Talisca.
Imagina, é óbvio que ok, fanpage, mas não tinhas mais nada que fazer da vida.
Não tinha mais nada que fazer. Tinha para aí 12, 13 anos e gostava muito do Talisca. Estava numa altura que ele estava farto de bater livres, sempre ali ao canto colocados. E eu pensei: "Se não é mesmo ele o meu ídolo".
E é agora.
Então criei a página e depois o Talisca começa-me a seguir.
Pronto, ia perguntar isso, se o seguia, se tiveste alguma interação com ele.
Começou a seguir a página.
Começou a seguir a página.
De fã.
De fã, dele. Sim. Eu tinha um bit de stand up sobre isso, imagino que tenha sido aí que tu te foste lembrar. Não vou fazer aqui o bit agora, mas depois, esta parte que é totalmente real, apaguei a página, porque ele me começou a seguir. Não apaguei, apaguei as fotografias, troquei a fotografia de perfil e o nome, porque eu comecei a sentir alguma pressão.
Ele: "Espera lá, que ele está a ver".
Sim, foi mesmo como se fosse uma crush, uma paixão.
Sim. E depois estava ali meio que: "O que eu faço com isto?" Enfim, uma página. Já tinha alguns seguidores. Não vou mentir, que eu estava a fazer um bom trabalho ali com o Talisca. Para aí 10. Não, tinha para aí 200 na altura.
Ok, 200 na altura.
Mas tudo natural.
Tudo natural.
Orgânico.
Tudo naturalmente orgânico.
Tinha outros seguidores, outras páginas de fãs do Talisca, que eram as minhas rivais. Tipo, aquilo estava a fazer uma comunidade já ali à volta do Anderson, que é o primeiro nome dele.
Uau.
E depois eu apaguei tudo e transformei aquilo numa página de fotografia.
Ah, sim. Era essa parte. Não sabia, de fotografia. Por quê? Tu também tens essa paixão?
Não. Quer dizer, tenho um bocado, mas não sou fotógrafo. Ou seja, sou um apaixonado pela fotografia, mas também sou pelo canto. Agora eu canto? Não.
Não. Mas tiras fotografias.
Sim, com o telefone. E às vezes quando os rolos estavam mais baratos, também gostava, porque eu acho que a fotografia analógica é uma batota para quem não sabe fotografar.
Vê lá o que é que vais dizer. É verdade.
Porque as fotografias saem bonitas à mesma, de qualquer das formas. Não é por mal.
É verdade.
Mas é que o mau fotógrafo sai disfarçado por fotografias analógicas.
Consigo perceber.
É que é uma popular opinion.
Como é que se chama essa página de fotografia? Ainda existe?
Não.
Já não?
Não. E durou para aí um mês e meio.
Ah, depois entendi.
Numas férias de verão aborrecido.
E como é que tu começaste, como é que te lembraste de fazer stand up? Ou seja, tu também parece, não sei, e corrige-me se eu estiver errada, tu estás em cinema ou estudas alguma coisa relacionada com isso?
Não, eu estive em estudos gerais.
Ok, que é bem geral.
Sim. Saí em abril do ano passado, mais ou menos na altura em que comecei o "Diz Narrativo", um projeto no YouTube. Ou seja, Estudos Gerais é um curso em que vocês podem escolher várias cadeiras. Eu estava a tirar majors, que são 10 conjuntos de uma coisa específica, e eu estava a tirar major em Cinema e o outro em Filosofia.
E saíste-
Eu estava a adorar o curso, aquilo era muito interessante, eu estava a aprender imenso, mas não estava a dar para conciliar as duas coisas.
As duas coisas que são-
Que é comédia e faculdade. E de facto senti alguma evolução em mim, enquanto comediante, a partir do momento em que comecei a focar naquilo 100%.
Sentes que foi mesmo a decisão certa, ou seja, não te arrependes?
Vamos ver.
Ainda está no momento de ou é João Naves ou é o outro que eu já não me lembro o nome.
O Fábio Penha.
Exatamente.
Para já ainda estou feliz.
Estavas em que ano quando saíste?
Aquilo não tem bem anos, porque é totalmente livre.
Adoro esse conceito. Incrível. Isso foi em que universidade?
Aquilo é organizado por Letras, mas depois tu podes tirar cadeiras em todas as faculdades, quase, de Lisboa.
Eu lembro-me que ainda havia algo que era os Estudos Artísticos, não sei se seria.
Isso também é um curso de Letras.
Mas acho que é um bocado diferente. Acho que não dava para escolher tudo o que tu quisesses.
Não, Estudos Artísticos, acho eu que se chama Artes e Humanidades, pelo menos em Letras. É a mesma coisa que os Estudos Gerais, mas só em Letras. Eu em Estudos Gerais podia ir para o ISEG, para Direito, para Psicologia, para Ciências.
Era muito porreiro.
Tentei tirar uma cadeira no ISEG de Introdução à Gestão. Faltei um bocado às aulas, decidi que ia só ter a nota do exame, cheguei ao exame, entrei na sala errada, só descobri depois. Deram uma folha de exame em inglês e eu a pensar: "De facto os apontamentos estavam em inglês, mas a cadeira sempre foi dada em português. Fiz o exame em inglês."
Ou seja, foste, fizeste o exame.
E depois fui lá ver a nota e não tinha nota, dizia "falta de comparência". De facto, eu não compareci na sala.
Mas estavas noutra sala e fizeste um exame.
Ya, mas não era o meu.
Fizeste um exame alheio. Não sabes que nota tiveste a essa disciplina que nem sequer sabes. Isso era giro. Bem, é tão geral que nem deu. Olha, tu há pouco falaste aqui do "Diz Narrativo". Bem, agora fiquei um bocado analfabeta. É de propósito. No YouTube. Exato. Como é que isto surgiu?
O "Diz Narrativo"? Foi uma necessidade que eu tive de ter um conteúdo regular, um projeto com cabeça, tronco e membros, porque eu estava a fazer vídeos para o Instagram e para o TikTok, onde começou por correr melhor no TikTok, que eram vídeos curtos de um minuto com um objeto atrás a falar sobre um tema, cortes rápidos. E eu quis evoluir, passar para uma coisa mais composta, porque senti essa necessidade dentro de mim de fazer uma coisa onde eu me pudesse expressar melhor. Pronto, e o "Diz Narrativo" acabou por ser isso, que é todos os meses sai um diário do meu mês. Eu reúno aquilo que eu achei de mais relevante, que me tenha acontecido ao longo do mês. E depois faço uma espécie de monólogo e vlog. Portanto, misturo um pouco naquela onda dos vídeos que eu estava a fazer antes de falar sobre temas, mas também depois mostro aquilo de que eu estou a falar. Por exemplo, este mês agora saiu o episódio na sexta-feira, quando o episódio sair, exato, na sexta-feira passada.
Exatamente. Eu a fazer a minha matemática na cabeça. Anteontem.
Com o Tiago Pereira, que é também um comediante que gosto muito dele. Olha, seria um ótimo convidado.
Obrigada. Boa dica. Obrigada.
Ora essa. E fomos jogar golfe, porque ele agora anda a jogar golfe e eu fui jogar golfe pela primeira vez, portanto o vlog sou eu na minha primeira vez.
Ia perguntar como é que tinha corrido, mas vão ver o episódio.
Ora essa, vão ver.
Mas tu desde o início tens convidados? Desde o início não, não é?
Não, comecei a ter-
Foi mais recente, depois.
De 2023 para 2024, senti que queria ali uma mudançazinha e então decidi trazer convidados.
E é regular, é sempre no mesmo dia?
Não. É um bocado caótico.
É freestyle também. É como o nome indica.
É como o nome indica, "Diz Narrativo". E como Estudos Gerais também.
Ok. Pois era aí que eu ia chegar.
Nota-se que eu sou uma pessoa caótica ou não?
Não. É assim, desde que apareça.
Desde que vá lá chegar.
Isso é muita mentalidade quase do tuga, do português. Desde que esteja feito, desde que apareça. Ou seja, não sentes assim uma pressão tão grande. Não sei se trabalhas já com alguma marca.
No "Diz Narrativo", não. Volta e meia faço umas coisas com umas marcas.
Se estivesses aí, terias de ser.
Eventualmente.
Ia ser mais certinho. Eventualmente, isso está sempre aberto, não é? E era bom.
Sim, quem sabe.
Desde que te deem total liberdade criativa. Uma ideia é ou não é?
Sim.
Olha, nós temos aqui precisamente um apanhado, temos aqui dois sons. Por acaso vamos dar-te a escolher, pode ser? Isto é a primeira vez que acontece neste programa darmos ao convidado. Temos o café com cheirinho e o corta-mato. Qual é que tu achas que-
O corta-mato.
Ok, vamos a isso.
O corta-mato é estúpido. Eu no meu primeiro corta-mato não segui o percurso, fiz um atalho e fui desclassificado por fazer corta-mato num corta-mato. Eu devia ganhar um prémio por melhor corta-mato. Fui desclassificado, isto não faz sentido. Estava tudo a correr aos quadrados à volta dos pavilhões. Eu puxo uma diagonal e sou desclassificado. Eu fiz o melhor corta-mato do corta-mato e perdi. Que sentido é que isto faz? Havia dois grupos de pessoas que iam ao corta-mato, os gajos do atletismo e os gajos que queriam faltar às aulas. Eu acho que não se devia chamar corta-mato, eu acho que se devia chamar corta-aulas. Eu não suportava os gajos do triatlo. Furavam, chegavam ali à fila da frente, a corrida ainda não tinha começado, os gajos já estavam lá naquela posição de tração às quatro rodas, um joelho no chão, o outro em riste, as mãos assim. Nunca percebi bem aquilo. E ainda se queixavam por não terem bloco de partida. Meu puto, tu estás na EB 23 de Freixo de Espada à Cinta. O professor está de pistola na mão para dar a partida, mas a pistola não funciona e dá a partida com o apito. Começou. E tu achas que vai haver um bloco de partida? No máximo, vai haver um bloco de julho para dar-se a partida. A grande cena do corta-mato é que o vencedor ia ao regional. Ninguém sabia bem o que é que era o regional, mas era a sério. Estou a imaginar o vencedor do corta-mato a chegar a casa e dizer aos pais: "Pai, mãe, venci. Preciso de umas Nike e de uns calções de licra". E a mãe: "Então, mas ainda ontem era uma cartolina e uma régua da Maped". O gajo chegava às aulas depois do regional e toda a gente queria saber o que é que se tinha passado. Ele parecia um veterano de guerra. As coisas que eu vi lá não vos passam pela cabeça. Só quem lá esteve é que sabe. Foi duro, mas voltei são e salvo. E em que lugar é que ficaste? Sabes que aquilo lá no regional, aquilo é a sério. Mas em que lugar é que ficaste lá? Ó, que lugar é que eu fiquei? Fui desclassificado. Eu fui preparado para todos os cenários. Levei um corta-relvas, fui desclassificado. Eu só queria estar pronto para se o corta-mato fosse de facto corta-mato. É o regional.
Isto vem bem a propósito dos Jogos Olímpicos, por acaso.
Acho que corta-mato devia ser um desporto olímpico.
Por acaso. Literalmente cortar mato com o corta-relvas, como estavas aqui a falar. Eu também testava, não sei se vocês gostavam. Rita, eu sou asmática, meu. Percebes? Eu corro
Dois metros e tu a arfar.
Por acaso tenho uma história de corta-mato no sexto ano.
Mas participei em um, eu já ia dizer.
Não participaste em todos?
Não participei. Uma vez. Não estava aqui, se eu tivesse participado em todos. Foi só num.
Com a bomba atrás.
Não dava.
No sexto ano eu lembro-me de fazer um corta-mato em que, por alguma razão, achei que a melhor estratégia era começar com um sprint inicial. Na primeira reta onde estavam os pais, os avós, os professores, vai um maluco à frente. Parecia que eu estava a correr para os 100 metros. Há uma fotografia do jornal na altura da freguesia comigo na fila da frente e um pelotão atrás, e depois fiquei em penúltimo, porque não aguentei o esforço do resto do corta-mato.
Mas o que interessa é que foi para impressionar quem lá estava no início e saíste no jornal.
Exatamente.
E parecia que tinhas ganho.
Aquela fotografia deve estar em qualquer coisa.
Isso é o que importa.
Há de sair um dia destes.
Por favor, nunca te pedimos nada.
Manuel, eu vi uma coisa também, encontrei algo que se chama A Metamorfose dos Pássaros. O que é isto? Quer explicar-nos? Tu pareces
Acho que estamos a chegar aqui num ponto sensível.
Eu vi um trailer e está em francês. Não, mas em português também.
Não, o filme é em português, se calhar apanhaste uma versão dublada.
Exato.
Que é possível, não sei.
Eu vi o início sem o som. Conta-me.
Ignorando aqui a parte do francês.
Comecei a pensar que estava em cinema.
E estavas, no fundo.
A Metamorfose dos Pássaros é um filme realizado pela Catarina Vasconcelos, que ganhou o Prémio da Crítica no Festival de Cinema de Berlim.
Agora pareço muito burra.
Ele disse bué palavras.
Desculpem. E uma série de outros festivais.
Uma curta, não é?
Não, é uma longa. E a Catarina calha ser minha prima. Cinema português é o que é. É um filme sobre a nossa família e ela acaba por usar atores da família no filme.
Que giro!
Portanto, eu faço de um dos meus tios-avós e foi uma experiência incrível. Eu na altura estava lá um pouco contrariado, quando era mais novo.
Porquê? Mas parecia.
Estava a perder férias de verão.
Estás representado muito bem, digo-te já.
Agradeço, Rita.
Estás muito bom.
Mas foi uma experiência que eu estou muito agradecido pelo convite, porque hoje em dia gosto muito de cinema, na altura não gostava. E foi incrível ter experienciado aquilo por perto, porque eu sou suspeito, mas A Metamorfose dos Pássaros é um dos meus filmes preferidos da Catarina.
Eu ia perguntar precisamente qual é que era os teus filmes preferidos.
Posso dizer. Um dos meus filmes preferidos. Eu gosto muito do Casablanca, gosto muito do Licorice Pizza. Recentemente vi um filme que se chama Táxi, de um realizador iraniano, que eu gostava de dizer o nome, mas é de 2015, vocês vão lá.
Pronto. Usam o Google, a vida é mais curta.
Este filme é inacreditável. Eu ando a pregar este filme. Chama-se Irar Panahi.
Não te ganho à comissão.
Estar a mandar bacoradas.
Confesso.
Chama-se Táxi?
Chama-se Táxi e acho que é de 2015, não tenho a certeza. É um filme em que o realizador é o ator e vocês nunca percebem bem se é realidade ou ficção. Parece uma série do Carlos Coutinho Vilhena. O filme passa-se todo dentro de um táxi, num país com bastante repressão, que é o Irão. E basicamente vocês vão conhecendo as vidas das pessoas que vão para o banco de trás do táxi. E é incrível como um filme que se passa só dentro de um carro tem tanta dinâmica, tanto ritmo e tanto humor. O filme é hilariante e ao mesmo tempo tanto em rede.
Eles saem do táxi?
Saem em pouquíssimas cenas.
Isso é incrível.
Portanto, se eu puder deixar aqui uma recomendação.
Não é aborrecido?
Não, é incrível.
Em termos visuais?
Não, é incrível mesmo. É curtinho e tem boa música.
Onde é que viste o filme?
Está no Filmin.
Ok.
Tem no Filmin, por acaso.
E depois qualquer filme.
E A Metamorfose dos Pássaros está no Filmin também.
Não sei se está. Esteve na Netflix, esteve no Filmin, não sei onde é que está agora.
Temos de fazer aqui uma pesquisa, tentar descobrir.
Só queria deixar também aqui uma nota, qualquer filme que falar no Filmin, em altura de verão, às vezes apetece-me ou uma cerveja fresca. Isto é tão bom. Vou parecer um pedante.
Não faz mal.
Mas vou dizer à mesma. Porque comecei. Que é, filmes do Henrique Rohmé para ver no verão é tipo uma boa cerveja, para mim. Porque é vibe de verão.
Filmes do Henrique?
Henrique Rohmé.
Henrique Rohmé.
Imagina, at this point eu só estou aqui a deixar ele falar.
Procura, Rita, que eu não tenho aqui o computador.
Mas é uma loucura.
Tu gostas de ver isso no verão, é isso?
É o meu prazer de verão.
Mas como é que são os filmes?
São parados. Não são parados.
Tu nasceste para o cinema português.
Não, não são parados. Mas são filmes que são baseados na conversa.
Ok.
E o filme desenvolve-se através da conversa, não tanto de ações. São filmes que aprofundam mais as emoções do que propriamente outra coisa.
Eu nem encontro o nome dele. Henrique Rohmé.
Henrique. H-E-N-R-I-Q-U-E R-O-H-M-É.
E onde é que tu vês estes filmes?
Está tudo na Filmin, a coleção toda. É que eu sou mesmo apaixonado por este realizador e agora estou a fazer publicidade.
O Manuel está bué feliz a falar deste tema.
Vais ter de enviar, não encontro. Depois mandas e vamos fazer essa pesquisa.
Vejam a coleção.
Gostas muito de cinema, já se percebeu isso. Vamos mandar aqui um switch assim muito grande.
Desculpem.
Vamos falar de Curto Circuito.
Bora.
Olha, e tem de ser rápido porque em FM tem de ficar por aqui.
Depois continuamos a conversa em podcast, mas para entrar no FM, como é que está a ser a experiência? É recente?
Sim, Curto Circuito eu entrei em maio e estou a gostar muito.
Pronto, está bem.
Finalmente estás de férias agora.
Agora estou de férias, em agosto. Sim, estou a fazer uma pausa.
Depois do Super Bock, depois tens feito...
Rock in Rio. Foram os meus primeiros diretos.
E que tal?
Foi giro, foi divertido. Tenso.
Eu não senti nada.
Eu não estava tenso, mas depois houve um direto que correu menos bem, que eu falo isso no episódio de Disnarrativo, uma entrevista, que três minutos em direto é muito tempo.
É verdade.
Muito mais do que eu achava.
Três em três horas é horrível.
E portanto acabei por ter ali um pequeno juízo.
E estavas a entrevistar alguém?
Estava a entrevistar a Soraia Tavares.
É que às vezes é isso.
Mas à partida quando é com outras pessoas, se calhar é mais fácil ir aguentar a conversa. São só três minutos sozinho.
É muito barulho, o problema é esse.
É muito barulho?
Não, estás mesmo com muitos estímulos.
É muito.
São as pessoas todas à tua volta, é a pessoa que estás a entrevistar, é o realizador que está a falar contigo, é o câmera, é o som.
É muita informação.
São as pessoas que estão à volta a mandar bocas.
Sim, claro.
Eu acho que depois acabou por correr bem. Acho que foi uma melhoria de dias para dias e depois cheguei ao Super Bock que também estava mais confortável, também consegui-me divertir mais porque estava mais habituado. Mas sim, foram experiências muito intensas, foram vários dias onde eu fui muito feliz a trabalhar.
Muito bem. E nós ficamos por aqui. Podem acompanhar o trabalho de Manuel Rosa.
Manel.
Manel Rosa. Manel, tu estás assim no Instagram, não é?
Manuel Rosa.
Manel_rosa e no YouTube é a mesma coisa.
Muito bem. Podem acompanhá-lo então no Instagram. E quando é que vais agora atuar, proximamente?
Eventualmente.
Deixas novidades nas redes sociais?
É a malta estar atenta.
Então eu passar por lá. Muito bem. Muito obrigada.
Obrigado.
Para nós já aqui em podcast, muito bem.
Sim, seguimos em podcast.
Diz-me.
Dissemos com um sotaque diferente.
Dizes podcast?
Eu digo podcast.
Eu digo podcast.
Não sei se está certo.
Podcast é britânico e podcast é americano.
Ok, está bem.
American.
Acabei de inventar. Não sei. Mas se tivesse a gostar diria que era assim.
Faz sentido.
Podcast. Não sei como é que vocês dizem.
Tu não dizes podcast.
Não, digo podcast.
Podcast? Ok.
Depois então.
Então.
Não sei. Desculpa.
Já estás no Curto Circuito, apresentas todas as semanas?
Sim.
Vai voltar agora em setembro, não é?
Sim, nós temos o CC Podcast Edition agora, uma variante que não é do teu tempo.
Pois não.
Mas que é um formato-
Fico um bocado cheia.
Não. É das minhas maiores referências do Curto Circuito.
Que lindo!
Mas é interessante o Podcast Edition, porque nós temos mais tempo para falar com os convidados, conseguimos aprofundar mais as conversas, fazer uma coisa que pode ser mais interessante se calhar às vezes do que entrevistas de 10 minutos aos convidados, que é assim .
Sentes isso, que é muito a abrir? Não dás o tempo.
Sim, os episódios têm 45, 50 minutos, temos dois minutos de conversa, dois minutos de entrevistas. Eu adoro fazer aquilo, porque sou muito livre. Muito livre não sou eu, que sou muito livre, é que dá muita liberdade.
Dá liberdade.
E é sempre bom estar a treinar em frente à câmera.
É estranho para ti estar em frente à câmera.
Agora já não é.
Quer dizer, agora não, mas ao início.
Ao início, sim, mas é uma questão de habitação, é como em tudo.
Depois acaba por ser tudo como uma família. Eu sei que parece parvo.
Onde é que tu queres chegar?
A família SIC.
A família SIC, exato, não é a família CC. Mas tu estás com os câmeras que já conheces, com o realizador. Acaba por ser tudo, tu tens sempre a noção que estás a falar com mais pessoas, claro, com o público, mas o ambiente fica familiar. E é como aqui na rádio, uma pessoa quando chega, há montes de gente aqui, somos muitos, isto é open space, uma pessoa também fica com intimidade.
Às vezes a pessoa quer estar assim meia socially awkward sozinha no meu canto e não dá.
Eu vi isso.
Mas obrigada.
Da primeira vez tive um ataque de pânico. Fui parar ao Pingo Doce comprar morangos e perguntar se alguém queria. Não aguentei a pressão. Mas depois acaba por ser confortável conheceres toda a gente. Eu acho que isso acaba por ser um bocadinho assim.
Sim.
E às vezes o stand up é mais estressante porque não conheces as pessoas que te estão a ver.
Que te estão a ver.
O público.
Não sei se não prefiro. Uma atuação correr mal para pessoas que eu à partida nunca mais vou ver na vida, é melhor do que estar a falhar em frente a pessoas que eu conheço e que vou estar com elas na semana a seguir. Vocês viram-me a falhar. A não ser que sejam pessoas próximas e que eu tenha confiança, é uma coisa.
Mas o stand up parece uma coisa muito mais à prova do que na televisão.
Parece que estás mais disposto.
Passa e é mais, depois vai para outro conteúdo.
Estava a ver, apareceu-me um TikTok no outro dia sobre aquele ator que faz o Flipback, de padre, que eu não me estou a lembrar do nome dele. Que ele estava a dizer: "Eu gosto muito mais de teatro do que fazer televisão e cinema, porque o teatro, se correr bem, fica ali, se correr mal, fica ali, é aquela noite, eu não me vejo a mim, não estou com tanta autoanálise, está ali." E eu gosto disso também. Porque às vezes, por exemplo, agora vocês estavam a mostrar esse clipe do Disnarrativo, que eu estava a falar do corta-mato. Eu fico logo a reparar em coisas que disse, maneiras como entrevistei.
Não gostas de te ouvir.
Não. Há pessoas que se calhar gostam.
Sei lá, pode ser numa de vou ouvir as próprias coisas numa de: "Olha, vou melhorar aqui, vou fazer isto aqui."
Eu faço isso, mas eu quero mesmo melhorar em tudo aquilo que faço, é para isso que eu estou a trabalhar. Mas é sempre chato às vezes ouvir as coisas várias vezes.
Mas é giro tu teres feito este formato que é um bocadinho de stand up comedy também, ou seja, e não cansa nada, é fixe, é mesmo um bom conteúdo de consumir.
Eu acho que tenho déficit de atenção. Não é diagnosticado.
Como qualquer outra pessoa da nossa geração.
Sim. Eu acho que é o grande síndrome da geração Z. E então eu tentei criar um conteúdo que eu conseguisse ver. Portanto, cortes rápidos, vários estímulos, som, duas câmeras, olhar para um lado, olhar para o outro.
E funciona bem.
E gravas aquilo em tua casa?
Não, é no estúdio da Kilt, que é a minha agência. E depois gravo os vlogs onde for, onde fizer sentido.
E achas que dá para passar à mesma aqui um som? Já estamos em podcast. É que tem tanta graça.
Os nossos ouvintes de podcast vão gostar.
E nós acho que já escolhemos dois.
Vais passar um beat stand up com três anos ou quatro.
O quê? De corcherinha?
É vintage.
Podes passar. Eu quando era mais novo, na minha ingenuidade, achava que café com cheirinho era mesmo um café e uma linha de coca. Não é, depois vim a perceber. Mas era capaz de ser a melhor ideia para os trabalhadores consumirem depois do almoço, em vez de uma aguardente e um bagaço. Que essas obras em Portugal demoram demasiado tempo a estar concluídas. Olhem para esta ideia. Era substituir a aguardente pelo nariz dormente, era substituir os 15 mililitros pelos 15 miligramas, era substituir o pequeno copo-balão pelo pequeno risco ao balcão. Vocês estão a perceber? Certo, a taxa de toxicodependentes aumentaria brutalmente, mas as obras no metro de Lisboa estariam prontas há semanas. O que compensa mais? São ideias que eu tenho, vocês depois agarram se quiserem, depois vêm falar comigo.
O Manuel quase que se mandou por baixo da mesa.
Por acaso eu achei que ias buscar outra coisa. Um bit de stand-up que eu tenho nos confins da internet, nem sei se ainda vai estar aí.
Não, nós gostamos de coisas com bom som.
Se tiver com uma qualidade meia manhosa, não vamos ver.
Mas pronto, isto aqui foi do segundo episódio. Ainda me estava a habituar um pouco às câmaras e ao microfone.
Mas está ótimo.
Mais ou menos.
Ninguém diria. Se não fosses tu agora, todo a dizer.
Isto tinha passado na boa.
E agora, depois do "Diz Narrativo", tencionas continuar com este projeto, eventualmente?
Vamos ver.
O que é que tu gostavas de fazer com o "Diz Narrativo"? Qual era o cenário ideal? Ou com outra coisa qualquer.
Eu gostava de ter liberdade para me conseguir expressar da melhor forma e liberdade também significa um pouco de dinheiro. Nada se faz sem dinheiro. Eu gosto muito do "Diz Narrativo", é um formato que me está a ajudar a crescer, a criar algum público e tenho sentido isso, que é bom, mas às vezes sinto falta de ter mais tempo para trabalhar as coisas, porque o "Diz Narrativo", sendo um formato que sai todos os meses, eu estou a acabar de editar um episódio. Felizmente, agora estou com ajuda de editor.
Mas é um resumo do mês todo.
Sim, porque imagina, agora saiu dia 9 este episódio. Foram nove dias que eu estive a trabalhar no conteúdo deste mês, não é bem um mês. E depois, nos dias finais do mês, eu já estou a trabalhar no novo. Portanto, objetivamente, tenho ali mais ou menos uma semana e meia, duas. Também tenho outras coisas no meio, tenho espetáculos.
A propósito de espetáculos, tu tiveste um que é o "Mais Isto do que Aquilo", que chegaste a esgotar algumas salas. Tiveste convidados também?
Tive convidados.
Como é que isso foi?
Foi uma experiência mais para apalpar terreno de público. Também queria ter um espetáculo meu onde eu pudesse fazer mais tempo. Foi também numa altura em que não havia muitos sítios onde nós pudéssemos fazer 20, 25 minutos, meia hora.
Isto foi em que altura?
Isto foi em março, abril do ano passado, se não estou em erro. E durou até maio. Depois ainda fiz mais umas datas em novembro do ano passado, outra vez. Mas foi mais um sítio onde eu pudesse estar em palco e fazer 25 minutos, meia hora, que é uma coisa que eu acho que faz falta. Nós criarmos ou podermos criar texto que seja mais longo. Depois nós vamos para solo e vê-se se ou um comediante tem espaço para fazer sessões de teste só com ele e mais um ou dois e fazerem testes de meia hora, ou então os solos vão ser vários bits, ou seja, quase que uma coletânea de bits de 10 minutos. E eu acho que um solo será mais interessante se nós tivermos espaço para bits de 10 minutos, às vezes menos.
E depois se calhar com o "Diz Narrativo" também percebeste que é giro desenvolver um tema.
Sim, possivelmente, também.
E essa consistência faz todo o sentido num solo, que é eventualmente o que tu queres fazer.
Sim, gostava muito.
Já estás a preparar isso, não é?
Não estou ainda. Tenho tempo.
Maybe one day.
Tenho tempo. Vai acontecer. Não sei quando, mas não tenho pressa. Quero fazer as coisas com calma e vai.
Gostas de fazer uma coisa de cada vez?
Fazer o clássico multitasking.
Se tens défice de atenção e alguma hiperatividade, acredito que não consigas estar muito tempo numa coisa.
Pois, é o que me está a estressar um bocado com o "Diz Narrativo".
A sério?
Eu gosto muito do projeto, mas eu estou a precisar de estímulos novos. Não sei se queria ter dito isto aqui ao microfone.
Não tencionas, por exemplo, fazer uma pausa e depois retomar?
Não sei. Vamos ver. Eu estou-me a tentar apaixonar. Vou reformular esta frase. Vou manter esta frase. Eu estou-me a tentar apaixonar outra vez pelo projeto, porque é normal que aquilo que eu gostava o ano passado, ainda por cima numa fase de crescimento que eu ainda estou, espero continuar a estar por mais bastantes anos, crescimento pessoal, não é tanto de carreira. De carreira também espero continuar a crescer.
Esperemos que sim. E até fisicamente. Ainda vais crescer mais.
Crescer mais 10 centímetros.
Adorava. Acho que nós devemos sempre procurar algo mais.
Os projetos também não têm de durar para sempre. Estás bem com isso.
Mas este formato também é tão livre que eu acho que o posso também refugiar.
Claro, transformar, exatamente. Como o filme onde tu participaste em 2020. Ainda por cima é um filme recente, eu vou vê-lo.
Tens de ver.
Tenho de ver.
O senhor ouvinte vá ver também.
E tu tencionas algum dia fazer uma espécie de filme?
Adorava.
Não, é que eu imagino, mesmo os vídeos que tens, tens uma publicidade muito gira à Max no teu Instagram. Foste tu que realizaste?
Fui eu que realizei e editei.
Muito giro, mesmo.
Não sabia.
Está com esse ar que tu parece que imprimes nas coisas que tu fazes. Esse ar cinematográfico.
Estou contente por dizeres isso.
Mas ou seja, para fazer um filme era o quê? Enquanto realizador ou participar mesmo como ator?
Eu não percebo nada. Eu gosto muito do Nanni Moretti, que é um realizador.
Adoro também. É dos meus favoritos.
Estou-te a mandar para a bancarrota.
Não, esse eu conheço e adoro, é dos meus favoritos também.
Não é por mal, é mesmo o que eu gosto.
Não, se era o que tinhas dito, desculpa.
Que eu gosto imenso dele e ele é realizador e entra nos filmes dele e são filmes assim muito cómicos, mas que também podem passar outra coisa mais.
Gosto mais desse ritmo, estás a ver? Italiano.
Um bocadinho menos...
Mas não sei, vejo-me a fazer cinema Com comédia ou sem comédia, vejo-me a escrever um livro, com comédia ou sem comédia. Gostava muito de escrever crónicas, quem sabe um dia. Gostava de fazer muitas coisas, mas sou novo, tenho tempo.
Pois tens, é isso.
Só haver verdade.
E vontade e paixão.
É isso.
Isso é o que importa. Manel Rosa, foi um gosto ter-te aqui.
Muito obrigada por teres estado aqui conosco. Sigam o Manel nas redes sociais, Manel Rosa no Instagram, também no YouTube.
Exatamente.
No YouTube.
Pois é, diz narrativo.
Diz narrativo, que sai ninguém sabe quando.
Todos os meses, no início de cada mês.
Mesmo que dê um intervalo, irá voltar de outra forma, como uma borboleta.
Que bonito, obrigada pelas tuas palavras, Rita.
Obrigado.
E acabamos com a tua música até ao fim. Charli XCX.
"Club Classics". Vou dançar, malta, faz noise.