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Conferência de Imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. A edição hoje é do jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.
Olá, Carlos. Bom dia.
Vamos começar pelo jornal Público. Há 12 anos que não havia tantas viaturas do INEM paradas.
As 44 viaturas de emergência médica do INEM estiveram paradas perto de 10 mil horas até novembro de 2025, a maior taxa de inoperacionalidade desde 2013. A principal causa continua a ser a falta de médicos, segundo a Associação de Administradores Hospitalares. Entre 19 e 29 de dezembro, a taxa subiu para 3%, com Santarém, Famalicão e Beja entre as áreas mais afetadas pela paragem das viaturas do INEM. O instituto admite estar a ter dificuldades na gestão das equipas.
Vamos agora ao Diário de Notícias. O Ministério Público volta a falhar a entrega das provas para a fase de instrução no caso EDP.
Apesar de o prazo já ter expirado, o Ministério Público voltou a não entregar ao tribunal as provas digitais necessárias para a fase de instrução do caso EDP. Falamos do processo que envolve ex-administradores da EDP, como António Mexia e Manso Neto. O juiz tinha pedido, desde 2021, o acesso a cópias da prova para os arguidos e defesa, mas o Ministério Público não cumpriu e não apontou uma nova data.
Agora, sim, o Jornal de Notícias. A Câmara de Lisboa quer travar o álcool na rua e ameaça com penas pesadas.
A Câmara de Lisboa quer limitar a venda de álcool para consumo na via pública em toda a cidade. O objetivo é proibir o consumo de álcool a partir das 11h. Estão previstas multas que vão até aos € 3 mil para quem não cumprir e são também para os estabelecimentos comerciais que incumpram com estas orientações. A fiscalização vai estar a cargo da Polícia Municipal e da ASAE. A proposta, que ainda vai a votação, surge, segundo a Câmara Municipal de Lisboa, para responder às queixas de ruído e desordem em zonas como o Cais do Sodré.
Seguimos com a ronda pela imprensa internacional. João, destaque especial para a situação na Venezuela. O El Nacional destaca a libertação dos primeiros presos políticos.
Apesar de o governo venezuelano dizer que este é um gesto de paz para acalmar os ânimos na Venezuela e ter anunciado uma grande libertação de presos políticos, foram nesta sexta-feira libertados apenas nove presos políticos. Entre os libertados estão vários ativistas que foram presos por desafiarem o regime de Nicolás Maduro. Ainda assim, continuam detidos centenas de presos políticos que, segundo o regime, vão ser libertados faseadamente nos próximos tempos.
Já o El Universal abre com a reunião entre a presidente interina da Venezuela e o embaixador chinês.
Uma reunião, Carlos, que poderá fazer alguma confusão à Casa Branca. Delcy Rodríguez recebeu o embaixador chinês para agradecer o apoio de Pequim perante a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores, a primeira-dama venezuelana, por tropas dos Estados Unidos, agradeceu a posição firme e consequente da China ao condenar o que Caracas considera uma grave violação do direito internacional e da soberania da Venezuela. Segundo o governo interino, o gesto chinês reforça a aliança estratégica entre os dois países, num momento de forte pressão diplomática e militar de Washington sobre a Venezuela. De recordar que a China faz parte da lista de quatro países que os Estados Unidos querem que a Venezuela corte relações diplomáticas.
Passamos agora à imprensa norte-americana. O The Washington Post escreve que Donald Trump vai reunir com Maria Corina Machado, Prêmio Nobel da Paz.
E aceita, afinal, partilhar a distinção com a líder da oposição venezuelana. Donald Trump revelou que vai reunir-se na próxima semana com Corina Machado, Nobel da Paz, e que veria com grande honra, e estou a citar, a possibilidade de partilhar o prêmio com ela. A declaração surge depois de notícias que avançavam que Donald Trump teria hesitado em apoiar Corina Machado politicamente por ter aceitado o Nobel, algo que Donald Trump desmentiu. Garante que a distinção não teve nada que ver com a decisão de não apoiar Corina Machado para chefiar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. Maria Corina Machado, que dedicou o prêmio ao povo venezuelano, elogiou Donald Trump e sugeriu mesmo entregar-lhe o Nobel da Paz.
Vamos agora até França. É lá que vamos fechar esta conferência de imprensa, à boleia do Le Monde, com críticas da França à Alemanha.
Os presidentes da França e da Alemanha criticaram a política externa dos Estados Unidos sob Donald Trump e alertaram para o risco de desintegração da ordem internacional do pós-guerra. Emmanuel Macron, presidente francês, que até agora mantinha uma postura mais amigável face a Donald Trump, acusa Washington de se afastar dos aliados e romper com as regras internacionais. Defende uma Europa com maior autonomia estratégica e menos dependência dos Estados Unidos. Já Frank-Walter Steinmeier, presidente alemão, avisa que a erosão da ordem mundial já está num estágio avançado e que o mundo pode transformar-se numa espécie de Faroeste, onde os mais sem escrúpulos ficam com o que querem, e cito o presidente alemão, num recado direto de Berlim para a Casa Branca.
E ficam alguns destaques da imprensa nacional e internacional. A edição de hoje esteve a cargo do jornalista João Costa Campos. A Conferência de Imprensa está de regresso na próxima semana.