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Decisão Benfica. Está com a Rádio Observador. Seja bem-vindo ao programa de debate dedicado às eleições do Clube da Luz. Eu sou o Miguel Cordeiro e volto a convidar todos os candidatos às eleições do Sport Lisboa e Benfica. Neste episódio, em estúdio, Martim Mayer, candidato à presidência do Clube da Luz, Luís Rosário, vice-presidente para a área da estratégia e planeamento da candidatura de João Diogo Mantegas, João Antunes é o representante da candidatura de Luís Filipe Vieira e Luís Lopes, candidato à vice-presidência para a área financeira na candidatura de Cristóvão Carvalho. Ao telefone está Manuel Mota, vice-presidente para a área do património na candidatura de João Noronha Lopes. A candidatura de Rui Costa, mais uma vez, não se faz representar neste debate. Repito, todas as candidaturas foram convidadas. Hoje falamos de infraestruturas. Para esta eleição do Benfica, as seis candidaturas já apresentaram várias propostas. Há a intenção de aumentar os lugares no estádio. Fala-se da expansão do Benfica Campus, no Seixal, na possibilidade de se criar um campus para as modalidades e algumas candidaturas apresentam até projetos para revolucionar toda a área envolvente do Estádio da Luz. Não vai ser possível falar de tudo, mas tentaremos abordar o máximo possível. Vamos falar de algumas dessas medidas, a começar pela lotação do estádio e das obras dedicadas a esse local. Martim Mayer, começo por si. A sua candidatura propõe projeto de expansão do Estádio da Luz, aumentar a lotação em mais de 15 mil lugares, é a que tem a maior obra neste aspecto, com custo de 85 milhões de euros. Duas perguntas: quanto tempo demoraria esta obra e como pode o Benfica pagar esta empreitada?
Olá, Miguel. Primeiro de tudo, obrigado por estar aqui. Cumprimento também todos os presentes. É muito simples. O estádio, ao ser aumentado em 15 mil lugares, vai gerar uma receita sensivelmente de 32 milhões de euros adicionais. Essa receita e a receita dos demais bilhetes pode ser dada de garantia. Nós não vamos antecipar a receção, vamos só dar de garantia para ter um financiamento com as melhores condições. E, portanto, contando que a obra custa sensivelmente 85 milhões de euros, ao termos uma receita adicional na casa dos 32 milhões de euros, mesmo contando com os juros e com um empréstimo que seja amortizável e amortizado a 10 anos, desde o primeiro ano, temos 20 milhões de euros de cashflow adicional. Portanto, temos um encaixe de 20 milhões de euros desde o primeiro momento. Qual é que é esse momento? Vinte e quatro a 36 meses é o tempo que demora a fazer esta obra. Ela está perfeitamente definida pela Richard Ellis, com quem temos trabalhado. Sim, não exige fechar o estádio por inteiro, portanto, teremos que ter condicionantes bancada a bancada e teremos aí algo de crítico para conversar com os sócios e para resolver.
O Benfica continuaria a jogar em casa?
Continuaria a jogar em casa, muito à imagem do que vemos em alguns estádios espanhóis, com partes do estádio fechadas enquanto a obra está em curso. Mas o que é certo é que é altamente rentável, não afeta o orçamento do clube, consegue-se financiamento dedicado, que é pago pelo adicional de receitas que a própria obra vai trazer.
E isto é prioritário?
Prioritário. A nossa prioridade para o patrimônio tem dois tipos de pessoas: atletas e sócios.
Muito bem. Luís Rosário, vice-presidente para a área de estratégia e planeamento na candidatura de João Diogo Mantegas. O programa desta candidatura refere o objetivo para as infraestruturas, a manutenção e exigível modernização de todos os ativos reais, imobiliários e patrimoniais do Sport Lisboa e Benfica. Nas principais medidas, no que está dedicado ao Estádio da Luz, apontam de forma genérica requalificação do interior e exterior, um estudo de aumento da capacidade versus o novo estádio. Há pouca concretização aqui neste plano. Consegue dizer-nos qual é o objetivo e se esta candidatura projeta alguma obra caso vença as eleições?
Sim, obrigado pelo convite. Obrigado e cumprimento a todos os participantes. Há pouca concretização, porque antes de mexer em qualquer pedra, nós vamos fazer uma auditoria técnica e financeira de todos os aspectos relacionados com a infraestrutura do Benfica. Uma coisa é chegar aqui e dizer que vou aumentar 15 mil lugares, como o candidato Martim Mayer diz, a outra coisa é, como ele tem até afirmado, o como. Nove mil lugares, o Martim Mayer já referiu que são a 300 € no piso três, são 3 milhões de euros. Significa que há 6 mil lugares que têm que custar 5 mil € por época.
Precisamente.
Posso?
Pode.
O nosso pacote mais caro, de 5 mil € por época, é o pacote platino, que está na zona central, tem dois voos para todos os jogos das competições europeias, tem 15 lugares. Significa aumentar o Estádio da Luz em 400 boxes platino dentro do piso um. É impossível. Não há nem mercado, nem capacidade para poder ter estes valores. Adicionalmente, o OPEX, o custo de manutenção de uma operação destas para esta dimensão, é absolutamente diferenciado daquilo que o candidato está a dizer. E, portanto, esta postura, se fosse possível, que não é, porque os lugares não vão estar todos em cima da tribuna presidencial, se fosse possível, que não é, precisava de ter 15 anos de retorno. É impossível. Mais do que chegar aqui e dizer: "Temos 400 milhões de financiamento, vamos fazer X milhões de investimento, vamos fazer mais X mil lugares".
E trazer esses números é muito importante. De uma vez por todas, percebermos que depois de entrarmos no Benfica, temos que perceber exatamente as coisas que estão. Vou lhe dar um exemplo. Nós não sabemos em que condições está o Seixal. A nova direção dos rivais da Segunda Circular entrou no campus de Alvalade e percebeu que há 20 anos não se mudavam os colchões do campus. Nós não sabemos o que é que acontece. Nós já tivemos a academia mais vanguarda.
Já vamos falar do Seixal, já vamos falar. Queria concretizar a questão do estádio. Vamos falar do Seixal já a seguir.
Mas só entrando lá e sabendo.
Muito bem. Martim, só para eu responder.
Eu acho piada que o senhor Luís Rosário acabou de contrapor a CBRE, que esteve envolvida no estudo do Camp Nou e do Santiago Bernabéu, e que fez um estudo baseado na realidade de Portugal e na realidade do Benfica, e que confirma, eu volto a dizer, 6 mil lugares a 5 mil euros com hospitalidade na área corporate. Isto está visto ao tostão. E se alguma candidatura não foi até este ponto, é porque não está a trabalhar o suficiente.
Luís Lopes, candidato a vice-presidente para a área financeira na candidatura de Cristóvão Carvalho. O programa desta candidatura apresenta um objetivo central de investimento, aumentar a lotação em 15 mil lugares, 10 mil para adeptos gerais, 5 mil corporate. Estes são os valores. Mais, prometem otimizar todas as áreas atualmente subaproveitadas dentro do estádio, convertendo espaços associados em zonas comerciais, museológicas, lazer, que funcionem nos dias de jogo e também nos restantes dias. Perante o projeto concreto que apresentam, tenho que te fazer a mesma pergunta que já fiz aqui ao Martim. Quanto tempo é que isto demoraria e como é que a obra se paga?
Bom, antes de mais, agradecer o convite do Observador, cumprimentar os meus colegas de debate e dizer-lhes o seguinte. Este tema do estádio, pensei que até fosse mais consensual, porque nós temos um magnífico estádio, mas a verdade é que a pressão sobre a disponibilidade é cada vez maior. E o Benfica não se pode permitir desperdiçar um encame substancial, caso conseguíssemos oferecer mais lugares. Portanto, o nosso plano é claro em relação a isto. Pretendemos, de facto, aumentar a oferta de lugares para aumentar a rentabilidade do nosso estádio. Acreditamos, obviamente, que isto exige um trabalho de projeto aturado, porque acreditamos que, tendo em conta a área construída que o nosso estádio disponibiliza, julgamos conseguir fazer esta obra por bastante menos dinheiro que o Martim Mayer avançou e também com outro tipo de prazo e com outro tipo de impacto.
Está me a dizer que faz em menos tempo e mais barato?
Não estou a dizer isso. Isto obriga a um estudo aturado de projeto e obviamente que isto tem que ser sustentável do ponto de vista financeiro. Portanto, isto vai obrigar, no momento em que nós tomarmos posse no dia 26, nos dias seguintes, a um trabalho aturado de projeto, estudar muito bem com técnicos capazes para perceber como e onde é que conseguimos estes lugares, até porque há aqui um misto. Nós queremos dividir isto em lugares corporate, em lugares para sócios e adeptos.
Luís, mas se há este estudo para fazer, então por que avançam já com dados como 15 mil lugares, se ainda há tanto estudo para fazer?
Faça-me uma coisa.
Porque eu disse 15 mil lugares.
Martim, não leva a mal, não tem a ver com isso. São números que nós podíamos estar aqui a debater quem é que teve a ideia primeiro, acho que não é isso que importa ao debate. Importa, sim, encontrar uma resposta para a crescente procura de lugares no estádio e, portanto, é isso que nos propomos.
Portanto, propõem-se a um aumento de 15 mil lugares, mas ainda com estudo por fazer. João Antunes, representante da candidatura de Luís Filipe Vieira. Em tempo de campanha, já se falou de um sonho de Vieira, de um estádio para 120 mil pessoas e de uma remodelação da zona envolvente do estádio, mas não há propriamente um projeto oficial apresentado. Há efetivamente algo concreto, algum projeto para apresentar dedicado ao estádio, à lotação e essa zona envolvente?
Muito bem, boa tarde, Miguel, mais uma vez. Boa tarde e é um prazer estar aqui com todos estes benfiquistas. E, portanto, relativamente ao tema de hoje, é um tema que para mim é razoavelmente fácil, tendo em conta o candidato que eu represento. O Luís Filipe Vieira foi um dos pais, juntamente com o senhor Mário Dias, da construção do estádio e, portanto, a obra que está à vista de todos, que precisa de fazer um upgrade a curto prazo, e já estamos todos a falar de um upgrade, de um aumento de capacitação do nosso estádio. Tenho aqui essa vantagem de tudo que nós dissermos sobre este tema, o imaginário dos benfiquistas sabem que se realiza. Portanto, e é sobre essa base que eu vou falar. Eu acho que o tema do estádio tem duas pistas. Uma pista de curto prazo, que é o aumento de lotação do estádio para poder absorver a pressão da procura que existe no curto prazo, mas acho que o Benfica tem que se começar a preparar para pensar, e fazer isso também em conjunto com todos os sócios, para poder pensar em inovar e, se calhar, ir possivelmente para outro sítio onde tenha capacidade para ter um estádio e uma envolvente desportiva, um complexo desportivo, uma cidade Benfica, cidade do conhecimento.
Outro sítio?
Outro sítio, possivelmente.
Tem alguma ideia de sítio?
Não, os sítios vão-se falando, mas os sítios são sempre muito complicados dar aqui ideias sobre os sítios. Não me quero, desculpem a expressão, atravessar sobre o tema, mas qualquer cidade como Lisboa gostaria de continuar a ter o Benfica nos seus
Na sua cidade. Portanto, o espaço há de se encontrar para isso. Mas acho que o Benfica tem que, no curto prazo, fazer isto que todos os candidatos também estão aqui a fazer, aumentar a lotação do estádio, portanto, se for 15 mil é bom, se for 20 mil é melhor, se for 25 é melhor. No curto prazo, nós temos também a possibilidade da cobertura do estádio estudar. Um dos items que tinha do estádio, o estádio também podia levar logo mais lotação de início, e não o fez para haver mais comodidade e haver espaço entre cadeiras. Portanto, se houver uma requalificação do espaço entre cadeiras, perdemos comodidade, mas aumentamos logo a lotação sem fazer obras de grande infraestruturas. Mas a engenharia hoje tem uma capacidade que não tinha há 20 anos, e portanto, hoje com certeza encontrar-se-á soluções para podermos aumentar o nosso estádio em 15 mil, 20 mil, 25 mil, dentro dessas soluções de curto prazo. Mas não podemos deixar de pensar-
Miguel, deixa eu só acrescentar aqui. Temos que ouvir também a posição de Noronha Lopes. Tem de ser mesmo rápido.
Sim, Manuel.
Portanto, vamos, Manuel Mota, vice-presidente para a área do património. Nós já vamos tentar perceber e contrapor algumas das ideias aqui defendidas. Mas Manuel Mota, vice-presidente para a área do património na candidatura de João Noronha Lopes. No programa desta candidatura podemos ler que querem lançar as bases de um plano faseado para a expansão do Estádio da Luz para 83 mil lugares e a requalificação da zona envolvente, desenvolvimento com empresas de reputação e experiência internacional. Uma intervenção que dizem vai incluir a salubridade, conforto para adeptos, inovação tecnológica, melhorar a experiência global. Há aqui muitas propostas. Noronha já prometeu também que no espaço de 100 dias ficará feita a análise e preparação deste futuro projeto. Para perceber, o que se comprometem nesta altura é com uma análise. Por que razão é que ainda não fizeram nesta altura essa análise?
Antes de mais, boa tarde a todos. Muito gosto em estar aqui neste podcast, cumprimentar os demais participantes. Sobre o projeto do estádio, nós temos que começar pelo que é a informação existente. Nós para podermos dar uma proposta concreta sobre o que é possível fazer mexendo na estrutura atual do estádio, é preciso ter acesso ao projeto de engenharia existente do que está construído e do que não está construído.
O Benfica disse-
Com base nisso, nós dizermos que vamos ampliar duas filas para baixo, como ouvi num dos últimos podcasts, no segundo nível, ou mexer estruturalmente no estádio atual, tem que ser analisado em termos de engenharia. O que nós fizemos foi um estudo, e posso revelar a empresa com que fizemos. Nós estamos a trabalhar com o grupo LAR, da Sidare Network, que é a maior empresa de engenharia e projeto do mundo, e que tivemos que fazer um estudo para o estádio, que envolve, de facto, a ampliação do estádio. Não envolve mudar estruturalmente na atual estrutura de betão do estádio, que poderia implicar alterações de ir às fundações, e por isso o que se faz é uma envolvente do estádio atual por cima do pódio que existe e que permitirá subir cerca de 14 a 15 filas ao estádio, mantendo o design atual, até porque aquela parte do espaço que nós temos tem implicação, muito provavelmente, em termos da respiração do relvado. Para nós conseguirmos fechar essas envolventes do estádio, aquelas ondas, teríamos que analisar se é possível trabalhar e impor na estrutura atual que existe debaixo do relvado, sistemas de respiração do relvado para que aquele estádio pudesse ser fechado como um todo. Por isso, há aqui muitas condicionantes que nós, nenhuma das candidaturas, ou pelo menos nós não temos, e essa informação não é pública. A direção atual não libertou o projeto do que está construído às ESIS, e por isso, há aqui uma série de limitações a nível do que nós podemos apresentar. Temos um estudo para o estádio, sim, para ampliar entre 11 mil a 15 mil lugares, que daria os 83 mil que estamos a falar. Onze mil seria numa versão que incluiria uma proporção maior de corporate e menos para adeptos, que não é a nossa intenção. E por isso, nós quando propomos aumentar em 15 mil lugares, propomos fazê-lo nas proporções atualmente existentes no estádio. E olhando para essas proporções, nós o que iríamos chegar era a um aumento no nosso PNL, no nosso resultado operacional do estádio, em cerca de 18 milhões e não 32 ou 34, a não ser que vamos para uma opção, de facto, em que 70% a 80% dos lugares atuais que vão ser expandidos fossem para corporate, sendo que tecnicamente, como foi aqui comentado, quando estamos a falar em aumentar os camarotes, o platinum em 400, na realidade hoje temos por volta dos 150, 130 camarotes.
Estes senhores insistem em contradizer a CBRE. Portanto, insistem em contradizer. Deixe-me só dar nota do seguinte. Eu também tenho uma empresa de engenharia grande que já verificou junto da Populus, que é quem tem os direitos de autor do estádio, uma série de questões de engenharia que estão ultrapassadas e que são as únicas que são necessárias. Que eu não estou à espera dos primeiros 100 dias, eu já estou a trabalhar há muito mais do que 100 dias.
Vou permitir, temos de fazer uma pausa.
Eu elogio a coragem do João Antunes de só falar de um conceito e traz a credibilidade do Luís Filipe Vieira relativa ao anterior estádio, e depois fala de um conceito. O que eu não aceito é que quem não trabalhou diga que eu estou a dizer mentiras. Isso eu não aceito.
Martim, vamos continuar esta conversa na segunda parte, até porque percebemos que há aqui muita discussão. Vamos fazer uma curta pausa. Já voltamos para continuar a falar de infraestruturas do Benfica.
Bem-vindo de novo à decisão Benfica. Nesta segunda parte, vamos falar do Benfica Campus no Seixal e tentar abordar outras medidas propostas pelos candidatos. Mas primeiro, ficou prometido, vamos a algumas ideias que ficaram por contrapor na primeira parte. Sendo que Luís Rosário, vice-presidente para a área da estratégia e planeamento na candidatura de João Diego Mantegas, estava a tentar contrapor o que estava a dizer João Antunes da candidatura de Luís Filipe Vieira.
Não, eu estava a acrescentar no tema do debate dois ou três aspetos fundamentais. O primeiro tem a ver com o facto de que vou desdizer qualquer empresa que chegar à minha frente e disser que nós vamos conseguir determinada rentabilidade, quando ela não é verdade, seja a CBRE, seja outra qualquer. O estádio do Real Madrid estava projetado.
Mas o que o senhor sabe disso?
Martim, desculpe.
Não desculpo. Não vai desdizer aqui, porque eu não vou deixar até às últimas consequências. Não vai desdizer.
Eu ouvi-o, tem que ouvir.
Sim, mas tem que ter tento no que diz.
O Real Madrid tinha-
Tem que ter tento no que diz. Tenha paciência
...um estádio projetado de 400 milhões de euros. O custo final do estádio é 1,3 bi. Tenho a certeza que a empresa que o projetou era tão séria, tão idônea como a CBRE. Os termos que temos em cima da mesa são importantes de analisar e a responsabilidade do candidato Martim Mayer tinha sido olhar para os números e dizer: "Isto não soma, CBRE. Preciso de outros". Como o Manuel disse e como eu estou a dizer.
O que eu tenho a certeza é que os senhores não fazem o vosso trabalho. Não precisa que eu tenha a certeza e eu faço o meu para o Benfica, para os sócios do Benfica.
Mas senhores.
Competência. Os senhores não são competentes.
Martim, Luís, nós estamos na rádio, não precisamos de estar a gritar. Martim, não precisamos de estar aos gritos, estamos com microfones ligados, não se vai perceber desta forma.
Miguel, tem razão, é que os auscultadores é uma experiência nova.
É uma experiência nova e compreendam isso, mas não precisamos ainda de começar aos gritos.
Eu só digo a verdade, ao contrário de outras pessoas.
O que está a dizer, Luís, é que no seu entendimento-
Vou dizer o segundo tema que eu queria trazer para cima da mesa é a bilhética.
Já aí vamos, Manuel.
A bilhética do Benfica representa 10% do valor das receitas totais, 41 milhões. O Martim diz que traz 33. Tudo bem, ok. 10% das receitas, estamos a discutir um aumento ligeiro do aumento das receitas, quando as infraestruturas têm que ser percebidas como um meio e não é um fim. A estratégia-
Não é verdade.
O Manchester United tem 15%.
Não é verdade. As infraestruturas são uma fonte de rendimento. Só que os senhores são regionais, não percebem que o Benfica é um clube global.
Se quiser fazer uma sessão com o Martim, abra uma sessão.
São regionais.
Para terminar, que eu quero ouvir o Luís Filipe.
O Manchester United tem 15% das receitas. As receitas globais do Manchester United são 15% de bilhética, 50% merchandising e 25% do restante componente, tem a ver com os direitos transmitivos e o tema do broadcasting. O tema da bilhética e o tema do aumento do estádio é um tema importante, mas só o poderemos abordar depois de entrarmos lá dentro para ver.
Não é verdade.
Não vale a pena.
Não é verdade.
Martim já apresentou o seu projeto e entendo que deve ser apresentado nesta altura.
A Populus é um gabinete de arquitetura inglês e a nós, à minha equipa, forneceu uma quantidade de informação. Por quê? Porque eu pego no telefone e vou lá falar com eles e mais ninguém vai. Muito bem que se defendem assim, percebe?
Assim como foi a Moçambique perguntar se eles davam 15 milhões.
Não, a Moçambique não. A Moçambique explique-lhe isso tim-tim por tim-tim, aliás, vou ter a oportunidade neste programa.
Queremos falar também do Seixal, porque no Seixal parece que há mais entendimento para a necessidade de obra. Já vou também ao João Antunes, que está aqui a pedir para intervir, da candidatura Luís Filipe Vieira. Manuel Mota, estava a ouvi-lo à distância e queria perceber o que estava a tentar contrapor.
Não, eu acho que nós estivemos aqui a falar do Luis Chardelos e da projeção deles. Eu não questiono as receitas, porque as receitas é fácil de fazer. Agora, tem que ter viabilidade em termos de engenharia. Nós considerarmos o custo, já que tem números, se calhar a Populus poder-lhe ter transmitido esses números, o custo de reabilitação do Real Madrid por lugar foram 225 mil dólares por lugar.
Claro.
Se quiser comparar com o Real Madrid, então faça lá as contas dos 15 mil lugares a ver com centenas de milhões de dólares.
Cinco a seis mil euros por lugar e é necessário fazer entre-
A reabilitação, Martim. O que o Manuel está a dizer é a reabilitação, não é a faturação.
Eu estou a falar do Estádio da Luz, que é o único que me interessa é o Estádio da Luz.
Martim, vamos tentar ouvir.
Estes senhores, como somos todos do Benfica, eu fiz questão de convidar todos estes senhores para a minha apresentação formal da candidatura e fica aqui feito o convite para assistirem, para a semana, à apresentação da infraestrutura do Benfica, a todos os candidatos e a todas as equipas de cada candidato.
João Antunes, este é um tema quente, como estamos aqui.
As soluções têm que ter base de engenharia.
Manuel, vamos ouvir agora o João Antunes.
266 mil dólares.
João Antunes, estamos aqui num tema. Manuel, deixa-me ouvir agora o João Antunes. Estamos aqui num tema quente. Falava da necessidade até de criar um novo estádio noutro local. Nem quero imaginar a discussão em torno disso.
Mais uma vez eu vou falar um bocadinho da vantagem de representar aqui o Luís Filipe Vieira, que tem a ver com o seguinte: estes números, para quem sabe do que está a dizer, todos nós temos a capacidade de argumentar os projetos que estamos a defender. E portanto, acho que era importante falar. Este património foi criado, está pago. Portanto, o Benfica teve a capacidade de pagar este património que criou, quer do estádio, quer do Seixal. Eu só queria acrescentar a todos os candidatos a importância. Nós vamos ter o mundial de 2030
Nós vamos ter que nos adaptar às regras da FIFA se queremos ter a nossa posição do Estádio da Luz numa final do Mundial 2030, em que nós temos que fazer uma corresponsabilização financeira do estádio e da Câmara Municipal de Lisboa, como fizemos em 2004. Acho mais importante do que estarmos a discutir aqui mais 10 mil lugares ou menos 5 mil lugares, por aí fora. Acho que era importante percebermos o que nós queremos dessas entidades para nos ajudar.
Luís Lopes, da candidatura de Cristóvão Carvalho, estava a ouvir os seus colegas de painel e ia pedir também para intervir, o que pensa e qual a sua posição.
Eu só acho estranho que o Martim Meyer esteja tão empolgado em criar algo artificial, porque estamos todos de acordo que temos que fazer tudo que estiver ao nosso alcance para proporcionar lugares aos nossos sócios, aos nossos adeptos. Não vale a pena criar aqui uma dessintonia artificial, Martim Meyer, quando estamos de acordo. O que importa é depois fazer as melhores escolhas a um preço que seja suportado e suportável para o clube. Eu julgo que o seu empolgamento é no mínimo estranho, porque estamos basicamente de acordo.
Luís.
Martim Meyer, desculpe.
Eu estou apaixonado pelo Benfica, é só por isso.
Eu o ouvi com muita atenção.
Certo.
E pedia-lhe que não me interrompesse.
Sim, senhor.
Em relação ao João Antunes, eu só não percebo, porque é difícil de conceber que o futuro, por várias razões, passe por Luís Filipe Vieira. É só isso.
Muito bem.
Posso contrapor, Miguel? Faz favor.
Primeiro a segunda ideia.
Luís, agora. Só para dizer que eu peço desculpa, mas é por paixão. Está na nossa assinatura também.
Paixão temos todos, Martim Meyer.
Mas repare o seguinte: eu quando passo estes dados é porque eu fiz o meu trabalho. Portanto, eu não estou a inventar. Eu estou a falar do como. E portanto, isto é feito de uma forma profissional.
O seu como não é o único como. Equipas de engenharia todos temos. A sua é a sua, eu posso trazer para aqui um conjunto de nomes.
Mas é exatamente isso que vai a votação. É que cada candidato explica o como, ou então não explica o como, ou então nem tem programa, e depois os sócios votam no como que quiserem.
Já foi demonstrado que os seus valores não colam, portanto, não vale a pena criarmos esta discussão artificial.
Os meus valores não só colam, como são exatos.
Luís, Martim, vamos falar do Seixal. Parece que há entendimento sobre o Seixal, sobre a necessidade real de fazer melhorias no Seixal, principalmente por causa do crescimento do futebol feminino, da formação cada vez mais procurada e com necessidades que vão surgindo anos depois dessa criação do Seixal. João Antunes, Luís Filipe Vieira apresenta um projeto de revolução, podemos dizer assim. Trata-se de um investimento na ordem de 30 milhões de euros, três ex-proprietários, um colégio internacional, um hotel do Benfica e a modernização e a ampliação das infraestruturas desportivas que já existem. O Seixal precisa assim tanto de obras?
O Seixal precisa de continuar a apechá das melhores práticas e das melhores instalações para poder ter as melhores práticas para continuar a ser o ex-líbris da formação mundial, como foi no passado. E, portanto, eu não vou responder ao Luís daquilo que eu falei sobre o Luís Filipe Vieira, porque enquanto ex-presidente do clube, se há coisa que é razoavelmente inteligível de qualquer pessoa perceber, foi a obra que ele deixou no Benfica. Deixa só o Seixal.
Quanto tempo é que isto iria demorar?
Mas deixe-me só dizer-lhe o seguinte: o colégio.
O hotel, o colégio, modernização.
E a continuação dos 40 hectares que já são terreno, que foi adquirido anteriormente para a expansão do Seixal, tem uma razão de ser. E portanto, o património e as infraestruturas também são um meio para os objetivos estratégicos que nós temos. E se há coisa que a candidatura que eu represento, e o Luís Filipe Vieira tem, é uma capacidade estratégica de visualização daquilo que é o património que é necessário para nós construirmos grandes equipas e para fazermos coisas. E portanto, o colégio, por exemplo, veio de uma ineficiência que o Benfica tinha no Seixal. O colégio não sai porque gostávamos de ter um colégio. Não. O colégio é uma necessidade para que todos os nossos atletas jovens se sintam e tenham capacidade para estudar num ambiente de criação de riqueza formativa enquanto pessoas.
Só para perceber, quanto tempo é que demorariam essas obras e se alguma dessas obras obrigaria a deslocar jogadores ou funcionários para outro local?
Não. Não conseguimos fazer, por causa do espaço que nós temos. Deixe-me só dar nota do hotel, porque o hotel também pode parecer que é assim feito. Uma das coisas que foi diagnosticada é que muitas vezes os pais que querem acompanhar os filhos ao fim de semana não tinham onde ficar e, portanto, muitas vezes os filhos e os rapazes não vinham para cá jogar porque os pais não sentiam confiança para poder estar junto.
E é para criar essa valência.
Portanto, há aqui uma envolvência total para termos aquilo que nós queremos.
Manuel Mota, representante de Norenga Lopes, para o Seixal apresenta um plano de expansão do Benfica Campus, reforçar condições de treino, competição, gestão de futebol profissional, da formação e do futebol feminino. São três pontos: resolução de questões legais para a permuta de terrenos adjacentes ao Benfica Campus, o antigo campo pelo lado do Seixal, expansão do Benfica Campus nesses terrenos, com a construção de mais campos de treino, e a criação de um edifício independente nesse espaço para utilização por parte do futebol feminino. Isto é possível de fazer tudo num mandato, sendo que esta não está nas prioridades para os 100 dias de Norenga Lopes?
Sim, prioridade nos 100 dias, como falamos, já por causa do mundial, temos que pôr a situação do estádio e apresentar aos sócios a solução definitiva, que implicará também a melhoria das condições de acesso e dos sócios, da fan zone.
Isso para o estádio?
Para o estádio e para o Seixal. No Benfica Campus, o que nós achamos necessário é a inclusão de mais novos campos de treino, um dos quais será um mini estádio. E acima de tudo, também há uma parte que é o edifício independente para o futebol feminino. Hoje em dia, não existe, não tem essas condições lá para conseguirmos desenvolver também o futebol feminino, e precisamos dos outros dois campos também para otimização das condições de todas as equipes profissionais e de formação que existem, e para apoiar essa expansão.
Explique-me, é possível fazer tudo no espaço de um mandato? Foi a pergunta que lhe fiz.
Sim.
Muito bem.
É possível fazer tudo no espaço de um mandato, sendo que o que irá restringir será a capacidade financeira do clube, de poder fazer tanto o estádio como o investimento do Benfica Campus, tudo no mesmo mandato.
Muito bem. Então, Martim Meyer, no Seixal apresenta um grande projeto, novo estádio para jogos principais, quatro campos de treino adicionais, lançamento e construção do Colégio Benfica para 600 a 1000 alunos, em parceria com uma instituição internacional, edificação de edifício com estúdios para albergar os pais dos atletas mais jovens em estadias curtas para um correto acompanhamento familiar. A mesma pergunta: é tudo para fazer em quatro anos e precisa o Benfica de tudo isto?
Em quatro anos. Quanto a mim, esta obra deve ser feita com capitais próprios e não com capitais alheios. E o meu Benfica vai ter capacidade para isso. O João Antunes referiu um hotel. Eu acho que estamos aqui à procura do conceito certo, porque serão sempre estadias de curta duração e será sempre para os pais, porque efetivamente, quer o colégio, quer a estadia dos pais, é algo muito relevante para os nossos atletas. E deixe-me dizer a todos os sócios que nos estão a ouvir, nós às vezes perdemos atletas para os nossos rivais, por causa de não termos isso. E isto está para ser feito no Benfica, já identificado há mais de 10 anos, se calhar, há cinco anos, garantidamente. Portanto, nós temos mesmo que fazer isto. Quanto aos quatro campos, é uma necessidade muito por causa do futebol feminino. E nós tentamos também olhar aqui para o futebol feminino, sob uma perspectiva de criar uma identidade própria para o futebol feminino. E o Seixal é o local certo para fazer isso. Por quê? Porque nós podemos fazer lá um estádio para o futebol feminino e atrair pessoas também que queiram vir visitar o Seixal. Muitos sócios, muitos simpatizantes têm curiosidade em vir visitar o Seixal. E, portanto, criar pacotes nos dias dos jogos do futebol feminino para que se possa fazer um dois em um, é algo que se vê com muito bons olhos. Portanto, isto é essencialmente aquilo que precisa de ser feito no Seixal. Obviamente, mais uma série de questões de manutenção que têm sido abandonadas e que têm que ser feitas de uma assentada.
Luís Lopes, candidato a vice-presidente para a área financeira na candidatura de Cristóvão Carvalho. Quer esta candidatura concretizar no Seixal alguns projetos já idealizados, o Lar do Benfica, uma escola internacional do Benfica. Referem também que vão continuar a investir no Centro de Formação do Seixal e ampliar o conceito de academia. Uma iniciativa importante será a criação de infraestruturas educacionais integradas nos centros de desenvolvimento de atletas. Estou a ler o que está no programa. Olhando para tudo isto, vemos projetos diferentes. Qual é que é a prioridade?
Vasco, eu depois gostaria que o Martim Meyer explicasse a todos onde é que vai ficar o financiamento.
Capitais próprios.
Pois, o problema são esses capitais próprios.
Não quer que eu te explique tudo, ou quer?
Martim Meyer, eu não quero entrar.
Não quer que eu te explique tudo, já agora vendemos o ouro ao bandido aos nossos concorrentes. Não podemos.
A única lista que apresenta soluções de financiamento do Benfica é aquela que eu represento e, portanto, em relação a isso, estamos conversados.
Não. Os senhores trazem 400 milhões e não dizem de onde, nem a que título. Desculpa lá.
Luís.
Mas nós estamos aqui a fazer.
Já lá vamos. Só uma nota de rodapé. Eu quero fazer justiça ao Luís Filipe Vieira, aqui na pessoa do João Antunes. De facto, essa é a grande marca do Luís Filipe Vieira, quer a obra do estádio, quer o Centro do Seixal e, portanto, não é isso que eu estou a falar. Essa capacidade realizadora, infelizmente, depois percebemos como é que tudo acabou. Esse mérito está lá. Isso é um facto histórico, eu não vou fazer nenhuma observação sobre isso. Estou a falar para o futuro e claramente o futuro não passa por Vieira e, portanto, foi só essa nota que eu queria deixar. Em relação às prioridades para o Seixal, é óbvio que em relação ao Seixal, até que em relação ao estádio, nos últimos anos, eu julgo que houve, e não é por acaso que o nosso presidente Rui Costa não se faz representar nestes debates, porque a verdade é que não aconteceu nada no período em que ele esteve à frente do Benfica. E, portanto, é preciso uma nova energia.
No estádio houve obra, adicionaram-se lugares. E houve a questão toda dos LEDs. No estádio teve obra.
Sim, mas não aquela-
Não completamente feita de vez
...não aquela que é urgente para os sócios e para os adeptos. Em relação ao Seixal, eu acho que é fundamental e é muito urgente termos estas residências para podermos receber os atletas deslocados, quer nacionais, quer internacionais. Eu julgo que essa é uma prioridade absoluta. Obviamente que nós, em fase de formação, além de formarmos atletas, também formamos homens, e esta questão de proporcionarmos uma educação, um ensino capaz, também obviamente faz parte dos nossos princípios enquanto benfiquistas.
Prioridade é então a questão da formação dos atletas? A pergunta que eu fiz era prioridade.
Nós temos um projeto de construir estas tais residências para podermos acolher de forma condigna os nossos atletas, quer os deslocados nacionais, quer aqueles que vêm de fora, que é fundamental.
Muito bem. Luís Rosário, representante da candidatura de João Diogo Mantegas, no site da candidatura sobre o Benfica Campus, escrevem: "Análise aos compromissos assumidos, necessidade de modernização, possibilidade de expansão". Portanto, é mais uma vez para chegar, estudar e depois idealizar o que é para fazer?
Sim. Partilhar só duas ou três ideias em relação a este ponto, que existe total consenso entre modernização do Seixal, o aumento do Seixal, a recuperação daquilo que foi a vanguarda do ponto de vista do desempenho tecnológico que o Seixal teve, com provas e com reconhecimento externo, e o tema da diversificação, hotel e colégio. O projeto vem de 2018, lançado pelos presidentes anteriores e, portanto, este é consensual. O aumento do estádio também é consensual, está alinhado, temos red passe a menos, podemos aumentar essa bilhética e essa receita. É muito importante assegurarmos, desde já, com urgência, a segurança associada ao estádio. Temos algumas dificuldades em relação ao tema dos vomitórios e da saída em segurança dos nossos adeptos.
Já tenho isso estudado.
Uma prioridade. Adicionalmente, há um tema super importante e também consensual entre nós, as modalidades é um problema significativo, precisamos de infraestrutura também para resolver esse tema. A minha primeira prioridade, que o Miguel estava a perguntar, tem a ver, sobretudo, com o investimento no Seixal. Por quê? É aquele que nos vai deixar mais próximo do principal retorno que os sócios do Benfica querem, que é retorno desportivo. O primado da nossa candidatura é um primado de performance desportiva, e é essa a componente que tivemos. Mas mais uma vez, antes de haver cimento, tem que haver planeamento e, portanto, nós vamos identificar exatamente onde é que estão as vulnerabilidades do campus do Seixal, perceber o que precisamos de fazer e depois agir no aumento, na recuperação e na diversificação.
Muito bem. Muito obrigado a todos por esta participação neste programa de debate, Decisão Benfica. Para a semana, vamos discutir-
Ó Miguel, e as modalidades, não falamos?
Falar nas modalidades na semana passada e não vou ter tempo para mais.
Não, a infraestrutura para as modalidades. O meu Benfica Campus das modalidades, é que só eu é que vou ter isso?
Há várias propostas para as modalidades.
Não é verdade.
Miguel, aos senhores. Está no vosso programa, não está? Então parabéns. Tenho que terminar, estamos a chegar ao final. Para a semana vamos falar de futebol e terei espaço para, se quiserem, deixar algum apontamento sobre o que faltou aqui, mas vamos dedicar o próximo programa a futebol. Será na semana derradeira para estas eleições do Benfica. Obrigado a todos.
Obrigado.
Obrigado.