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Está no ar mais uma edição de "E o Campeão É?", num dia em que há jogo da Seleção Nacional, quarta jornada da Liga das Nações. Portugal está na Liga A, no grupo quatro, está em primeiro lugar, vai com três vitórias em três jogos e hoje, se vencer, Portugal garante já o apuramento para a próxima fase desta competição. Jogo que acontece em plena crise Ronaldo, a acontecer também na Seleção Nacional, depois do capitão ter abandonado esse estágio. Vamos falar deste jogo da Seleção Nacional. Hoje contamos com os comentários do Luís Pinto Coelho, Gabriel Alves, João Pinto e Pedro Henriques. Eu sou o Miguel Cordeiro, comigo está também o João Costa e Silva. Sendo que vamos já para este jogo. Gabriel Alves, é um jogo que tem toda esta novela à volta, mas que Jorge Jesus e Bruno Fernandes, ontem na antevisão, quiseram manter a concentração apenas no futebol, no jogo, neste duelo com a Noruega, porque de facto não é um adversário fácil, apesar de Portugal ter vencido na semana passada.

Bom dia a todos. Portanto, e votos de bom domingo a todos os ouvintes, naturalmente.

Não sei o que é que se passa, mas o reportinho do Diogo ontem não está a funcionar.

É verdade. Isto é muito interessante. Hoje Portugal a entrar em jogo forte mentalmente, com orgulho de equipa de Portugal.

Bem, estamos aqui com dificuldade em escutar o Gabriel Alves. De facto, mantém-se aqui este tema, o Portugal-Noruega. Vamos tentar restabelecer essa ligação. Estávamos aqui a ouvir ao mesmo tempo o Pedro Henriques e a tentar manter essa ligação. Creio que agora sim, Gabriel Alves, vamos conseguir te ouvir em condições. Estavas a falar do adversário, esta Noruega, que continua a ser um adversário muito difícil, muito provavelmente o mais complicado deste grupo.

Olha, e há aqui umas notas importantes. Portugal hoje vai entrar em jogo forte mentalmente e percebe-se até por aquilo ontem, que foi a conferência de imprensa, onde foi serena. Eu até posso chamar de alguma maneira politicamente correta, mas foi contida. Portanto, saiu-se do oito para o 80, bem contido o JJ, Bruno Fernandes frio e com ideias explícitas, bem esclarecidas. E, portanto, Portugal hoje vai entrar com orgulho de equipa de Portugal, jogar o que sabe, tentando estar fora, dentro daquilo que é possível, da questão, porque acabam todos sendo pessoas e é uma questão envolvente. Eu tenho aqui duas notas que gostaria de dar. Uma que é a nota A. Eu foquei isto já aqui, porque é a Noruega. Normalmente, como é que a equipa norueguesa vai reagir ao atual figurino tático português depois do primeiro jogo? Jorge Jesus falou ontem, naturalmente falou, de forma autorizada, porque é o grande treinador, porque a Noruega foi de alguma maneira surpreendida com o modelo do novo treinador, utilizando os mesmos jogadores que vinham atrás, mas obviamente que a anatomia daquilo que é a seleção portuguesa já está feita pela Noruega e todos os adversários. O mesmo faz a estrutura portuguesa, liderada por Jorge Jesus, em relação aos seus adversários. Portanto, há uma curiosidade ver que Noruega hoje vai estar frente à equipa portuguesa. Muito bem o JJ com esta nota, que é uma nota de alta competição e é interessante. E depois a nota B que eu tenho aqui é de Bruno Fernandes, que obviamente falou numa coisa que ele está completamente esclarecido, até porque joga num clube chamado Manchester United, que tanto está no auge, ele já lá tem uns anos, como está no fundo de tudo. Isto quando se ganha é uma coisa, quando se perde é outra. Portanto, é preciso estar atento também a estas situações. Agora, não podemos nunca, independentemente deste jogo, que é um jogo importantíssimo, esquecer a questão Ronaldo. E é preciso, e eu volto a dizer, que o Ronaldo tem que vir a terreiro. Não estou a dizer hoje ou amanhã, não é isso, a seu tempo, mas também não pode ser no longo, na distância, e dizer tudo o que deixou implícito no comunicado que fez quando foi embora. Tudo, mas tudo mesmo, tim-tim por tim-tim, como se costuma dizer em bom português. Porque é preciso falar e deixar tudo preto no branco para que depois não haja especulações. E quanto a Pedro Proença, fundamental também que venha a terreiro, porque ele é o presidente da Federação Portuguesa de Futebol e não pode ser naquela chamada conversa politicamente correta com lugares comuns. Não, tem que vir também com factos e obviamente, dentro disto, criar-se depois o ambiente, naturalmente se quer, para pôr ponto final à questão. Mas há aqui um assunto que eu gostaria de deixar, e deixar levantado, e não vou falar mais disto. Saber o que Cristiano Ronaldo vale ao país. Isto é importante. Fora da competição, fora de jogar, fora de estar no relvado. Eu acho que era interessante, e eu já escutei alguns, e discuto com toda a atenção porque eu gosto de aprender, ouvir os economistas do país e financeiros. Já vários falaram sobre este assunto. Não quer dizer que estejam todos de acordo, não é preciso. É preciso mesmo que haja diversidade de opiniões, mas é preciso ouvir quem sabe para depois poder falar do que não se sabe.

Luís Pinto Coelho, muito bom dia. Destaque de ontem também estas declarações que falava aqui o Gabriel Alves, conciliadoras por parte de Bruno Fernandes, que até foram publicadas nas redes sociais da própria Seleção Nacional, esse discurso em torno desta polêmica com Cristiano Ronaldo. É também uma forma de blindar este grupo que venceu na Dinamarca, é certo, por 4x2, mas agora tem este jogo complicado contra a Noruega, contra muita da pressão mediática que tem sido exercida sobre a Seleção Nacional.

Olá, bom dia. Sim, de certa forma sim. Eu acho que a conferência de imprensa foi bem preparada. Parece-me que havia um sentido único, que era um bocadinho de massagear também o ego do Cristiano Ronaldo, falar num tom mais pacificador. Parece-me que isso é interessante. Acho que o Bruno Fernandes, sendo um bocadinho polémico, foi um bom ator, porque algumas coisas não me parece que ele sinta bem aquilo que esteve a dizer, mas percebe-se que tem que o fazer também, porque é se calhar um dos capitães da seleção. E depois falar no foco do jogo, que neste momento é o mais importante. Já se percebeu que ninguém vai falar de nada antes do jogo, nem Ronaldo, nem Pedro Proença, nem Jesus. E bem, não é a altura para falar, é a altura para tentar ganhar o jogo, fechar já a qualificação, até porque no próximo mês já temos mais dois jogos e com a qualificação fechada dará a Jorge Jesus uma liberdade diferente até para testar outros jogadores, para fazer algumas nuances que possa querer trabalhar. É o mais importante e concordo com a questão que o Gabriel referiu. Acho que a Noruega é um adversário muito perigoso. Eu acho que nós fomos felizes no jogo na Noruega. Acho que tivemos a pontinha de sorte, que às vezes é preciso, mas não me pareceu que Portugal fosse superior à Noruega. E hoje a Noruega precisa de ganhar. Vamos ver como é que Portugal vai fazer a sua pressão, porque me parece das equipas que a gente jogou, quer Dinamarca, quer País de Gales, a Noruega, quer pela qualidade coletiva, quer individual, pode nos causar muitos problemas, porque nós pressionando muito alto e tendo um jogador na frente como o Haaland, eles podem esticar rapidamente na frente e depois colocar o Ødegaard a jogar de frente. E depois têm extremos muito rápidos e muito habilidosos. E foi isso que nos causou bastantes problemas na Noruega. Espero que o Diogo Costa esteja novamente num bom plano, que é importante para tranquilizar a linha defensiva, mas acredito que hoje vai ser um jogo muito difícil para Portugal.

João Pinto, o que é que falas sobre o jogo, naturalmente, e sobre aquilo que esperas deste adversário, a Noruega? Mas queria perguntar-te se achas que no momento de entrada no relvado, de apresentação das equipas, se Jorge Jesus vai ser aplaudido ou assobiado hoje no Estádio do Dragão.

Não há razão nenhuma para Jorge Jesus ser assobiado, até porque ele é capaz de ser o único treinador português que tem uma fotografia no Museu do Porto. Portanto, há muito amor no Porto por Jorge Jesus.

Eu tenho medo, eu tenho medo que ele já ajoelhou, não quero vê-lo ajoelhado outra vez.

Exatamente. Portanto, há toda uma série de práticas cristãs, quer de devoção, quer de ajoelhanço, que liga o Jorge Jesus ao estádio. Mas aquilo que eu acho que vai acontecer é que se ganharmos, vai correr bem, se não ganharmos, vai haver barulho. É o normal. Depois, em relação ao jogo, acho que vale a pena passar de conversas laterais para conversas sobre laterais, porque acho que vai ser pelas faixas que a coisa se vai resolver. Quer seja por saber se a forma do Félix empurra o Bruno Fernandes para a faixa esquerda ou se vamos continuar a jogar com os extremos puros e ou o Bruno ou o Félix ficam de fora, quer seja pela ausência de laterais de raiz do lado da Noruega, que agora sem o Hjelmersen, provavelmente vai voltar a encostar o Ødegaard, que não tem estado nada bem a uma das faixas, ou do lado direito ou do lado esquerdo, e depois tentar compensar com outro lateral adaptado. E portanto, se Portugal jogar com os extremos puros, com o Pedro Neto, com o Trincão, com o Francisco, se jogar com os extremos puros, podemos causar problemas. Se começarmos a adaptar e perder velocidade nas transições, podemos dar um bocado o ouro ao bandido da Noruega.

O Jorge, o Bruno Fernandes na conferência de imprensa é sinal que vai jogar.

Pois é isso. Se o Bruno está na conferência, o Félix de certeza que não passa para a esquerda, porque ele já disse que é o homem do meio.

Ele e o treinador.

Exatamente. E portanto, vai haver ali uma variável. O Rafael Leão também não esteve muito bem no último jogo, embora possa ser titular.

Mas o cenário Félix e Bruno na frente não é para ti cenário possível hoje?

A não ser que seja o Gonçalo que se senta no banco, porque o Félix joga a titular. É possível, mas eu acho que o Félix ainda não é ponta de lança suficiente para causar os danos que o Gonçalo causa. E aliás, é por isso que também acho que o André Silva ou outro ponta de lança qualquer tem que começar a fazer parte dos quadros da seleção para que o ponta de lança possa mudar, mas não ser substituído por alguém que nem sequer é ponta de lança, que está agora a fazer o estágio. E portanto, estou curioso em saber qual é o 11 de Portugal, mas o Pedro Henriques fala já a seguir e calamo-nos já.

É isso mesmo, Pedro. As tuas apostas e também em torno do jogo, daquilo que podemos esperar. A Noruega que criou grandes dificuldades a Portugal nesse jogo, na Noruega, precisamente. Mas Portugal conseguiu vencer por 2 x 1 na altura.

Exatamente. Bem, em relação ao 11, eu acho que vão jogar os dois, que estávamos aqui a falar, tanto o Bruno Fernandes como o João Félix. Acho que vai ser o Diogo Costa, Cancelo, Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes. Agora não estou a arrumar, por acaso estava aqui por essa sequência, mas pronto. Pedro Neto, João Palhinha, João Neves, Bruno Fernandes, João Félix, Gonçalo Ramos. Acho que vai ser este o 11 de Portugal.

Colocas Bruno Fernandes na faixa, então?

Pois, por aí, exatamente, porque com o João Félix, eu acho que o João Félix está tão confortável naquela posição, vamos dizer assim, por trás do Gonçalo Ramos, que acho que é o Bruno Fernandes que vai encostar, mas pode haver aqui alguma nuance neste aspecto e o Pedro Neto não vai jogar, com certeza. Pronto, eu acho que sim Isto é relativamente ao 11. Claro que a Noruega hoje tem um jogo. É bom lembrar que a Noruega tem três pontos, Portugal tem nove e a Noruega também vê neste jogo um jogo que pelo menos tem que pontuar, que é fundamental para aquilo que são as aspirações. Por outro lado, Portugal pode tranquilizar se ganhar, como nós já fizemos todas as contas, o estágio de 12 pontos, que permitiria em novembro, nos dois jogos que faltam jogar em novembro, fazer outras coisas. Desde experimentar outros jogadores ou então até já ensaiar aquilo que viria a ser de novo uma equipa para os quartos-final em março. Mas eu estou convencido que fazendo os 12 pontos, Jorge Jesus poderá ensaiar. Nós, por exemplo, a nível da defesa, Portugal não tem mexido na defesa e quando digo defesa, o guarda-rede e os quatro que jogam à frente da defesa, e se calhar aí poderá haver essas nuances para com os 12 pontos, Portugal poder fazer mais qualquer coisa. Depois, relativamente ao resto, eu acho que logicamente mais coisas vão acontecer depois de terminar aqui naturalmente o jogo. Já percebemos que tanto Jorge Jesus, quanto a doença, a própria federação quer fazer o tal acordo de paz, vamos dizer assim, não gosto de meter este termo, porque isto não é nenhuma guerra, é desporto. Mas depois também há aqui uma questão de alguma incompatibilidade. Sabemos que hoje o Cristiano Ronaldo já não vai ficar em Madrid, vai viajar para o Al-Nassr, vai ter novos jogos seguidos até aos próximos jogos da seleção, mas seja o que for, alguma coisa há de acontecer. Quanto à receção a Jorge Jesus, eu acho que vai acontecer um bocadinho aquilo que o Bruno Fernandes pediu, que disse alguma coisa como: "Garanto que não há divisões na seleção e espero que o país também não se divida". Eu acho é que o país está dividido, obviamente, entre aqueles que estão com o Cristiano Ronaldo e aqueles que estão contra o Jorge Jesus ou vice-versa. E portanto, eu acho que vai haver um bocadinho das duas coisas. É lógico que se houver 20, 50, 100 pessoas que assobiam, isso vai-se notar. Naturalmente, por muito que a maioria vá aplaudir. E acho que vai acontecer aquilo que já aconteceu no jogo anterior, aquele momento de saída do hotel, embora agora só lá estejam meia dúzia de pessoas, porque obviamente a maior parte das pessoas movia-se aquilo do Cristiano Ronaldo, aqueles que estarão no estádio quando ouvirem o nome de Jorge Jesus, muitos irão aplaudir, mas há aqui uma franja de pessoas que estão contra o Jorge Jesus. Vamos ter de novo a faixa, aquele cartaz publicitário, ou como queiram chamar, que vai-se transferir de Lisboa para o Porto e vai haver aqui vestígios disso. E como o João Pinto aí também concorda, se ganharmos, tudo ficará mais centrado em torno da vitória. Se eventualmente alguma coisa não correr bem, se calhar as mesmas vozes levantam-se um bocadinho contra.

De facto, este é um jogo que vamos acompanhar com relato em direto. Vamos tentar perceber também nessa emissão especial de desporto da Rádio Observador, como é que é recebido Jorge Jesus logo à noite.

O meu aplauso é fortíssimo, eu vou estar lá.

Vais lá estar a aplaudir com muita força.

Vou silenciar os assobios, não há problema.

Vais aplaudir diretamente para o microfone. Eu queria falar aqui ainda sobre esta Liga das Nações, sobre um jogo muito concreto. Um dos maiores amassos que vimos nos últimos meses. Croácia zero, a jogar em casa frente à Inglaterra, Croácia zero, Inglaterra sete. Gabriel Alves, o que foi isto?

Olha, era uma das minhas notas e diria uma nota de tristeza para a Croácia, por Modrić, por aquilo tudo que ele tem representado, não só pelo seu país, mas também em termos de futebol mundial. Isto parece um jogo de matraquilhos. Os mesmos sete zero aconteceram lá na Argentina com o Burkina Faso, mas o Burkina Faso tinha uma equipa não sei o que era. Naquelas circunstâncias, sete zero também, uma coisa assim também um bocado esquisita e estranha. Tive a oportunidade de ler em que Messi assistiu, mas não fez parte daquilo, porque ele vai fazer parte, sim, mas é na terça-feira, dia 6, frente ao Benin, na sua despedida com a camisola albiceleste. Isto da Croácia é de facto algo que os croatas vão ter que, a estrutura croata vai ter. Atenção, a Inglaterra fez o papel dela, finalmente. Se calhar é uma autoestima fortíssima para a equipa de Bellingham, de Toël, dos jogadores que fazem parte desta formação, deste coletivo, depois do mundial, que mostrou e depois não foi capaz de mostrar o resto. Mas é de facto um resultado inadequado e acho que para a Croácia pode ser um bom motivo para retomar caminhos novos.

Luís, alguma nota também sobre os jogos de ontem? Também a Espanha venceu aqui por 3x1 a República Checa, a Suíça também venceu. Escócia e temos outros resultados. Queres falar também deste amasso da Inglaterra à Croácia?

Sim, eu acho que a seleção inglesa, neste momento, é daquelas seleções que num dia assim pode fazer este estilo de resultados. Obviamente que não diria 7x0, mas causar mesmo problemas a seleções de topo, como Portugal, como uma Espanha, é uma seleção que tem muito talento individual, tem muita juventude e quando engatam são muito difíceis de parar. Não têm ganho grandes competições desde 66, mas é uma seleção que eu acho que no próximo Europeu é uma séria candidata, sem dúvida.

João Pinto, também destes jogos, destaca-se claramente este 7x0, mas a Espanha continua aqui também a viver um bom momento pós-mundial. Vitória por 3x1 aqui frente à República Checa.

Bom é favor.

Parece simpático.

Exatamente. Se há uma boa razão para nós ganharmos hoje à Noruega, é tentar evitar a Espanha, mesmo que nos possa calhar a Inglaterra em sorte nos quartos-final. Mas realmente a Espanha vai passeando qualidade. Ver aquilo que a Inglaterra acabou de fazer à Croácia e relembrar que a Inglaterra perdeu com a Espanha em casa há coisa de uma semanita e também com uma exibição de Espanha que foi uma limpeza, é realmente uma máquina de jogar a bola esta equipa de Espanha. Olha-se para o 11 de Espanha e percebe-se que muito mais do que as individualidades, é a capacidade do coletivo e é aquela forma de jogar, aquela quase batota que Espanha põe em campo. É quase um desporto diferente, mas a verdade é que essa fórmula resulta, já lhes deu muitos troféus no masculino, no feminino, nos meninos, nos graúdos, em todo lado. E portanto, é realmente o grande papão desta Liga das Nações e para nós é ficar em primeiro para tentar evitar.

De facto, Pedro Henriques, este grupo três tem Espanha, Inglaterra, Croácia e República Checa. Espanha e Inglaterra estão num belo momento de forma. A Inglaterra perdeu já, mas foi contra esta Espanha num belo jogo, talvez o melhor até de toda esta pausa para internacionais na Liga das Nações. Há depois, naturalmente, a França, que está a liderar o grupo um, a Grécia que está a liderar o grupo dois, que está a ser uma das surpresas e que está a fazer belas exibições. Mas é neste grupo três, Espanha e Inglaterra, com ontem mais duas belas exibições, que estão talvez os principais adversários.

É assim, eu olho para França e vejo sempre a França com uma seleção muito difícil. Agora, obviamente que a Espanha, neste momento, provavelmente é a melhor seleção do mundo, no sentido daquilo que produz e daquilo que joga. Eu, de ontem, destaco duas coisas. Uma, realmente essa vitória. A Croácia já tinha tido a sua maior derrota em casa, curiosamente em 2008, também frente à Inglaterra, 1 x 5 na altura, e agora 0 x 7. Portanto, há aqui uma mala pata, curiosamente com Inglaterra e, portanto, isto também é um red line para que a Croácia, neste tempo, como eu digo, também já está a terminar, fazer também ali algumas alterações e pensar no seu futebol em termos de estudos. E depois eu destacaria o outro aspecto, que pode ter passado ao lado, mas nós neste momento vivemos num mundo em que as coisas se confundem, o desporto deveria ser só desporto e não é. Chamar a atenção para aquilo que aconteceu na conferência de imprensa entre Irlanda e Israel, o papel que os jornalistas israelitas foram lá fazer. Enfim, toda aquela tensão, o ter terminado, levarem a política para dentro de campo, esta questão do avião, etc. Tudo muito confuso, tudo muito complicado, mas é o que dá quando política e desporto, e não só, se misturam e o desporto deveria ser só desporto e as pessoas não conseguem fazer essa linha divisória.

Temos 20 segundos para cada um, para as vossas notas de campeão. Começo por ti, Gabriel Alves.

Fresneda, internacional espanhol. Comecei a vê-lo jogar no Valladolid, garoto, em Portugal. Foi quase dispensado para ser simpático. A Espanha, de facto, só me cego, já se falou. Naturalmente, vou lhe dar 18 a esta Espanha, que é candidata a ganhar a Liga das Nações, isto através de dados de empresas, naturalmente, associadas ao assunto. E quero dar uma nota de distinção a um tal Lamine Yamal. Ontem pintou mais um quadro a óleo de futebol. Que delícia! Não tenho dinheiro para comprar. Eu gostava de ser bilionário para comprar esse quadro.

João Pinto.

Para o Benfica feminino, que neste momento está a ganhar 3 x 0 ao intervalo ao Braga na Taça da Liga. O ano passado ficámos lá e este ano acho que ainda sobrevivemos. Para Prestianni e Fresneda, que realmente tiveram uma boa estreia a internacionais ou pelo menos uma boa presença nas suas seleções. E claro, para Portugal, mais uma nota 20. Vamos a eles, vamos ganhar e acabar já esta história do grupo da Liga das Nações.

Pedro Henriques.

Nota 20 para aquilo que disse Bruno Fernandes na conferência de imprensa e passo a citar, dentro dos meus 20 segundos, de forma lenta e para que as pessoas percebam: "O Cris é o maior símbolo de Portugal". Pois é, Bruno Fernandes. Pois é, nota 20.

Luís. Luís Pinto Coelho.

Um 20 para o voleibol feminino do Porto, que é o que conquistou a Supertaça, por isso não podia deixar de dar um 20 às meninas de voleibol.

Está feita esta edição de "E o Campeão É". Estamos de regresso amanhã. Sim, feriado. Temos uma edição do "Campeão" por volta do meio-dia. Até lá, hoje há relato do Portugal-Noruega. Emissão que começa depois do jornal das 19h07.