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Estamos com um clássico à porta. Pode ser decisivo, pode deixar o Sporting numa liderança muito distante, pode deixar o Futebol Clube do Porto mais perto dos Leões. Um empate pode deixar tudo na mesma e o Benfica a poder aproveitar. Vamos analisar esse clássico desta sexta-feira. Futebol Clube do Porto e Sporting. Joga-se às 20h15. É um clássico que vamos ter relato em direto aqui na Rádio Observador. Acontece amanhã, sexta-feira, mas os treinadores falaram durante a última hora. Falou Rui Borges e falou também Martin Anselmi. Vamos fazer a análise hoje nesta edição de "E o Campeão É". Contamos com Gabriela Alves, Augusto Inácio, Mariana Fernandes e também Pedro Henriques. Mariana, começo por ti. Rui Borges não quis confirmar a presença de Viktor Gyökeres. Gyökeres e Morita estão ainda em dúvida, de acordo com o treinador do Sporting. Já Martin Anselmi diz que não preparou o jogo para Gyökeres. Preparou, sim, a equipa do Sporting como um todo. O que achaste destas posições deixadas pelos treinadores, principalmente esta dúvida se Gyökeres vai ou não ao jogo?
Sim, acho que é a grande dúvida até uma hora antes do início do jogo, quando soubermos os 11 iniciais. Gyökeres falhou estes dois últimos jogos, portanto eu acredito também que foi um conjunto e uma mistura entre uma gestão, obviamente, física do jogador, mas também uma gestão física do jogador com timing específico, já a pensar neste jogo contra o Futebol Clube do Porto, um jogo difícil fora de casa contra um dos principais rivais, onde, e eu acredito muito nisto, eu acho que em caso de vitória do Sporting, o Porto fica não arredado, porque é sempre o futebol, mas com a vida em relação ao título muito complicada. Portanto, o Sporting tem aqui a possibilidade de, vencendo, poder deixar um dos principais concorrentes e um dos principais rivais já muito longe da corrida do título. Portanto, acredito que esta questão de Gyökeres ter falhado os últimos dois jogos também tem a ver com isso. Ou seja, é certo que o jogador provavelmente estava a precisar de parar, foi o timing perfeito para parar. Ou seja, nesta antecâmara do jogo contra o Futebol Clube do Porto, não sei até que ponto estará já ou não disponível. Acho que dificilmente Gyökeres não vai ser pelo menos convocado e não estará disponível para estar na ficha de jogo. Ou seja, ficaria muito surpreendida se Viktor Gyökeres não fosse pelo menos suplente do Sporting no jogo de amanhã. Em relação a Morita, as coisas são um pouquinho diferentes, também por não ser um jogador tão fulcral e preponderante, obviamente, como Gyökeres é. Do lado do Martin Anselmi, acho que faz todo sentido a declaração que ele dá. Ou seja, a ideia de que obviamente não está a preparar o jogo tendo em conta Viktor Gyökeres, está a preparar o jogo tendo em conta o Sporting, que existe enquanto equipa e que tem outros jogadores que podem fazer a diferença. A verdade é que o Sporting, independentemente de ter ou não Gyökeres, pelo menos no campeonato, continuou a conquistar os seus pontos e continuou sem vacilar, algo que não aconteceu nem com o Benfica nem com o Futebol Clube do Porto. Portanto, acho que faz todo o sentido que o treinador olhe para a equipa e prepare este jogo com o Sporting como um todo. Agora, a parte que ele não diz, obviamente, é que eu acredito que o Futebol Clube do Porto prepare o jogo ou prepare a transição defensiva, ainda por cima o Futebol Clube do Porto que está a mudar de sistema tático, está a adaptar-se a um novo sistema tático, está a habituar-se a jogar com três centrais, que esteja a preparar a situação defensiva e a transição defensiva se estiver lá Viktor Gyökeres e a transição defensiva se estiver lá Konrad Haarder. São jogadores com características semelhantes, mas depois são jogadores que em muita coisa também são diferentes. Portanto, acredito que exista essa preocupação com a possibilidade de jogar um ou jogar outro. Agora é óbvio que a preparação num sentido mais lato é com o Sporting enquanto coletivo e não com questões individuais.
Gabriela Alves, vamos ter o primeiro clássico de Martin Anselmi. Rui Borges teve um arranque com clássicos, Benfica, Futebol Clube do Porto, Braga, Benfica novamente. Portanto, muitos jogos grandes na altura. Na altura também teve o jogo com o Vitória, não com o Braga, corrigindo. Mas muitos jogos grandes e libertou-se um pouco dessa parte e conseguiu ir conquistando pontos e agora volta a encontrar um grande. O que esperas deste clássico, também tendo em conta aquilo que são as palavras dos treinadores nesta antevisão?
Boa tarde. Começo pela palavra dos treinadores. Gostei. Quer de um, quer de outro. Muito bem, muito sensatos, muito sólidos nas suas ideias. Nada de conversa para a galera. Sabendo defender aquilo que são, através da comunicação, os interesses, deixaram o suficiente para que se possa fazer notícia, digamos assim, mas nada que possa vir a quatro colunas, um grande título. Eu acho que Rui Borges conhece mais o futebol português, por razões óbvias. Vive cá, já defrontou o Futebol Clube do Porto enquanto treinador de outro emblema, acompanha tudo aquilo que é a trajetória, conhece provavelmente mais Porto do que o próprio treinador argentino, mas em relação àquilo que parece que neste momento é o fulcro da questão, é se Viktor Gyökeres joga ou não joga. Eu não sei se é tabu, se é bluff, mas a verdade é que Rui Borges esteve muitíssimo bem. E fez primeiro o elogio do Haarder. Eu acho que ele foi muito inteligente. E depois, se Viktor for, muito bem, quer tê-los a todos. Ele não quer ter só o Viktor, quer tê-los a todos. Eu estou a citar o que disse Rui Borges. Portanto, volta a mostrar que quer é o grupo, que quer é o coletivo. Se for para 30 minutos, é para 30 minutos. Se for para 80 ou 90, é para 80 ou 90. Quer tê-lo. Portanto, depois de elogiar Haarder, depois de dizer que quer todos Demonstra que realmente ele ama e que quer ter o Gyökeres. Portanto, eu gosto muito deste tipo de discurso, acho que ele é muito inteligente e merece todo o aplauso. Quanto ao treinador do Futebol Clube do Porto, obviamente que ele sente que está na mudança de sistema, não vai na onda dos erros, vai dizendo também que está a preparar, as coisas estão naturalmente a ter a sua evolução. É muito cauteloso e estou completamente de acordo com a Mariana quando ela diz que ele, sem se dirigir muito ao ataque do Sporting com o sueco, trabalha certamente no Olival uma transição defensiva com o nórdico ou com o outro nórdico. Porque obviamente tem os vídeos, tem também a estrutura portuguesa, começando pelo diretor digital, que conversam. Mas penso que vai ser um jogo muito interessante este Futebol Clube Porto contra Sporting, como sempre, de resultado incerto.
Há uma pergunta interessante que é feita a Rui Borges. Perguntam se sente que parte em vantagem para este clássico por conhecer melhor o futebol português. Ele responde que não, antes pelo contrário, porque do outro lado está uma equipa nova e um treinador novo que tem ideias diferentes. Augusto Inácio, há efeito surpresa neste Futebol Clube do Porto para este clássico?
Boa tarde. Para o Sporting pode ser efeito surpresa, porque o Sporting não sabe se o Porto vai jogar com três centrais ou se vai jogar numa linha de quatro. E depois, eu reparei numa nota que para mim foi muito importante, é que o Sporting está a três, quatro, cinco horas da partida para o Porto. E na conferência de imprensa, o Rui Borges disse: "Ainda não sei se vou contar com o Gyökeres." Na viagem, não é só para o jogo. O que isso quer dizer também pode ser bluff. Os treinadores também jogam com as palavras, o que é normal. Agora, naturalmente que o Rui Borges conhece muito melhor o foco do Porto do que o Marcel Ancelotti conhece o Sporting. Por muitos vídeos que veja, por muitas informações que possa ter. É em loco, em jogos, é viver o campeonato que vai tendo mais conhecimento e mais rigor em relação àquilo que é a equipa.
Já sabe o que é defrontar Samu. Já defrontou, pelo menos esta temporada já jogou duas vezes contra o Futebol Clube do Porto.
Sim, mas eu diria que lá está a tal coisa que já foi falada aqui e também já disse aqui ainda há bocadinho. Estes são os jogos, mas este como é o próximo, é o tudo ou nada para o Porto. O Porto se não ganha, claramente, não estou a dizer que está completamente afastado, porque matematicamente ainda pode lá chegar, mas o Porto depois tem que pensar em lutar pelo segundo lugar para ter uma vaga para ir à Champions. Agora, o Sporting também tem aqui uma grande oportunidade, além de colocar de lado, entre aspas, o foco pelo título, mantém, no caso de ganhar, a vantagem em relação ao Benfica, que é o seu maior competidor e rival neste aspecto do primeiro lugar. E faz também pressão ao Benfica, que também tem que ganhar o seu jogo, o Sporting ganhando no Dragão. Por isso é que eu digo, aqui já não interessa quem tem conhecimento sobre quem, quem está em melhor forma. Este é aquele jogo em que tudo pode acontecer. Eu admito tudo neste jogo, como é evidente. A vitória do Porto, a vitória do Sporting, o empate, eu admito tudo. Mas atenção, estes jogos muitas vezes são geridos de uma forma em que quem marcar primeiro tem essa vantagem de poder jogar no banco estrategicamente com o jogo. Mas sinceramente, eu não estou à espera que o Gyökeres jogue o jogo de início. Não estou à espera, por quê? Porque se é uma lesão muscular e se as coisas não estão ainda bem curadas, então as coisas podem acontecer de uma forma ok entre as princípio, mas está sujeito depois a estar um mês ou dois meses sem jogar a seguir.
Mas Augusto, estás à espera que faça a viagem?
Nem tenho tanta certeza disso, porque aquele ponto de interrogação que o Rui Borges deixou, que ainda não sei se o leva ou não, deixa-me naquela dúvida se será realmente que ele vai. Agora, ele vai no autocarro, faz a viagem, depois fica a dúvida: vai jogar de início ou não vai jogar de início?
Ou fica na bancada.
Isso é tudo um jogo que faz parte também da estratégia das coisas.
Olha, e conforme o jogo estiver a decorrer ao Sporting também.
Também. O Sporting está a ganhar e se calhar o Gyökeres estiver no banco, já não entra porque vamos para o Paulo. Se o Sporting estiver a perder, o Gyökeres tem que ir, vamos correr o risco e vamos ver no que isto se vai dar. Isto depois é o momento que vai decidir.
Pedro Henriques, o que achaste destas conferências de imprensa? Gostas sempre também de estar atento a esses detalhes. O que tiras das palavras dos treinadores?
Em primeiro lugar, a Mariana disse que uma hora antes vamos saber, amanhã, se o Gyökeres joga ou não. Eu tenho uma novidade para os nossos ouvintes. Amanhã, pelo mais ou menos, 12h45 sabiremos se o Gyökeres joga ou não, sou eu que vou dizer aqui na Rádio Observador, em primeiro lugar. Primeira certeza. Segunda certeza que eu tenho, se o Porto perder, o Porto fica fora do campeonato. Há a matemática, mas esqueçam. Porque o Futebol Clube do Porto não vai conseguir, perdendo em 13 jornadas, ir recuperar os 11 pontos para o Sporting e os não sei quantos pontos que eventualmente dá ao Benfica. Isso é impossível. A coisa é a luta direta entre dois candidatos, como aconteceu com o Porto e o Benfica, e o Benfica com o Porto, e foi com sete pontos. A coisa é estar a 11 e depois estar eventualmente a dois, a cinco, conforme o que acontecer com o Benfica, acho extremamente difícil. Por isso eu concordo em absoluto quando tu dizes
Este é o jogo do tudo ou nada para o Futebol Clube do Porto, porque perdendo, o Futebol Clube do Porto fica claramente afastado daquilo que é o campeonato e o campeonato em termos de título. Está uma coisa um bocadinho complicada. Isto na minha perspectiva. Depois, relativamente às conferências de imprensa, eu acho que foram boas conferências de imprensa. Estamos a falar de duas pessoas que são estilos diferentes, mas que comunicam bem. Há uns tempos atrás-
Estamos a perder a tua ligação, Pedro Henriques. Estás a ficar um pouco sem rede. Não sei se consegues melhorar alguma coisa desse lado, mas agora creio que estamos em melhores condições.
E para terminar, para dizer que nós há poucos tempos atrás reclamávamos um bocadinho das comunicações que eram feitas por alguns treinadores, que até estavam nas equipas principais. Hoje em dia, a esse respeito, as coisas estão melhores. O Rui Borges, dentro daquilo que é a sua simplicidade, não deixa nada por dizer. E o Ancelotti, que ainda por cima é oriundo de jornalista, nesse sentido, foi aquilo que ele estudou, já se sabia que era um grande comunicador e também comunica bem. E foram simples. Mesmo o Rui Borges, não acredito que esteja a fazer manigâncias no sentido de dizer: "Eu já sei o que vai acontecer e estou aqui a esconder." Nós sabemos que cada hora conta em termos de recuperação e, porventura, isto que ele está a dizer vai para o banco, não vai para a bancada. Neste momento, isso significa que o Diogo Jota não está muito provavelmente a 100%, mas essa dúvida também pode jogar, de alguma maneira, a favor do Porto. O fator casa, para mim, continuará sempre a ser um fator determinante quando é jogos importantes. Nem sempre isso resulta, obviamente, e nesse aspeto o Porto vai fazer da sua fortaleza, e é importante que reúna os seus adeptos em torno da equipa, porque o Futebol Clube do Porto deste mercado de janeiro, no meu ponto de vista, não saiu o melhor. Perdeu alguma qualidade dos jogadores que são fundamentais e, portanto, vai ter que fazer deste jogo, um jogo relevante e importante para aquilo que o Porto vai jogar no resto do campeonato, nomeadamente para a conquista do título.
Sim. Olhando aqui para jogos que aconteceram durante as últimas horas, vamos ter este clássico amanhã, vamos fazer uma antevisão mais pormenorizada também na edição de "O Campeão" é de amanhã, mas tivemos nas últimas horas a estreia de João Félix no Milan, também o regresso de Neymar no Santos, também a estrear-se com o camisola do Santos. Mariana Fernandes, o que achaste destas duas exibições, sendo que, no caso de Neymar, temos também palavras, uma resposta a Jorge Jesus?
Eu acho que do lado do João Félix, eu tenho sempre muita dificuldade em falar destes primeiros jogos do João Félix, porque ele sempre que chega a algum lado, as coisas parecem que vão correr bem.
Correm bem.
Ele quando foi emprestado ao Chelsea a primeira vez, as coisas correram bem, começaram bem.
Até levar depois aquele cartão vermelho logo.
Exatamente. Quando foi para o Barcelona, começou a brilhar em conjunto com o João Cancelo, agora menos quando foi para o Chelsea novamente, mas ali na pré-temporada as coisas também pareciam estar a encarreirar bem e agora voltámos a ter uma ótima estreia, com um ótimo golo e está tudo muito entusiasmado outra vez. Eu, e falo disto muito abertamente, gosto muito do João Félix, fico sempre muito triste cada vez que as coisas lhe correm mal, mas nesta altura tenho sempre um bocadinho de prurido em falar ou em ficar muito entusiasmada, porque acho que a probabilidade é que nesta altura, infelizmente, é que as coisas corram sempre pior do que melhor, mas esperemos que não e esperemos que ele encontre realmente a sua felicidade com Sérgio Conceição no Milan. Quanto ao Neymar, acho que o Neymar, obviamente, foi para o Santos mais para ser feliz a jogar à bola ou voltar a ser feliz a jogar à bola do que propriamente para ser competitivo a jogar à bola. São coisas diferentes. Acho que fez muito bem. Acho que era o passo certo nesta altura, entre terminar a carreira ou voltar de facto a casa dentro de toda esta apoteose. Acho que voltar a casa para uns últimos anos e para terminar a carreira em bem e em bom, foi a decisão acertada. Agora, em relação às palavras de Jorge Jesus, eu acho que tudo fica explicado com a ideia de que todos percebemos que Neymar se foi embora do Al-Hilal não porque quis, mas porque Jorge Jesus quis. Eu acho que isso ficou bastante assente para toda a gente. Portanto, é normal que Neymar, tendo em conta todo o dinheiro que perdeu dentro dessa decisão, não esteja propriamente contente com aquilo que Jorge Jesus acha ou pensa ou diz. E acho que é um bocadinho a partir daí que se explica também que esteja chateado, como ele diz, com as palavras do Jorge Jesus.
Gabriel Alves, tua opinião sobre estas grandes-
Jesus é igual a ele próprio. Ponto, parágrafo e vem. Quanto ao Neymar, é um grande jogador que acabou por ter uma carreira periférica, sejamos assim, com muita coisa boa, mas pelo menos sempre com aquela simpatia, fazendo-nos sorrir e bem. O que, por exemplo, o compatriota dele, o Vinícius, não. Com aquele ar de importante, ele acha que ele é o Real Madrid, ainda ontem, no jogo com o Ganés, pelo amor de Deus, uma coisa perfeitamente incrível. Ele anda com dorzinha daquilo que é aqui no braço, é o cotovelo, do que o Mbappé está a fazer, que está de facto a crescer e ele anda a sentir que qualquer coisa não está bem. Ontem levou uma tareia na relva dado pelo senhor Modrić, muito bem dada, porque ele entrou tipo vedeta. "Eu vou resolver isto." Não resolveu rigorosamente nada. E o Modrić pô-lo na ordem, e muito bem. E depois o Carlo Ancelotti disse: "Quando o capitão fala, tem que se aceitar." Claro, completamente de acordo. Quanto a João Félix, eu quase que não queria falar, eu só estou sorridente perante tanta euforia. Mas ainda bem que há essa euforia. Mas eu queria só dizer, desde agora, muito pouco. João Félix é a terceira transferência mais cara da história para Espanha. Cento e vinte e sete milhões de euros. Num ano, tem quatro equipas. Chamam-no o garoto de ouro, mas a verdade é que ele começa sempre muito bem. O mundo cai aos seus pés, mas depois, por onde passou, não se encaixou. E aqui, quando se fala dos treinadores, e temos aqui perante que é o Inácio, ele sabe disso, com todo o respeito, ou são bestiais ou são umas bestas. Pois bem, os treinadores que ele teve são todos umas bestas porque não o conseguiram encaixar. Oxalá o Sérgio Conceição, que a imprensa já está falando aquilo que eu já disse aqui há uns dias, disse logo, vai falando nas relações pessoais. Pois bem Oxalá que o Sérgio Conceição consiga fazer do menino um atleta de alta competição. Parabéns ao Sérgio Conceição.
Augusto Inácio, também a tua opinião sobre estes dois jogadores, estes dois momentos.
Para já, o Neymar, por exemplo, já vai de helicóptero para o treino, que é muito bom. Assim não tem que apanhar o tráfego para ir para o treino e chega sempre a horas. Isso para ele já foi muito bom. Mas Neymar, na minha opinião, poderia ter feito uma carreira muito melhor se realmente fosse competitivo e se realmente quisesse mais alguma coisa em relação àquilo que eram as suas qualidades. Não deixou de ser um grande jogador, mas na minha opinião poderia ter sido muito mais. Quanto ao João Félix, já foi tudo dito aqui. Grande gol, é verdade, um gol com classe, mas vamos ver se isso tem continuidade ou não. Eu gostaria que sim, até porque o Gabriel Alves falou aí uma coisa que é real e que é verdade. Quer dizer, os treinadores são todos errados, só ele é que está certo. Vamos ver se agora o treinador está certo e ele também vai estar certo. Ele tem a grande oportunidade, porque muitas gestas já não vão passar muito pelas mãos.
Pedro Henriques.
Ou ele alinha João Félix e acerta e atina, e a pessoa certa neste momento, que não envolva um feitio que venha para trás certas coisas, chama-se Sérgio Conceição, ou é agora e o Sérgio Conceição torna-o realmente no tal jogador de alta competição. E alta competição aqui não é só fazer um grande jogo, é ser consistente ao longo dos microciclos semanais e ao longo dos jogos. Ou então, muito honestamente, se não for agora, dificilmente vai ser. E conto também com ele na minha, porque um João Félix ao mais alto nível é um titularíssimo da nossa seleção. Relativamente ao Neymar, voltamos a mais do mesmo e posso encaixar já aqui na minha nota de campeão, se me permitires.
Vamos a isso.
Que é, o Neymar, com o talento que tem, se tivesse um terço daquilo que ouvimos ontem na entrevista do Cristiano Ronaldo, após os seus 40 anos, estávamos a falar de uma vedeta, uma estrela, se calhar, planetária, porque realmente o talento é imenso, mas depois falta-lhe o resto. E depois mesmo nesses pequenos pormenores do helicóptero, está tudo dito. Já não vai resolver absolutamente mais nada. Vai ter que, talvez, se enxergar e se divertir a jogar a bola. Como é o campeão, eu vou voltar à questão do Cristiano Ronaldo. Ontem nós dedicamos um programa aqui ao Cristiano Ronaldo, demos todos nota 20, nota 1000, que é os gols que a gente quer que ele marque, mas ao longo do dia, o impacto que ele teve, porque todo mundo comemorou, todo mundo discutiu, todo mundo falou, fez programas, tudo e mais alguma coisa. E depois tivemos um exclusivo para Portugal de uma grande entrevista que ele, não em termos de tamanho, mas uma entrevista que ele deu, neste caso, ao Canal 11, e que realmente mostra o porquê de tudo o que ele faz e fazer com classe e dentro e fora das quatro linhas, porque a maneira como ele responde às questões e tudo aquilo que é a maneira de pensar e de ser e de estar em relação ao desporto, em relação à vida, diz tudo. E portanto, eu vou repetir aqui a nota 20, porque vale a pena agarrar nessa entrevista e para os jogadores que estão agora a começar e iniciados, que querem todos ganhar a vida do Cristiano Ronaldo, é primeiro ouvir a entrevista do Cristiano Ronaldo, para perceber o que ele faz para ter chegado ali e depois, a partir daí, estarão sempre no bom caminho para o certo.
Muito bem, vamos continuar então nas nossas notas. Augusto Inácio, campeão do dia.
Olha, eu vou dar nota 15 para os dois treinadores de hoje na conferência de imprensa, o Rui Borges e o Hansi Flick, porque eles preocuparam-se muito mais em falar das suas equipas e em relação ao adversário, foram sempre palavras de respeito em relação àquilo que é o trabalho de cada um. Isto, para sendo que não, dá uma certa calma para as pessoas irem para o estádio para verem um espetáculo que querem ver que seja bom, mas dentro daquela elegância e daquela frontalidade que caracterizou estes dois treinadores, que dão um mote muito grande para as pessoas irem para a bancada só para ver o futebol e não verem tal e compicardias, que isso não interessa nada a ninguém.
Gabriel Alves.
Olha, subscrevo o que acabou de dizer o Augusto Inácio, também 15 para os dois treinadores nesta antevisão do jogo. Depois vou aqui dar 20 ao Modrić, porque de facto, meteu na ordem a vedeta das vedetas, que agora já começam a escrever em Madrid, nos jornais, que ele já não é bem aquilo que o Real Madrid quer. Portanto, as coisas começam a se esvaziar, meter na ordem um tal Vinicius Junior, sem papas na língua, portanto muito bem a fazer seu papel de capitão. Quero deixar aqui uma nota, porque é assim, dá gosto ver um jovem entrar com toda a garra, com tudo que tem e sabendo jogar futebol, é para Gonzalo Garcia, que o Real Madrid está a aprender com o Barcelona, La Masia, agora a Castilha já está a aparecer na primeira equipa de Ancelotti. Olha, dou 17 ao Gonzalo Garcia e espero cantar muitos gols dele, porque aquele que ele ontem marcou foi fabuloso. Que cabeçada fabulosa, linda, top.
Mariana Fernandes, para fechar.
Olha, um 18 para o Marcelo, que acabou hoje a carreira. Já não jogava desde outubro, já tinha rescindido contrato com o Fluminense, portanto foi só a confirmação de algo que já se tinha percebido. Ainda assim, foi hoje, terminou hoje a carreira. É um dos melhores de sempre da história recente, é preciso recordar. Faz parte daquele Real Madrid que conquistou a Europa e eu acho que ainda vamos ter de esperar umas décadas para encontrar uma equipa tão dominante como aquela equipa do Real Madrid foi. Eu estava há bocado a ler e a recordar, e já não me lembrava disto. Quando ele é apresentado com 18 anos no Real Madrid, o Ramón Calderón, na altura, disse desde logo que era o substituto do Roberto Carlos. Ter 18 anos, ouvir isto e fazer o que o Marcelo fez, um 18 para ele também.
Termina aqui esta edição de "E O Campeão É". Estamos de regresso amanhã, depois de 12h30 para essa antevisão ao clássico entre Futebol Clube do Porto e Sporting.