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Começa agora mais uma edição de "E o Campeão É". Estamos na Rádio Observador. Vamos neste programa falar da Taça de Portugal. O Benfica seguiu em frente. Vitória por 3 x 1 em Faro. Hoje ainda há um jogo, Sporting Braga recebe o Lusitano às 20h15. O vencedor deste encontro vai depois emparelhar com o Benfica, já na próxima ronda. São jogos para analisar nesta edição de "E o Campeão É", hoje com Gabriel Alves, Augusto Inácio, Pedro Henriques e também Mariana Fernandes. Eu sou Miguel Cordeiro. Vamos começar precisamente por essa reviravolta do Benfica. Mariana, Schjelderup parece ser mesmo um reforço. Ontem foi ele que deu início a esta reviravolta. O Benfica que voltou praticamente a dar uma parte de avanço ao adversário.

Sim, voltou a ter um arranque em falso, sendo que foi um arranque diferente daqueles que tinham acontecido antes. Ou seja, a verdade é que o Benfica entra muito bem e poderia ter marcado logo no primeiro minuto. Tem depois também um remate do Carreras contra um jogador do Farense. Portanto, até tem ali quatro, cinco minutos de total superioridade face ao Farense. Parecia até que estava com uma atitude diferente daquela que tem tido precisamente nesses jogos em que deu essas primeiras partes de avanço. A verdade é que o Farense, com todo o mérito, tem eficácia total. Na primeira vez, praticamente vai à baliza do Benfica, consegue abrir o marcador e a partir daí, até ao intervalo, o Benfica volta a desaparecer. Sofre claramente e sente muito esse golo sofrido, deixa de ter capacidade para conseguir chegar perto da baliza do Ricardo Velho. Acho que só conseguiu através de um livre direto, até bastante desenquadrado com a baliza, mas o Di María, obviamente, conseguiu rematar à baliza e o Ricardo Velho defende junto ao relvado, mas volta a ter muitas dificuldades para reagir a esse gol sofrido, também com mérito do Farense, é preciso dizê-lo, que nunca desceu demasiadas linhas, manteve as linhas bastante subidas, apesar de estar completamente desinteressado no ataque, porque só queria resguardar aquela valiosa vantagem, mas manteve as linhas algo subidas, não afundou por completo, não se deixou ser asfixiado pelo Benfica. Mas depois foi uma equipa diferente que o Benfica trouxe para a segunda parte, ainda que não por inteiro, até chegar ao gol do empate. Aquele empate, aquele abre-latas que Schjelderup acaba por conseguir, muda um bocadinho a história do jogo e é preciso dizê-lo, o Benfica, mesmo na segunda parte, também não estava propriamente a conseguir, até ao momento do golo, ser extraordinariamente superior ao Farense. Aliás, a grande oportunidade de golo do Farense na segunda parte era do Farense até então, com o Otomane, que poderia ter bisado com uma boa defesa, um bocadinho de instinto do Samuel Soares.

Depois apareceram cinco minutos ao Benfica.

Sim, depois aparece um abre-latas. Eu acho que acima disso, aparece um abre-latas, porque tudo o que vem a partir daí é um Farense que fica completamente descoordenado e desnorteado com aquilo que acaba por acontecer, porque a verdade é que estava a ter, não o controle do jogo, mas pelo menos um pouquinho o controle das ocorrências e das dinâmicas, e acaba por ter seis minutos de total desnorte em que o Benfica consegue aproveitar, obviamente, porque é a melhor equipa, porque tem melhores jogadores e conseguiu ligar-se ao jogo e fazer aqueles três gols e resolver a questão. Mas acho que a grande chave foi esse abre-latas, foi o Schjelderup, obviamente, que já mostrou, e eu acho que continua a mostrar, que está num momento muito mais positivo do que o Akturkoglu, que teve a sua entrada fulgurante no Benfica na altura em que chega e na altura em que é contratado, mas teve um apagão a partir daí, uma queda abrupta em termos de rendimento. E o Schjelderup está bem, está confiante, conseguiu finalmente aquilo que queria, que era ser titular, ser aposta e ter minutos, está a marcar gols, leva dois jogos seguidos a marcar. Portanto, acho que não há grandes dúvidas entre quem é que deve, nesta altura, ser titular daquele lado do Benfica. Agora, com a lesão do Di María, e eu acho que lá vamos, acho que vamos abrir aqui a porta a outra questão, que é: ainda não sabemos se o Di María vai ter de ficar de fora ou não, se foi só uma coisa deste jogo ou não. E aí, então quem é que vai jogar? Joga Akturkoglu e Schjelderup? Há outra solução? Amdouni é titular?

E quanto tempo fica de fora Di María? Quanto tempo esse problema vai durar? Gabriel Alves, é precisamente esse o tema que eu queria lançar. Se Schjelderup, já podemos dizer, é claramente um reforço no significado dessa palavra para a equipa do Benfica, como é que fica a situação do ataque se se confirmar uma lesão um pouco mais prolongada para Di María, sendo que o Benfica tem agora jogo para o campeonato, joga já com o Barcelona na próxima semana.

Olha, boa tarde. Em relação ao Di María, não é só para o ataque, é para toda a estratégia e toda a dinâmica do Benfica, que Di María comanda tudo aquilo dentro das quatro linhas. Portanto, Di María é, digamos, o pautador, mais do que isso, é o pilar da equipa. Ele está bem, a equipa funciona. Ele não está bem, a equipa disfunciona. É um problema que o Benfica tem, Di María não estar. Vamos ver. Estamos aqui todos para observar se a lesão é ou não é duradoura, mas a verdade é que Di María faz imensa falta ao Benfica. Quanto a Schjelderup, eu junto ao Schjelderup o António Silva. Reparem numa coisa, estejam atentos, observem. Apareceram os tais, como dizia o professor Carlos Queiroz, que hoje em dia os jogadores são empresas, são multinacionais. Repare, o Schjelderup apareceu na comunicação que queria sair, que queria jogar. O António Silva, que ia não sei para a Juventus e tal. As firmas veem os seus ativos a desvalorizar e querem os ativos valorizados. E de um momento para o outro, Schjelderup aparece a jogar e o António Silva também. Eu vou deixar o António Silva agora de lado. O Schjelderup aparece e aparece bem. Mas há aqui um ponto, toda a gente fala do Turco. Nós aqui na Rádio Observador, e penso que nos outros canais e nos outros meios de comunicação, vínhamos observando que o Turco fisicamente estava em déficit. Mais, a própria televisão, quando faz um grande plano do jogador, repara-se, vê-se o seu cansaço na face, daquilo que se observa de forma clara E agora pergunto: por que é que o Schjelderup não apareceu mais cedo? Foi preciso aparecer na comunicação para ele surgir? A questão é esta. Ontem, o Bruno Lage falava da questão de ter jogadores. E eu sei que isto para os treinadores também é algo difícil de gerir, porque estão a gerir pequenas firmas dentro da equipa, dentro da empresa que é o clube. Mas a verdade é que os clubes têm necessidade de ter dois jogadores para o mesmo lugar, por causa da competitividade. Por isso é que se pede dois laterais-direitos, dois extremos, dois pontas de lança, dois centrais ou quatro, ou cinco, naturalmente, que é aquilo que é necessário para que essa competitividade surja e não só, inclusivamente em termos de estratégia. Porque claro, o Coco Glória é um jogador de uma determinada tipologia, o Schjelderup é de outra tipologia, embora joguem na mesma posição. Mas a verdade é que a equipa, naturalmente, com um funciona a assado, com o outro funciona a cozido. E daí que tem que estar aquele que está em melhor naquele momento. E isso, então, compete ao treinador desenhar aquilo que é o projeto da equipa para o jogo que se vai seguir. Daí que este jogo ontem, assino tudo por baixo o que a Mariana disse, nem seria de outra forma. Não vou adiantar rigorosamente mais nada, só dizer que Schjelderup, neste momento, é um bom negócio para todos, para a comunicação, para os mídia e para ele próprio, naturalmente, que vai merecendo, em termos de mercado, outro olhar, outra observação.

E para o Benfica, certamente, que já contou com dois gols e dois gols importantes, um deles a valer um título.

Claro. Só se pergunta é por que não apareceu mais cedo. Por que não entrou mais? Só entra depois de aparecer aquelas noticiazinhas por aí fora que ele queria ir embora e do próprio agente ter aparecido por aí.

Sendo que, no que toca a Schjelderup, desde que regressou ao Benfica, praticamente todas as semanas, há a informação de que estaria pronto para sair. Portanto, em qualquer altura que jogasse, poderia surgir essa suspeição, Mariana.

Miguel, é esta pressão, estás a perceber? Porque isto hoje é complicado, tens o Ronaldo Araújo. Aquilo ali no Barça, eu vou para a Juventus e tal, não sei quantos e tal. Pronto, o Barça dá cinco ao Real, faz uma goleada, o Deco agora aparece, foi falar com o Ronaldo. "Mas espera aí, está lá o Íñigo Martínez, que é o titularíssimo, tal, vai ficar cerca de cinco semanas fora. Tu também vais ser titular, etc. e tal por aí. Deve haver ali uma proposta qualquer. Eu já vou voltar a este assunto do Barcelona noutra dimensão. E é verdade, o Ronaldo Araújo tem muito carinho dos colegas, estão todos muito juntos.

Pedro Henriques, acertaste no 11 do Benfica. Bruno Lage acertou no 11 que tinhas alinhado. Assim é que está certo. O que achaste deste encontro entre Benfica e Farense?

De forma humilde, acertar no 11 já não é notícia. Estou a brincar. Eu acho que nós tínhamos todos que chegar a uma conclusão, que era quem ganhasse a Taça da Liga ganhava um boost de energia mental e psicológica para aquilo que faltava jogar nas provas, nomeadamente o campeonato, basicamente, mas também esta questão da Taça de Portugal. O Bruno Lage ontem disse que ao intervalo, sobretudo, apelou muito a esse aspecto de se ganhamos a Taça da Liga, aqui podemos ficar fora de um título, este é um título que também podemos ganhar e só quem ganha a Taça Liga pode também ser campeão. Portanto, apelou exatamente a essa parte mental. Se ontem ganha, ele não podia ter feito esse tipo de discurso. O que significa que a Taça da Liga tinha não só o título, que foi dado, neste caso, foi atribuído, prometo, obviamente, ao Benfica, como tinha também a parte mental e psicológica para tudo aquilo que possa vir para a frente. E acho que ontem foi isso que aconteceu, porque como foi aqui dito, e bem, tanto pela Mariana, sobretudo pela Mariana, que analisou mais o jogo, que o Benfica parecia que estava a faltar qualquer coisa, muito por mérito do Farense, mas também por algum menos mérito do Benfica. E de repente, quando a gente diz, e bem, que há um abre-latas, que há um momento decisivo que dá a volta ao jogo, etc. Tem muito a ver, às vezes, com a atitude e com a postura mental de todos, quer da equipa, quer individualmente de um jogador que neste momento está muito sem foco, como foi agora dito aqui pelo Gabriel Alves, e bem, por diversas razões, que está psicologicamente mal de cima. O futebol é o momento, quando a gente diz: "Ah, mas por que ele não era titular?" Não era titular porque se calhar este Schjelderup há três meses atrás não era assim. E agora, de repente, passou a ser e nós sabemos que todos nós, independentemente da relação que temos com o desporto e com o futebol, especificamente, nós não somos iguais durante as 24 horas, nem durante o ano inteiro. E nós muitas vezes vivemos exatamente o momento em que tudo acontece e a gente dá um passo à direita, à esquerda e sai tudo bem. E depois andamos em fases em que damos 50 passos à direita, à esquerda e sai tudo mal. É um pouquinho assim. E o futebol, e o jogador, e o atleta é também esta parte da ligação mental e tudo mais. Portanto, eu acho que o Benfica acaba por ser claramente superior ao Farense naquilo que é o jogo ter 90 minutos. Esta ideia que temos que estar a jogar sempre por cima 90 minutos e se não fizermos é porque há alguma coisa mal. Não, o jogo é isso, é momentos, depois ganhas, marcas um gol, depois recuas, depois avanças. É o futebol mesmo. E os 90 minutos são para ser jogados 90 minutos e o Benfica foi claramente superior. E quando, de repente, começa a ficar encostado com o resultado e com o tempo, com o tic tac, vem ao de cima qualquer coisa. Por isso é que digo: há o Benfica, há o Porto e Sport e depois há os outros clubes, que não têm os mesmos recursos. Portanto, eu acho que foi o normal, o natural. Vamos esperar o que acontece também do Braga hoje. Se assim acontecer a normalidade do Braga ganhar, vamos ter aqui um quarto-final muito interessante. Sendo que a Taça de Portugal tem esta vertente, que é poder juntar um Braga a um Benfica numa final do desporto ou a certeza de uma meia-final com equipas que não são, por assim dizer, dos escalões principais. E, portanto, vai ser diferente do normal, mas acho que vai ser muito interessante ver o que vai acontecer também nesta competição, Taça de Portugal.

Augusto Inácio, a lesão de Di María é preocupante para o Benfica?

Pois, o Benfica tem poucos criativos. Boa tarde, antes primeiro. Tem poucos criativos. Agora, claramente que o Di María é o mais criativo de todo o plantel do Benfica. Está a aparecer agora mais um. E o Benfica ontem só desbloqueou o jogo pela individualidade, não foi por seu coletivo, que o Benfica deu a volta ao marcador. Schjelderup fez uma jogada extraordinária, marcou um grande gol

E depois logo a seguir marca o segundo e aí praticamente matou as esperanças todas do Farense. Mas aquela primeira parte do Benfica, tirando aqueles quatro, cinco minutos, como a Maria Fernandes disse, e bem, o Benfica entrou muito forte, mas depois caiu outra vez no marasmo daquilo que é o habitual no Benfica. E claramente depois ganha por 2-1, depois por 3-1, claramente depois geriu o jogo e ganhou bem. Quando eu vi o Di María a sair, eu vi logo que foi o Di María que pediu para sair, porque tinha de sentir qualquer coisa.

Sim, principalmente neste intervalo, não é?

Exatamente. O que é não sei, mas nestas coisas o normal ainda por cima a andar da maneira como ele estava a andar, notou-se claramente que aquilo tinha de ser qualquer coisa muscular. Agora vamos ver o tempo de paragem e o Benfica se tem poucos criativos, fica agora só com o João Pedro que está a passar por um bom momento e depois vamos ver que tipo de solução é que o Bruno Lage vai adotar. Mas claramente que é uma baixa muito importante no Benfica.

Vamos falar um pouco de Gabriel Alves.

Estamos com o Nórdico e com o dinamarquês tão criativo e bem que está aqui a ser utilizado. Está a surgir um novo Laudrup no estrelato do futebol europeu? Deixo a questão.

Vamos ver. Mariana Fernandes, o Sporting anuncia novo guarda-redes. Rui Silva é mesmo o reforço?

Para bem do Sporting, eu espero que sim. Ora bem, vamos a factos. Rui Silva é muito melhor do que Frank Israel e do que Kovacevic. Eu acho que isto é um dado adquirido, acho que é um bocadinho unânime e consensual. Se Rui Silva é o guarda-redes ideal ou o guarda-redes que eu acho que nesta altura o Sporting com a capacidade financeira que foi conquistando nos últimos anos, com até a exigência que foi tida a nível desportivo nos últimos anos, com aquilo que o Sporting tem, pelo menos em termos de projeto planeado para os próximos anos, enquanto objetivos desportivos e financeiros, se eu acho que Rui Silva é aqui o guarda-redes que encaixa como uma luva ou se eu acho que é extraordinariamente ambicioso por parte do Sporting ir buscar Rui Silva. Acho que não. Acho que é uma contratação que era obviamente necessária. Acho que é um problema que o Sporting continua não a empurrar com a barriga, mas a ir buscar aqui pensos rápidos. É certo que este é um penso rápido um bocadinho mais forte. É certo que este é um penso rápido um bocadinho melhor. Agora continua a ser um penso rápido. É um guarda-redes contratado no mercado de inverno, é um guarda-redes que claramente também se calhar queria voltar a Portugal, portanto olhou com bons olhos para este Sporting e para a possibilidade obviamente de jogar a Liga dos Campeões, coisa que nunca conseguiu fazer ao longo da carreira. E é um Sporting que cria aqui mais experiência, um verdadeiro número um, um guarda-redes que pudesse dar outras garantias e Frank Israel ficar como um suplente, que também dá várias e muitas garantias. Agora, eu não acho que o Rui Silva seja um guarda-redes para agarrar a baliza do Sporting durante muitos anos. É certo que é um guarda-redes, portanto esta ideia de ter 30 para 31 anos é sempre mais relativo do que ser um jogador de campo, mas não me parece que seja aqui um guarda-redes para o Sporting ter número um durante muito tempo. E eu acho que era isso que o Sporting precisava nesta altura, era resolver esta questão da baliza durante vários anos. Não sei se vai acontecer com o Rui Silva.

Agostinho, a tua opinião sobre este homem que chegou ao Sporting.

Eu acho que é uma solução de momento, porque o Sporting cometeu um error casting, como se costuma dizer, gastou cinco, seis milhões com o Kovacevic, que não deu certo, foi um tiro ao lado e Frank Israel não dá aquelas garantias de ser um número um afirmativo. E nessa perspetiva, o Sporting entendeu que devia de ir ao mercado. Optou pelo Rui Silva, que é um jogador que tem oito anos do Campeonato Espanhol, esteve quatro anos no Granada, quatro anos no Bétis. Claro que são equipas que ele se evidenciou, mas que não lutam por títulos. Agora vai para o Sporting e o Sporting está na Champions, está a lutar para ser bicampeão. A responsabilidade é diferente. Falta-me tentar perceber que tipo de confiança é que ele dá aos seus colegas da frente. Mas para já é uma solução de recurso, até porque não é caro nesse sentido, porque o Ricardo Veiga era muito mais caro, o Sporting optou pelo Rui Silva. Vamos ver se ele dá essas garantias, já que o Sporting em guarda-redes parece ter acertado pouco.

Muito bem. Lá por fora, Gabriel Alves, Conceição conseguiu a primeira vitória no Milan, no campeonato, neste caso, já tinha tido esses claros resultados positivos na Supertaça. O que achas do trabalho que pode fazer aqui Conceição neste Milan, sendo que é um trabalho difícil, principalmente o campeonato, está em sétimo, 31 pontos, o primeiro é o Nápolis com 47. O que achas que pode efetivamente conseguir aqui Sérgio Conceição, Gabriel?

Atingir a Champions, o quarto lugar para ir à Champions é o título que ele pode conseguir nesta altura. E o próximo jogo é quem tinha.

Está a cinco pontos dos lugares de Champions.

É, o lugar está próximo, o jogo é quem tinha, com o Juventus, que é outra que tem 14 empates, é a equipa dos empates. Naturalmente que está ali no fio da navalha da comunicação social italiana. Olha, o jogo de ontem eu fiz o jogo, eu comentei o jogo de ontem. Foi tirada a ferros esta vitória do Milan, porque o Como para mim foi sempre uma equipa melhor, melhor organizada, melhor estabelecida no terreno. Pronto, faltou-lhe a definição. E os jogos ganham-se com gols, ganham-se nas áreas e a equipa do Milan acaba por ir lá duas, três, quatro, três vezes. Na primeira parte, uma que o guarda-redes defendeu bem e depois tem dois gols. Um é um remate do Theo, olha, foi perdendo. E depois outra é uma bela jogada. Uma bela jogada com o Rafael Leão a fazer um gol de estilo fantástico, com um passe do britânico Brahim, muito bom a desmarcar. E bem aí o Sérgio Conceição a colocar o O Rafael Leão como falso nove. Há muita coisa que tem que ajustar. Esta equipa do Milan não mostra ajustes, mostra desajustes e depois tem a enfermaria cheia, o Pulisic, o Theo, o Morata, o Bennacer.

Tem muito trabalho pela frente, Conceição.

Tem muito trabalho e ele vai dizendo: "Desculpem, essa é a minha maneira de estar no banco". Porque ele tem que ir dizendo alguma coisa sobre isso, porque ele está sempre muito nervoso, faz parte do ADN. Mas pronto, Milan ganhou. Ganha, mas não convence. E podia ter marcado nos últimos momentos, mas o Como tem que marcar, se quer realmente ganhar jogos, tem que definir melhor.

Sim. Vamos falar ainda de um caso, antes de irmos para as nossas notas. Dois, três minutos para falar deste caso. Vem do Campeonato Português de basquetebol. Wesley Saunders era até agora o MVP do campeonato, liderava em média pontos 16, ressaltos sete, assistências quatro, isto em médias por jogo, eficácia em linha de lance livre 90%. Jogador do Oliveirense, o melhor do campeonato até esta altura. Acontece que tem de deixar Oliveirense e tem de deixar Portugal por causa da Agência para a Integração, Migração e Asilo, que considerou que não tem autorização, este homem, Wesley Saunders, para continuar em Portugal por ter cadastro criminal nos Estados Unidos da América, neste caso relacionado com condução perigosa e irresponsável. Portanto, não pode continuar em Portugal, diz a AIMA, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, que é uma situação que acontece com todos os cidadãos nessa condição. Mariana Fernandes, Oliveirense diz que tentou de tudo para manter o jogador, apontou para casos no passado de jogadores em situação semelhante que jogaram. O que temos aqui? Temos o melhor jogador do campeonato a ser afastado pela Agência de Integração, Migração e Asilo.

Sim, mais do que o Oliveirense, a Federação Portuguesa de Basquetebol tentou tudo. A Federação Portuguesa de Basquetebol invocou, e eu creio não estar aqui a enganar-me nas palavras, mas invocou aqui a ideia de ser do interesse superior do basquetebol português e do desporto português que o Wesley Saunders continuasse a jogar em Portugal e pudesse jogar em Portugal. Fazendo aqui um paralismo muito rápido. É muito parecido com aquilo que, por exemplo, o Comité Olímpico Português vai ter de fazer agora para que Pedro Pablo Pichardo continue a representar Portugal ou enquanto estiver ainda em tribunal com o Benfica. É invocar aqui o superior interesse nacional. Portanto, a Federação Portuguesa de Basquetebol tentou fazer o mesmo, dizer que era do superior interesse nacional, desportivo, neste caso, claro, que o Wesley Saunders continuasse a jogar em Portugal. Ora, isso também não serviu. A AIMA manteve a decisão. De tudo o que sabemos até agora, pelo menos o caso ainda não me parece que esteja completamente resolvido. Não sei ainda, acho que ainda vamos ter vários capítulos aqui a seguir, mas de tudo o que sabemos até agora, ele vai mesmo ter de rescindir o contrato, sair de Portugal, deixar o Oliveirense. Acho que é uma grande perda para o campeonato. Obviamente, é uma grande perda para o Oliveirense primeiro, mas é uma grande perda para o campeonato, é uma grande perda para o basquetebol português, para uma equipa que, não sendo Benfica, Sporting ou Futebol Clube do Porto, obviamente, está sempre dentro das decisões, está sempre dentro da luta pelos títulos e que ia aqui animar muito as disputas, principalmente com estas três principais equipas. Nós falávamos aqui em off a dizer que era como se o Jokeres tivesse conduzido mal ou tivesse conduzido sem carta na Suécia e agora não pudesse jogar em Portugal. Eu, por acaso, gostava de ver isto acontecer no futebol.

Exatamente.

Para perceber se a intransigência-

E num dos grandes emblemas.

Sim, exatamente. Gostava de saber se a intransigência da AIMA, desta agência afetou ao governo, não era assim tão grande se fosse um jogador de futebol.

Se fosse o Jokeres.

Se fosse o Jokeres, exatamente.

Muito bem. Vamos para as nossas notas de campeão. Começo pelo Pedro Henriques, teve hoje menos tempo. Pedro, a nota de campeão do dia.

Sim, a nota de campeão, aqui com duas coisas rápidas. Em primeiro lugar, nós sabemos que por causa disso que agora estivemos a falar, há leis, regras e regulamentos, e obviamente que os regulamentos são para regular, e depois deve haver, no meu ponto de vista, as exceções, porque se fosse para cumprir, chamavam-se cumprimentos. O que eu quero dizer com isto é que sim, a lei é para cumprir, mas depois pode haver situações excecionais e na perspetiva, muitas vezes, de reintegração das pessoas na sociedade que, infelizmente, por alguma razão, seja mais jovem ou menos jovem, não fazem as coisas de forma correta, mas deve haver sempre essa possibilidade de reintegração. Em relação ao Rui Silva, também quero dizer uma coisa: certo, penso rápido, mas eu acho que é muito mais do que penso rápido, e não estou totalmente de acordo com o que foi aqui dito. Acho que é um anti-inflamatório, é um analgésico antipirético e em tempo frio, aí o Sporting vai ficar bastante protegido de gripes e constipações. E finalmente, não se esqueçam que o Sérgio Conceição, mais uma vez, deu a volta ao resultado. A parte mental é terrível. Para mim, a nota de campeão, Shell Group, nota 17 para o Shell Group, que neste momento é o momento dele, e ele esteve ontem em modo saca, saca, saca, a rolha e abre o garrafão, claramente.

Augusto Inácio, campeã do dia.

Olha, também para o Shell Group, nota 15, porque está a começar a aparecer na equipa principal do Benfica e ontem desbloqueou um jogo que estava a ser difícil. E já que estamos a falar de basquetebol, nota 5 para o Sporting. Ontem no jogo com o Imortal, a ganhar por 20 pontos, acaba por perder 86 a 80 e acima de tudo está a fazer um mau campeonato, por isso para o basquetebol do Sporting, nota 5.

Gabriel Alves.

Olha, para já uma nota nine para o presidente do Vitória Sport Clube, Vitória de Guimarães, pelas justificações que deu em relação à rescisão com o treinador. Ajuste e mais ajuste e não ajuste e não ajuste. Portanto, é uma nota nine. Oxalá que o Luís Freire, que agora vai, que os tais ajustes se celebrem antes da assinatura do contrato do treinador. Ele que também foi despedido do Rio Ave. Portanto, uma nota nine para não dizer nota mediocre. Depois vou dar aqui uma nota 16 ao Atlético de Madrid, em Espanha. Quatorze vitórias consecutivas em 13 competições, um recorde absoluto da história do clube. Houve um momento em que esteve a 10 pontos do Barcelona, aquilo que goleou o Real Madrid por duas vezes esta campanha, agora está seis à frente. Portanto, tem 16 pontos conquistados. É a nota 16, são o número de pontos. E para o Barcelona, quero dar uma nota de risada para o senhor Laporta e quero dar 20 ao "El País". É, de facto, um órgão fantástico. Vejam bem qual é o título hoje: "El País". "Populista, viva o laportismo". Mas que belo título! Olha, 20 ao "El País", zero ao senhor Laporta.

Mariana Fernandes, para terminar.

Olha, foi uma madrugada histórica para o ténis português, por isso vai um 18 para o Jaime Faria, que perdeu com o Djokovic, foi eliminado pelo Djokovic, mas ganha um set ao Djokovic no tie break e é um amor ti para a história. É o primeiro português de sempre a ganhar um set ao Djokovic. Ele é muito novo. Foi uma noite histórica para o Jaime Faria, independentemente de ter sido eliminado. O Nuno Borges, noutro campeonato, claramente, só precisou de três sets para ganhar ao Jordan Thompson, que está acima dele no ranking, continua no Open da Austrália e eu acho que nos deu aqui a certeza quase absoluta de que 2025 será o primeiro ano em que teremos um português no top 30 do ranking ATP.

Esperemos que sim. Vamos, claro, acompanhar Nuno Borges também ao longo deste ano de 2025. O "Campeão" está de regresso amanhã, depois de 12h30.