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Um ano de ouro que se refletiu e muito no atletismo. Isaac Nader foi a Tóquio sagrar-se campeão do mundo nos 1500 metros, uma conquista alcançada na reta final. Os últimos 60 metros foram brilhantes e até fizeram Nader duvidar da própria vitória.
Eu era quinto e pensava que podia chegar às medalhas. Depois começo a passar atletas e nos últimos 10 metros penso que consigo ganhar. E a minha reação final não de surpresa, mas porque realmente não acreditava muito que tinha sido realmente campeão do mundo.
Mas a verdade é que venceu no Mundial do Japão e não foi o único a levar o ouro para casa desde Tóquio. Pedro Pichardo conquistou, pela segunda vez na carreira, o título de campeão mundial em triplo salto, no mesmo estádio onde há quatro anos tinha conquistado o ouro olímpico. Nos Mundiais de pista curta, Patrícia Silva foi à China conquistar a medalha de bronze dos 800 metros e com direito a recorde nacional. Destaque também para Vasco Vilaça, no triatlo. O português alcançou o terceiro lugar no mundial e acaba o ano no quarto lugar de um ranking que tem ainda Ricardo Batista no top 10. Na canoagem, 2025 foi de duplo ouro para o Quarteto Maravilha, composto por João Ribeiro, Messias Batista, Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha. Título mundial e título europeu no K4 500 metros. Fernando Pimenta não quis ficar atrás dos compatriotas. Arrecadou a vitória no Europeu de K1 1000 metros. Já no mundial, não foi além do bronze, mas no total, o limiano somou oito pódios internacionais. 2025 tem também outro nome, o de João Almeida, o ciclista de Atos Francos venceu a Volta ao País Basco, a Volta à Armandia e a Volta à Suíça. E apesar do abandono infeliz em França, João Almeida conquistou ainda o segundo lugar na Volta à Espanha, momento que descreveu como especial na Rádio Observador.
Foi uma Volta à Espanha muito boa e esta vitória no Angliru foi histórica, diria, foi especial.
O destaque aqui para a vitória na etapa rainha, no mítico Alto do Angliru, foi lutar até o final, pelo menos até bem perto da meta.
O único momento em que eu estou a olhar o chão foi o último quilômetro da etapa vinte, que o Vingegaard já ia sozinho na frente e eu pronto, já está feito.
No ciclismo, o ano ficou também marcado pelo adeus à modalidade de Rui Costa, após 17 épocas nos grandes palcos, deixa para trás sucessos como o título mundial em 2013, três vitórias na Volta à Suíça e as 13 etapas no Tour de France. Nas pistas, Iúri Leitão confirmou o crescimento depois das medalhas em Paris 2024. Em 2025, sagrou-se campeão europeu em scratch e na corrida por pontos. No judo, ano de ascensão para Patrícia Sampaio, que acaba 2025 como número um do mundo na categoria de 78 quilos. Ouro no Grand Slam de Paris, título europeu em Podgorica e bronze no Mundial de Budapeste. Na patinagem artística, Portugal assumiu-se como potência mundial em 2025 e para isso muito contribuiu a jovem madeirense de 17 anos, Madalena Costa. Em Pequim, na China, Madalena sagrou-se campeã mundial de seniores e tornou-se, de resto, a mais jovem de sempre a alcançar esse galardão. A fechar os destaques individuais, Miguel Oliveira diz adeus ao MotoGP. Fechou o mundial na 20ª posição e em 2026 vai rumar ao Campeonato de Superbikes. Aí vai representar a BMW. E se no individual a coisa correu bem, o mesmo pode-se dizer das modalidades de pavilhão, e que o diga o hóquei em patins nacional. A seleção portuguesa recuperou em Paredes o título europeu que lhe fugia desde 2016. Nos clubes, destaque para o hóquei de Barcelos, que conquistou a Liga dos Campeões, e para o Sporting, que brilhou no Mundial de Clubes conquistando a prova. O campeonato, por cá, ficou pelo segundo ano consecutivo no museu do Futebol Clube do Porto. No andebol, Portugal atingiu também o melhor ano de sempre das seleções. Lutou por medalhas, não conseguiu, mas acabou com o histórico quarto lugar no mundial. Ainda assim, em cadeira de rodas, o ouro foi português. A nível nacional, o Sporting reforçou a hegemonia, tricampeonato a que se somaram novas conquistas na Taça e na Supertaça. Na Champions, caiu apenas nos quartos de final com o poderoso Nantes, mas para a história fica a proeza do segundo lugar na fase de grupos. Os Leões voltaram aos troféus no voleibol com a conquista do Campeonato Nacional, o que não acontecia desde 2018. Troféu ganho na Luz com uma reviravolta sensacional depois de As Águias terem vencido os dois primeiros encontros da final. E se o Benfica ficou a lamentar-se no voleibol, o mesmo não se pode dizer do futsal. O domínio leonino caiu depois de quatro anos seguidos. Os encarnados foram melhores e em pleno João Rocha levantaram o nono campeonato da história do clube. Já nas seleções, destaque para o inédito segundo lugar da equipe feminina no Mundial das Filipinas. As portuguesas caíram apenas na final para a seleção do Brasil. Melhor fizeram os sub 19 masculinos, que voltaram a sagrar-se campeões da Europa da categoria com vitória na final perante a vizinha Espanha. De volta aos clubes, os encarnados confirmaram também a hegemonia no basquetebol nacional. Tetracampeonato conquistado para além da Supertaça. Nas finais, As Águias precisaram apenas de três jogos para bater o Futebol Clube do Porto. Nas seleções, o ano foi marcado pelas participações de Portugal nas fases finais dos campeonatos europeus de masculino e feminino. No masculino, Portugal atingiu pela primeira vez os oitavos de final, tendo caído apenas perante a poderosa Alemanha. Destaque final no basquetebol para o primeiro português de sempre na NBA. Neemias Queta viveu um ano de afirmação em Boston e já se assume como titular nos Celtics. O poste português registra por esta altura as melhores médias da carreira desde que ingressou na liga norte-americana.