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Vamos a uma reação que eu acho que o João Gama tem agora a oportunidade de recolher. João?

É isso mesmo. Vamos ouvir a ministra Ana Catarina Mendes.

Daqui a poucos dias, 48 anos da nossa democracia, 46 anos da nossa Constituição e isso dá-nos a liberdade de expressão, mas também o direito a discordar. Em primeiro lugar, os portugueses votaram em janeiro numa maioria absoluta para o Partido Socialista, que nos confere uma grande responsabilidade a este governo. O programa de governo está entregue na Assembleia da República, será votado nos próximos tempos e não tenhamos dúvidas, o senhor primeiro-ministro está para cumprir o mandato que os portugueses lhe deram, para cumprir o mandato desta legislatura. Foi para isso que os portugueses confiaram. Há três necessidades absolutas no país. Em primeiro lugar, a grande ambição de nos próximos quatro anos continuarmos a rota de crescimento, continuarmos a convergir com a União Europeia, ter uma economia mais competitiva, melhores salários e a geração mais nova, dos mais jovens, poder aqui realizar-se com melhores salários, melhores empregos, com uma agenda de trabalho digno. Em segundo lugar, continuarmos a responder à pandemia. E em terceiro lugar, e não menos importante, é que estamos mesmo a responder já às consequências económicas e sociais que a guerra depois de 24 de fevereiro trouxe. E por isso, a ambição deste governo é responder no imediato, mas também conseguir continuar a ter um país mais desenvolvido e mais próspero para todos os portugueses.

Não há eleições antecipadas.

Vai cumprir o governo o mandato até 2026?

Acabei de dizer, o senhor primeiro-ministro nunca virou as costas ao país. Não virou as costas ao país nos momentos mais difíceis, como foram os momentos da pandemia, não virará as costas ao país no momento em que vivemos uma guerra e que foi eleito para um mandato de quatro anos.

Não está com o coração em Bruxelas, como disse Nuno Melo?

Estará com o coração em Bruxelas, certamente, porque o doutor António Costa tem bem a consciência que as respostas que são necessárias ao país são respostas que são tidas também no plano europeu e na solidariedade europeia. É nesse sentido que o doutor António Costa, o senhor primeiro-ministro, está com o coração em Bruxelas, mas com o coração no projeto europeu, mas sobretudo comprometido com os portugueses, com Portugal, para os próximos quatro anos e meio. Muito obrigada a todos.