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Foi um discurso virado para fora, de um partido que se tenta reerguer, que se tenta reinventar, depois de um desaire eleitoral de fortíssima intensidade. E naturalmente, foi aquilo que deixei a Nuno Melo, em nome de todos os sociais-democratas: boa sorte. A democracia portuguesa precisa de um CDS, precisa de um partido responsável, um partido reformista, com história, com excelentes quadros, com implantação nacional, até em contraponto de outras forças de direita, populistas, menos responsáveis, e, portanto, creio que, sendo um período extremamente difícil, é um exercício que o CDS, neste momento, tem que fazer, mas que faz falta a Portugal. O futuro a Deus pertence. Naturalmente, que o CDS é o aliado natural do Partido Social-Democrata, mas, neste momento, o CDS tem a sua casa arrumada. O Partido Social-Democrata irá tê-lo dentro de algumas semanas e depois, aí sim, a estratégia conjunta a acontecer depende dos seus líderes.