Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

A solução que eu acho uma excelente solução, porque é uma solução que desbloqueia um problema institucional grave, que tem que ver com a eleição do presidente da Assembleia da República, a segunda figura do Estado português. Houve um entendimento sério entre o PS e o PSD e na base desse entendimento, que ficou claro, foi o seguinte: o PSD apresentará hoje um candidato, que será o Dr. Guilherme Branco, à presidência da Assembleia da República, e nós votaremos essa candidatura, e daqui a dois anos o PS apresentará o seu candidato. Não consigo antecipar o que é que vai acontecer nos próximos dois anos, nem no PS, nem em particular na minha vida, e portanto nem eu próprio me vou auto acorrentar à ideia de vir a ser .

O PSD não quis ter também o nome como garantia.

O que é certo é que vai ser alguém do PS, uma deputada ou um deputado do PS, daqui a dois anos será presidente da Assembleia da República.

O que é que o PS deve fazer hoje quanto à vice-presidência proposta pelo Chega? O PS vai votar contra?

Sobre isso, cada deputado votará de forma livre, cada deputado avaliará se deve votar ou não votar. Portanto, nessa questão nem sequer foi objeto de discussão que eu me tenha apercebido. A questão fundamental não é essa. A questão fundamental deste Parlamento não é o Chega. A questão fundamental neste Parlamento é os partidos democráticos, os maiores e os com menos expressão, é os partidos democráticos revelarem capacidade de entendimento das questões institucionais de fundo para depois poderem conflituar abertamente nas questões da governação. O PS não deixou de ser o partido de oposição e o principal partido de oposição neste país. E é isso que os portugueses querem.

Parece querer deixar bem claro que esta não é uma solução programática.

É isso que os portugueses querem, um partido a governar ou dois partidos, e um partido claramente de oposição, como é o caso do Partido Socialista. Agora, os portugueses não querem é que se confunda o que deve ser uma disputa democrática séria e civilizada com uma espécie de guerra civil em que tudo vale. Não, nem tudo vale. Para o Chega tudo vale, mas para os outros partidos não pode valer tudo. E essa é a grande diferença, isso tem que ficar claro. E não podemos ter medo da ideia de que o Chega, ao fazer isso, vai liderar a oposição alguma vez em Portugal, porque o Chega não representa uma oposição ao governo. O Chega vai se colocar numa perspectiva de oposição ao regime democrático. Isso é completamente diferente de uma disputa normal entre partidos democráticos. E, portanto, ninguém nos vai condicionar, pelo menos a mim ninguém me vai condicionar neste discurso, que é um discurso de sistemático combate a um partido que desqualifica a vida democrática, que procura desqualificar as instituições da democracia e que claramente queria agora que se criasse aqui um ambiente negativo em torno da Assembleia da República.